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Sobre a credibilidade dos colunistas de basquete.

Falar sobre basquete requer cuidado com o que se diz, qualidade na informação prestada e compromisso com a verdade. Mas tem gente que foge à regra.

Sobre a credibilidade dos colunistas de basquete.
Quando Harden lê uns textos por aí... (Imagem da internet)

Se tem uma coisa que os colunistas de basquete precisam aprender a levar a sério é que seu trabalho requer, antes de mais nada, credibilidade. E se tem uma coisa que traz credibilidade nesse ramo, essa coisa se chama qualidade nas opiniões.

Outro dia li um texto numa dessas muitas páginas de basquete que acompanho. Não vou citar nomes, por questões éticas, mas trata-se de um colunista que acha que é cronista e que diz que sua abordagem sobre basquete é mais descontraída e que busca falar sobre o basquete com o olhar do torcedor. Cômico, se não fosse trágico.

No texto que li, esse cara falava três coisas sobre o sucesso de James Harden: 1) que para marcar ele era só neutralizar sua mão esquerda (citando Scottie Pippen sobre esse assunto); 2) que os step backs do Barba são ilegais (diz que Harden anda todas as vezes que faz esse movimento); e 3) que os juízes são tendenciosos nas marcações de falta, sendo sempre favoráveis a James Harden.

Cara... Não li isso... (Foto: Bleacher Report)

Falando sério? Sério mesmo? Se credibilidade é algo tão importante na opinião de um cronista, como ele diz um absurdo desses? Nenhuma das três situações é minimamente razoável.

Todos nós sabemos que o Barba é franco candidato a MVP da temporada. Se existem dúvidas sobre o fato de que ele pode ser campeão com esse time (a concorrência é grande, vamos combinar), todos sabemos que ele tem bala na agulha para ser o MVP da temporada. E na última quarta ele deu outra gigantesca prova disso, anotando 61 pontos (61 PONTOS!!!) contra o New York Knicks (ok, contra os Knicks, até eu faço isso...). Um resultado absurdo, que ainda contemplava uma sequência de 21 jogos seguidos com 30 ou mais pontos. Fantástico!!!

Aí vem um zé ninguém qualquer que, só porque escreve numa página da internet, se acha no direito de criticar o cara. Pra vocês terem noção, no finalzinho do texto o cara diz que os juízes da NBA leem seus textos e vão parar de favorecer o Barba e que os marcadores da liga vão seguir suas dicas e parar o homem.

Nada como o tempo pra fazer esse povinho pagar a língua, meus amigos. E, nesse caso, o castigo veio a cavalo (texto na segunda, 61 pontos na quarta).

E eu, que zelo pela minha credibilidade, posso dizer sem peso na consciência: tenho opiniões consistentes, que não mudam com o tempo, com resultados recentes ou por modinhas passageiras. E, sobre James Harden, esse colunista que vos escreve pode falar sossegado:

Nunca critiquei.

Abraços e até a próxima segunda.

P.S: quer ver o texto insano que fala essas coisas? Pode não ser ético de minha parte, mas divulgo o link AQUI.

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Sobre o Autor:

Marcone Marques

Marcone Marques

Bancário de profissão, psicólogo por vocação e fã de basquete por paixão. Casado e com dois filhos que adoram me provocar dizendo que gostam mais de futebol do que de basquete.

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