Sobre o Autor:

André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Desde de 2014 tem um tumblr sobe esportes e que tem como assunto principal o basquete: http://entrequatrolinhas.tumblr.com

Veja a emocionada carta de despedida de Jimmy Butler para os fãs do Chicago Bulls

Craque Jimmy Butler escreve carta de despedida emocionante e demonstra gratidão em retribuição de todo o carinho recebido em seus anos com o Chicago Bulls

POR André C. Rocha dia
Veja a emocionada carta de despedida de Jimmy Butler para os fãs do Chicago Bulls
Jimmy Butler publica emocionada carta de despedida de Chicago (Foto: Facebook Oficial Jimmy Butler)

"Chicago,

O que posso dizer?! Eu realmente lutei com as palavras, pois você tem sido muito mais do que apenas minha casa nos últimos 6 anos. Você é a minha vida! Você me abraçou como um filho e me levou a melhorar a cada dia, em todas as temporadas.

Posso dizer honestamente que sempre fui incrivelmente motivado para ter sucesso e é assim que estou construído minha carreira. Mas eu sei que devo muito da pessoa que sou agora e do jogador que me tornei a você.

Você sempre me empurrou para nunca dar nada menos do que o meu melhor todas as noites. Era o que você esperava de mim. E foi o que você mereceu. Espero que você saiba que eu dediquei minha vida a cada vez que entrei nas instalações ou pisei no chão do United Center.

Obrigado a toda a organização dos Bulls e à família Reinsdorf por me dar uma chance em 2011 e por me dar a oportunidade de jogar o esporte que eu amo por uma franquia tão grande. Nunca esquecerei o que senti quando fui draftado e quando joguei meus primeiros minutos. É uma experiência que eu não queria ter vivida em qualquer outra equipe e sou muito agradecido por você por ter me oferecido essa oportunidade.

Chicago, eu te amo. Obrigado por abraçar um garoto de Tomball como um dos seus.

Agora vou para uma nova casa e uma nova organização. Felizmente, com alguns rostos familiares!

PS: E provavelmente o mais importante! Obrigado a todos por trás da organização e que não tem o brilho que merecem! Você são todos All Stars!

Jimmy G. Buckets"

O texto acima foi publicado por Jimmy Butler em sua conta do Instagram um dia após a troca que o mandou do Chicago Bulls para o Minnesota Timberwolves - leia mais aqui.

Jimmy já declarou que não ficou feliz com a forma com as quais as coisas foram conduzidas, mas o texto acima exprime sua gratidão pelos anos em que viveu na franquia de Chicago.

"Chicago, eu te amo".

E não poderia se esperar algo diferente de um jogador com a história de vida de Jimmy. Afinal, Butler é um guerreiro e já superou dificuldades que muitos sequer imaginaram.

Quando ainda era um bebê o pai de Butler abandonou a família e se isso não fosse suficiente aos 13 anos o garoto de uma pequena cidadezinha do Texas (considerada o 4º "pior" lugar para se morar no estado texano) foi expulso de casa pela mãe, que justificou dizendo que ele tinha o mesmo olhar do pai. A última frase que ele ouviu de sua mãe foi: "Eu não gosto do seu olhar. Você tem que ir".

Naquele momento ele passou a morar de favor na casa de amigos e foi o basquete que deu novos rumos à sua vida. Ele começou a se destacar no time colegial até que em seu último ano de escola um colega chamado Jordan (coincidência?) Leslie o convidou para morar com ele, tendo sido praticamente adotado pela família.

Inicialmente Jimmy não recebeu nenhuma bolsa universitária, mas se matriculou em uma faculdade local e ao se destacar recebeu o convite para jogar para Marquette. Mas a ida para Marquette não ocorreu apenas pelo basquete, mas porque lá era uma boa faculdade, segundo sua nova "mãe" Michelle Lambert.

Veja a emocionada carta de despedida de Jimmy Butler para os fãs do Chicago Bulls
Butler em ação por Marquette (Foto: David Butler II, US Presswire)

Depois disso ele se destacou no basquete universitário e acabou sendo draftado pelo Chicago Bulls na 30ª posição do draft de 2011.

À época Butler disse: "Sempre duvidaram de mim. Minha mãe e meus colegas diziam que eu era baixinho e não poderia jogar, mas agora eu tenho a chance de entrar para a NBA. Com isso eles me ensinaram que tudo é possível e, o que mais me motiva, é que duvidem de mim”.

Jimmy também nunca esqueceu o que o basquete fez pela sua vida.

"O basquete sempre foi minha tábua de salvação na vida. A única. Na época da faculdade e do colégio, eu jogava porque o basquete me dava bolsa de estudo, comida, academia e moradia. Não sonhava com muito mais do que aquilo. Era, naqueles momentos conturbados, o meu máximo, o maior prêmio que poderia pedir. Eu só queria ter uma bolsa de estudo para ter uma profissão mais adiante".

 

Veja a emocionada carta de despedida de Jimmy Butler para os fãs do Chicago Bulls
Butler entrega a camisa dos Bulls para sua "mãe" Michelle após ser draftado
(Foto: Gilbert Boucher II, Daily Herald)

E como não poderia de deixar de ser, o incansável Jimmy mostrou evolução a cada temporada com a camisa dos Bulls. Eleito para o 2º time de defesa da liga entre 2014 e 2016, Jimmy também foi escolhido o Jogador que mais Evoluiu em 2015 e chamado 3 vezes para o All Star Game (2015 a 2017). Em 2016-17 o camisa 21 teve médias de 23.9 pontos, 6.2 rebotes e 5.5 assistências - todos recordes em sua carreira.

Em 2016 Butler fez parte do US Team que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em mais uma prova de que sua persistência o fez chegar onde muitos sequer imaginariam.

Veja a emocionada carta de despedida de Jimmy Butler para os fãs do Chicago Bulls
Butler em ação nos Jogos do Rio 2016 (Foto: USA Today Sports)

Que a coragem e a dedicação de Jimmy Butler sirva de inspiração para muitos.

"Meu passado difícil me fez ficar mais forte. Principalmente no lado mental. Não é qualquer coisa que me abala. Na quadra você me vê como realmente sou fora dela: batalhador, disciplinado e disposto a fazer qualquer coisa para ver meu time vencer.

Em toda a minha vida, eu sempre tive todos os motivos para falhar. Eu sempre tive tudo para dar errado. Mas foram todos estes motivos que me fizeram dar certo”.

E o que ele escreveu nesse momento de despedida dos Bulls mostra que ele também sabe demonstrar gratidão por tudo que a vida lhe deu, mesmo em meio a tantas dificuldades.

Abaixo o texto original em inglês de sua carta para Chicago:

 

Chicago, What can I say?! I truly struggle with the words because you've been so much more than just my home for the last 6 years, you've been my life! You've embraced me like a son and pushed me to get better every day, every season. I can honestly say that I have always been incredibly motivated to succeed; it's just the way I'm built. But I know I owe so much to the person I am now, and to the player that I've become, to you. You always pushed me to never give anything less than my absolute best night in, night out. That's what you expected. That's what you deserved. And, I hope you know that's what I dedicated my life to every time I walked into the facility or stepped on the floor of the United Center. Thank you to the entire Bulls organization and Reinsdorf Family for taking a chance on me in 2011 and for giving me the opportunity to play the sport I love for such a great franchise. I'll never forget the feeling I had when I was drafted and when I played my first minutes. It's an experience that I wouldn't have wanted with any other team and I'm so thankful to you for giving me that opportunity. Chicago, I love you. Thanks for embracing a kid from Tomball like one of your own. On to a new home and a new organization. Thankfully, with some familiar faces! PS... AND PROBABLY MOST IMPORTANT! THANK YOU TO EVERYBODY BEHIND THE ORGANIZATION THAT DO NOT GET THE SHINE THAT THEY DESERVE!! YALL ARE THE REAL ALL-STARS!! - Jimmy G. Buckets (@staceyking21 )

Uma publicação compartilhada por Jimmy Butler (@jimmybutler) em

Sucesso nesse novo desafio, Jimmy!

Negócios são negócios...

Mas certamente os fãs de Chicago sempre serão gratos por sua entrega e dedicação com a camisa dos Bulls!

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?

A 1ª escolha de um draft é algo bastante valorizado, mas após terem recebido esse "presente" dos Nets, os Celtics a mandaram para os Sixers. Por que?

POR André C. Rocha dia
Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Danny Ainge, cartola do Celtics (Foto: Twitter - The Breakdown)

Hoje acontece o Draft da NBA (entenda as regras da seleção de jovens jogadores aqui). E nesses dias que antecedem a escolha dos calouros uma movimentação deu o que falar na liga.

O Boston Celtics, detentor da 1ª posição após a Loteria do Draft, acertou uma troca com o Philadelphia 76ers e cedeu a 1ª posição para os Sixers. Em troca Boston recebeu a 3ª escolha em 2017, além de escolhas protegidas nas primeiras rodadas de 2018 e 2019 (via Los Angeles Lakers e Sacramento Kings, respectivamente).

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Celtics, Lakers e Sixers levaram as 3 primeiras posições do draft 2017 (Foto: twitter - NBA BRASIL)

Cabe lembrar que os Celtics, apesar de terem sido o time de melhor campanha do Leste na temporada 2016-17 com 53 vitórias, tinham a 1ª escolha em razão da troca que levou Kevin Garnett e Paul Pierce para o Brooklyn Nets. Além dos vários jogadores envolvidos, Boston recebeu ainda as escolhas de primeira rodada dos Nets em 2014, 2016, 2017 e receberá em 2018.

Mas a pergunta que fica é: Por que os Celtics trocaram a primeira escolha do draft de 2017?

Adicionar uma 1ª escolha ao time que já teve 53 vitórias na temporada, além de buscar algum jogador no mercado de agentes livres já não seria o suficiente para dar ao time um algo a mais?

O provável 1º escolhido Markelle Fultz - os Sixers já declararam que vão selecioná-lo - não era o que os Celtics estavam procurando?

Quais as intenções de Danny Ainge - lembrando que o cartola não é conhecido por ser um perito em escolhas de draft?

Bem, vamos analisar as possibilidades.

1) Os Celtics estavam realmente interessados em Josh Jackson ou Jayson Tatum

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Josh Jackson de Kansa e Jayson Tatum de Duke(Foto: AP Photo)

Rumores nos últimos dias indicavam que os Celtics na verdade não estavam realmente interessadas em escolher Fultz. E aí, "gastar" a 1ª escolha com outro jogador, sendo que Fultz era o "alvo" da grande maioria das equipes não parecia a melhor opção. Então conseguir a 3ª escolha (além de escolhas futuras) já poderia assegurar a adição de Josh Jackson - que pode ser o verdadeiro alvo de Danny Ainge.

Pesa contra a seleção de Jackson o fato de ele não ter feito nenhum treino em Boston - o ala disse que não havia marcado com o time, pois achava que a 1ª seleção seria de Fultz. Além disso, há o fato de o atlético jogador de Kansas ter feito 2 treinos com os Lakers. E com a incerteza sobre a seleção de Lonzo Ball pelo time da Califórnia, talvez Jackson não "sobre" para a 3ª posição. Porém, como LA mandou D´Angello Russell para Brooklyn em troca de Brook Lopez, eles devem escolher um armador e se não for Ball, deve ser De´Aaron Fox, de Kentucky.

De qualquer forma, além de Jackson - que declarou recentemente que poderia formar uma bela dupla com o Celtic Jaylen Brown -, há especulações de que o alvo de Ainge possa ser Jayson Tatum, de Duke, que fez 2 treinos e pode ter impressionado os cartolas de Boston.

Enfim, não se sabe a real intenção dos Celtics, mas o certo é que mais uma vez eles tem os Lakers pelo caminho.

Mas se eles conseguirem o jogador de seu interesse na 3ª posição, a "jogada" pode ter dado muito certo.

2) Os Celtics não queriam ter em Markelle Fultz uma sombra para Isaiah Thomas

O grande nome dos Celtics atualmente é Isaiah Thomas, que chegou a ser lembrado durante a temporada como candidato ao Prêmio de MVP. Mekelle Fultz também é um armador e, ainda que o técnico de ambos na faculdade tenha dito que eles possam jogar juntos, há dúvidas sobre como encaixar Fultz na rotação do técnico Brad Stevens.

O camisa 4 tem apenas 28 anos e pode se firmar como a cara da franquia. E apostar na incógnita de uma primeira escolha não parece ser o caso em time já formado e que briga no topo do leste.

Até porque os Celtics tem ainda Marcus Smart e Terry Rozier como jovens armadores que substituem muito bem seu All Star, não sendo necessária a sombra de Fultz. Até porque conforme seu desenvolvimento o espaço pode passar a ser pequeno para ambos.

Ou seja, no draft dos armadores, provavelmente os Celtics estão de fato atrás de um ala.

3) Os Celtics vão tentar uma troca por Jimmy Butler

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Butler contra os Celtics nos playoffs de 2017 (Foto: Winslow Townson-USA TODAY Sports)

Desde o ano passado Danny Ainge tenta a aquisição de Jimmy Butler, mas o Chicago Bulls sabe do valor do jogador e tem exigido um valor alto em troca do seu All Star. Butler mais uma vez é um dos nomes mais comentados no mercado de trocas e os Celtics podem oferecer um pacote com a 3ª escolha, escolhas futuras - o time segue com um grande número de escolhas pela frente, em virtude das várias negociações dos últimos ano - e jovens talentos.

Resta saber se os Bulls terão interesse.

Butler já disse que quer permanecer no time, mas muita coisa pode acontecer até o draft.

4) Os Celtics vão tentar uma troca por Paul George

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Paul George marcado por Isaiah Thomas (Foto: Brian Spurlock-USA TODAY Sports)

Da mesma forma, especula-se que os Celtics podem ir atrás de uma troca por outro All Star: Paul George. PG13 já avisou que não pretende renovar com o Indiana Pacers, mas há uma aproximação entre o ala e o Los Angeles Lakers.

Porém, não seria nenhuma surpresa se Danny Ainge fosse atrás do craque, assumindo o risco de perdê-lo "de graça" no próximo verão.

Até porque se os resultados viessem, não haveria melhor "argumento" para que ele continuasse em Massachusets.

5) Os Celtics vão tentar uma troca por Anthony Davis

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Anthony Davis bloqueia Kelly Olynyk (Foto: Derick E. Hingle-USA TODAY Sports)

Anthony Davis é uma estrela da liga e ainda tem apenas 24 anos. Porém, mesmo tão jovem, pode ser que sua "paciência" em tentar conseguir algo com a camisa do New Orleans Pelicans esteja perto do fim.

E aí o Boston com sua coleção de escolhas altas e jovens talentos pode tentar conseguir convencer jogador e franquia a fazer uma troca.

Os Pelicans levaram DeMarcus Cousins para formar uma dupla de garrafão de respeito com Davis no decorrer da última temporada e devem tentar seguir com esse plano em 2017-18.

Mas se Davis não estiver satisfeito ou se algo der errado, os Celtics podem estar de olho e tentar o que seria uma "cartada de mestre" de Ainge.

6) Os Celtics vão tentar uma troca por Kristaps Porzingis

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Kristaps Porzingis marcado por Marcus Smart (Foto: espn.com)

Todos sabemos da "bagunça" que tem sido os últimos anos no New York Knicks. E ontem surgiram inúmeras especulações envolvendo o nome do jovem craque e ainda muito promissor Kristaps Porzingis.

E uma delas remeteu justamente aos Celtics.

Afinal, eles podem fazer combinações de escolha de draft e jovens talentos que podem interessar aos Knicks. Fora que em especulações anteriores envolvendo o nome de Carmelo Anthony, já foi dito que Jae Crowder é um jogador que interessa muito a Phil Jackson desde os tempos em que atuava no Dallas Mavericks.

Será uma possibilidade? 

7) Os Celtics acham que não dá para encarar LeBron James e os Cavs e vão realmente montar um time para o futuro

Por que o Boston Celtics trocou a primeira escolha do draft de 2017?
Jaylen Brown enterra diante dos Cavs nos playoffs (Foto: Adam Glanzman-Getty Images)

LeBron James domina a conferência Leste da NBA na última década e o jogador ainda deve "sobrar" na liga por alguns anos. Resta saber como o Cleveland Cavaliers irá se comportar para tentar encarar seu maior rival da atualidade, o Golden State Warriors

Porém, no lado Leste é possível que ainda seja muito difícil desbancar King James por alguns anos e os Celtics ao "descer" 2 posições nesse draft, mas garantir mais escolhas futuras que deven ser altas (Lakers e Kings dificilmente se tornarão "potências" nos próximos anos), pode estar optando por reunir o maior talento jovem possível apostando no futuro.

Afinal, James já tem 32 anos e em algum momento começará um declínio físico - isso considerando que ele é um ser humano normal e não uma experiência de laboratório. E esse seria o momento em que Boston poderia ter um núcleo já consolidado de jovens talentos para enfim "destronar" LeBron.

Até porque a "safra" do próximo draft também parece ser bem promissora.

Ou seja, se Ainge tiver percebido que o que consegue reunir nesse momento ainda não seria o suficiente, por que não esperar mais um pouquinho para levar o time com o maior número de títulos da história ao topo novamente?

E os Sixers nessa história?

Obviamente essa toca teve 2 vencedores.

Os Celtics por todas as razões listadas acima - seja qual for a que se concretize.

Já Philadelphia, ganhou a chance de draftar Fultz, um armador moderno e que tem sido por várias vezes comparado com James Harden, em razão do seu estilo de jogo.

É a 2ª ano seguido que os 76ers tem a primeira escolha e um elenco com Fultz, Ben Simmons (o 1º selecionado do último draft e que ainda não estreou), Dario Saric e Joel Embiid (os 2 mais fortes candidatos a levar o prêmio de Calouro do Ano em 2017) pode ser considerado um dos mais promissores da NBA.

Tanto que as especulações que estavam surgindo sobre armadores como Kyle Lowry ou Jrue Holiday em Philadelphia esfriaram após a troca com os Celtics.

São os frutos d´O Processo enfim surgindo e a esperança de um futuro melhor chegando à Philadelphia.

Enfim, precisaremos esperar até o draft ou até os próximos movimentos de Danny Ainge.

Mas uma coisa é inegável, nos últimos tempos ninguém conseguiu reunir mais ativos de mercado do que o Boston Celtics. E isso logo depois de serem campeões da NBA em 2008.

Méritos total do cartola, 2 vezes campeão com a camisa dos Celtics em 1984 e 1986.

Leia aqui todas as informações sobre o draft 2017.

Dez motivos que tornam o título do Golden State Warriors em 2017 histórico

Oito dias após o título do Golden State Warriors em 2017, listamos dez motivos que tornam a conquista de Stephen Curry, Kevin Durant e Cia histórico

POR André C. Rocha dia

Hoje chegamos ao 8º dia após a vitoria do Golden State Warriors no jogo 5 sobre o Cleveland Cavaliers que garantiu ao time do técnico Steve Kerr sua quinta bandeira de campeão da NBA pendurada na Oracle Arena.

O draft já está logo ali e o mercado já está agitado. Falando dos 2 finalistas das últimas 3 temporadas - o que por si só já é algo inédito na história da liga -, temos muitos rumores sobre reforços para os Cavs (Carmelo Anthony, Paul George e Jimmy Butler) e expectativa em relação à manutenção do elenco dos Warriors, que tem Stephen Curry, Kevin Durant, Andre Iguodala e Shaun Livingston, entre outros, como agentes livres.

Mas enquanto as trocas e contratações não começam efetivamente, vamos olhar novamente para o título dos Warriors e apresentar 10 motivos que o tornam histórico - após uma temporada repleta de recordes (leia mais sobre os grandes momentos da temporada aqui e confira nosso infográfico).

1) Maiores índices de audiência desde 1998

As Finais da NBA em 1998 - último título de Michael Jordan pelo Chicago Bulls - tiveram o recorde de audiência da história com uma impressionante média de 38 milhões de telespectadores no Jogo 6 que definiu a série - a série teve média de 33 milhões de telespectadores.

E as Finais de 2017 tiveram em média 22 milhões de telespectadores - a maior marca desde então.

Cabe lembrar que atualmente, além da TV existem outros meios de acompanhar os jogos que não estão apresentados nesse número - que certamente chegou a muito mais pessoas -, mas não deixa de ser histórico o fato de ser o maior índice dos últimos 19 anos.

Obs: No Brasil também houve um novo recorde e a ESPN ficou em primeiro lugar entre as televisões a cabo em 4 dos 5 jogos da decisão. Comparado com 2016, foram 22% a mais de telespectadores assistindo à 3ª decisão entre Cavs e Warriors por aqui, sendo a audiência do Jogo 5 maior até do que a do Super Bowl (decisão da NFL).

2) Único time a ter 3 temporadas seguidas acima de 65 vitórias

Esse time dos Warriors se tornou o 1º time da história da NBA a ter 3 temporadas seguidas com pelo menos 65, na verdade 67, vitórias. Foram campanhas de 67-15 em 2014-15, 73-9 (recorde histórico da NBA) em 2015-16 e 67-15 em 2016-17.

Antes deles, o único time a ter 2 temporadas seguidas com pelo menos 65 vitorias foi o Chicago Bulls entre 1995 e 1997: 72-10 em 1995-96 e 69-13 em 1996-97. Só que em 1997-98 o time conseguiu "apenas" 62 vitórias antes de conquistar seu 6º título da NBA (o 3º consecutivo).

Foi a 13ª vez que a NBA tem um time com pelo menos 67 vitórias e Warriors e Bulls são os únicos a ter esse recorde por 3 vezes (além de 96 e 97, o Bulls chegou a 67 vitórias em 1991-92).

3) Maior quantidade de vitórias durante 3 temporadas consecutivas

Os Warriors também superaram o Chicago Bulls de Jordan (em sua 2º passagem pelo time) na quantidade de vitórias conseguidas em um período de 3 temporadas.

Entre 1995-98 os Bulls tiveram 248 vitórias (72 na temporada regular de 1995-96 + 15 nos playoffs; 69 em 1996-97 + 15 nos playoffs; e 62 em 1997-98 + 15 nos playoffs).

Já os Warriors entre 2014-2017 tiveram 254 vitórias (65 nas temporadas regulares de 2014-15 e 2016-17 + 16 em cada pós-temporada e 73 + 15 em 2015-16).

Isso dá ao técnico Steve Kerr um recorde na carreira de 82.5% de vitórias - melhor percentual da história.

4) Maior sequência de vitórias em playoffs (15-0)

Ao chegar invicto nas Finais e vencer os 3 primeiros jogos contra os Cavaliers, os Warriors estipularam o recorde de 15 vitórias consecutivas em playoffs, superando o recorde de 11-0 alcançado 2 vezes pelo Los Angeles Lakers (em 1987 e em 2001), o único time até então a chegar invicto às Finais

Antes do Jogo 4 das Finais os Warriors enfileiraram uma sequência de 52 dias sem derrotas, se somarmos o final da temporada regular e os playoffs.

Obs: Como os Cavs chegaram às Finais com uma campanha de 12-1, o recorde combinado de 24-1 para 2 times finalistas também é um recorde histórico.

5) Melhor campanha da história dos playoffs (16 vitórias e apenas 1 derrota)

 

E se o título não veio de maneira invicta, devido à vitória dos Cavaliers no Jogo 4, os Warriors se tornaram a equipe com a melhor campanha da história dos playoffs (94.1% de aproveitamento).

Afinal, a NBA já teve 2 times sendo campeões com apenas 1 derrota na pós-temporada: o Philadelphia 76ers em 1983 (12-1) e os Lakers de 2001 (15-1).

Porém, como ambos tiveram que disputar menos partidas em virtude das regras da época, seus percentuais de vitória foram de "apenas" 92.3 e 93.8%. 

6) O time teve a 2ª maior margem de pontos da história dos playoffs e a 4ª maior em temporada regular

Os Warriors chegaram às Finais com a absurda margem de pontos de +16.3 (a maior da história) e mesmo após encararem o fortíssimo time de Cleveland, o time acabou com uma margem de +13.5 pontos - a 2ª maior da história, atrás apenas dos +14.5 pontos do Milwaukee Bucks de 1971.

Na temporada regular a margem dos Warriors foi de +11.1, atrás apenas dos +12.3 dos Lakers em 1971-72, dos +12.3 dos Bucks em 1970-71 e dos +12.2 dos Bulls em 1995-96.

7) 7 jogos com pelo menos 30 assistências nos playoffs 

Ratificando o modelo de jogo "altruísta" dos Warriors, onde a bola roda até chegar ao jogador com a melhor oportunidade de arremessos, o time teve durante os playoffs 7 jogos com pelo menos 30 assistências.

"Nenhuma equipe é mais altruísta. Eles encontram o homem aberto e eles ganham crédito por isso". (Gregg Popovich)

Esse foi o mesmo número de todos os outros times que jogaram a pós-temporada combinados.

Cabe lembrar o que a lenda Gregg Popovich (técnico do San Antonio Spurs) falou sobre os Warriors após a derrota nas Finais do Oeste:

"Este é talvez o melhor time defensivo da liga, além de tudo. Então eles não são apenas talentosos. Eles tem uma ótima defesa. E no ataque nenhuma equipe é mais altruísta. Eles encontram o homem aberto e esse tipo de coisa. E eles ganham crédito por isso. Os treinadores estão sempre tentando fazer com que sua equipe faça isso, mas eles têm uma multidão de pessoas que são altruístas e jogam um belo jogo".

8) Kevin Durant e Stephen Curry se tornaram a 3ª dupla com a maior pontuação combinada em Finais e que ganhou o título

Kevin Durant teve média de 35.2 pontos por jogo nos 5 jogos da decisão, enquanto Stephen Curry teve médias de 26.8 pontos.

Os 2 foram os últimos vencedores do Prêmio de MVP da NBA (KD em 2013-14 e Steph em 2014-15 e 2015-16) e se formarmos um trio com o rival LeBron James, temos 7 dos últimos 8 prêmios (James levou em 2008-09, 2009-10, 2011-12 e 2012-13)

E a média de 62 pontos combinados de Durant e Curry foi a 3ª maior da história de um trio que foi campeão da NBA, atrás apenas de Shaquille O´Neal e Kobe Bryant em 2002 (63.3 pontos por jogo) e Jordan e Scottie Pippen em 1993 (62.2).

9) Stephen Curry e Draymond Green com médias de pelo menos 10 pontos, 6 rebotes e 6 assistências nos playoffs

Stephen Curry e Draymond Green foram os primeiros companheiros de time a terminarem uma pós temporada com pelo menos 10 pontos, 6 rebotes e 6 assistências de média cada um.

Curry teve médias de nos playoffs de 28.1 pontos, 6.2 rebotes e 6.7 assistências, enquanto Green teve médias de 13.1 pontos, 9.1 rebotes e 6.5 assistências.

Cabe ressaltar que nas Finais as médias do camisa 30, tão contestado após a perda do titulo em 2016, foram de 26.8 pontos, 8 rebotes e 9.4 assistências, chegando próximo à média de triplo duplo de LeBron James. Na carreira, Steph nunca teve médias de rebotes, superiores a 5.4 por jogo.

10) Kevin Durant se tornou o pontuador mais eficiente em Finais, entrando no clube dos 50-40-90 na série

Kevin Durant - o MVP incontestável das Finais - teve média nos 5 jogos contra os Cavs de 35.2 pontos, 55.5% nos arremessos, 47.4% nas bolas de 3 e 92.7% nos lances livres. A performance mais eficiente de um cestinha em uma decisão da NBA.

O único jogador com pelo menos 30 pontos de média e com tais percentuais de arremessos em Finais foi Magic Johhson em 1987, mas com apenas 3 chutes de longa distância. Já Jordan em 1992 teve 35.8 pontos por jogo, mas "apenas" 89.1 nos lances livres.

Além disso, Kevin Durant se tornou o 3º jogador da história com 4 títulos de cestinha e um troféu de campeão da NBA, ao lado de Jordan e Wilt Chamberlain.

E o camisa 35 se tornou ainda o 6º jogador da história a ter pelo menos 30 pontos em cada jogo de uma série final, igualando Elgin Baylor (1962), Rick Barry (1967), Michael Jordan (1993), Hakeem Olajuwon (1995) and Shaquille O’Neal (2000, 2002).

A dominância de Durant foi tamanha que apesar das absurdas médias de Curry, Kevin levou todos os votos como melhor jogador das Finais. 

# Bônus - Venceram o único jogador da história a ter média de triplo duplo em uma Final da NBA

LeBron James foi um monstro nesses playoffs e adicionou inúmeros recordes à brilhante carreira - destaque para ter se tornado o maior cestinha da história dos playoffs.

Além disso, ele se tornou o 1º jogador a ter média de triplo duplo em uma final de NBA.

E nada disso foi suficiente para parar os Warriors.

Com isso, King James agora tem um recorde de 3-5 em Finais, se tornando o 4° jogador da história a perder 5 finais da NBA e igualando Kareem Abdul-Jabbar como 3º jogador com mais derrotas em partida de decisões da NBA.

À sua "frente" apenas Baylor e Jerry West, que deram o azar de encarar os Celtics de Bill Russell pela frente.

Terá sido realmente o final da Era LeBron James (e o início da Era Kevin Durant) na NBA, como disse Paul Pierce?

Isso só o tempo dirá. 

Mas, ao que tudo indica, o título de 2017 será apenas o começo para esse time liderado por Curry e Durant, que quer construir uma verdadeira dinastia e quem sabe ser considerado o melhor da história. 

Afinal, como disse, Steph Curry: "Eles estão apenas começando".

Agora é com a diretoria para conseguir as manobras financeiras para manter esse núcleo com Curry, Durant, Green, Klay Thompson e se possível Iguodala e Livingston sob o comando de Steve Kerr pelos próximos anos.

A redenção de Kevin Durant, campeão da NBA e MVP das Finais em 2017

Craque Kevin Durant, do Golden State Warriors, consegue sua redenção, chega ao topo da NBA e é escolhido de forma inquestionável o MVP das Finais de 2017

POR André C. Rocha dia
A redenção de Kevin Durant, campeão da NBA e MVP das Finais em 2017
Kevin Durant comemorando o título da NBA logo após o Jogo 5 das Finais (Foto: Twitter SF Gate)

Como esperado por muitos desde antes do início da temporada 2016-17, Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers se reencontraram pela 3ª vez seguida nas Finais da NBA - algo inédito na história da liga. E os Warriors conseguiram confirmar seu favoritismo e mais uma vez são os campeões da NBA!

LEIA MAIS

Foi o 5º titulo dos Warriors, que alcançou o San Antonio Spurs como 4º time com mais títulos na história da liga. Confira aqui nosso guia completo sobre os campeões da NBA.

E podemos apontar vários destaques nesse time dos Warriors:

  • O técnico Steve Kerr - que lutou contra os problemas nas costas antes de voltar para as Finais;
  • O 2 vezes MVP da liga Stephen Curry - que mudou seu jogo e passou a dividir os holofotes com um novo astro;
  • O "guerreiro" Draymond Green - que dessa vez esteve em quadra no Jogo 5;
  • O outro "splash brother" Klay Thompson, que foi fundamental nos jogos 2 e 3 das Finais, além de ótimo na defesa em toda a série;
  • 6º homem e MVP das Finais de 2015 Andre Iguodala, autor de 20 pontos no jogo final e detentor do maior saldo de pontos das Finais;
  • O regular Shaun Livingston, que sempre vem do banco e contribui positivamente; e,
  • O veterano David West, enfim campeão da NBA.

Mas se formos eleger um protagonista desse título, não dá pra pensar em outro nome que não seja o de Kevin Wayne Durant, ou apenas Kevin Durant, o "Durantula", ou apenas KD.

Por muitas vezes relegado ao 2º posto durante sua carreira, agora ele havia chegado ao topo da liga. Campeão da NBA e MVP inquestionável das Finais.

Ora, o craque havia sido considerado o 2º melhor jogador nos tempos de universidade, foi 2ª escolha do draft atrás de Greg Oden, foi vice-campeão da NBA em 2012, 2º colocado no prêmio de MVP em 2010, 2012 e 2013 e foi o 2º colocado no Oeste na temporada passada, tendo perdido uma vantagem de 3 a 1 pelo Oklahoma City Thunder justamente diante dos Warriors. Então, ainda que já tenha sido MVP da NBA na temporada 2013-14 e bicampeão olímpico (2012 e 2016) e mundial (2010) com a camisa do US Team, ele tinha algo a provar na NBA.

Sim... Tinha... Não tem mais...

A escolha unânime como MVP das Finais enfim colocou o 4 vezes cestinha da temporada e calouro do ano em 2008 em seu devido lugar!

 
 
E prova disso foi o reconhecimento prestado pelo maior jogador dessa geração.
 
Se LeBron James no início da série disse para KD: "Bem vindo de volta às Finais" - o Miami Heat James venceu Durant e o Thunder em 2012 -, ao final da série o reconhecimento pode ser traduzido nesse abraço.
 
E também nas palavras de King James:
 
"Ninguém pode tirar de você o fato de ter sido campeão. Isso é algo que sempre falarão sobre você". (LeBron James)
"Bem, não estou feliz que ele ganhou o primeiro. Não estou feliz em tudo. Mas desde que joguei com ele nas Finais de 2012 até agora, como eu disse, a experiência é a melhor professora da vida e ele está apenas experimentando e experimentando. Também ajuda quando você é capaz de experimentar algumas coisas com seu time. E ele sentiu que ele precisava reavaliar sua carreira e vir para cá (Warriors)".
 
James prosseguiu: "Como eu disse, ganhar o primeiro campeonato para mim era como ter meu primeiro filho. Foi apenas um momento orgulhoso, algo que você nunca esquece, nunca. E ninguém pode - não importa o que digam - tirar de você o fato de ter sido campeão. Isso é algo que sempre falarão sobre você. Pode ser como a última coisa que eles podem dizer, mas eles sempre terão que dizer que você é um campeão".
 
E Durant já seria o personagem da temporada independente do resultado das Finais.
 
Afinal, sua escolha por deixar OKC e ir para o Golden State Warriors foi alvo de muitas criticas. E se antes ele era idolatrado pelos torcedores do Thunder, passou a sofrer com uma rejeição e demonstrações de ódio quase comparáveis às sofridas por LeBron ao deixar Cleveland rumo a Miami. E houve ainda toda a polêmica envolvendo seu ex-companheiro de time e amigo Russell Westbrook - os 2 usaram a mesma camisa no All Star Game, recentemente Kendrick Perkins disse ter intermediado a paz entre ambos, mas parece que a relação dos astros nunca mais será a mesma.
 
Enfim, muitos disseram que ele optou pelo caminho mais fácil nessa mudança e um eventual insucesso poderia ser algo catastrófico.
 
Mas KD não se assustou com nada disso e sempre se manteve firme em sua escolha.
 

Não há como negar que encarar isso tudo também foi um ato de coragem. Mas mais do que isso a busca por um sonho. E ele agora achegou.

A lesão sofrida em março aós choque com o companheiro de equipe Zaza Pachulia chegou a lhe assustar. Afinal, ele já havia perdido grande parte da temporada 2014-15 e temeu que isso pudesse vir a se repetir nesse 1º ano com o time californiano.
 
Na sua ausência os Warriors se consolidaram, iniciaram uma sequência de vitórias e ao voltar Durant foi mais uma peça na engenhosa (e talentosíssima) engrenagem do técnico Steve Kerr.
 
Foram apenas 2 derrotas em 33 jogos desde o dia 14 de março e o título da NBA com a melhor campanha da história dos playoffs (94.1% de aproveitamento).
 
E o que se fala agora é em uma dinastia desse time. Mas para isso, Durant precisará abrir mão de um contrato máximo, possibilitando "encaixar" todos os salários na folha do time, o que não parece ser nenhum problema.
 
Ele conheceu o ponto mais alto da liga e não vai querer sair de lá tão cedo. Até porque essa é uma das características desse elenco dos Warriors. A coletividade e o altruísmo, colocando o coletivo à frente do individual na busca de um resultado maior.
 
"Eu não sinto que tenha sacrificado nada. E espero fazer isso por um longo tempo". (Klay Thompson)
Basta ver a adaptação de Iguodala, deixando o status de craque do time e se adaptando ao papel de 6º homem, a mudança no jogo de Steph Curry para receber o próprio Durant como principal nome do elenco ou as declarações de Klay Thompson após o título:
 
"Eu não sinto que tenha sacrificado nada. Faço parte de algo que pode deixar um legado. Isso é mais para o basquete do que ter algo seu ou ser o cara. Espero fazer isso por um longo tempo com os Warriors".
 
É um pensamento comum nesse time que já fez história na temporada regular com as 73 vitórias em 2015-16 e agora fez história também nesses playoffs, ainda que a pós-temporada perfeita não tenha vindo.
 

Falando especificamente das Finais, se Durant já havia se tornado o 3º jogador da história a ter pelo menos 25 pontos em seus 8 primeiros jogos em Finais (os 5 de 2012 e os 3 primeiros dessa série), ao lado de Michael Jordan e Shaquille O´Neal, ele não parou por aí.

Com os 38 pontos no jogo 1, 33 no jogo 2, 31 no jogo 3, 35 no jogo 4 e 39 no jogo 5 ele se tornou o 7º jogador a marcar 30 pontos em todos os jogos de uma final, ao lado de Elgin Baylor, Ricky Barry, Jerry West, Jordan, Hakeem Olajuwon e Shaq, todos dos membros do Hall da Fama.

A redenção de Kevin Durant, campeão da NBA e MVP das Finais em 2017
Fonte: Sportscenter

KD acabou a série de 5 jogos com médias de 35.2 pontos, 8.4 rebotes. 5.4 assistências, 1.6 tocos, 55.5% nos arremessos, 47.4% nas bolas de 3 e 92.7% nos lances livres.

E com isso Durant se tornou o pontuador mais eficiente da história das Finais, mais uma vez entrando para o clube dos 50-40-90.

Apenas ele e Andernee Hardaway tiveram médias de 50-40-90 com pelo menos 50 arremessos, 20 bolas de 3 e 20 lances livres em uma série de final. Penny em 1995, quando seu Orlando Magic foi varrido pelo Houston Rockets, teve médias de 25.5 pontos, 50% nos arremessos, 45.8% nas bolas de 3 e 91.3% nos lances livres. 

Após a partida só restava a ele olhar para sua mãe Wanda, a quem já havia chamado de "a verdadeira MVP", e dizer: "Nós conseguimos".

Era uma vitória coletiva, mas com um astro principal.

E o ala também falou sobre o duelo com LeBron James - desde 2012 ele e James foram os únicos cestinhas em finais da NBA e os números de LeBron nessas finais foram mesmo impressionantes:

"Ele era a única pessoa para quem estava olhando desde 2012. Estamos empatados agora". (Durante sobre LeBron James)

"Ele era a única pessoa para quem estava olhando desde 2012. Ele era o único para quem eu olhava e dizia 'ele é o única cara que pode me encarar olho no olho'. Eu sabia que seria uma batalha. Eu estava tentando desafiá-lo. Ele teve média de triplo duplo. Não dá pra pará-lo. Mas nós lutamos e eu disse a ele 'estamos empatados agora'".

Não sabemos o que virá pela frente, mas 2 coisas são certas, Durant enfim chegou ao ponto em que merecia estar e o céu é o limite para ele e esse time dos Warriors.

Que eles possam continuar comemorando e que na próxima temporada possamos seguir vendo shows como os que eles deram nesses playoffs!

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Cleveland Cavaliers fez jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors. Será possível mais 3 jogos assim?

LeBron James e Kyrie Irving brilharam e as Finais novamente voltam para Oakland com 3 a 1 para os Warriors. Será que Cavs fazem história de novo?

POR André C. Rocha dia
Cleveland Cavaliers fez jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors. Será possível mais 3 jogos assim?
LeBron James arremessa diante de Kevin Durant no Jogo 4 das Finais (Foto: Facebook - Bleacher Report)

Meu palpite para as Finais da NBA em 2017 foi vitória do Golden State Warriors sobre o Cleveland Cavaliers por 4 a 1 (confira os palpites da galera do Sobe a Bola aqui).

Porém, a forma como se desenrolaram os jogos 1 a 3 da série me fizeram acreditar que os Warriors poderiam fazer história e se tornarem os primeiros campeões invictos em uma pós-temporada da NBA. Aí veio o Jogo 4 e uma partida praticamente perfeita dos Cavs (vitória por 136 a 117).

O time teve 52.9% de aproveitamento nos arremessos de quadra (46-87), 53.3% nas bolas de 3 (24-45) e uma série de recordes em Finais, principalmente após um 1º tempo impressionante. Cleveland faz a maior pontuação em um quarto na história (49 pontos), a maior pontuação em um tempo (86) e conseguiu ainda o recorde de bolas de 3 em um jogo de decisão da NBA, superando marca dos Warriors no Jogo 2 dessa decisão.

Agora a série volta para Oakland para o Jogo 5 com o Golden State novamente liderando a série por 3 a 1, tal qual ocorreu nas Finais de 2016. Será possível uma nova virada histórica dos Cavs?

Ora, o time comandado pelo craque LeBron James - que vem com talvez sua melhor participação na história das Finais, com média de triplo duplo nos jogos 1 a 4 (31.8 pontos, 11.8 rebotes e 10.5 assistências) - na última temporada se tornou o 1º time a reverter uma desvantagem de 3 a 1 em decisões da NBA. Só que agora precisaria de 4 vitórias seguidas - a 1ª já veio - e se tornaria o 1º time da história a virar uma série que estava 3 a 0 em qualquer fase dos playoffs.

Após o Cleveland Cavaliers fazer jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors a pergunta que fica é: Será possível mais 3 jogos assim?
Kyrie Irving com a cesta do título no Jogo 7 das Finais de 2016 (Foto: José Carlos Fajardo - AP Photo)

Ou será que os Warriors se impõe em seus domínios e conquistam o troféu diante de sua torcida - algo inédito para esse grupo, que levantou o troféu de campeão em Cleveland em 2015?

Bem, a derrota no Jogo 4 foi apenas a 1ª dos Warriors em 2 meses e não podemos questionar o talento do time que, conforme disse King James é o melhor da liga nas últimas 3 temporadas e pode ser o adversário com o maior poder de fogo que ele já enfrentou.

E caso os comandados do técnico Steve Kerr consigam fechar a série hoje serão apenas o 3º time a conseguir ser campeões da NBA sofrendo apenas uma derrota na pós-temporada, ao lado do Philadelphia 76ers em 1983 (12-1) e do Los Angeles Lakers de 2001 (15-1), conseguindo 94.1% de vitórias.

Após o Cleveland Cavaliers fazer jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors a pergunta que fica é: Será possível mais 3 jogos assim?
Steph Curry comemora cesta no Jogo 2 das Finais de 2017 (Foto: Ersa Shaw - Getty Images)

Não dá pra dizer que não seria algo histórico para um grupo que já se tornou o único time com 3 temporadas seguidas com pelo menos 65 vitórias na temporada regular e a equipe com a maior quantidade de vitórias no espaço de 3 temporadas (253 até aqui).

Mas não apenas pelo que Cavs e Warriors ainda podem conquistar, essa Final já é histórica.

Afinal é a 1ª vez que a NBA tem uma Final se reeditando por 3 temporadas consecutivas e se analisarmos os elencos envolvidos temos 45 participações somadas em All Star Game, 20 anéis de campeão, 7 troféus de MVP, 4 troféus de MVP das Finais , 3 prêmios de Calouro do Ano, 6 prêmios de cestinha da NBA, 4 prêmios de MVP do All Star Game e 33 seleções para os times ideais da liga (a distribuições desses prêmios pode ser vista nesse comparativo).

E se olharmos apenas para o All Star Game de 2017, são 7 jogadores que participaram do evento em New Oleans, além do técnico Kerr.

É também a 1ª vez que esse "back-to-back-to-back" acontece com cada time vencendo um dos confrontos na história das grandes ligas dos esportes americanos. Ou seja, as Finais de 2017 são a decisão da "melhor de 3" entre os atuais tricampeões de suas conferências.

Como não chamar isso de histórico?

Isso sem falar nos destaques individuais.

LeBron James na última partida se tornou o 3º maior cestinha das Finais, superando ninguém menos que seu ídolo Michael Jordan, e ainda chegou ao 9º triplo duplo em decisões da NBA, deixando para trás outra lenda: Magic Johnson. E sua média de triplos duplos nessas Finais é mantida se voltarmos também aos 4 últimos jogos das Finais de 2016.

Após o Cleveland Cavaliers fazer jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors a pergunta que fica é: Será possível mais 3 jogos assim?
LeBron James no Jogo 4 das Finais de 2017 (Foto: twitter NBA)

Kyrie Irving mais uma vez mostrou a que veio em um jogo de eliminação dos seu time e espera continuar sendo decisivo para Cleveland.

Kevin Love vem com média de duplo duplo nas Finais (18.5 pontos e 11.5 rebotes), além de um aproveitamento de 42.9% nas bolas de 3.

E voltando à dupla LeBron/Kyrie, ambos tem médias de 32.5 pontos em jogos de eliminação. Irving tem esses números em 4 jogos nessa situação. Já James passou por isso em 5 oportunidades, sendo essa pontuação a maior marca da história para jogador com pelo menos esse número de jogos, à frente de Jordan (31.3 pontos por jogo), Wilt Chamberlain (31.1), Allen Iverson (29.8) e Kevin Durant (29.8).

Já pelo lado dos Warriors, Durant é apenas o 5º jogador a marcar pelo menos 30 pontos nos 4 primeiros jogos de uma Final (ao lado de Jerry West, Michael Jordan, Hakeem Olajuwon e Shaquille O´Neal) e vem com médias de 34.4 pontos, 8.8. rebotes, 5.5 assistências, 2 tocos, 1 roubo 52.3% nos arremessos, 43.3% nas bolas de 3 e 91.4% nos lances livres.

Após o Cleveland Cavaliers fazer jogo 4 quase perfeito contra o Golden State Warriors a pergunta que fica é: Será possível mais 3 jogos assim?
Kevin Durant no Jogo 3 das Finais de 2017 (Foto: Carlos Ávila González - The Chronicle)

Stephen Curry nas Finais tem médias de 25 pontos, 8.5 rebotes, 9.3 assistências, 2 roubos, 42,3% nos arremessos, 42.5% nas bolas de 3 e 95.8% nos lances livres.

E Klay Thompson foi muito bem nos jogos 2 e 3 e tem médias de 17.8 pontos, 45.6% nos arremessos e 42.4% nas bolas de 3.

isso sem falar no "imprevisível" Draymond Green (média de 11.3 pontos e 9.8 rebotes), que no ano passado esteve fora exatamente do Jogo 5 por suspensão, mas dessa vez estará em quadra.

Logo mais veremos então como a história seguirá sendo escrita.
 
Cabe lembrar que essa é a 34ª vez que uma série das Finais tem o placar de 3 a 1, sendo que nas 33 vezes anteriores foram 17 placares de 4 a 1, 13 de 4 a 2, 2 com 4 a 3 para o time que teve a vantagem e apenas 1 vez com 4 a 3 para o time que estava atrás do placar.
 
"A pressão está toda com eles". (Richard Jefferson)
 
Quem foi esse time?
 
Os Cavs em 2016.
 
E talvez por isso o veterano Richard Jefferson deu a seguinte declaração, jogando a pressão para os Warriors:
 
"Eles tem um time de 73 vitórias e adicionaram um outro MVP ao time (Durant)... A pressão está toda com eles". 
 
"Somos um novo time agora". (Stephen Curry)
 
Por sua vez, Kerr disse que seu time precisa aproveitar a chance de serem campeões em casa, enquanto Curry afastou a presença do "fantasma" do 3 a 1 ao dizer que dessa vez as coisas serão diferentes do ano passado e que e virada não se repetirá: "É totalmente diferente. Somos um novo time agora".
 
O Jogo 5 acontecerá hoje, dia 12/06, às 22h (horário de Brasília), na Oracle Arena e a programação completa das Finais pode ser conferida aqui.

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