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As melhores cinco trocas da NBA: quais deram mais resultado na temporada?

É preciso ousadia e um pouco de sorte para realizar as melhores transações. Quem foi mais feliz e acertou na temporada?

As melhores cinco trocas da NBA: quais deram mais resultado na temporada?

Entrando na reta final da temporada regular, algumas franquias já começam a traçar o seu planejamento para o próximo ano em busca de times mais competitivos e possibilidade de disputar os play-offs.

No caminho inverso, outras apostaram suas fichas e já começam a colher os frutos dos bons negócios. Por isso, listamos abaixo as cinco melhores transações realizadas até o momento.

Antes de começar, vale a pena destacar duas trades realizadas na noite do draft e que deram muito certo até aqui.

Jazz aposta e garante candidato ao prêmio de melhor calouro

Foto: Getty Image

O Utah Jazz fez uma campanha sólida na temporada 2016/2017, mas sofreu com o desmanche do atual elenco. Com as iminentes saídas de George Hill e Gordon Hayward, a franquia precisou apostar e na noite do draft trocou Trey Lyles e a sua pick n° 24 com o Denver Nuggets em troca da pick n°13. Com a escolha, selecionaram Donovan Mitchell, ala-armador da Universidade de Louisville. O camisa 45 não sentiu a pressão e é hoje um dos principais jogadores da equipe, ao lado de Rudy Gobert. Tem médias de 19,8 pontos, 3,6 rebotes e 3,5 assistências em quase 33 minutos de jogo. Além disso, tem aproveitamento de 44% nos arremessos de quadra, com 35% de conversão na bola de 3 e 84% nos lances livres.

Em 1 de dezembro de 2017, ele marcou 41 pontos em uma vitória por 114–108 sobre o New Orleans Pelicans e estabeleceu o recorde de pontuação feito por um novato do Utah Jazz, tornando-se o primeiro rookie da NBA a marcar 40 pontos em um jogo desde Blake Griffin em 2011.

Quem disse que não se troca primeira escolha de draft?

Antes do draft era quase uma unanimidade que Markelle Fultz seria eleito na primeira escolha geral. O freshman da Universidade de Washington vinha de ótima temporada no college e, por possuir a first pick, o Boston Celtics parecia ser o destino mais provável para o armador. Entretanto, em mais uma jogada protagonizada por Danny Ainge, os celtas aceitaram negociar com o Philadelphia 76ers em troca da terceira escolha do draft e uma pick de primeira rodada em 2018 via Lakers. Fultz, então, foi parar no time de Ben Simmons e Joel Embiid e o Celtics selecionou Jayson Tatum como novo rookie.

Foto: Getty Image

O que não se esperava era que o badalado calouro do Sixers iria sofrer com uma lesão no ombro, que o afastou de boa parte da temporada e comprometeu seu desempenho em quadra. Do outro lado, com a lesão de Hayward, Tatum viu seus minutos aumentarem e não decepcionou. Soma até aqui médias de quase 14 pontos e 5 rebotes em 30 minutos jogados, sendo um dos grandes destaques do segundo colocado da Conferência Leste.

5 – A inesperada troca de Blake Griffin para Detroit

A inesperada troca de Blake Griffin para o Detroit Pistons movimentou a NBA. O Los Angeles Clippers enviou sua principal estrela e, em retorno, recebeu Tobias Harris, Avery Bradley e Boban Marjanovic, além de duas escolhas de draft (uma de 1ª rodada e outra de 2ª).

A trade ainda é muito recente e não permite uma análise mais profunda, então considere este movimento como uma tentativa de tornar a franquia mais jovem, adicionar escolhas de draft, criar espaço na folha salarial e derrubar o gigantesco contrato de Griffin, tudo de uma única vez, mas sem abrir mão de disputar a vaga aos playoffs nessa temporada.

Foto: NBA

Para o Pistons, a chegada de um jogador do calibre de Blake Griffin sinaliza a intenção da franquia em retomar o protagonismo na liga. Ao lado de Andre Drummond, certamente formarão uma das duplas mais completas e perigosas de garrafão. Resta saber se Detroit irá conseguir reunir bons coadjuvantes ao redor dos dois e manter as finanças em dia, para que não sofra com um rebuild no futuro.

4 – Jimmy Butler e a esperança de voltar a pós-temporada

Foto: Getty Image

O Minnesota Timberwolves detém um dos piores recordes da NBA atualmente: são 13 anos sem chegar aos playoffs. Mas graças a uma negociação com o Chicago Bulls na noite do draft, essa escrita está próxima de se encerrar. Abrindo mão de jovens promessas como Zach LaVine e Kris Dunn, além da sétima escolha de 2017, os Wolves trouxeram o all-star Jimmy Butler para liderar a franquia e ser o mentor de Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns. Na sexta posição da Conferência Oeste, o trio pode sonhar até mais longe e, quem sabe, almejar o título da temporada. Caso consiga reforçar o banco com nomes mais confiáveis, Minnesota será um forte concorrente na liga nos próximos anos.

Para os Bulls, a escolha no draft resultou em Lauri Markkanen, principal jogador do time no ano, confirmando as expectativas que carregava após boas atuações pela Finlândia no EuroBasket. Dunn também vinha com boas atuações e melhores médias da carreira em pontos, rebotes e assistências, mas ficou afastado das quadras por quase um mês após sofrer uma concussão. LaVine precisou de alguns meses para retornar as quadras depois de uma grave lesão no joelho. Estreando apenas em janeiro, atuou somente em 19 oportunidades, mas consegue manter uma boa média de 16 pontos por jogo. Quando esteve em quadra por mais de 30 minutos, essa média passa dos 20 pontos. Com um plantel repleto de jovens estrelas, o Bulls parece estar acertando até aqui e realiza um bom trabalho de reconstrução.

3 – Thunder e Pacers na troca que foi boa para os dois lados

Foto: Fair Play

Quando a troca entre Pacers e Thunder foi concluída, muitos afirmaram que Indiana havia perdido sua principal estrela por quase nada em troca. OKC enviou Victor Oladipo e Domantas Sabonis e recebeu o astro Paul George. Insatisfeito com a falta de talentos na franquia do Leste, PG forçou sua saída e foi atuar ao lado de Westbrook após um forte período de especulações. Depois de um início conturbado e com atuações decepcionantes do time como um todo, Oklahoma conseguiu definir os papéis de seus principais jogadores e o nível de jogo de Paul George disparou. Decisivo, é o segundo homem da franquia e um dos jogadores eleitos para o All-Star Game. Além disso, é o terceiro com mais bolas de 3 pontos convertidas na liga, com 200 arremessos certos, e o segundo jogador que mais rouba bolas na liga, com médias de 2.1 steals.

Curiosamente, o líder no quesito é Oladipo, com 2.2 roubos por partida. Além de participar do campeonato de enterradas, o armador foi um dos reservas do All-Star Game pelo “Team Lebron”.

Em 4° lugar no Leste, mas apenas um jogo atrás do Cavs na terceira posição, a troca foi fundamental para o rejuvenescimento da franquia. Após uma temporada ruim com OKC, Sabonis e Oladipo reencontraram o bom basquete e viraram os líderes da equipe. Ao lado de Myles Turner e Darren Collison, o Pacers formou um conjunto que é muito difícil de ser batido dentro de casa, mas sofre com a inexperiência e a falta de um conjunto mais qualificado.

2 – Boston Celtics em mais uma troca fora de série

Foto: News Week

Inúmeras fontes na imprensa americana noticiaram o desejo de Kyrie Irving em sair do Cleveland Cavaliers e ser o principal protagonista de uma grande franquia. E em mais uma troca ousada arquitetada por Danny Ainge, o Boston Celtics adquiriu o armador em troca de Isaiah Thomas, Jae Crowder, Ante Žižić, a escolha de primeira rodada do Brooklyn em 2018 e uma escolha de segunda rodada em 2020.

Recheado de polêmica por todos os lados, a troca foi a mais discutida ao longo da pré-temporada, principalmente pelo fato do Celtics negociar a sua grande estrela após boa atuação nos playoffs, mesmo com a tragédia envolvendo a morte da irmã de Isaiah, Chyna Thomas.

Dentro de quadra, Irving mostrou porque é um dos mais habilidosos da liga. Com um repleto arsenal de jogadas, comanda o time celta e é o principal pontuador do elenco. Chegou a liderar uma sequência de 16 vitórias consecutivas, mas ainda sofre com as oscilações do jovem elenco.

Mesmo perdendo a primeira colocação da Conferência Leste para o Toronto Raptors, Boston ainda é considerado o favorito a enfrentar os Cavs na final dos playoffs.

Cleveland parece ter perdido mais do que se imaginava com a saída de seu antigo camisa 2. Os novos jogadores não encaixaram e o time de Lebron James sofria com uma completa desorganização de jogo, principalmente no setor defensivo. No último dia da janela de transferências, a diretoria negociou seis jogadores, incluindo Thomas e Crowder, e trouxe novos coadjuvantes para reforçar o elenco e resgatar a busca pelo título da NBA.

Na balança final, o Cavaliers trocou um dos ídolos da conquista de seu único campeonato por jovens promessas que até hoje não emplacaram. Só o tempo dirá quem saiu melhor.

1 – Chris Paul e James Harden liderando o melhor time da NBA

Foto: NBA

Esta parece ser de longe a melhor troca de toda a temporada. Chris Paul chegou à Houston em troca SETE jogadores, entre eles Lou Williams e Patrick Beverley, além de uma escolha de primeira rodada e considerações em dinheiro.

Quando concretizada, os especialistas se perguntavam como o técnico Mike D’Antoni iria fazer CP3 se encaixar ao estilo de jogo do Rockets sem tirar o volume de jogo de James Harden. Entretanto, o que se vê é uma completa sintonia entre os dois superastros.

Enquanto o Barba caminha para se tornar o MVP da temporada, Chris Paul trouxe o equilíbrio e a experiência que faltavam ao time. Adicionando suas médias de 18 pontos e 8 assistências, além de sua consistência defensiva, Houston conseguiu elevar o seu patamar de jogo e hoje mantém uma impressionante sequência de 16 vitórias seguidas, que lhe garantem o melhor retrospecto da NBA.

Principal obstáculo para o Golden State Warriors no lado Oeste, o Rockets conta inclusive com uma vantagem nos confrontos diretos nesse ano. Nos três jogos entre as equipes, são duas vitórias para Harden e companhia, saindo vencedores até na casa do adversário. Com o nível de atuação das duas franquias, será impossível cravar um favorito nesse possível duelo de playoffs.

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Matheus Monteiro

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