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Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, nos playoffs ou no draft...

Ser torcedor é como ser casado: temos dias bons e ruins que colocam à prova nosso amor e fidelidade.

Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, nos playoffs ou no draft...
Imagem de internet

Depois que você escolhe um time pra torcer, já era: sua relação com seu time vai ser igual a casamento, no melhor esquema de “até que a morte nos separe”.

Vai ter a fase da lua de mel, em que você vai curtir cada jogo e aproveitar cada vitória. Vai sorrir com as contratações, achar bonito aquele patrocínio esquisito no uniforme e até achar razoável aquele técnico mala que não entende nada de basquete e vai comandar seu time.

Mas isso é no início... e, como todo casamento, vai ter altos e baixos.

Estou casado com meu time desde meus 14 ou 15 anos. E a relação no início não podia ser melhor: ganhamos seis títulos (3+3), inovamos com um esquema de jogo maravilhoso (baseado no triângulo, lembra?), fizemos a melhor temporada da história (72 vitórias, apenas 10 derrotas e o título ao final – chupa, Warriors! Nunca Serão!!) e, pra completar, um jogador que é reconhecidamente o GOAT (já falamos disso AQUI). Pense num matrimônio maravilhoso!

O Chicago Bulls de 1995-1996 foi o melhor da história para muitos (Foto: Chicago Tribune)
O Chicago Bulls de 1995-1996 foi o melhor da história para muitos (Foto: Chicago Tribune)

Mas, com o tempo, o casamento passa por mudanças... algumas crises aparecem, os eletrodomésticos da casa dão defeito...

Semana passada meu casamento sofreu um golpe severo. Daqueles, que fazem a gente balançar e pensar em como a gente ama alguém nessas circunstâncias.

Em 29/10, recebi uma mensagem no whatsapp. Meu irmão comentava um fato do meu casamento e eu não sabia se ele estava me alertando da gravidade da coisa ou rindo de minha cara. Na mensagem, uma imagem que me desesperou e que reproduzo abaixo, para que vocês possam entender minha aflição: 

Que desespero... (imagem: espn.com)

Vocês não sabem o que é, para um homem, receber uma mensagem dessas. Quis chorar, beber, ouvir Reginaldo Rossi... pense num desespero.

Resolvi dar o flagrante. Como não tenho League Pass, fui de estatística do site da NBA mesmo. E estava lá: a verdade nua e crua. Não sabia o que fazer.

Parei, respirei e pensei: não é isso que vai acabar meu casamento.

Lembrei dos vários bons momentos e até das falsas esperanças (quem não lembra do draft de Rose e de tudo o que veio depois). Levantei a cabeça, estufei o peito e gritei: Go, Bulls! Eu acredito.

Casamento com time é assim. Vamos ter bons e maus momentos. Como tudo na vida, como os casamentos de verdade. E em momentos de desespero como eu passei, é que temos a certeza de que é amor de verdade, de que não abandonaremos o barco nunca e que, um dia, toda aquela glória dos dias da lua de mel retornará. 

Nos vemos na próxima semana. 

P.S: Chicago continua perdendo depois daquilo... tá complicado...

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Sobre o Autor:

Marcone Marques

Marcone Marques

Bancário de profissão, psicólogo por vocação e fã de basquete por paixão. Casado e com dois filhos que adoram me provocar dizendo que gostam mais de futebol do que de basquete.

Comentários

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Rodrigo Silva

Rodrigo Silva

Só discordo da parte de escolher um time. Acho que o time é que escolhe você.
★★★★★DIA 06.11.18 00h00RESPONDER
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Marcone Marques

Marcone Marques

Acho que isso ainda vai render um bom texto... ;)
★★★★★DIA 12.11.18 22h28RESPONDER
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