Sobre o Autor:

André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Autor dos perfis Entrequatrolinhas no FB (facebook.com/entrequatrolinhas) e TWT (twitter.com/andre_c_rocha).

O dia em que Tracy McGrady marcou 13 pontos em 33 segundos

Em 09 de Dezembro de 2004 Tracy McGrady marcou 13 pontos em 33 segundos em virada do Houston Rockets sobre o San Antonio Spurs

POR André C. Rocha dia
O dia em que Tracy McGrady marcou 13 pontos em 33 segundos
T Mac foi o personagem dos 33 segundos mais incríveis da NBA (Foto: NBA.com)

Um dia após Luka Doncic marcar 11 pontos em menos de 3 minutos para comandar uma virada do Dallas Mavericks sobre o Houston Rockets, o mundo do basquete relembra o dia em que Tracy McGrady marcou 13 pontos em apenas 33 segundos em uma vitória dos mesmos Rockets sobre o San Antonio Spurs.

Sim, 13 pontos em apenas 33 segundos. Talvez os 33 segundos mais incríveis individualmente na história da NBA.

Certamente um dos momentos que ajudou T Mac a ser eleito para o Hall da Fama do basquete.

O ex-jogador de Raptors, Magic, Rockets, Knicks, Pistons, Hawks e Spurs foi ainda 7 vezes All Star, esteve 7 vezes nos Time Ideais da liga, foi 2 vezes Cestinha da temporada e entrou no HoF na classe de 2017.

Era o 21° jogo dos Spurs naquela temporada, que começou em 2 de novembro, e o 20° do time de Houston.

Nos playoffs o time de San Antonio seria campeão ao bater o Detroit Pistons por 4 a 3, com Tim Duncan escolhido como MVP das Finais - enquanto os Rockets caíram na 1a rodada da fase decisiva diante dos Mavs (4 a 3).

Saiba tudo sobre a temporada aqui.

Voltando ao jogo, o duelo chegou a 35 segundos para o fim com o placar apontando.

E o que se viu a partir daí foram 4 ataques com 4 bolas de 3 (+1 um lance livre após uma falta + cesta).

Do outro lado 2 lances livres de Devin Brown e 2 de Duncan e no final, vitória dos Rockets por 81 a 80!

E a história era escrita!

Relembre esses momentos mágicos:

E confira o "box score" da partida:

Fonte: Basketball Reference
Fonte: Basketball Reference

Obrigado por nos proporcionar esse momentos T Mac!!!!

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Kevin Durant fala que ambiente em torno de LeBron James pode ser "tóxico" para outros jogadores

Kevin Durant e outros jogadores falam sobre tudo o que há em torno de LeBron James e como isso pode afastar grandes nomes do lado do "Rei"

POR André C. Rocha dia
Kevin Durant fala que ambiente em torno de LeBron James pode ser
LeBron James e Kevin Durant já se enfrentaram 3 vezes em Finais da NBA (Foto: NBA.com)

LeBron James é um dos grandes nomes da história da NBA - para muitos o maior.

E mesmo os que não o consideram o melhor jogador de todos os tempos, precisam admitir que ele é o grande nome da sua geração.

Então, todos os jogadores querem jogar ao lado dele, certo?

Bem... Não é bem assim.

Vide o exemplo de Kyrie Irving pedindo para se trocado pelos Cavs antes da temporada passada, para sair da "sombra" de James.

Ou Paul George não querendo conversar com o Los Angeles Lakers na "free agency"; Jimmy Butler não listando o time californiano como um de seus "destinos" preferidos"; e Kawhi Leonard listando os Clippers como preferência, ao invés do "primo rico". 

Agora foi a vez de Kevin Durant, que será agente livre após essa temporada e é um dos nomes especulados na franquia roxa e dourada, falar sobre o ambiente em torno de James e como isso pode afastar jogadores.

"Depende do tipo de jogador que você é", disse Durant. "Se você é Kyle Korver, então faz sentido. Porque Kyle Korver em Atlanta foi fundamental, mas não era a opção número 1, nem perto disso. Então seus talentos se beneficiam mais de um cara que pode passar e criar jogadas para ele".

"Jovens jogadores não precisam de outro cara dominando o jogo". (Kevin Durant)

"Mas se você é um jogador mais jovem como um Kawhi, tentar combiná-lo com LeBron James não faz muito sentido. Kawhi gosta de ter a bola nas mãos, controlando o ataque, ditando o ritmo com seus post-ups; é assim que ele joga o jogo. Muitos jovens jogadores estão desenvolvendo essa habilidade. Eles não precisam de outro cara dominando o jogo".

KD prosseguiu: "Kevin Love, ele teve que mudar totalmente seu jogo para se encaixar, para ser um arremessador. Ou seja, eu acho que ele merece muito mais crédito por mudar seu jogo. Chris Bosh da mesma forma. LeBron é um jogador que precisa jogar com caras que já sabem como jogam o jogo - e arremessadores. Por exemplo, jovens jogadores que ainda estão em desenvolvimento. Sempre será difícil porque ele exige muito a bola, ele exige o controle do ataque e cria para todos".

Bosh se adaptou para ser campeão ao lado de James em Miami (Foto: slam)
Bosh se adaptou para ser campeão ao lado de James em Miami (Foto: slam)

Relembre aqui como era o estilo de jogo de Love nos seus tempos de Minnesota.

Durant também comentou o fato de que a pressão da mídia ao redor de James não ajuda.

"Tanto 'hype' vem com o fato de estar ao lado de LeBron. Ele tem tantos fãs na mídia. Até mesmo os escritores o bajulam. Quer dizer, nós estamos jogando basquete aqui, e nem é sobre basquete em certos pontos. Então eu entendo porque alguém não iria querer estar naquele ambiente porque ele é tóxico. Especialmente quando a atenção é uma %$#&@. Não é tudo culpa de LeBron. É apenas o fato de que você tem tantos 'adoradores' na mídia que gostam de bajulá-lo a cada palavra. O caminho é jogarmos o jogo".

"Muitos não querem estar nesse ambiente porque ele é tóxico". (KD)

E a pressão da mídia é ainda multiplicada pelo fato de se estar em Los Angeles, como se vê no seguinte comentário de Pau Gasol: "Se você tiver sucesso com o Lakers, você será amado para sempre", disse espanhol. "Mas também há tensão, pressão e drama como em nenhum outro lugar. Há dezenas de veículos de mídia que estão constantemente procurando por uma história. Depende de quem você é e do que você é feito. Mas se você é bem sucedido, é algo 'doce'. Não há nada melhor".

Mas, voltando ao "fator LeBron" não apenas o astro dos Warriors e atual 2 vezes MVP das Finais com o Golden State Warriors que comentou sobre tudo o que vem em torno de LeBron.

Tyson Chandler, que acaba de se juntar aos Lakers disse:

"Se você tem LeBron, é tudo sobre LeBron".

"Você tem que ser capaz de [coexistir] com isso e se encaixar nisso. Precisa analisar quem você é, onde você está na sua carreira e como você se encaixa nisso tudo? É um sacrifício, mas é um sacrifício para vencer", concluiu.

"Se você tem LeBron, é tudo sobre LeBron", disse Tyson Chandler (Foto: sporting news)

Outro veterano, Trevor Ariza, parece concordar com Durant e Chandler.

"Se eu fosse um agente livre, eu consideraria essa opção", disse. "Mas meu papel é diferente de PG [Paul Gorge] e Kawhi [Leonard]. O que pedem a eles é diferente do que me pedem. Se você é um dos caras parecidos com [LeBron], por que iria quererm jogar com alguém que faz as mesmas coisas que você? Eu entendo porque eles optam por jogar em outro lugar".

Rudy Gay, outro veterano, também falou sobre o que motiva os astros a se "afastarem" de James.

"Muitas pensam: 'Eu posso ser tão bom quanto ele'. E, às vezes, quando as pessoas pensam em jogar com alguém assim, sentem que isso as impede, talvez, de chegar a esse ponto. Afinal, ele aproveita todas as oportunidades - e com razão, já que ele tem sido ótimo por muitos anos".

E uma prova disso foi a fala de Leonard ao ser perguntado sobre jogar ao lado de James.

"O que mais eu tenho que provar?" ele perguntou. "Ele me derrotou nas finais; nós voltamos e vencemos. Então você não tem mais nada para provar? Quando for jogar, tente ganhar o jogo. É isso".

Ou seja, para essa "nova geração" não basta vencer ao lado de LeBron, uma vez que isso não acrescenta muito ao seu legado, uma vez que é "tudo sobre LeBron James", como disse Chandler.

Se você vence é porque ajudou LeBron, se você pode perde é porque não o ajudou o suficiente.

Prova disso é a bola decisiva de Kyrie Irving no Jogo 7 das Finais de 2016 diante dos Warriors - de "bônus" relembre a bola incrível de Ray Allen, mais uma jogador que "ajudou" James em um dos SEUS títulos.

Foi a bola que ajudou LeBron a dar o primeiro título da história ao Cleveland Cavaliers.

E para muitos, nada além disso...

PS: relembre tudo o que o camisa 2 fez naquele jogo aqui.

PS2: por favor, percebam as ironias espalhadas por esse texto, hein? ;-)

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Os líderes da Corrida ao Prêmio de MVP após 5 semanas de temporada

Giannis Atenteokounmpo, LeBron James e Joel Embiid despontam como principais candidatos ao prêmio de MVP da temporada segundo divulgado pela própria NBA

POR André C. Rocha dia
Os líderes da Corrida ao Prêmio de MVP após 5 semanas de temporada
Nem James Harden parecia "acreditar" no atropelo de ontem (Foto: Troy Taormina - USA Today Sports)

A NBA semanalmente tem divulgado seu ranking para o prêmio de MVP da temporada regular em 2018-19, é o "MVP Ladder".

Costumeiramente a liga baseia suas listas em critérios ligados à vitórias e principalmente estatísticas ofensivas, o que traz unanimidade e gera críticas de muita gente.

Porém, excluindo o fato de que iremos citar algumas ausências "importantes" ao final da lista, não vamos criticar os nomes, mas apenas comentar as posições da lista "oficial" da liga.

Desta forma, vamos conferir como anda a corrida para o prêmio de MVP após 5 semanas completas de jogos (estatísticas atualizadas em 29/11):

1) Giannis Antetokounmpo

Antetokounmpo brilhou e Curry deixou a quadra lesionado na vitória do Bucks (Foto: ABC7 San Francisco)
Antetokounmpo brilhou e Curry deixou a quadra lesionado na vitória do Bucks sobre os Warriors (Foto: ABC7 San Francisco)

(27.3 pontos, 12.9 rebotes, 6.0 assistências, 1.3 tocos, 1.5 roubos e 57.7% nos arremessos)

O craque do Milwaukee Bucks, que está acostumado a melhorar a cada temporada na liga (confira perfil completo sobre Giannis em nosso podcast 12 - clique aqui) vem liderando os Bucks à 2ª melhor campanha da NBA e apresentando as atuações mais dominantes de sua carreira.

Antetokounmpo começou a temporada com 4 performances consecutivas de pelo menos 25 pontos e 15 rebotes, tornando-se o primeiro jogador desde Wilt Chamberlain (em 1964-65 com os 76ers) a realizar tal feito.

E além do sucesso individual (melhores números na carreira em pontos, rebotes e % de arremessos), o grego "merece" o 1º lugar pelo que tem conseguido com sua equipe.

Só não podemos esquecer de dar também méritos ao técnico Mike Budenholzer que mal chegou e já "revolucionou" a forma de jogo em Milwaukee, que teve seu melhor começo de temporada da história (7-0).

2) LeBron James

LeBron segue colecionando recordes em sua carreira (Foto: the straits time)
LeBron segue colecionando recordes em sua carreira (Foto: the straits time)

(27.6 pontos, 7.9 rebotes, 6.7 assistências, 1.4 roubos, 1 toco, 51.4% nos arremessos e 37.3% nas bolas de 3)

"King" James aceitou o desafio de capitanear o jovem time do Los Angeles Lakers e tem provado das dificuldades de estar em um time em formação - algo que não vivia desde antes de ir para Miami e de voltar à Cleveland, sempre com mais 2 estrelas ao lado.

Porém, mesmo com todos os percalços e oscilações tem conseguido manter o time de LA dentro da zona dos playoffs.

Nenhum dos números de LeBron é o melhor de sua carreira.

Mas isso não é demérito nenhum...

Demérito seria não estar nos playoffs. E isso não parece que vai acontecer.

3) Joel Embiid

Jol Embiid teve 42 pontos, 18 rebotes e 4 tocos, além de ser decisivo no 4º período e prorrogação (Foto: philly.com)
Jol Embiid teve 42 pontos, 18 rebotes e 4 tocos, além de ser decisivo no 4º período e prorrogação e jogo contra os Hornets (Foto: philly.com)

(28 pontos, 13.3 rebotes, 3.7 assistências, 2 tocos, 47.7% nos arremessos e 30.6% nas bolas de 3) 

O pivô do Philadelphia 76ers está apenas na sua 3ª temporada na liga e agora se firma de vez entre os grandes jogadores da NBA.

Terceiro cestinha, terceiro em rebotes e sétimo em tocos até o momento, o camaronês tem mostrado toda a sua dominância em quadra, levando os Sixers à 3ª posição do Oeste.

Melhorando ano a ano em pontos, rebotes e assistências, o craque segue ainda firme entre os melhores defensores da NBA.

E além dos números, com sua personalidade Embiid tem ajudado o time de Phila e retomar uma cultura vencedora, o que deve se consolidar ainda mais após a chegada de Jimmy Butler.

4) Damian Lillard

Damian Lillard é um dos jogadores mais
Damian Lillard é um dos jogadores mais "clutches" da NBA (Foto: USA Today Sports

(27.1 pontos, 5.3 rebotes, 6 assistências, 44.3% nos arremessos, 36.5% nas bolas de 3 e 89% nos lances livres)

Lillard chegou a conduzir o Portland Trail Blazers ao topo do Oeste - atualmente o time é o 5º, 1.5 jogos atrás dos Clippers -, porém, 5 derrotas nos últimos 10 jogos podem ter prejudicado as pretensões do time e a projeção do craque nessa lista.

Suas médias de pontos e rebotes já são as melhores da carreira e vale lembrar que ele tem como "costume" melhorar ainda mais após o All Star Game.

Vamos ver até onde Lillard e os Blazers podem chegar.

5) Stephen Curry

"Stephen Curry, VOCÊ É RIDÍCULO", diria Everaldo Marques em relação ao começo de temporada do camisa 30!!! (Foto: twitter NBA)

(29.5 pontos, 5 rebotes, 6.1 assistências, 1 roubo de bola, 51.5% nos arremessos, 49.2% nas bolas de 3 e 92.3% nos lances livres)

Curry vinha com números próximos aos da temporada em que foi eleito o MVP da NBA de forma unânime - feito único na história.

Porém uma lesão muscular na derrota diante dos Bucks iniciou um "inferno astral" no Golden State Warriors, com direito a briga entre Draymond Green e Kevin Durant, 4 derrotas consecutivas pela 1ª vez na Era Steve Kerr e 6 derrotas nas últimas 11 partidas.

Porém, ele estava "sobrando" tanto nessa temporada que ainda conseguiu se manter no TOP 5 desse ranking.

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Outros citados:

6) Kawhi Leonard - 24.3 pontos e 8.6 rebotes (recorde na carreira) liderando o Toronto Raptors à melhor campanha da NBA.

Kawhi Leonard ouviu gritos de MVP na vitória sobre os Celtics (Foto: NBA.com)
Kawhi Leonard ouviu gritos de MVP na vitória sobre os Celtics (Foto: NBA.com)

7) Kemba Walker - 27.4 pontos e 6.3 assistências (ambos recordes na carreira), mantendo o Charlotte Hornets na zona dos playoffs no Leste.

8) Kyle Lowry - 15.6 pontos e 10.2 assistências (recorde na carreira e líder da NBA).

9) Mike Conley - 20.3 pontos e 6.6 rebotes (ambos recordes na carreira), chegou a liderar o Memphis Grizzlies ao topo do Oeste - agora estão em 6º, mas apenas 2 jogos atrás dos líderes.

10) Anthony Davis - 27.1 pontos, 12.9 rebotes e 2.7 tocos. Ótimos números, mas talvez prejudicados pela queda de produção do New Orleans Pelicans.

Anthony Davis ficou em 3º na corrida pelo Prêmio de MVP em 2018 (Foto: ESPN.com)
Anthony Davis ficou em 3º na corrida pelo Prêmio de MVP em 2018 (Foto: ESPN.com)

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Principais ausências:

1) Kevin Durant - 29.2 pontos, 7.8 rebotes, 6.1 assistências, 1 roubo, 1.1 toco, 50.8% nos arremessos, 32.3% nas bolas de 3 e 93.1% nos lances livres. Números absurdos, mas aparentemente prejudicados pela má campanha dos Warriors sem Curry.

Durant parte para a
Durant parte para a "cravada" no MSG (Foto: nypost)

2) Paul George - 23.7 pontos, 7.9 rebotes e 2.2 roubos. O OKC Thunder começou vacilante e tem 7-3 nos últimos 10 jogos. Será que George pode subir nessa lista?

3) James Harden - 31.1 pontos e 2.5 rebotes (líder da temporada em 2 quesitos), mas prejudicado pela campanha do Houston Rockets.

Nem James Harden parecia
Nem James Harden parecia "acreditar" no atropelo diante dos Warriors (Foto: Troy Taormina - USA Today Sports)

4) Russell Westbrook - 23.2 pontos, 10.3 rebotes e 9.8 assistências. 3ª temporada de triplo duplo com o Thunder fracassando? Será?

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Vencedores e perdedores na troca que levou Jimmy Butler para o Philadelphia 76ers

Jimmy Butler e Justin Patton em Philadelphia; Dario Saric, Robert Covington, Jerrid Bayless e uma escolha de draft em Minnesota. Quem levou a melhor?

POR André C. Rocha dia
Vencedores e perdedores na troca que levou Jimmy Butler para o Philadelphia 76ers
Fultz e Tatum acabaram em Philadelphia e Boston após troca das escolhas do draft de 2017 (Foto: Sporting News)

A grande novela do momento na temporada 2018-19 da NBA chegou ao fim e, conforme anunciado primeiramente por Adrian Wojnarowski e Zach Lowe da ESPN e por Shams Charania do The AtheticJimmy Butler agora é jogador do Philadelphia 76ers.

O ala-armador foi enviado para Phila ao lado de Justin Patton em troca de um pacote  composto por Dario Saric, Robert Covington, Jerryd Bayless e uma escolha de 2ª rodada em 2022 que foi para o Minnesota Timberwolves.

Em 10 jogos nessa temporada Butler tem médias de 21.3 pontos, 5.2 rebotes, 4.3 assistências e 2.4 roubos de bola, com 47.1% nos arremessos e 37.8% nas bolas de 3.

Já a dupla Roco e Saric vem com médias de 11.1 pontos e 6.5 rebotes (Saric) e 11.3 pontos, 5.2 rebotes e 1.8 roubos, com 39% nas bolas de 3 (Covington).

Então, quem será que se deu melhor nessa troca?

Analisamos a seguir quem foram os vencedores e perdedores do negócio que chacoalhou o final de semana na NBA.

Vencedores

Jimmy Butler tem futuro incerto em Minnesota (Foto: Getty Images - The Ringer)
Jimmy Butler enfim "conseguiu" deixar Minnesota (Foto: Getty Images - The Ringer)

Jimmy Butler

Ora, Jimmy Butler pediu para ser trocado pelos Wolves e não apenas conseguiu o que queria, como foi mandado para um time que briga pelo título do Leste - ao lado de Raptors, Celtics e Bucks.

O ex-jogador de Chicago e agora Minnesota chega para formar um "big three" de respeito com os Ben SimmonsJoel Embiid - dois jovens sedentos por vitórias e que deixaram as portas "escancaradas" para uma nova estrela na último "off season". Caso dê certo, pode formar um núcleo que pode seguir brigando por uma vaga nas Finais da NBA por alguns anos.

E mesmo se der errado, Butler mais uma vez se desentender com os jovens ao seu redor, como aconteceu nos Bulls e nos Wolves, Jimmy está no seu último ano de contrato e pode buscar novos ares no próximo verão americano.

Ou seja, não há como dizer que a troca deu errado para Butler.

Butler e o restante do elenco parecem estar em rumos opostos (Foto: Brad Rempel-USA TODAY Sports)
Butler e o restante do elenco pareciam realmente estar em rumos opostos (Foto: Brad Rempel-USA TODAY Sports)

Minnesota Timberwolves

Após recusarem várias escolhas de draft de Houston e um pacote de Miami centrado em Josh Richardson, os Wolves enfim conseguiram um negócio que julgaram atraente.

E realmente, o time conseguiu 2 jogadores jovens e promissores, que reforçam o time nos tiros longos e na defesa - 2 carências da equipe - e dão profundidade ao elenco, na troca por um All Star que não queria mais continuar em Minnesota.

O movimento não apenas tira o peso que vinha atrapalhando o clima por lá, como abre possibilidades para o futuro.

Fora que agora Andrew WigginsKarl-Anthony Towns não terão mais que conviver com o "mala" do Butler.

Só não vale alguém dizer que eles trocaram Zach LaVineLauri MarkkanenKris Dunn por Covington, Saric e Bayless. 

Philadelphia 76ers

Após não contratar LeBron James na última "off season" ou conseguir uma troca por Kawhi Leonard, enfim os Sixers tem uma 3ª estrela ao lado de Simmons e Embiid.

Esse era o principal objetivo do time no momento, sendo que Brett Brown afirmou no período em que acumulou os cargos de técnico e GM que eles estavam na "caçada por uma estrela".

E Butler é um jogador que não apenas tem números que fazem dele um All Star, como tem um perfil de liderança que não deve gerar conflitos com Simmons e Embiid. O camisa 23 é um defensor de elite e segue se aperfeiçoando no ataque, estando nessa temporada com seu melhor aproveitamento na carreira em bolas de 3 (37.8%).

Resta saber como vai ser no momento em que o time der seus tropeços... Será que teremos treta por lá também? 

De qualquer forma, podemos dizer que estamos enfim presenciado o fim d'O Processo em Philadelphia, na primeira movimentação feita pelo novo GM Elton Brand. Principalmente se houver um comprometimento de Butler em renovar com o time após essa temporada.

Fultz, Simmons e Embiid, os
Fultz, Simmons e Embiid, os "frutos" do "Processo" (Foto: Philadelphia Magazine)

Jel Embiid e Ben Simmons

Embiid está em sua 3ª temporada na liga e Simmons apenas na 2ª, e ambos já estão entre os grandes nomes dessa NBA atual.

Porém, os "moleques" precisavam de alguém mais cascudo ao seu lado.

Alguém que pudesse colocar a bola "debaixo do braço" quando algo desse errado e assumisse a responsabilidade. Tanto que ambos tentaram convencer LeBron e Kawhi a irem pra Phila.

"Temos uma mentalidade bem parecida: odiamos derrotas e queremos ganhar sempre". (Simmons, sobre ele, Embiid e Butler)

E Jimmy Butler tem exatamente esse perfil.

Tanto que Simmons comemorou a chegada do novo companheiro:

“Eu estou empolgado com a garra, empenho e a forma como Jimmy se dedica nos treinos. Dizem que ele possui uma atitude agressiva e vencedora. É sempre triste ver alguns de nossos colegas irem embora, mas confesso que mal posso esperar para tê-lo aqui conosco e tenho boas expectativas para atuar ao seu lado”, disse o camisa 25.

“Eu, Joel e Jimmy temos uma mentalidade bem parecida: odiamos derrotas e queremos ganhar sempre que entramos em quadra. Então nós estamos muito animados para recebê-lo e temos certeza de que vai se encaixar aqui”, concluiu.

Tom Thibodeau e Jimmy Butler na apresentação do ex-jogador dos Bulls (Foto: nba.com)
Tom Thibodeau e Jimmy Butler na apresentação do ex-jogador dos Bulls (Foto: nba.com)

Tom Thibodeau (treinador)

Bem, se Thibs perdeu o craque do seu time e um jogador que ele ajudou a "formar" na NBA, pelo menos conseguiu melhorar seu elenco e não terá mais que lidar com os problemas de relacionamento que tanto vinham atrapalhando os Wolves.

E Covington e Saric tem a defesa que tanto agrada ao técnico, além de melhorar as bolas de 3 - algo que o time precisa há tempos. 

Perdedores

TJ Mcconnell e Robert Covington em jogo dos Sixers (Foto: AP Photo)
TJ Mcconnell e Robert Covington em jogo dos Sixers (Foto: AP Photo)

Robert Covington e Dario Saric

Sem maiores polêmicas...

Mas os 2 jovens deixam um time que poderia chegar às Finais da NBA e vão para um que vai precisar se reconstruir, ainda que com um elenco mais profundo - tanto na rotação, quanto nas alternativas de jogo.

Ou seja, pode até ser que Covington e Saric possam melhorar seus números, como aconteceu com Victor Oladipo e Domantas Sabonis em Indiana, mas a curto (e quem sabe médio) prazo, ambos passam a ter menores expectativas de vitória em suas carreiras.

Clippers, Nets, Knicks, Heat e Rockets

Esses foram os times indicados por Butler como seus destinos preferidos ou que se interessaram em sua contratação.

Porém, ou eles não fizeram propostas concretas - talvez apostando na próxima "free agency" ou não conseguiram agradar os Wolves com suas propostas.

E agora correm o risco de a aposta dos 76ers dar certo e ficarem sem Jimmy B., o que já os torna perdedores nesse momento.

Tom Thibodeau (cartola)

Apesar dos benefícios que pode ter à beira da quadra, Thibs sai enfraquecido como Presidente de Operações dos Wolves.

Afinal, ele não queria trocar Butler e falhou tanto em convencer seu "pupilo" a ficar, quanto em convencer o dono do time a tentar mantê-lo, tendo sido até "desautorizado" nesse processo.

Resta saber até quando ele vai continuar acumulando os cargos, ou mesmo continuar em Minnesota.

Ben Simmons e Markelle Fultz vibram após a vitória (Foto: The Sixer Sense)
Ben Simmons e Markelle Fultz vibram após triplo duplo do camisa 20 (Foto: The Sixer Sense)

Markelle Fultz

Fultz foi a primeira escolha do draft de 2017 e até o momento tem sido apontado como mais uma decepção na lista de jogadores que não "vingaram" na NBA ("bust").

O jogador sofreu com uma lesão do ombro e ainda teve que lidar com questões psicológicas - chegou a "desaprender" como arremessar.

Com a chegada de Butler ele não apenas tem mais um concorrente de peso pelos minutos na rotação e por ter a bola nas mãos, mas também tem alguém que pode "gritar na sua orelha" no caso de um desses apagões.

Então a pergunta aqui é: Como Fultz lidará com a pressão que Butler trás ao time?

Isso só o tempo dirá... 

Philadelphia 76ers (???) 

Aqui as interrogações fazem muito sentido...

Já listamos os pontos positivos para Philadelphia lá em cima, mas temos também muitas dúvidas para as quais as respostas ainda virão com o tempo.

1) Como o time fará para suprir as bolas de 3 de Covington e Saric - ainda mais considerando que para essa temporada eles já haviam perdido Marco Belinelli e Ersan Ilyasova? Será que vão buscar mais alguém no mercado? 

Só o tempo dirá.

Mas...

Nicky Young deve estar "babando" por essa oportunidade...

2) Quem ocupará o espaço na rotação da posição 4 no lugar do Saric? Simmons será "deslocado" pra lá?

Simmons na 4 é uma possibilidade real.

Afinal, Mike Muscala, Wilson Chandler ou Amir Johnson não parecem ser as melhores opções para suprir a ausência do croata.

Não dava pra ter incluído pelo menos Taj Gibson no negócio?

E pensar que na "off season" Philadelphia chegou a acertar com Nemanja Bjelica, que preferiu ir para Sacramento.

3) Será que a franquia pagou muito caro para correr o risco de ter apenas um "aluguel" de Butler?

Aí a aposta deles é na renovação do ala-armador, tendo assumido um risco igual ao do Thunder com Paul George na temporada passada (valeu a pena) e dos Raptors com Kawhi nessa temporada (???).

Resta saber o que vai acontecer lá em junho...

4) Será que Jimmy pode "criar problemas" também em Philadelphia?

Sobre isso, Embiid falou sobre como pretende agir ao lado de Butler:

"Eu vou ser Joel Embiid. Eu vou ser dominante". (Embiid sobre mudar seu estilo ao lado de Butler)

"Eu vou ser eu mesmo", disse o camaronês. "Eu vou ser Joel Embiid. Eu vou ser dominante. Ocasionalmente, quando os caras do outro time partirem para o "trash talk", eu vou estar lá dizendo as mesmas coisas e usando as redes sociais. Esse sou eu e nada vai mudar".

"Se é benéfico para mim e para a equipe, então não há problema", acrescentou o pivô. "Mas se é algo que eu acho que não vai ser bom para a franquia, então está tudo bem. Todo mundo sabe que eu falo o que eu quero, o que vem à minha mente. Eu não tenho nenhum problema em fazer isso. Mas estou animado em tê-lo aqui. Acho que podemos construir algo especial. Estou animado para jogar e ter alguém para nos ajudar. Espero que cheguemos à final e tenhamos uma chance título", finalizou o camisa 21.

Tomara, para o bem dos Sixers, que realmente tudo corra bem por lá...

5) E se ao invés de Fultz os Sixers tivessem Jayson Tatum?

Essa pergunta é quase que uma provocação, apenas para lembrar que o time de Philadelphia subiu no draft de 2017 para selecionar Fultz na 1ª posição, enquanto os Celtics levaram Jayson Tatum em 3º.

Fultz e Tatum acabaram em Philadelphia e Boston após troca das escolhas do draft de 2017 (Foto: Sporting News)
Fultz e Tatum acabaram em Philadelphia e Boston após troca das escolhas do draft de 2017 (Foto: Sporting News)

E agora?

Onde se coloca esse novo Sixers frente a Raptors, Celtics e Bucks na briga pelo topo desse novo Leste sem LeBron James?

E esse novo Wolves com Jeff Teague, Wiggins, Covington, Saric e Towns como titulares e Derrick Rose como 6º Homem pode chegar aos playoffs do Oeste?

Isso só o tempo dirá...

Mas que a movimentação tem tudo para dar uma chacoalhada na NBA, ah, isso é inegável!

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O outro lado das 14 bolas de 3 de Klay Thompson

Chicago Bulls parecia não se importar em ser "o time que levou 14 bolas de 3 de Klay Thompson". Será que isso é uma preocupação apenas no Brasil?

POR André C. Rocha dia
O outro lado das 14 bolas de 3 de Klay Thompson
"Tapete vermelho" para Klay em Chicago. Apatia ou apenas o inevitável diante de seus olhos? (Foto: Chicago Tribune)

Alguns dias já se passaram e agora que a "poeira baixou", quero trazer à tona uma discussão que tive no momento em que Klay Thompson quebrava o recorde de bolas de 3 pontos convertidas em uma única partida na NBA.

Também levei esse questionamento para o nosso podcast (ouça aqui essa edição), mas, talvez para "exorcizá-lo de vez", quis colocá-lo também nessa coluna.

O que se passou na cabeça do time do Chicago Bulls, o adversário do Golden State Warriors naquele jogo histórico?

Pelo menos na cabeça dos torcedores, pelo menos os brasileiros ou pelo menos em sua maioria, acredito que ninguém achou legal entrar para a história dessa forma.

Não que os Bulls pudessem ser lembrados apenas por isso...

Afinal, o time tem 6 títulos em sua história e teve o jogador que para muitos foi o maior jogador de todos os tempos: Michael Jordan.

O Chicago Bulls de 1995-1996 foi o melhor da história para muitos (Foto: Chicago Tribune)
O Chicago Bulls de 1995-1996 foi o melhor da história para muitos (Foto: Chicago Tribune)

Mas será que não incomodou em nada os jogadores o fato de Klay Thompson fazer história diante deles?

Sendo muito sincero, em muitos momentos parecia que não...

Que a vontade dos jogadores era que apenas ele convertesse logo as 14 bolas para o "sofrimento acabar"...

Relembre todas as cestas de Thompson e repare na facilidade das últimas bolas:

Nenhuma mão na cara...

Nenhuma falta mais dura...

Será que esse tipo de coisa só acontece por aqui?

Normal que todo o time dos Warriors quisesse ver seu companheiro atingir a marca - incluindo Stephen Curry, o detentor do recorde anterior.

Splash!!! (Foto: San Francisco Examiner)
Splash!!! (Foto: San Francisco Examiner)

Normal pelo menos nesse time dos Warriors.

"É assim que tem sido", disse o técnico Steve Kerr. "Eu não posso nem dizer o quão sortudo eu sou e como me sinto toda noite assistindo esses caras. Como eles são altruístas".

Thompson também valorizou o trabalho de seus companheiros: "Isso é o que eu faço e eu compartilho esses momentos com meus colegas de equipe", disse. "É por isso que jogamos basquete. É um esforço coletivo. E eu não sei se eu seria capaz de quebrar esses recordes que tenho sem o sistema em que eu jogo ou o time com quem jogo ou os caras com quem eu jogo".

"É a melhor sensação no basquete ou um dos melhores sentimentos no basquete quando você toca a bola e sente que está acontecendo algo especial em todos os momentos", concluiu.

Com isso era bola no Thompson e chute de 3 em todos os ataques.

Mas mais uma vez minha pergunta é... E o outro time.

Além de terem levado uma "sacolada" no 1º tempo do jogo (92 a 60 - Sim! 92 a 60 em apenas 2 períodos!), será o que os jogadores de Chicago pensaram ao ver o show de Klay.

Zach LaVine, que antes da partida havia provocado Thompson dizendo que ele iria enfrentar o melhor ala-armador da liga (ele próprio) disse após o jogo: "Ele estava pronto para um jogo como esse".

"Ele viu as bolas caindo e seus olhos ficaram grandes como a bola. É difícil". (Zach LaVine)

"Ele viu as bolas caindo, e seus olhos ficaram tão grandes quanto a própria bola de basquete", prosseguiu. "É difícil depois disso os caras sempre procuravam por ele. Ele corria em bloqueios e você não pode tocá-lo. É difícil".

Ele relatou apenas a dificuldade e elogiou Klay...

Mas e o sentimento de ser o adversário do recorde? Será que isso não incomoda?

Ou esse time dos Warriors já é tão "grande" que seus adversários já aceitaram o papel de coadjuvante?

Na história do esporte não são poucos os nomes que ficaram marcados apenas por feitos de seus adversários.

Ou alguém lembra do goleiro Andrada de outra forma do que por ter sido quem levou o gol mil do Pelé (jogue no google e encontre a frase "goleiro que levou o milésimo gol do Pelé" logo após o seu nome?

Ou do goleiro Magrão além de ter sido o goleiro que levou o gol mil do Romário?

"Eu sei que eu entrei na história, mas somente como coadjuvante". (Magrão sobre o gol 1000 de Romário)

O próprio ídolo do time do Sport admite isso: "Eu queria ter pego [risos]. Ah, como todos os outros. Agora, não por causa dessa marca do Romário, eu não fiquei muito pressionado em relação a isso. Na verdade é mais para ele, não para mim. Eu sei que eu entrei na história, mas somente como coadjuvante".

"Isso não me incomoda, não. No início até me incomodava um pouco, as perguntas eram sempre as mesmas, tipo assim: 'o que você sentiu de ter tomado o gol', aí era meio chato, mas hoje eu sou tranquilo, isso faz parte do futebol, e o jogador que o Romário foi... Está louco".

Ainda sobre o Romário, vale lembrar o que o goleiro Bruno disse:

"Não quero tomar o gol mil do Romário de jeito nenhum. Depois, ficariam lembrando que eu fui o goleiro desse jogo. Certamente, ficaria marcado", afirmou o goleiro que depois ficou marcada por problemas ainda mais sérios, mas que realmente teve uma das melhores atuações de sua carreira em um jogo em perdeu por 3 a 0, mas fez um "milagre" que evitou o gol 1000.

Voltando à NBA, temos também outros coadjuvantes marcados por feitos históricos como:

  • O Toronto Raptors como o time que levou 81 pontos de Kobe Bryant (relembre);

  • Chris Dudley pela enterrada que Shaquille O´Neal deu "em sua cabeça" (relembre);

  • Andre Iguodala pelo toco de LeBron James nas Finais de 2015 (relembre);

  • Byron Russell e o drible a cesta de Jordan nas Finais de 98;

  • Ou mesmo Michael Jordan pelo "crossover" inesquecível de Allen Iverson - aqui ele foi coadjuvante (relembre).

OBS: falando em Iverson há ainda a cena clássica em que ele "passa por cima" de Tyronn Lue (relembre).

Porém, ao mesmo tempo, pouca gente lembra que os 100 pontos de Wilt Chamberlain foram diante dos Knicks - ou "cobram" os Knicks por isso...

Será que é pelo tamanho do time de Nova Iorque?

Será que isso passou pela cabeça do time dos Bulls?

"Precisávamos ter feito um trabalho melhor em tentar contê-lo", disse Zach. "Eu tinha que ter feito um trabalho melhor tentando persegui-lo. Mas quando um cara corre assim, você não pode fazer nada sobre isso".

Vale lembrar que Thompson acabou com 52 pontos em 27 minutos, 36 deles e 10 bolas de 3 apenas no "sacode" do primeiro tempo.

"É muito simples: nós tivemos o nosso traseiro chutado". (Fred Hoiberg)

"A coisa decepcionante é a falta de profundidade com que jogamos para permitir que eles se sentissem confortáveis, conseguissem confiança e continuassem", disse o técnico dos Bulls Fred Hoiberg. "Quando eles nos 'deram um soco' na boca, nós não respondemos bem".

"É muito simples: nós tivemos o nosso traseiro chutado", concluiu esplendida e vergonhosamente.

E outro detalhe "curioso" é que Joakim Noah, ex-jogagdor dos Bulls e eleito Jogador de Defesa do Ano com a camisa de Chicago, estava no ginásio...

Até ele deve ter ficado envergonhado.

"É inaceitável começar o jogo como começamos, especialmente contra os atuais campeões", disse LaVine sobre um déficit que chegou a 45 pontos. “Temos que ter melhor energia, melhor resistência. Nós simplesmente não tivemos isso. É sobre nós. Eles jogaram como deveriam".

Enfim...

Foi um atropelo e até eles tem que admitir isso.

Mas talvez seja mais algo que importe à torcida...

Talvez esse Warriors já tenha superado o status de "incomodar" pelos seus feitos...

Ou talvez de fato os jogadores estivessem apenas vendo a história ser feita à sua frente e aceitaram isso.

Eu, como torcedor, reafirmo que foi duro não ver nenhuma mão na cara, nenhum chega pra lá ou ao menos alguma expressão de indignação em ver seu time do "lado errado" de um feito histórico.

Mas...

Quem sou eu pra falar algo sobre isso... Ou pra questionar os melhores jogadores do mundo (ora, eles estão na NBA) e seus salários milionários...

Então... Fazer o que, né?

¯\_(ツ)_/¯

Resta admirar e aplaudir o Klay pelo seu feito.

Klay fez história de bandana amarela, após cortar o supercílio em choque com Damian Jones (Foto: mercurynews)
Klay fez história de faixa amarela na cabeça, após cortar o supercílio em choque com Damian Jones (Foto: mercurynews)

PS: E fingir que do outro lado da quadra não era o meu time que estava... (rs) 

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