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Respeitem meus cabelos brancos!

Sabe aquele cara que você chama de tiozão no basquete? Sinto te desapontar, mas ele joga mais do que você. Taí Vince Carter que não me deixa mentir.

Respeitem meus cabelos brancos!
Foto: Autor desconhecido

Essa semana o Sobe a Bola recebeu um novo colaborador e, quando ele foi apresentado, o chefe mandou a seguinte mensagem no nosso grupo do whatsapp:

- Marcone, temos um novo colaborador. Ele é da velha guarda, que nem você. Mais um tiozão no site.

Cara, tudo tem limite. Como assim “mais um tiozão”? Eu sou tiozão?

Como se não bastasse, o chefe emendou: 

- Ele já tem 29 anos.

Pronto! Se o cara com 29 anos é tiozão eu, com 37, sou o que? O vovozinho do grupo?

Pensei em responder em tom de desaforo mas, como estou gostando da experiência de escrever aqui, fiz vista grossa e deixei quieto. Até porque, é muito sem noção da parte deles levantar a bola sobre idade avançada na semana em que Vince Carter completou 25 mil pontos no melhor basquete do mundo.

A tranquilidade de quem chegou aos 25 mil pontos aos 41 anos. (Imagem: MATTHEW STOCKMAN / GETTY IMAGES)

Vince Carter nasceu em 1977, é mais velho que eu quatro anos e já completou 20 anos na NBA. 20 anos! Ele tem mais tempo de NBA do que esses modinhas que me chamam de tiozão tem de vida. E, como se isso não bastasse, ele ainda tem na conta um título do campeonato de enterradas. 

Ok, você pode dizer que ele é uma exceção e que a liga, cada vez mais, aposenta os atletas mais cedo. Tenho tendência a concordar com você. Mas não é porque os caras são velhos que não tem mais lenha pra queimar ou que não possam dar contribuições relevantes pros seus times. 

Todo General Manager e todo técnico quer um cara experiente para ajudar no desenvolvimento dos novatos. Isso ajuda a formar o time e a preparar as transições entre uma geração e outra. Nowitzki, Wade e outros tantos não estão lá só pelo resultado em quadra. Estão muito mais para servir de referência aos novatos, explicar como a liga funciona, passar os caminhos das pedras da franquia. E isso é de fundamental importância em qualquer time. 

E tem outra coisa: podem argumentar, mas vocês não vão tirar da minha cabeça a ideia de que um time formado pela velha guarda, jogando basquete old school, sempre vai ter vantagem sobre essa molecada que só quer correr, frear na linha de três e jogar a bola pra cima. Um esquema de jogo com um armador, dois alas e dois pivôs sempre vai ser a melhor opção. Sempre! E só quem sabe jogar desse jeito é a velha guarda, minha gente! Sinto muito pra vocês.

Quer a verdade? Falo por mim, por Vince Carter e todos os outros tiozões do basquete: respeitem meus cabelos brancos!

it's over

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Sobre o Autor:

Marcone Marques

Marcone Marques

Bancário de profissão, psicólogo por vocação e fã de basquete por paixão. Casado e com dois filhos que adoram me provocar dizendo que gostam mais de futebol do que de basquete.

Comentários

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Daniel Monteiro

Daniel Monteiro

Esses textos são muito bons kkkkkkkkkkkk
★★★★★DIA 27.11.18 12h17RESPONDER
Marcone Marques
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Marcone Marques

Marcone Marques

Brigadão, Daniel! :)
★★★★★DIA 28.11.18 08h56RESPONDER
N/A
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