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André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Desde de 2014 tem um tumblr sobe esportes e que tem como assunto principal o basquete: http://entrequatrolinhas.tumblr.com

Allen Iverson diz que seu MVP é Russell Westbrook

Em entrevista o ídolo do Philadelphia 76ers Allen Iverson fala sobre o prêmio de MVP dessa temporada, descanso de jogadores, dribles e o futuro dos Sixers

POR André C. Rocha dia
Allen Iverson diz que seu MVP é Russell Westbrook
Allen Iverson em ação pelos Sixers (Foto: toppixgallery.com)

Allen Iverson, ou simplesmente "The Answer" entrou para o Hall da Fama do basquete em 2016.

7 anos depois de sua última partida na NBA e 15 anos após sua inesquecível entrevista onde ele usou a palavra "practice" como resposta 22 vezes, o 4 vezes cestinha da NBA, 11 vezes All Star, MVP e campeão da Conferência Leste em 2001 com o Philadelphia 76ers respondeu a perguntas sobre assuntos variados pouco antes do fim da temporada regular em 2016-17.

Vale a pena conferir as respostas do jogador que inspirou muita gente com seu estilo dentro e fora das quadras. Afinal, como disse certa vez Carmelo Anthony, que foi seu companheiro no Denver Nuggets: "Ele mudou tudo. Toda uma geração lhe deve por isso".

Bleacher Report (B/R): Quem é o seu MVP?

Allen Iverson (AI): Russ.

B/R: Por quê?

AI: Eu só acho que ele prestes a fazer algo que nunca pensei que iria acontecer novamente (média de um triplo-duplo ao longo de uma temporada).

Nota do Sobe a Bola: Russell Westbrook não só conseguiu fazê-lo, como também teve média de triplo duplo nos playoffs, apesar da eliminação do Thunder na 1ª rodada diante do Houston Rockets.

B/R: Você pode falar os candidatos MVP?

AI: Kawhi Leonard é o melhor jogador nos 2 lados da quadra. Joga o jogo da maneira certa. Bem, se você jogar com Pop (Gregg Popovich), então você vai jogar o jogo da maneira certa de qualquer maneira. Mas ele faz tudo em quadra para ajudar sua equipe a vencer. Em nível de MVP. Em qualquer outra temporada, eu acho que ele ou James (Harden) ou LeBron (James) poderiam levar o Prêmio..

Mas este ano, é apenas um daqueles anos para Westbrook, e devemos apreciá-lo e amá-lo pelo que é, porque nunca pensamos que isso iria acontecer novamente. Assim como nunca pensamos que ninguém vai marcar 100 pontos como Wilt (Chamberlain) novamente.

Você deve reconhecer a grande temporada que esses caras estão tendo. Quer dizer, Isaiah (Thomas) tem jogado da forma necessária. (Kevin) Durant tem jogado da forma necessária. Um monte de caras estão tendo temporadas de MVP, mas esse cara está tendo uma temporada muito especial.

"Um monte de caras estão tendo temporadas de MVP, mas Westbrook está tendo uma temporada muito especial".

B/R: Seu último jogo da NBA veio em 2010. Você consegue olhar para trás e ver como você ajudou a transformar o jogo?

AI: Sim, eu olho para o jogo agora. Eu olho para a aparência dos caras na quadra e as coisas que eles estão habituados a fazer. Eu basicamente abri o caminho para eles, e me sinto bem sobre isso. Hoje eles podem se expressar da maneira que eles querem agora. Você sabe o que eu quero dizer?

Quando eu fiz isso foi gerado todo um tumulto. Mas esses caras estão fazendo isso hoje em dia, e é normal.

B/R: Você gostou de como o jogo evoluiu visualmente?

AI: Sim, eu amo o nosso jogo. As pessoas têm suas opiniões diferentes sobre ele, têm suas queixas diferentes sobre o jogo, mas eu adoro rumo que tem seguido, especialmente os novos talentos. Os caras mais velhos ainda estão por perto e se misturando com o que esses caras novos estão fazendo, o que ainda é divertido. Ainda é emocionante para mim.

B/R: Um assunto polêmico dessa temporada foi sobre o descanso de jogadores. Qual sua opinião sobre essa questão?

AI: Isso é de cada um. Se os treinadores sentem que essa é a melhor maneira para eles terem sucesso, então é isso que você faz. (Gregg) Popovich tem feito isso por um tempo, e tem sido bem sucedido. Mas para alguém como eu, seria algo que eu nunca poderia fazer, porque eu amo jogar. Eu só sinto que posso descansar quando o jogo acabou ou descansar no dia seguinte. No treino ("practice"). (Risos)

Eu não concordaria em perder nenhum jogo. Eu e meus treinadores teríamos tido um grande problema, mas eu definitivamente entendo tudo o que Durant estava dizendo. Que as grandes estrelas e outros jogadores são capazes de fazê-lo sem se importar com isso.

"Eu não concordaria em perder nenhum jogo. Eu e meus treinadores teríamos tido um grande problema".

Mas como eu disse isso é pessoal. E é como nosso jogo está evoluindo. Então eu adoro isso e não tenho nenhum problema em aceitar que aconteça.

Leia mais sobre a opinião do jogador aqui.

B/R: Qual foi a sua mentalidade entrando na liga lá em 1996?

AI: Eu estava animado sobre isso, porque eu sabia que ninguém poderia me parar no um contra um. a faculdade com todas as suas regras em quadra foi um período frustrante para mim. Aqui haveria a marcação individual.

Senti que uma vez na liga, sem que eles fossem capazes de me parar, eu seria capaz de pontuar quando eu quisesse. E foi assim que, de repente, eles mudaram as regras, permitindo a marcação por zona por algum motivo. Afinal, se você não pode parar um cara do meu tamanho - o baixinho na quadra - algo teria que ser feito para tentar me retardar.

B/R: Um de seus momentos marcantes envolveu um drible em Michael Jordan há 20 anos (leia mais aqui). Você se lembra do que estava passando pela sua mente enquanto você fazia o movimento ("Crossover")?

"Eu só queria colocar a minha jogada e 'testar' do maior de todos os tempos".

AI: Eu acho que não pensei em nada. Eu só sabia que ele estava me marcando. Eu só queria colocar a minha jogada e "testar" do maior de todos os tempos. Eu não pensei sobre isso quando aconteceu. Eu não percebi o que tinha sido feito até ver a repercussão.

A ESPN e meus companheiros de equipe falando sobre isso... Minha família e meus amigos me ligando e falando sobre isso.

Eu estava apenas jogando basquete. Foi apenas uma jogada normal em uma quadra de basquete.

B/R: Me explique como é um crossover perfeito.

AI: Você apenas faz com que o marcador pense que você vai fazer um movimento. Você tem que 'vender' o movimento, indo dessa forma. Você tem que realmente fazê-lo pensar que você está indo dessa forma e então 'ir para o outro lado'.

Acaba sendo um crossover perfeito quando você e leva de tal forma que ele não pode sequer voltar para a defesa adequada. Você já se foi. Isso é o que eu acho que é o crossover perfeito.

De forma que o outro jogador não possa marcá-lo.

B/R: Nós vimos o seu melhor crossover, ou aconteceu algum outro que não tenha registros?

AI: Eu fiz tantos que poderiam render um filme, mas obviamente você tem que escolher um. Eu fiz alguns em que o cara caiu no chão e todos falaram 'Ohhh'. Então você fica tão animado em vencê-los com esse movimento que você acaba não se concentrando tanto em fazer o arremesso.

B/R: Você ouviu o que Tim Hardaway disse sobre seu crossover?

"Eu vou te dizer isso e eu digo a todos isso: Allen Iverson não mudou o basquete", disse Hardaway à Scott Howard-Cooper da NBA.com. "Eu tinha o 'crossover assassino' original e as pessoas estão fazendo o meu movimento. Eles não estão fazendo o movimento de Allen Iverson. Eles não estão fazendo o movimento de ninguém mais. Eles ainda estão tentando aperfeiçoar o meu movimento, pois o 'crossover assassino' e é a minha jogada, É assim que é. Eu trouxe um estilo único para o jogo".

AI: Sim, eu ouvi sobre isso.

B/R: Alguma resposta?

AI: Eu levei meu o crossover para o Hall of Fame. Então, é isso.

"Eu levei meu o crossover para o Hall of Fame".

B/R: Kawhi Leonard é um dos únicos jogadores ainda balançando tranças (Nota do Sobe a Bola: Como Iverson usava). Alguma surpresa de que mais jogadores não usem o estilo que você ajudou a introduzir no campeonato?

AI: Bem, assim é como eu gosto do meu cabelo. Não importa se está no estilo ou se outros usam. Eu não quero cortar meu cabelo baixo. Eu gosto do meu cabelo assim. Eu vejo outros caras fazendo isso. Eu vi (Andrew) Wiggins fazer isso outro dia. Ele tinha até a "espinha de peixe" na cabeça. As coisas vão e voltam.

Você nunca pensou que Louis Vuitton e Gucci e todas aquelas outras coisas iriam voltar. Você sabe o que eu quero dizer? E agora é uma das marcas mais valorizadas. Tudo acaba por voltar à circulação. As coisas podem voltar novamente. Pode ser temporário, mas pode acontecer.

B/R: Você finalmente vê uma luz no final do túnel para o seu Sixers?

AI: Claro que sim. Cara, acabamos de pegar o número 1 (Ben Simmons). (Joel) Embiid mostrou o que ele pode fazer este ano. Temos outros personagens que representam papéis na equipe e eu vejo muitos jogos. Eles perdem muitos jogos, mas não como tinha sido no passado. Foram jogos duros. E é ái que você pode ver o crescimento.

Eles têm um grande treinador em Brett Brown. E a atmosfera é sempre boa lá porque os fãs Sixers adoram basquete. Você só tem que ser paciente com eles. Nosso melhor jogador está contundido. Embiid passou por lesões toda a temporada depois de não jogar as 2 últimas temporadas. Então, se você adicionar alguns veteranos, uns 2 caras que já estiveram lá, ao lado desses jovens talentos, o céu é o limite para nós.

Allen Iverson diz que seu MVP é Russell Westbrook

Allen Ivevrson (instagram.com - Gary Comic Design)

Esse é Allen Iverson... Um cara polêmico, sem papas na língua e que não foge de polêmicas...

Há 23 anos David Robinson marcava 71 pontos e se tornava o cestinha da temporada 1993-94

Pivô David Robinson duelava com Shaquille O´Neal pelo título de cestinha da temporada e no último jogo marcou 71 pontos contra os Clippers

POR André C. Rocha dia
Há 23 anos David Robinson marcava 71 pontos e se tornava o cestinha da temporada 1993-94
David Robinson, ídolo do San Antonio Spurs (Foto: Autor desconhecido)

Na temporada 2016-17 vimos o jovem Devin Booker, do Phoenix Suns, marcar 70 pontos contra o Boston Celtics e chegar à 10ª maior pontuação da história.

A marca mais recente antes de Booker era a de Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers com seus 81 pontos diante do Toronto Raptors em 2004.

E antes disso, a maior pontuação de um jogador nos últimos 30 anos eram os 71 pontos de David Robinson, do San Antonio Spurs, contra o Los Angeles Clippers em 1994.

Naquele ano, o "Almirante" disputava o título de cestinha da temporada com o jovem Shaquille O´Neal, do Orlando Magic. Ambos chegaram na última rodada com 2.377 pontos (O´Neal) e 2.312 (Robinson).

Há 23 anos David Robinson marcava 71 pontos e se tornava o cestinha da temporada 1993-94

David Robinson contra Shaquille O´Neal em 1994 (Foto: Autor desconhecido)

Diante do New Jersey Nets, o jovem pivô marcou 32 pontos e pegou 22 rebotes, chegando à média de 29.3 pontos por jogo.

Portanto, David Robinson iria encarar os Clippers, precisando de pelo menos 66 pontos, 14 a mais do que sua melhor marca da carreira até então (contra o Charlotte Hornets em 1993).

Os Spurs venceram o jogo por 112 a 97 e o mais incrível foi a performance do membro do Hall da Fama Robinson. 71 pontos, 14 rebotes, 5 assistências, 2 tocos e 63% nos arremessos (26-41), chegando à média na temporada de 29.8 pontos por jogo e se tornando o cestinha da NBA.

Há 23 anos David Robinson marcava 71 pontos e se tornava o cestinha da temporada 1993-94

Box Score - Spurs x Clippers - 24/04/1994 (Fonte: Basketball-Reference.com)

Foram 47 pontos no 2º tempo, 28 no 4º quarto e apenas no último minuto de jogo 7, o que levou a alguns questionamentos sobre algum tipo de "favorecimento" para o recorde pessoal de pontos do membro do Dream Team.

Há 23 anos David Robinson marcava 71 pontos e se tornava o cestinha da temporada 1993-94

David Robinson sobe pra arremessar diante de Dominique Wilkins
(Foto: Autor desconhecido)

Nos playoffs o time caiu na 1ª rodada diante do Utah Jazz, mas a temporada acabou marcada como a grande virada na carreira de David Robinson, que já havia conseguido um quádruplo duplo em 17 de fevereiro contra o Detroit Pistons.

Em 1994-95 o jogador, que tem a camisa aposentada pelos Spurs, foi eleito o MVP da liga.

Seguem algumas marcas de Robinson na temporada 1993-94:

  • 20 jogos consecutivos com pelo menos 20 pontos;
  • na briga pelo prêmio de cestinha, tanto Shaq quanto Robinson conseguiram jogos de pelo
  • menos 50 pontos contra o Minnesota Timberwolves. Shaq com 53 em 20 de abril e David com 50 em 21 de fevereiro;
  • Robinson jogou 80 jogos naquela temporada e O´Neal 81;
  • Robinson não pontuou em dígitos duplos em apenas 2 jogos naquela temporada; e,
  • a média de 29.8 foi sua maior na carreira.

Confira aqui nosso especial sobre os maiores pontuadores da NBA.

Há 31 anos Michael Jordan marcava 63 pontos contra os Celtics - recorde até hoje em um jogo de playoffs

Em meio à série entre Bulls e Celtics, vale lembrar o dia em que Larry Bird disse que havia visto "Deus disfarçado de Michael Jordan"

POR André C. Rocha dia
Há 31 anos Michael Jordan marcava 63 pontos contra os Celtics - recorde até hoje em um jogo de playoffs
Michael Jordan marca 63 pontos contra os Celtics nos playoffs de 1986 (Foto: Autor desconhecido)

A temporada 2016-17 definiu um confronto entre Chicago Bulls e Boston Celtics já na 1ª rodada dos playoffs.

Antes desse confronto começar, os times já haviam se enfrentado em 3 séries de playoffs com 3 vitórias de Boston e com Chicago vencendo apenas 3 dos 17 jogos disputados (os 3 nos playoffs de 2009).

Porém, nessa temporada as coisas começaram diferentes e os Bulls já tem 2 x 0, tentando ser o 6º time em 8º a eliminar o 1º colocado (leia mais sobre o jogo 2 aqui).

Mas voltando ao passado, nos playoffs de 1986 os Celtics eliminaram os Bulls por 3 x 0. Naquele época os Bulls também eram o 8º com 30 vitórias e 52 derrotas e os Celtics eram o time de melhor campanha do Leste com 67 vitórias e apenas 15 derrotas.

Aquele time de Boston tinha 5 membros do Hall da Fama: Larry Bird, Kevin McHale, Robert Parish, Dennis Johnson e Bill Walton - desses só Walton (6º homem do ano em 1986) não teve a camisa aposentada pela franquia.

No jogo 1, uma vitória tranquila de Boston - que seria o campeão naquele ano - por 123 a 104. E naquele jogo, Michael Jordan, que havia fraturado o pé durante a temporada regular ficando fora de 64 jogos, marcou apenas 49 pontos.

Apenas 49 pontos?

Sim, apenas, pois na partida seguinte Michael Jordan teve talvez a maior atuação individual de sua carreira e uma das maiores da história da NBA.

MJ marcou 63 pontos, o que é o recorde de pontos em uma partida de playoffs em todos os tempos. Para isso, o camisa 23 acertou 22 de 41 arremessos (curiosamente nenhuma tentativa de 3 pontos) e 19 de 21 lances livres. Jordan teve ainda 5 rebotes, 6 assistências (maior marca do time no jogo), 3 roubos e 1 toco.

Foram 23 pontos no 1º tempo, 13 no 3º quarto, 18 no 4º e mais 9 nas 2 prorrogações.

Além de Jordan os outros destaque dos Bulls foram Orlando Woolridge (24 pontos e 9 rebotes) e Charles Oakley (10 pontos e 14 rebotes), mas ao lado da atuação do maior jogador de todos os tempos ninguém conseguia receber os holofotes.

Pelo lado dos Celtics, Bird beirou um triplo duplo com 36 pontos, 12 rebotes e 8 assistências, McHale teve 27 pontos e 15 rebotes, Danny Ainge 24 pontos, Dennis Jonhson 15 pontos e 8 assistências, Parish 13 pontos e 9 rebotes e Walton 10 pontos e 15 rebotes.

Há 31 anos Michael Jordan marcava 63 pontos contra os Celtics - recorde até hoje em um jogo de playoffs

Box Score - Bulls vs Celtics - 20/04/1986 - Fonte: Basketball-Reference.com

Após aquele jogo, decidido apenas na 2ª prorrogação (135 a 131), a lenda dos Celtics Larry Bird deu uma das declarações mais impactantes sobre Jordan:

"Acho que era apenas Deus disfarçado de Michael Jordan".
Larry Bird

"Não achava que alguém era capaz de fazer o que Michael fez conosco. Ele é o mais empolgante e incrível jogador hoje. Acho que era apenas Deus disfarçado de Michael Jordan".

O companheiro de Jordan nos Bulls até o tricampeonato de 1992-94 e atual cartola do time John Paxson também citou seu entusiasmo com o que estava vendo tão de perto: "Michael estava fazendo tanto e tão bem, que me vi querendo parar para assistí-lo - e eu estava em quadra".

Bird comentou ainda sobre a atuação de Jordan: "Ele obviamente estava em outro mundo. Ele conseguia uma grande cesta atrás de outra grande cesta. Nós não podíamos pará-lo. Nós fizemos de tudo, mas ele arremessava de fora, infiltrava para a cesta. Nós colocamos todos em nosso time para marcá-lo".

Há 31 anos Michael Jordan marcava 63 pontos contra os Celtics - recorde até hoje em um jogo de playoffs

Jordan arremessa diante dos 5 jogadores dos Celtics (Foto: Autor desconhecido)

E entre os marcadores de Jordan, 2 eram considerados grandes defensores por toda a sua carreira: Johnson e Ainge.

Segue lista de contra quem foram os pontos de Jordan (incluindo os responsáveis pelas faltas que o levaram à linha de lance livre):

  • Dennis Johnson - 23 pontos
  • Danny Ainge - 19 pontos
  • Kevin McHale - 6 pontos
  • Larry Bird - 4 pontos
  • Bill Waltorn - 4 pontos
  • Robert Parish - 4 pontos
  • Em transição e sem marcador - 2 pontos
  • Após falta técnica - 1 ponto

Curiosamente o único jogador que não sofreu pontos de Jordan foi o atual técnico do Mavs Rick Carlise, que o marcou em uma posse de bola durante a partida e contra quem ele errou um arremesso.

Sobre aquela atuação Michael disse:

"O que mais me lembro daquele jogo era que durante a partida eu ficava dizendo: 'Por favor, deixe-nos ganhar'. Eu queria muito aquela vitória e não acreditei que eu errei o último arremesso.

O jogo 3 daquela série foi em Chicago com nova vitória dos Celtics por 122 a 104. Nesse jogo Jordan teve quase um triplo duplo com 19 pontos, 10 rebotes e 9 assistências.

Segue a lista de maiores pontuações em playoffs em todos os tempos:

  • Michael Jordan - 63 pontos - 1986
  • Elgin Baylor - 61 - 1962
  • Wilt Chamberlain - 56 - 1962
  • Michael Jordan - 56 - 1992
  • Charles Barkley - 56 - 1994

Confira aqui nosso especial sobre os maiores pontuadores da NBA.

Aproximadamente quatro anos depois Michael Jordan chegou ao seu recorde de pontos na carreira com 69 diante dos Cavs e naquele dia 28 de março de 1990 ele disse:

"Provavelmente foi meu maior jogo. Quando eu marquei 63 contra o Boston nós perdemos. A sensação dessa vez é muito melhor".

O 3º jogo da série entre Bulls e Celtics nesses playoffs de 2017 será na próxima sexta-feira (21/04), no United Center, às 20h00 (horário de Brasília), com transmissão para o Brasil da ESPN.

Confira aqui o calendário e as transmissões da 1ª rodada dos playoffs.

O que Joel Embiid fez em 31 jogos foi suficiente para lhe dar o Prêmio de Calouro do Ano?

Pivô camaronês enfim estreou na NBA e mesmo com minutos limitados vinha impressionando, mas questões físicas o limitaram a 31 jogos na temporada

POR André C. Rocha dia

 31 jogos são suficientes para quê, em meio aos 82 de uma temporada da NBA?

Bem, dependendo do momento da temporada e dos resultados podem significar a classificação de uma equipe para os playoffs. Como no caso do Washington Wizards, que nos primeiros 31 jogos do ano conseguiram apenas 15 vitórias, mas nos 31 seguintes venceram 27 e se asseguraram na pós-temporada.

Ou então podem mostrar uma arrancada que "quase" levaou o time para os playoffs, como no caso do Miami Heat que venceu 20 das 31 últimas partidas. Sobre isso o técnico Eric Spolestra disse que a sensação foi semelhante a perder um título.

Pode ainda ser a confirmação de mais uma temporada decepcionante, como no caso do Los Angeles Lakers que perdeu 22 dos últimos 31 jogos na temporada 2016-17 ou no caso do Brooklyn Nets que perdeu 20 partidas no mesmo período.

E 31 jogos podem ainda significar a 2ª maior sequência de jogos com pelo menos 30 pontos da história da NBA para a lenda Wilt Chamberlain - que também detém o 1º posto nessa lista com 65 jogos.

Mas para Joel Embiid, no entanto, 31 jogos significaram a esperança de que a expectativa em torno do seu não foi em vão.

O que Joel Embiid fez em 31 jogos foi suficiente para lhe dar o Prêmio de Calouro do Ano?

Joel Embiid teve médias de 20.2 pontos, 7.8 rebotes e 2.5 tocos (Foto: Bill Streicher - USA TODAY Sports)

Afinal, foram 31 as partidas disputadas em 2016-17 pelo jogador do Philadelphia 76ers, após 2 anos adiando a estreia do 3º escolhido no draft de 2014 por lesão.

As médias do calouro camaronês nesses 31 jogos foram de 20.2 pontos, 7.8 rebotes, 2.5 tocos, 46.6% nos arremessos, 36.7% nas bolas de 3 e 78.3% nos lances livres, em limitados 25.4 minutos em quadra e nunca disputando jogos em dias consecutivos.

Só que nem tudo isso evitou uma lesão após um jogo contra o Houston Rockets, em que teve 32 pontos, 7 rebotes e 3 tocos em 28 minutos.

Mas seu impacto em quadra, suas estatísticas e os resultados criaram todo um "fervor" ao seu redor, lhe tornando, inclusive, o pivô mais votado pelo público para o All Star Game. Porém, não apenas a lesão, mas as novas regras de votação, envolvendo jornalistas e jogadores lhe tiraram a vaga de titular do Leste.

O que Joel Embiid fez em 31 jogos foi suficiente para lhe dar o Prêmio de Calouro do Ano?

Resultado da votação do All Star Game, com Embiid em 3º pelo público entre alas e pivôs do Leste

Falando do seu impacto no time, os Sixers tiveram apenas 13 vitórias nas partidas em que ele jogou, mas 8 dessas vitórias vieram nos últimos 10 jogos. Nesse período as médias de Embiid foram de 23.4 pontos, 9.1 rebotes e 2.6 tocos.

E as 10 vitórias em 13 que o time conseguiu entre o final de dezembro e o início de janeiro igualaram o total de vitórias da franquia em toda a temporada 2016-17, sendo que as 28 vitórias nessa temporada igualaram a soma dos 2 últimos campeonatos para Philadelphia.

Embiid acabou a temporada em 1º entre os calouros em pontos, rebotes, tocos, em 5º em % de arremessos e em 8º em bolas de 3, mesmo sendo um pivô. O camisa 21 igualou ainda Allen Iverson como únicos calouros dos Sixers a marcarem pelo menos 20 pontos em 10 partidas seguidas e só não superou o craque do passado, porque no 11º jogo saiu de quadra sentindo o joelho quando tinha 18 pontos.

E se projetarmos sua média de pontos para 36 minutos ele chega a 28.6, números superiores até aos 28.3 de Michael Jordan utilizando essa mesma métrica.

Hakeem Olajuwon

Pelo tamanho, posição e técnica apurada, Embiid sofreu muitas comparações com o mito e membro do Hall da Fama Hakeem Olajuwon.

E a "história" dos 2 começou até antes das comparações.

O jovem de 21 anos não jogava basquete até os 15, quando sonhava em ser profissional do vôlei. Só que nesse momento e apaixonou pelo basquete e seu treinador lhe apresentou Hakeem.

Nesse momento Joel disse: "Quero ser como ele. Um africano que vai jogar nos EUA".

Daí pra frente ele participou de "peneiras" organizadas pelo também camaronês Luc Mbah A Moute e se mudou para a Flórida e depois para o Kansas, antes de chegar à NBA.

Patrick Ewing

E outro craque do passado pode estar ligado à Embiid, não apenas por jogar na mesma posição.

Patrick Ewing é hoje o jogador eleito Calouro do Ano com o menor números de partidas disputadas.

Em 1985-86 Ewing teve médias de 20 pontos, 9 rebotes, 2.1 tocos e 47.4% nos arremessos em apenas 50 jogos.

O que Joel Embiid fez em 31 jogos foi suficiente para lhe dar o Prêmio de Calouro do Ano?

Patrick Ewing, calouro do ano
em 1985, após disputar apenas
50 jogos.

Poderia Embiid quebrar esses recorde?

Concorrentes ao Prêmio de Novato do Ano

Em um ano em que o draft já era considerado fraco e em que o 1º escolhido Ben Simmons perdeu a temporada por lesão, Embiid despontava como franco favorito ao prêmio de Novato do Ano.

Porém, as lesões o prejudicaram.

Como nomes com Brandon Ingram, Jaylen Brown e Kris Dunn não despontando por vários motivos, o principal concorrente do pivô é seu companheiro de equipe Dario Saric (18.2 pontos e 7.3 rebotes de médias desde 08 de feveriro), o 12º escolhido também no draft de 2014 e que cruzou o Atlântico rumo à NBA apenas nessa temporada.

O croata passou a liderar o time, principalmente após a lesão de Embiid e chegou até mesmo a receber o "voto" do companheiro para ROY.

Além de Saric, o outro possível concorrente de Embiid é o armador Malcolm Brogdon, que ajudou o Milwaukee Bucks a voltar aos playoffs, com média de apenas 10.3 pontos por jogo.

Só que mais do que Saric e Brogdon, o principal adversário do camaronês é seu limitado número de partidas.

Declarações e promessa à torcida

Apesar de já ter dito que Saric deveria ser o ROY, recentemente Embiid voltou a fazer campanha em próprio nome e disse que merece ser escolhido, mesmo tendo atuado em apenas 31 jogos.

E essa foi apenas mais uma das várias declarações do midiático jogador, que após ficar de fora dos escolhidos para o All Star Game disse: "Mais uma vez o voto do povo não valeu nada", em clara referências às eleições americanas.

Além disso, ele já prometeu à torcida do Sixers que na próxima temporada ele terão mais momentos como o mês de janeiro de 2017.

Futuro dos Sixers

Philadelphia segue com um time jovem e talentoso, mas o grande fruto do "Processo" pelo qual a equipe passou nos últimos anos parece ser Joel Embiid.

O pivô, ao lado de nomes como Saric, Jahlil Okafor, Ben Simmons e a(s) escolha(s) do próximo e promissor draft (além da sua escolha, os Sixers levam a do Lakers, a não ser que ela seja TOP 3) podem permitir que o time, enfim, volte a ser um real competidor na NBA.

Calouro do ano

Após tudo isso, meu veredito - e reforço que é a minha opinião - é de que Joel Embiid deve ser escolhido o Calouro do Ano em 2016-17.

Por tudo que ele conseguir em quadra, por tudo que ele representou na liga e por tudo que ele ainda pode conseguir - e tomara que ele consiga.

O que Joel Embiid fez em 31 jogos foi suficiente para lhe dar o Prêmio de Calouro do Ano?

Joel Embiid, líder entre os calouros em pontos, rebotes e tocos (Foto: Autor desconhecido)

E não são os apenas 31 jogos que vão estragar a festa e mais uma dancinha do gigante na premiação, em 26 de junho de 2017.

 

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Inspirado no Almanaque dos Esportes do filme "De volta para o futuro", seguem previsões sobre o que vai acontecer nos playoffs de 2017, por André C. Rocha

POR André C. Rocha dia
Exercício de
Stephen Curry no desfile dos Warriors campeões (Foto: Mike Koozmin - SF Examiner)

No filme De Volta para o Futuro 2, lançado em 1989, o jovem Marty McFly tinha em mãos um Almanaque de Esportes que apresentava os resultados de todos os campeonatos esportivos entre 1950 e 2000. Após Marty jogar fora o Almanaque o "vilão" Biff se valeu das informações em suas viagens no tempo para ganhar dinheiro com apostas nos resultados que iriam acontecer.

Claro que nós não faríamos o mesmo, mas que tal usarmos nossa criatividade para prever o que vai acontecer nas séries desses playoffs, no mais puro exercício de futurologia.

Espero que todos se divirtam com essa brincadeira. Vamos lá:

Leste - 1ª rodada - Celtics 3 x 4 Bulls

A série entre Boston Celtics e Chicago Bulls será a mais disputada do Leste. Os Bulls vão abrir 2 x 0 com uma 2ª vitória surpreendentemente tranquila em Boston, mas o time de Chicago vai "se acomodar" e vai perder 3 jogos seguidos para os Celtics, nos quais Isaiah Thomas somará 50 pontos apenas nos quartos períodos dos jogos 3, 4 e 5.

No jogo 6 Rajon Rondo conseguirá um triplo duplo e Dwyane Wade converterá a bola decisiva que forçará o jogo 7.

No jogo 7, mesmo marcado incansavelmente por Jimmy Butler, Thomas chegará nos segundos finais com 47 pontos, mas errada o arremesso que colocaria Boston 4 pontos à frente. Última bola dos Bulls e com Wade e Butler muito marcados a bola "sobra" para Nikola Mirotic que converte uma bola de 3 e fecha a série em favor dos Bulls.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Rajon Rondo contra Isaiah Thomas (Foto: Maddie Meyer - Getty Images)

Leste - 1ª rodada - Wizards 4 x 2 Hawks

O Washington Wizards vai encarar o Atlanta Hawks querendo mostrar que não está ali por acaso, em especial a dupla John Wall e Bradley Beal - sempre se achando desvalorizado.

Os Hawks à essa série sem estarem 100% fisicamente, em especial sua grande estrela Paul Millsap.

Eles até conseguirão "roubar" um jogo fora de casa em um dia em que Tim Hardaway Jr converterá bolas insanas, mas a série será fechada pelos Wizards em 6 jogos.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

John Wall contra Dennis Schroder (Foto: Dale Zanine - USA TODAY Sports)

Leste - 1ª rodada - Cavs 4 x 1 Pacers

O Cleveland Cavaliers vai começar a pós-temporada voando, querendo mostrar que a campanha do time pós All Star Game não significa nada e que o importante são os playoffs.

Em determinado momento da série o Indiana Pacers vão colocar Lance Stephenson para marcar LeBron James e o "maluco" do Indiana tentará provocar o "Rei", mas isso só servirá para alimentar a fera e o máximo que Indiana conseguirá - devido a uma partida magistral de Paul George será vencer um jogo em casa.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

LeBron James cumprimento Paul George (Foto: David Richard - USA TODAY Sports)

Leste - 1ª rodada - Raptors 4 x 2 Bucks

Na série entre Toronto Raptors e Milwaukee Bucks a "aberração da natureza" Giannis Antetokounmpo conseguirá jogadas monstruosas e a entrega do time do técnico Jason Kidd fará com que Milwaukee consiga vencer os jogos 3 e 4 em casa.

Mas a força do elenco de Toronto e grandes atuações da dupla DeMar DeRozan e Kyle Lowry farão com que a série acabe em 6 jogos.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Kyle Lowry tenta passar por Giannis Antetokounmpo (Foto: Jeff Hanisch - USA TODAY)

Leste - Semifinal - Bulls 4 x 3 Wizards

Nas semifinais de Conferência os Bulls mais uma vez contarão com a experiência de Rondo, Wade e com o talento de Butler para conseguir bater os Wizards por 4 x 3, apesar de atuações magistrais de John Wall.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Jimmy Butler arremessa sobre Otto Porter (Foto: nba.com)

Leste - Semifinal - Cavs 4 x 1 Raptors

Já na outra semifinal, os Cavs atropelarão os Raptors, com LeBron James anulando DeMar DeRozan na maioria dos jogos e com Kyrie Irving colocando Kyle Lowry no "bolso" no ataque.

Com isso a dupla do time canadense "sentirá a pressão" e o máximo que conseguirão será uma vitória diante da sua inflamada torcida.

No jogo 5 o "passeio" será tão grande que vemos o brasileiro Bruno Caboblo estreando em playoffs.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Kyrie Irving disputa bola com Cory Joseph (Foto: Ken Blaze - USA Today Sports)

Leste - Final - Cavs 4 x 2 Bulls

E nas finais do Leste, veremos alguns bons duelos entre os amigos LeBron James e Dwyane Wade, mas os Bulls mais uma vez cairão frente à King James.

Cada time vencerá as 2 primeiras partidas em seus ginásios, mas os Cavs emendarão mais 2 vitórias seguidas e chegarão às Finais pelo 3º ano seguido - e James pelo 7º.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

LeBron James contra Dwyane Wade (Foto: autor desconhecido)

Oeste - 1ª rodada - Warriors 4 x 0 Blazers

Passando ao lado Oeste, apesar da confiança de Damian Lillard e Cia, veremos um novo passeio do Golden State Warriors diante do Portland Trailblazers.

Os Blazers até forçarão um retorno de Jusuf Nurkic, mas ele será envolvido pelo "small ball" do técnico Steve Kerr e com uma chuva de bolas de 3 de Stephen Curry, Klay Thompson e Kevin Durant a série não passará de 4 jogos.

Ah, Damian Lillard achará motivos para reclamar da arbitragem e dirá que ninguém valoriza o time do Portland.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Stephen Curry contra Damian Lillard (Foto: autor desconhecido)

Oeste - 1ª rodada - Clippers 3 x 4 Jazz

O duelo entre Los Angeles Clippers e Utah Jazz será o mais disputado do Oeste e após vitória apertadas de parte a parte, Chris Paul perderá o arremesso derradeiro no jogo 7, após um bloqueio impressionante de Rudy Gobert que saiu na cobertura após CP3 deixar George Hill e Gordon Hayward na saudade.

Será o fim desse núcleo dos Clippers, com Paul indo para o New Orleans Pelicans, Blake Griffin indo para OKC e Doc Rivers assumirá o enorme desafio de treinar o New York Knicks na próxima temporada.

Os Clippers então passarão a ser o time de DeAndre Jordan e voltarão a ser o primo pobre de LA...

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Rudy Gobert encara Chris Paul (Foto: Autor desconhecido)

Oeste - 1ª rodada - Spurs 4 x 1 Grizzlies

O San Antonio Spurs com seu jogo coletivo e com seus titulares todos jogando não mais que 30 minutos por partida vai atropelar o Memphis Grizzlies, que conseguirá apenas uma vitória em uma noite em que Marc Gasol vai dar show sobre seu irmão Pau e onde Mike Conley acertará bolas incríveis de longa distância.

Após a série mais uma vez os Griizzlies vão repensar se seu estilo "Grit and Grind" pode levá-los a alguma lugar...

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Pau Gasol contra Marc Gasol (Foto: autor desconhecido)

Oeste - 1ª rodada - Rockets 4 x 3 Thunder

Sairá faísca no duelo entre Houston Rockets e Oklahoma City Thunder. Russell Westbrook terá média de triplo duplo e terá pelo menos 2 jogos acima dos 40 pontos, apesar de bem marcado por Patrick Beverley - que perderá a cabeça e será expulso em um dos jogos.

Porém, James Harden mostrará que consegue fazer seu time melhor e terá média de dígitos duplos em assistências, conduzindo o time à classificação em 6 jogos, sendo que em um deles eles quebrarão o recorde de bolas de 3 em um jogo de playoffs.

Na vitória decisiva Harden converterá um arremessos 3 no último segundo em cima de Andre Roberson e saíra gritando: "Isso é sobre vencer e não sobre estatísticas".

Depois disso a amizade entre ele e Westbrook nunca mais será a mesma.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

James Harden arremessa contra Russell Westbrook (Foto: Mark D. Smith - USA TODAY Sports)

Oeste - Semifinal - Warriors 4 x 0 Jazz

Nos semifinais de conferência os Warriors conseguirão novo passeio, agora sobre o Jazz.

Gobert conseguirá proteger o garrafão, mas aí os Warriors forçarão o jogo no perímetro e quando o pivô francês precisar sair na cobertura de jogadores mais abertos a bola sempre vai rodar para o lado contrário e Curry, Thompson, Andre Iguodala, Durant e até Draymond Green converterão muitas bolas livres.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Klay Thompson marcando Gordon Hayward (Foto: Trent Nelson -Tthe Salt Lake Tribune)

Oeste - Semifinal - Spurs 4 x 3 Rockets

Na outra semifinal veremos um belo duelo entre o time mais regular da NBA nas últimas 2 décadas e o jogo de velocidade e arremessos longos do técnico Mike D´Antoni.

James Harden será o grande nome da série, mas o sempre discreto e decisivo Kawhi Leonard comandará as ações em momentos decisivos para a vitória do Spurs em 7 jogos.

Ah, e o brasileiro Nene conseguirá algumas enterradas desmoralizantes sobre o pobre Pau Gasol - que sempre está do lado errado do poster.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Kawhi Leonard comemora jogada contra os Rockets (Foto: Autor desconhecido)

Oeste - Final - Warriors 4 x 1 Spurs

E nas finais da conferência após um atropelo no jogo 1, Gregg Popovich decidirá lançar Patty Mills e Pau Gasol no time titular, conseguindo surpreender os Warriors até os minutos finais, contando ainda com um show do veterano Manu Ginobili, em sua despedida das quadras.

Mas os splash brother pegam fogo nos 5 minutos finais do jogo 2 e a série vai para San Antonio com 2 x 0. Em San Antonio, os comandados de Popovich conseguem impôr seu jogo no jogo 3, mas no jogo 4 quem brilha é Kevin Durant e um toco sobre Kawhi Leonard nos segundos finais.

A série volta para Oakland e nova atuação de gala dos Warriors decidem a fatura em 5 partidas.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Draymond Green e Stephen Curry disputam bola com LaMarcus Aldridge (Foto: Darren Abate - SF Gate)

Oeste - Finais da NBA - Warriors 4 x 1 Cavs

Chegamos às finais, pela 1ª vez na história com as mesmas equipes se enfrentando em 3 anos consecutivos. Cleveland chegará com moral elevada pela forma tranquila com que derrotaram os Bulls, enquanto os Warriors parecerão excessivamente confiantes por terem chegado até aqui com apenas 1 derrota nos playoffs.

No 1º jogo LeBron James e Kyrie Irving marcarão 40 pontos cada e parecerá que veremos o filme das finais de 2016 se repetir, com uma vitória dos Cavs com Kevin Love convertendo a bola decisiva.

Porém, após essa derrota, os Warriors se sentem desafiados a mostrar que não são um time que "amarela" em finais e o quarteto de All Stars Curry, Thompson, Green e Durant desencantam e levam o time a 4 vitórias seguidas e ao título. Durant acaba as finais com médias de 31 pontos, além de uma ótima defesa sobre LeBron e é eleito o MVP das Finais, mostrando que fez certo em ir para os Warriors, conquistando seu 1º anel de campeão da NBA.

Exercício de "futurologia" sobre os playoffs 2017

Kevin Durant deixa LeBron James para trás (Foto: Autor desconhecido)

 

Os playoffs começam de verdade hoje (15/04)!

Será que algumas dessas previsões se concretiza?

Nos resta aguardar e curtir cada momento do show que a NBA nos proporcionará nas próximas semanas...

Confira aqui a lista de jogos e transmissões.

Confira aqui os palpites do Sobe a Bola para cada série. 

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