Sobre o Autor:

André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Desde de 2014 tem um tumblr sobe esportes e que tem como assunto principal o basquete: http://entrequatrolinhas.tumblr.com

Vencedores e perdedores no draft da NBA em 2018

Listamos as 5 melhores e as 5 piores movimentações da noite do draft da NBA em 2018. Ayton, Bagley, Doncic, Jackson e Young foram as primeiras escolhas

POR André C. Rocha dia
Vencedores e perdedores no draft da NBA em 2018
Jarren Jackson Jr, Marvin Bagley, Deandre Ayton, Luka Doncic e Trae Young foram as 5 primeiras escolhas do draft (Montagem: Sobe a Bola)

Nesta quinta-feira aconteceu o draft da NBA.

E como era esperado o Phoenix Suns selecionou na 1ª posição o pivô Deandre Ayton da Universidade de Arizona. Foi uma seleção sem muitas surpresas e sem trocas envolvendo jogadores já consagrados na liga.

Com isso a grande troca da noite foi entre o Atlanta Hawks e o Dallas Mavericks, possibilitando a ida de Luka Doncic para os Mavs e de Trae Young (junto com uma escolha de 1ª rodada em 2019) para os Hawks.

Veja aqui como foi nossa cobertura em tempo real das escolhas e confira a lista dos 60 escolhidos.

O draft é sempre uma aposta e na história não são poucos os casos de decepção (alguém pensou em Anthony Bennett?) ou de surpresas (Kawhi Leonard foi o 15º em seu draft e Jimmy Butler o 30º).

Vamos falar então sobre as possíveis 5 melhores e piores escolhas/movimentações em 2018.

Vencedores e perdedores no draft da NBA em 2018
A turma do draft de 2018 da NBA (Foto: nba.com)

Melhores:

1)      Phoenix Suns

Os Suns tiveram pela 1ª vez em sua história a 1ª escolha do draft e na dúvida entre agradar o novo técnico do time escolhendo Luka Doncic ou agradar o dono do time escolhendo Deandre Ayton, optaram pelo pivô de Arizona. Para muito realmente era a escolha mais segura. Ou então, vamos no famoso ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo” (rs).

Porém, mesmo os fãs de Doncic precisam concordar que a posição 5 era a maior carência dos Suns. E mesmo na NBA atual, onde se opta muitas vezes por equipes mais baixas, Ayton pode render muito bem – principalmente se evoluir sua defesa.

E para lgor Kokoskov, reconhecido como grande desenvolver de jovens jogadores.

Além de Ayton, os Suns ainda conseguiram uma troca com os Sixers por Mikal Bridges (escolhido na 10ª posição). Em troca enviaram Zhaire Smith (16º) e uma escolha que haviam recebido do Heat em 2021. Bridges para muitos é o melhor especialista em defesa e arremessos desse draft, o famoso 3&D, e pode contribuir imediatamente com o time.

Com isso agora eles podem ter um quinteto com Elfryd Payton (ou outro nome que busquem no mercado), Devin Booker, Bridges, Josh Jackson e Ayton. Um time bastante promissor...

Por fim, com a 31ª escolha, Phoenix selecionou o francês Elie Okobo, que estava cotado até mesmo para a 1ª rodada do draft. Uma jogada que no futuro pode ser um grande acerto.

2)      Doncic em Dallas

Esse negócio foi bom para ambos, pois Doncic chega em uma franquia acostumada a “tratar bem” seus estrangeiros. Afinal, o maior nome da história dos Mavs é Dirk Nowitzki e o alemão chegou a fazer uma bela dupla por lá com o canadense Steve Nash.

Ou seja, o esloveno tem tudo para ter espaço para se adaptar bem ao basquete americano. Além disso, terá ao seu lado outro grande talento em desenvolvimento em Dennis Smith Jr (9ª escolha em 2017).

Será ainda a oportunidade de Nowitzki “passar o bastão” para Doncic, nesta que deve ser sua última temporada na NBA.

Além do trio já citado, o ótimo técnico Rick Carlisle ainda conta com o campeão com os Warriors Harrison Barnes e deve ir com tudo atrás de um pivô no mercado – nomes como DeMarcus CousinsDeAndre Jordan são cotados por lá.

Com isso Mark Cuban mostra que vem agressivo já em 2018-19 para tentar levar o time texano de volta aos playoffs.

3)      Atlanta Hawks

Se para Doncic e Mavs a troca foi boa, podemos dizer que as outras partes envolvidas também não tem do que reclamar.

Afinal, os Hawks – que haviam declarado o interesse em Doncic, talvez como chamariz – seguem seu caminho de reconstrução iniciado na última temporada e acabaram selecionado o “gatilho” Trae Young. Young talvez seja a grande incógnita das primeiras posições, pois seu talento enquanto arremessador é incontestável – daí as comparações com Stephen Curry. Porém, o restante de seu jogo ainda é uma incógnita.

De qualquer forma é uma aposta válida, ainda mais após o armador titular do time Dennis Schroder pedir para ser trocado, e para isso eles ainda ganharam uma escolha “extra” no próximo draft.

Além de Young, Atlanta ainda selecionou outros 2 bons arremessadores. O ala-armador Kevin Huerter (19ª posição), montando seu “backcourt” do futuro, e o ala-pivô Omari Spellman, na 30ª escolha.

4)      San Antonio Spurs

Os Spurs tiveram sua melhor escolha de draft desde Tim Duncan, a 1ª escolha de 1997.

E na 19ª posição, San Antonio selecionou o armador Lonnie Walker IV, para muitos a grande “roubada” do draft. Walker é um jogador bastante dinâmico, atlético e ótimo pontuador, podendo evoluir ainda mais com o corpo técnico dos Spurs.

Mas a pergunta que não quis calar no momento da apresentação de Walker foi:

Como colocar o boné em cima daquela cabeleira toda?

Não deu, né?

¯\_(ツ)_/¯

5)      Boston Celtics

Acostumado a ter algumas das primeiras escolhas nos últimos anos, dessa vez os Celtics tinham apenas a 27ª.

Porém, tudo indica que mais uma vez Danny Ainge foi certeiro e Boston ficou com o pivô Robert Williams, uma máquina de duplos duplos, comparado por muitos aos suíço Clint Capela.

Williams era cotado para ser uma escolha de loteria, mas acabou caindo de posição e só não é considerado um dos “perdedores” desse draft, pois foi parar nas mãos de Brad Stevens.

Ponto para Ainge.

Piores:

1)      Toronto Raptors

Os Raptors eram a única equipe sem nenhuma escolha neste draft e por isso muitos esperavam alguma movimentação do time canadense.

Porém, os Raptors entraram sem escolhas no draft e saíram sem escolhas do draft!

Bola fora de Masai Ujiri.

2)      New York Knicks

Os Knicks tinham a 9ª escolha do draft e com ela selecionaram o ala de Kentucky Kevin Knox.

E mais uma vez a torcida nova iorquina “caiu matando”, pois a preferência “da galera” era por Michael Porter Jr.

Para o bem do GM Scott Perry, tomara que  torcida esteja errada, como quando vaiaram a escolha de Kristaps Porzingis.

3)      Mo Bamba

Bamba foi um dos nomes mais citado nos últimos dias e foi elogiado por muitas franquias, sendo cotado em Chicago e em Boston, que queriam “subir” no draft para selecioná-lo.

Porém, nada disso aconteceu e o pivô acabou indo para o Orlando Magic.

E lá ele pode se perder em meio à bagunça da franquia...

Afinal, eles trocaram Victor Oladipo, não conseguiram explorar o melhor de Elfrid Payton, utilizan Aaron Gordon fora de posição e quase esqueceram Mario Hezonja no fundo do banco por muito tempo.

Que a história de Bamba possa ser diferente.

4)      Philadelphia 76ers

Os Sixers estão nas últimas etapas d´O Processo e aparentemente haviam conseguido uma ótima aquisição com a escolha de Mikal Bridges em 10º. Um ala que aparentemente contribuiria imediatamente dentro do time de Brett Brown.

Porém, logo depois trocaram Bridges para Phoenix e receberam Zhaire Smith e uma escolha futura. Smith joga na mesma posição de Bridges e também tem potencial. Só que é um jogador “mais cru”.

Isso para tristeza da mãe de Brodges, que trabalha nos Sixers e havia comemorado bastante a ida do filho para o time de Philadelphia.

A troca teve como grande objetivo um alívio financeiro, pois os salários da 10ª escolha são maiores do que da 16ª – e de troco ainda levaram mais uma escolha em 2021. Com isso o time tem mais espaço para ser agressivo no mercado em busca de nomes de peso como LeBron JamesPaul George e Kawhi Leonard.

Porém, se não o conseguirem, a perda de Bridges pode ser sentida, principalmente a médio prazo.

5)      Michael Porter Jr (?)

Aqui a maior dúvida dessa safra de calouros. Porter foi um astro no colegial, mas acabou sofrendo com lesões que o limitaram a apenas 3 jogos pela Universidade de Missouri.

E há, inclusive, quem fale que ele pode perder toda a 1ª temporada na liga por questões físicas – o que fez até com que seu nome fosse ligado aos Sixers (rs).

Com isso o talentoso ala que já havia sido cotado para a 1ª escolha, caiu para o top 5, o top 10 e na hora da verdade foi escolhido apenas pelo Denver Nuggets na 14ª posição.

O jogador era cotado em Chicago e em NY, mas os times acabaram optando por não arriscar...

Desta forma, Porter é individualmente o maior perdedor do draft.

Mas ao mesmo tempo, pode fazer dos Nuggets um dos grandes vencedores, caso confirme o potencial demonstrado anteriormente ao lado de nomes como Gary Harris, Jamal Murray e Nikola Jokic.

E confiança não falta para MPJ, que disse ontem que era “a melhor escolha da história” da franquia do Colorado.

Outros destaques (curtinhas):

  • Cleveland Cavaliers: Com a 8ª escolha os Cavs selecionaram o armador Collin Sexton, que é comparado por muitos a Kyrie Irving. Porém, o melhor foi a entrevista pós-escolha onde Sexton deu um recado a ninguém menos que LeBron James: “LeBron, vamos ficar! Eu vi que você precisava de algumas peças. Vamos voltar para as finais. Vamos fazer isso”.

  • Chicago Bulls: Os Bulls tinham 2 escolhas na 1ª rodada (a 7ª e a 22ª – recebida dos Kings). Haviam várias especulações de trocas envolvendo o time, mas nada aconteceu. Com isso Chicago ficou com o ala Wendell Carter Jr, de Duke e o armador Chandler Hutchison.
  • Golden State Warriors: Os Warriors, que ano passada haviam comprado uma escolha dos Bulls que se tornou Jordan Bell, selecionaram com a 28ª escolha o ala Jacob Webster. Para alguns especialistas, o jogador de Cincinnati é o “melhor jogador dos 2 lados da quadra”. E considerando os acertos recentes dos Warriors com essas escolhas de final de 1ª rodada e 2ª rodada, não dá pra duvidar disso.

 

Agora é esperar para ver como essa molecada se encaixa em seus times, para ver também o que nós acertamos ou erramos em nossas previsões.

Boa sorte aos novatos!

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Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?

Golden State Warriors chega ao 3º título em 4 anos e se firma como uma dinastia na NBA

POR André C. Rocha dia
Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?
Jogadores dos Warriors na comemoração do título de 2018 (Foto: sfgate)

Em 2015 uma equipe construída via draft e com um técnico novato chegou às Finais da NBA e conquistou seu 1° título em 40 anos.

Era o Golden State Warriors de Stephen Curry (7º no draft de 2009), Klay Thompson (11º no draft de 2011), Harrison Barnes (7º no draft de 2012), Draymond Green (35º no draft de 2012) e Andrew Bogut (1º no draft de 2005 pelos Bucks e trocado por Monta Ellis), cujo técnico era Steve Kerr - vindo do cargo de comentarista de TV, após ser cartola em Phoenix e conquistar 5 títulos como jogador.

Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?
Kerr e o elenco dos Warriors em 2014 (Foto: slamonline)

E falando em Kerr, o comandante conseguiu uma melhora de uma campanha de 51-31 sob o comando de Mark Jackson em 2013-14 (6ª posição do Oeste, caindo na 1ª rodada dos playoffs) para 67-15 em 2014-15, com mudanças drásticas na forma do time jogar e na rotação do elenco que passara a ter os All Stars Andre Iguodala e David Lee vindo banco.

Chegando a 2018, essa mesma base sob o comando de Kerr já tem 3 títulos em 4 finais consecutivas diante do Cleveland Cavaliers. E o jogo “implementado” por eles já é regra na NBA moderna...

Claro que Barnes e Bogut já se foram e o MVP das 2 últimas Finais Kevin Durant chegou. Fora isso, todo o elenco de apoio não é mais o mesmo.

E a temporada 2017-18 foi a 1ª em que esse Warriors não teve pelo menos 67 vitórias – foram 2 campanhas de 67 vitórias com a histórica campanha de 73-9 entre elas.

Foram muitos altos e baixos durante os 82 jogos da temporada regular, lesões (principalmente de Curry), oscilações que mostravam que o time não eram mais “tão imbatível assim” e um campanha de “apenas” 58 vitórias, a 2ª melhor do Oeste e 3ª melhor da NBA.

Ou seja, em 2014-15 foi o nascimento desse super time, em 2015-16 veio a campanha histórica com direito ao recorde de vitórias na temporada regular (e a derrota nas Finais) e em 2016-17 eles conseguiram os playoffs quase perfeitos (16 vitórias e apenas 1 derrota).

O que viria agora em 2017-18?

Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?
Thompson, Curry, Green e Durant foram novamente All Stars em 2018 (Foto: espn.com)

O grande desafio agora era então manter a motivação para buscar seguir no topo da liga – um lugar super difícil de se alcançar e mais difícil ainda de se manter.

Por isso por algumas vezes Kerr falou sobre a dificuldade de manter seu elenco motivado e muita gente passou a apostar que havia chegado o momento de queda dos Warriors.

Chegaram os playoffs e a classificação na 1ª rodada em 5 jogos diante de San Antonio, com dominância quase total na série, exceto pela honrosa vitória do time texano no jogo 4. Na semifinal do Oeste novo 4 a 1, dessa vez diante de Anthony Davis e o New Orleans Pelicans.

E as Finais diante do Houston Rockets de James Harden se mostraram o maior desafio para os comandados de Steve Kerr desde a hora em que a temporada “começou para valer”.

Vitória no jogo 1 fora de casa com show de Durant; derrota no jogo 2 com show nas bolas de 3 pelo time de Houston; atropelo em casa no jogo 3, comandados por Steph Curry1ª derrota do time em Oakland nos playoffs desde a chegada de KD no jogo 4; e show de Chris Paul e Eric Gordon no jogo 5.

Desta forma a série chegava ao jogo 6 com um placar de 3 a 2 desfavorável aos Warriors.

Só que os Rockets perderam Chris Paul no final do jogo 5 e os jogos 6 e 7 tiveram enredos muito parecidos...

Show nas bolas de 3 e viradas incríveis nos 2º tempo tanto no jogo 6, quanto no jogo 7, e Golden State se garantia novamente na decisão do melhor basquete do mundo, provando que ainda era o time a ser batido na NBA.

Do outro lado da quadra mais uma vez LeBron James havia conduzido o Cleveland Cavaliers à decisão após uma temporada (e pós-temporada) impressionante!

Era a concretização da maior rivalidade da NBA.

LeBron vs Curry! LeBron vs Durant! LeBron vs Warriors!

Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?
LeBron vs Warriors (Foto: yahoo sports)

E esse time conseguiu então seu melhor desempenho em Finais da NBA e após a vitória apenas na prorrogação no jogo 1, venceu o jogo 2 com Curry batendo o recorde de bolas de 3 em Finais, venceu o jogo 3 com novo show de Durant e a volta de Iguodala e concretizou a varrida com uma vitória tranquila no jogo 4.

Os 4 a 0 foram a cereja do bolo para tornar o título inquestionável.

Afinal, ainda que os Cavs tenham ficado próximo da vitória no jogo 1 – há quem culpe a arbitragem pelo resultado, fora o lance livre perdido por George Hill e a “pane” de JR Smith nos segundos finais -, vimos os Warriors dominantes, mostrando toda sua força e chegando a 21 vitórias em 30 jogos diante dos Cavaliers desde 2014.

Relembre os 26 primeiros jogos entre as equipes aqui.

Foi o 6º título da história da franquia e o 3º dessa geração.

Com isso agora apenas Boston CelticsLos Angeles Lakers tem mais títulos do que o time californiano (ao lado do Chicago Bulls).

Portanto, goste ou não dos Warriors e de seu estilo de jogo...

Critique ou não a forma como Durant se juntou ao time...

Ache ou não que houve alguma influência da arbitragem...

Ou ache que o elenco se tornou prepotente com o passar dos anos...

Como questionar então esse time e mais esse título?

Estamos vendo a história ser escrita por mais uma dinastia da NBA – tal qual foram os de Celtics nos anos 60 e 80, Lakers nos anos 80, Bulls nos anos 90 e San Antonio Spurs a partir dos anos 90.

Por que o título do Golden State Warriors é inquestionável?
Os craques Curry e Durant comandaram a festa em Oakland! (Foto: w3livenews)

Então sugiro que aproveitemos...

Ainda que muitos possam optar por torcer contra.

Fazer o que, né?

¯\_(ツ)_/¯

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Raio-X dos 26 confrontos entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors na Era Curry-LeBron

Desde 2015 Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers dominam a NBA e farão sua 4ª Final Consecutiva. Relembre os 26 duelos entre os time nesse período

POR André C. Rocha dia

Mesmo trilhando caminhos distintos das últimas temporadas, quando encontraram uma "facilidade" maior pelo caminho, Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers acabaram chegando a mais uma Final da NBA na temporada 2017-18.

Será o 4º duelo consecutivo entre os grandes times de sua geração - um recorde em todas as grandes ligas americanas! E todos eles aconteceram desde que LeBron James retornou a Cleveland e desde que Stephen Curry se consolidou como um astro da liga - foi eleito o MVP nas temporadas 2014-15 e 2015-16 (essa 2ª de forma unânime - a única escolha unânime da história).

Sim, ainda que LeBron tenha tido "ajuda" de Kyrie Irving no título de 2016 e ainda que Kevin Durant tenha se juntado aos Warriors em 2017, esse confronto representa um duelo entre LeBron e Curry!

E ainda que nesse ano os títulos de conferência tenham sido "no sufoco" - as 2 Finais de Conferência foram a 7 jogos -, LeBron mostrou mais uma vez que não é uma boa apostar contra ele (pelo menos no Leste)!

Enquanto isso, Curry e os Warriors mostraram que ainda são o time a ser batido na NBA e que ninguém pode duvidar que eles podem conseguir uma dinastia na liga!

Agora, como mais uma prévia da série Final, convidamos vocês a dar uma olhada no histórico dos 26 jogos entre os atuais tetracampeões de Conferência da NBA.

Temporada regular 2014-15

9 de janeiro de 2015 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 94 x 112 Warriors

No 1º duelo entre esse Warriors de Steve Kerr e o Cleveland após a volta de LeBron James, o time californiano se aproveitou de uma parcial de 28 a 18 no 4º período para sair com a vitória.

Os "Splash Brothers" foram os cestinhas do time com Klay Thompson marcando 24 pontos e Stephen Curry 23. Ambos combinaram para 7 em 18 nas bolas de 3. Curry teve ainda 10 assistências, enquanto Draymond Green flertou com um triplo duplo (10-11-8).

Pelos Cavs, que não tiveram LeBron James, Kyrie Irving teve 23 pontos, JR Smith 27 e Kevin Love 17 pontos e 14 rebotes.

26 de fevereiro de 2015 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 99 x 110 Cavs

No 2º encontro dessa geração, os Cavs contaram com uma atuação monstruosa de "King" James para saírem com a vitória. O camisa 23 acabou com 42 pontos, 11 rebotes, 5 assistências, 3 roubos, 1 toco, 15-25 nos arremessos, 4-9 nas bolas de 3 e 8-11 nos lances livres.

Além dele, destaque para os 24 pontos de Kyrie e os 16 pontos de Love.

Pelo Warriors, David Lee teve 19 pontos (8-11 nos arremessos), Curry 18  Green 16 pontos, 8 rebotes, 4 assistências e 5 roubos de bola.

Finais 2015

04 de junho de 2015 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 100 x 108 Warriors (OT) - Warriors 1 x 0 na série

Graças a um placar de 10 a 2 na prorrogação, os Warriors superaram os 44 pontos de LeBron a fizeram 1 a 0 na série.

Stephen Curry teve 26 pontos, Klay Thompson 21 e Andre Iguodala 15 e foram os destaques dos Warriors.

Já pelo lado dos Cavs, James acabou com 44 pontos, 8 rebotes e 6 assistências, Irving teve 23 pontos e Timofey Mozgov 16.

Cabe lembrar que o time de Cleveland não contava com Kevin Love na série.

07 de junho de 2015 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 95 x 93 Warriors (OT) - Série empatada em 1 x 1

Além da ausência de Love, os Cavs passaram a não ter mais Kyrie Irving diante dos Warriors.

Porém, em mais uma prorrogação, dessa vez o time de Cleveland levou a melhor, atrás de 39 pontos, 16 rebotes e 11 assistências de LeBron e de 17 pontos e 11 rebotes de Mozgov.

Pelos Warriors, destaque para 34 pontos de Thompson e os 19 de Curry.

09 de junho de 2015 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 91 x 96 Cavs - Cavs 2 x 1 na série

Em mais um jogo apertado os Cavs contaram com novo show de LeBron James, que teve 40 pontos, 12 rebotes, 8 assistências, 4 roubos e 2 tocos, enquanto Matthew Dellavedova teve 20 pontos para fazer 2 a 1 na série.

Já os Warriors contaram com grande atuação de Stephen Curry (27 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e 7 bolas de 3), além de 15 pontos, 5 rebotes e 5 assistências do futuro MVP dessas Finais Andre Iguodala, mas não foi o suficiente para se impor diante do time de Ohio.

11 de junho de 2015 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 103 x 82 Cavs - Série empatada em 2 x 2

No grande "atropelo" da série, os Warriors fizeram uma parcial de 27 a 12 nos 12 minutos finais para empatar a série final.

Curry teve 22 pontos, 7 assistências e 4 bolas de 3, o agora titular Iguodala teve 22 pontos e 8 rebotes e Green teve 17 pontos, 7 rebotes, 6 assistências e 2 roubos.

Mozgov foi o cestinha dos Cavs com 28 pontos, além de 10 rebotes. James teve 20 pontos, 12 rebotes e 8 assistências.

14 de junho de 2015 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 91 x 104 Warriors - Warriors 3 x 2 na série

Com 37 pontos e 7 bolas de 3 de Steph Curry; 16 pontos, 9 rebotes e 6 assistências de Draymond Green; e 14 pontos, 8 rebotes, 7 assistências e 3 roubos de Iggy, os Warriors viraram a série.

Nesse jogo cabe destacar também os 13 pontos em 17 minutos do brazuca Leandrinho.

Pelo Cavs, James teve 40-14-11, enquanto Tristan Thompson teve um duplo-duplo (19-10).

16 de junho de 2015 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 105 x 97 Cavs - Warriors campeão (4 x 2)

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Warriors campeões em 2015 (Foto: NBA.com

Curry e Iguodala marcaram 25 pontos cada e ainda combinaram para 11 rebotes, 13 assistências e 5 roubos de bola para garantir o 1º título desse time dos Warriors. Além da dupla, Green teve um triplo diplo com 16-11-10.

Iguodala foi o MVP, mostrando o ápice do "small ball" implantado por Steve Kerr.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Iguodala MVP das Finais (Foto: Gerry Images)

Pelos Cavs, James teve mais uma atuação monstruosa (32-18-9) e Mozgov e Thompson tiveram duplos duplos (17-12 e 15-13), mas não foi suficiente para superar as ausências de Kevin Love e Kyrie Irving.

Temporada regular 2015-16

25 de dezembro de 2015 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 83 x 89 Warriors

No 1º encontro de Cavs e Warriors na Rodada de Natal da NBA, os Cavs contaram com seu "big three" James-Love-Irving novamente em ação, mas os Warriors viram Draymond Green comandar seu time para a vitória. O camisa 23 do time da Califórnia teve 22 pontos, 15 rebotes, 7 assistências e 2 tocos. Além dele, Curry teve 19 pontos, Thompson 18 e Shaun Livingston teve 16 vindo do banco.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Green comemora na frente de LeBron James (Foto: Fox Sports)

Pelos Cavs, LeBron teve 25 pontos e 9 rebotes; JR Smith 14 pontos; Kyrie 13; e Love apena 10, com 18 rebotes.

18 de janeiro de 2016 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 132 x 98 Cavs

No 2º encontro entre os times na temporada regular de 2015-6, os Warriors, que viriam a quebrar o recorde de vitórias naquela temporada com 73, não tomaram conhecimento dos Cavs e venceram fora de casa por 34 pontos de vantagem.

Curry deu show com 35 pontos e 7-12 nas bola de 3; Iguodala repetiu suas atuações nas Finais da temporada anterior e acabou com 20 pontos; e Green teve 16-7-10.

Pelos Cavs, James teve sua pior atuação nesses duelos contra os comandados de Steve Kerr com apenas 16 pontos em 32 minutos. Além dele o único outro titular com dígitos duplos na pontuação foi Smith com 14.

Finais 2016

02 de junho de 2016 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 89 x 104 Warriors - Warriors 1 x 0 na série

Inspirados por sua grande campanha na temporada regular, os Warriors contaram com uma grande atuação coletiva (7 jogadores com dígitos duplos) para abrir 1 a 0 na série. Shaun Livingston foi no cestinha com 20 pontos e Dray Green teve 16 pontos, 11 rebotes, 7 assistências e 4 roubos.

Destaque também para atuação do nosso Leandro Barbosa na partida.

Pelos Cavs, Kyrie Irving teve 26 pontos; James teve 23 pontos, 12 rebotes e 9 assistências e Kevin Love teve 17-13.

05 de junho de 2016 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 77 x 110 Warriors - Warriors 2 x 0 na série

No 2º jogo da série, mais uma vitória contundente dos Warriors. Os 33 pontos de frente foram decorrentes de grandes atuações de Draymond Green (28 pontos, 7 rebotes, 5 assistências e 5-8 nas bolas de 3), Stephen Curry (18 pontos, 9 rebotes, 4 assistências e 4-8 nas bolas de 3) e Klay Thompson (17 pontos, 5 assistências, 2 roubos e 4-8 nas bolas de 3).

Cabe destacar novamente os 10 pontos em 17 minutos do brazuca Leandrinho.

Pelo Cavs, James se destacou novamente (19 pontos, 8 rebotes, 9 assistências e 4 roubos de bola). Porém, apenas Irving (10 pontos) e Richard Jefferson (12) atingiram dígitos duplos em pontuação.

08 de junho de 2016 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 90 x 120 Cavs - Warriors 2 x 1 na série

Jogando em casa, os Cavs devolveram o resultado anterior e conseguiram uma vitória por 30 pontos de diferença. O resultado foi construído no 2º tempo, quando conseguiram uma parcial de 69 a 47.

Os grandes nomes dos Cavs na vitória foram LeBron James (32 pontos, 11 rebotes, 6 assistências, 1 roubo e 2 tocos) e Kyrie Irving (30 pontos, 8 assistências e 3-7 nas bolas de 3). Além deles, destaque também para JR Smith (20 pontos e 5-10 nas bolas de 3).

Pelos Warriors, Curry teve 19 pontos, enquanto Harrison Barnes teve 18 pontos e 8 rebotes.

10 de junho de 2016 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 108 x 97 Cavs - Warriors 3 x 1 na série

Após o "susto" do jogo anterior, os Warriors conseguiram uma vitória fora de casa e conquistaram a vantagem de 3 a 1, uma vantagem que nunca havia sido revertida na história das Finais.

O grande nome do jogo foi Curry (38 pontos, 6 assistências e 7-13 nas bolas de 3), mas cabe destacar também os 25 pontos de Thompson e os 18 de Barnes, cada um com 4 bolas de 3 convertidas.

Pelos Cavs, Kyrie teve 34 pontos, enquanto LeBron acabou com 25 pontos, 13 rebotes, 9 assistências, 2 roubos e 3 tocos.

13 de junho de 2016 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 112 x 97 Warriors - Warriors 3 x 2 na série

Quando muitos esperavam que os Warriors assegurasse o título diante de sua torcida, os Cavs limitaram o ataque dos Warriors a 13 pontos no 4º período e reduziram a desvantagem para 3 a 2, com um show da dupla Kyrie-LeBron.

Cada um marcou 41 pontos e ainda combinaram para 9-15 nas bolas de 3, 19 rebotes, 13 assistências, 5 roubos e 4 tocos.

Pelos Warriors, Klay Thompson teve 37 pontos (6-11 para 3), Steph Curry 25 (mas apenas 5-15 para 3) e Andre Iguodala 15-11-6.

Cabe destacar nessa partida a ausência do suspenso - pelo acúmulo de faltas flagrantes - Draymond Green, para muito o fator decisivo para a virada dos Cavs.

16 de junho de 2016 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 110 x 115 Cavs - Série emptada em 3 x 3

Com a moral recuperada após a vitória anterior, os Cavs levaram mais um jogo duro dentro de seus domínios e forçaram o jogo 7 na expectativa de ser a 1ª equipe na história a conseguir uma virada em Finais após estarem perdendo por 3 a 1.

E na vitória, King James mais uma vez marcou 41 pontos (além de 8 rebotes, 11 assistências, 4 roubos e 3 tocos), enquanto Kyrie teve 23, Tristan Thompson teve um duplo duplo (15-16) e JR Smith teve 14 pontos e 4-10 nas bolas longas.

19 de junho de 2016 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 93 x 89 Warriors - Cavs campeão (4 x 3)

A história estava escrita!

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Cavs campeões em 2016 (Foto: NBA.com)

Os Cavs venceram o Jogo 7, graças a uma bola decisiva de Kyrie Irving (relembre o lance aqui) e LeBron enfim conquistava um título pelo time da sua cidade natal. A frase: "Cleveland, it´s for you", bradada por King James ficará na história como a comemoração de uma virada inesquecível, comandada pelo maior craque da sua geração - mais uma vez eleito MVP das Finais.

Ou seja, mais uma vez a vitória pode ser creditada a dupla Kyrie-LeBron. O camisa 23 teve um triplo duplo, com 27 pontos, 11 rebotes, 11 assistências, 2 roubos e 3 tocos. Já o armador acabou o jogo decisivo com 26 pontos, 6 rebotes e a bola do título.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Kyrie e a bola do título (Foto: NBA.com)

Temporada regular 2016-17

25 de dezembro de 2016 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 108 x 109 Cavs

Era o reencontro dos Cavs e dos Warriors, que agora contavam com a adição de Kevin Durant, na tentativa de retomar o topo da NBA.

Só que o "big three" dos Cavs funcionou e em mais uma jogo apertado vimos mais uma vitória garantida por Kyrie Irving no arremessos final, dessa vez na Rodada de Natal.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Kyrie novamente decisivo (Foto: Sporting News)

James foi o cestinha do time com 31 pontos (além de 13 rebotes, 4 assistências, 2 roubos e 1 toco); Kyrie teve 25 pontos, 6 rebotes, 10 assistências e 7 roubos de bola; e Love teve 20 pontos e 6 rebotes.

Já pelos Warriors, Durant teve 36 pontos e 15 rebotes; Thompson teve 24 pontos e 5-11 nas bolas de 3; Green 16 pontos e Curry 15.

16 de janeiro de 2017 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 91 x 126 Warriors

No reencontro dos times os Warriors se impuseram desde o começo do jogo (78 a 49 no 1º tempo) e saíram com mais uma vitória em casa. Foi uma atuação com o selo de qualidade desses Warriors, com 6 jogadores pontuando em dígitos duplos.

Thompson acabou com 26 pontos e 5-11 nas bolas de 3; KD com 21 pontos, 6 rebotes, 5 assistências, 2 roubos e 3 tocos; Curry com 20 pontos, 11 assistências e 5-12 nos tiros longos; Iguodala com 14 pontos, Livingston com 13 e Draymond Green com 11 pontos, 13 rebotes, 11 assistências e 5 tocos.

Finais 2017

01 de junho de 2017 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 91 x 113 Warriors - Warriors 1 x 0 na série

Mais uma vez Cavs e Warriors confirmaram a expectativa e se encontravam nas Finais da NBA.

Era o duelo de LeBron James e Kevin Durant pelo "posto" de melhor jogador da NBA. E o camisa 35 dos Warriors começou a desfilar todo o seu talento nessa série final, acabando o Jogo 1 com 38 pontos, 9 rebotes e 8 assistências. 

Além de Durant, destaque para Steph Curry, com 28 pontos, 6 rebotes, 10 assistências, 3 roubos e 6-11 nas bolas de 3.

Pelos Cavs, destaque para o "big three". James teve 28 pontos, 15 rebotes, 8 assistências e 2 roubos; Irving teve 24 pontos; e Love 15 pontos, 21 rebotes e 3 tocos.

04 de junho de 2017 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 113 x 132 Warriors - Warriors 2 x 0 na série

Mais uma vitória tranquila dos Warriors em seus domínios e mais um show da dupla Durant-Curry. KD teve 33 pontos, 13 rebotes, 6 assistências, 3 roubos e 5 tocos, enquanto Steph teve 32 pontos, 10 rebotes e 11 assistências, além de 4-11 nas bolas de 3.

Já pelos Cavs, LeBron também teve um triplo duplo (29-11-14), Love teve 27 pontos e Irving teve 19 pontos e 7 assistências.

07 de junho de 2017 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 118 x 113 Cavs - Warriors 3 x 0 na série

Em um jogo apertado, os Warriors conseguiram mais uma vitória e a possibilidade de mais uma varrida e de uma pré-temporada perfeita se tornou uma possibilidade real.

A vitória veio com 87 pontos do trio Durant-Curry-Thompson.

KD teve 31 pontos, 9 rebotes e 4-7 nas bolas de 3; Curry teve 26 pontos, 13 rebotes, 6 assistências, 2 roubos e 5-9 nas bolas de 3; e Thompson teve 30 pontos e 6-11 nas bolas de 3.

09 de junho de 2017 - Quicken Loans Arena, Cleveland, OH

Warriors 116 x 137 Cavs - Warriors 3 x 1 na série

Diante de sua torcida, os Cavs tiveram uma atuação impecável e não apenas evitaram a varrida diante dos Warriors, como reviveram o sonho (ainda que distante) da virada após um 3 a 1 contra.

Kyrie foi o cestinha do time com 40 pontos e 7-12 nas bolas de 3; LeBron teve mais uma triplo duplo, com 31 pontos, 10 rebotes e 11 assistências; Kevin Love teve 23 pontos e 6-8 nas bolas de 3; e JR Smith teve 15 pontos, com 5-9 nas bolas de 3.

Já do lado dos Warriors, KD teve 35 pontos; Green teve 16 pontos e 14 rebotes; Curry teve 14 pontos e 10 assistências; e Thompson teve 13 pontos, com 4-10 nas bolas de 3.

12 de junho de 2017 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 120 x 129 Warriors - Warriors campeão (4 x 1)

Kevin Durant completa seu show e leva os Warriors a mais uma vitória e é eleito de forma inquestionável o MVP das Finais.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Durant MVP das Finais (Foto: si.com)

Eram os Warriors retomando o lugar mais alto da liga, após todos os questionamntos decorrentes da derrota nas Finais da temporada anterior.

E além de KD, Stephen Curry também mostrou que não a toa que ele foi eleito 2 vezes o MVP da NBA. O camisa 30 calou os críticos que diziam que ele sumia nos momentos decisivos e acabou a série com média de 26.8 pontos por jogo. Do outro lado, LeBron James se tornou o 1º jogador a acabar uma série de  Finais da NBA com média de triplo duplo.

Porém, o Rei caiu diante do conjunto dos Warriors e do talento da dupla Durant e Curry.

Cavaliers vs Warriors - o histórico da geração LeBron James x Stephen Curry
Warriors campeões em 2017 (Foto: Getty Images)

No jogo final, Durant teve 39 pontos, 6 rebotes, 5 assistências e 5-8 nas bolas de 3; Curry teve 34 pontos, 6 rebotes, 10 assistências e 3 roubos de bola; e Andre Iguodala, o jogador com o melhor saldo de pontos das finais, teve 20 pontos. 

Já pelos Cavs, James teve 41 pontos, 13 rebotes, 8 assistências, 2 roubos e 1 toco; Kyrie teve 26 pontos e 6 assistências e JR Smith teve 25 pontos, com 7 -8 nas bolas de 3.

Temporada regular 2017-18

25 de dezembro de 2017 - Oracle Arena - Oakland, CA

Cavs 92 x 99 Warriors

No 3º duelo consecutivo entre Warriors e Cavaliers na Rodada de Natal - confirmando a maior rivalidade da década - os Warriors novamente levaram a melhor em casa, em jogo marcado por polêmica da arbitragem nos lances finais, envolvendo Durant e LeBron.

O novo Cavs da Era Pós-Kyrie se reencontrava com seus algozes da temporada anterior sem ainda poder contar com o talento do baixinho Isaiah Thomas e também ainda sem Derrick Rose.

Do outro lado, tínhamos um Warriors que manteve seu elenco e mais uma vez tem a melhor campanha da NBA, mas que não tinha Stephen Curry.

E os nomes da vitória dos Warriors foram Durant, com 25 pontos, 7 rebotes, 2 roubos e 5 tocos; Klay Thompson, com 24 pontos, 6 rebotes e 4-7 nas bolas de 3; e Draymond Green, que teve mais um triplo duplo (12-12-11) e segue invicto nos jogos em que consegue dígitos duplos em 3 fundamentos.

Pelos Cavs, Kevin Love teve 31 pontos e 18 rebotes; LeBron teve 20 pontos, 6 rebotes e 6 assistências; Jae Crowder teve 15 pontos e Dwyane Wade teve 13.

Só um detalhe, na temporada 2015-16 os Warriors venceram na Rodada de Natal os os Cavs foram campeões, já em 2016-17 ocorreu justamente o contrário... Seria esse um bom sinal para LeBron James e cia nessa temporada?

Raio-X dos 26 confrontos entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors na Era Curry-LeBron
Lance decisivo e polêmico entre KD e LeBron James no iogo de Natal de 2017 (Foto: si.com)

15 de janeiro de 2018 - Quicken Loans Arena - Cleveland, OH

Warriors 118 x 108 Cavs

No último duelo entre as equipes até o momento, os Warriors visitaram Cleveland no "Martin Luther King Day" em 2018. Foi mais uma partida equilibrada até o quarto período, quando os atuais campeões conseguiram a virada no placar com uma formação composta por Shaun Livingston, Klay Thompson, Andre Iguodala, Draymond Green e David West.

"King" James foi o grande nome do time de Ohio, com 32 pontos, 8 rebotes, 6 assistências, 3 roubos, 4 tocos e 12-18 nos arremessos. Porém, LeBron acertou apenas 8 de 13 lances livres, incluindo alguns nos momentos finais da partida. Era apenas a a 5ª partida de Isaiah Thomas pelo time de Cleveland e o baixinho atuou por 32 minutos, com 19 pontos e 4 assistências, mas apenas 8-21 nos arremessos, sendo 1-7 nas bolas de 3.

Além da dupla, destaque também para Kevin Love (17 pontos, 7 rebotes e 3-5 nas bolas de 3) e para o 6º Homem Dwyane Wade (10 pontos, 7 rebotes e 5 assistências em 25 minutos).

O grande nome dos Warriors na partida foi Kevin Durant, que acabou o jogo com 32 pontos (16 deles no 3° quarto), 5 rebotes, 8 assistências, 3 roubos, 1 toco, 9-16 nos arremessos, 4-6 nas bolas de 3 e 10-10 nos lances livres.

Além do camisa 35, destaque também para Klay Thompson, que acabou com 17 pontos e 3-6 nas bolas de 3; Draymond Green que ficou próximo de um triplo duplo (11 pontos, 16 rebotes, 9 assistências e 2 tocos); e Stephen Curry que teve 23 pontos, 8 assistências, 2 roubos e 4-8 nas bolas de 3, além dessa enterrada.

Sim, Steph Curry também sabe enterrar!!!

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Enfim, são 8 jogos de temporada regular, com 6 vitórias dos Warriors e 2 dos Cavs e 18 jogos de playoffs (nas 3 últimas Finais da NBA), com 11 vitórias dos Warriors e 7 dos Cavs.

No total a vantagem no confronto é de 17-9 para o time californiano.

Já em decisões são 2 títulos do time de Oakland e 1 do time de Ohio - justamente no ano em que o Golden State quebrou o recorde de vitórias de uma franquia em uma temporada regular da NBA (73 vitórias).

E ainda tem quem ainda negue essa rivalidade...

Vamos esperar a bola subir novamente nas Finais de 2018, para vermos mais um capítulo dessa série.

¯\_(ツ)_/¯

Bônus - All Star Game 2018

Raio-X dos 26 confrontos entre Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors na Era Curry-LeBron
Curry e James foram os capitães do ASG no novo formato implantado em 2018 (Foto: ESPN.com)

Em 2018 a NBA mudou o formato do All Star Game, formando 2 times "escolhidos" por 2 capitães ao invés do tradicional Leste x Oeste.

Esses capitães foram justamente LeBron James (o mais votado no Leste desde 2013) e Stephen Curry (o mais votado no Oeste em 2015, 2017 e agora novamente em 2018).

E, ainda que para muitos o resultado do ASG é o que menos importa, a vitória ficou com o Team LeBron diante do Team Curry.

Com um detalhe de que os companheiros de "King" James, entre eles Kevin Durant, realmente se esforçaram para buscar a vitória no final, refletindo o estilo de James, que não gosta de perder nem no cara ou coroa.

Relembre o jogo aqui.

Ou seja, mais uma vez tivemos uma comprovação de que estamos em uma Era Curry-LeBron!

Dois craques, de estilos diferentes, mas que ao seu modo dominam a NBA e rivalizam e polarizam a liga desde 2014. 

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Phoenix Suns, draft, Igor Kokoskov, Luka Doncic, talento e preconceito

O Phoenix Suns venceu a loteria do draft e terá a 1ª escolha em 2018. Mas em quanto a contratação de Igor Kokoskov pode resultar na escolha de Luka Doncic?

POR André C. Rocha dia
Phoenix Suns, draft, Igor Kokoskov, Luka Doncic, talento e preconceito
Kokoskov já disse que Doncic será uma super estrela na NBA (Foto: Vid Ponikvar-siol_net)

Em meio às Finais de Conferência dos Playoffs de 2018 na NBA, um nome tem se destacado no mundo do basquete - com impacto direto na liga americana: Luka Doncic.

Afinal, apesar de ainda ter apenas 19 anos de idade, o esloveno traz sobre si uma grande expectativa em relação ao futuro de sua carreira. Ainda sob contrato por mais 3 temporadas no Real Madrid há a expectativa de que Doncic mantenha sua inscrição para o draft da NBA e, caso isso aconteça, se cogita que ele seja selecionado nas primeiras posições.

Na verdade, devido ao talento que demonstra desde que se tornou profissional na Espanha aos 16 anos, há expectativa, inclusive, de que ele seja selecionado pelo Phoenix Suns na 1ª posição do draft.

Não seria a 1ª vez que um europeu chegaria com esse status na liga - o italiano Andrea Bargnani foi escolhido na 1ª posição pelos Raptors em 2006 -, mas Doncic traz com ele um pesado fardo de ser considerado o principal prospecto do velho continente na história da NBA.

Só que, para seu bem, ele não parece "sofrer" com toda essa expectativa. Isso provavelmente pelo fato de que tal situação já vem se construindo nos últimos anos, quando, apesar da pouca idade, se consolidou como um dos principais nomes de um dos maiores clubes da 2ª maior liga nacional do mundo - a espanhola ACB.

Na Espanha venceu 2 campeonatos nacionais como coadjuvante (2014-15 e 2015-16) e conquistou também a Copa Intercontinental (2015) diante do brasileiro Bauru.

Phoenix Suns, draft, Igor Kokoskov, Luka Doncic, talento e preconceito
Doncic disputa bola com Jefferson, do Bauru (Foto: Gaspar Nobrega-FIBA Americas)

Seu terceiro título nacional pode acontecer nessa temporada, mas isso somente se ele optar por não cruzar o Atlântico rumo à NBA. Nessa edição da Liga ACB o jovem craque já havia feito história se tornando o jogador mais jovem a conquistar um triplo duplo na competição (17 pontos, 10 rebotes e 10 assistências em 22 minutos, diante do Bétis em 09 de maio.

Porém, seu ápice com a camisa do time merengue se deu no decorrer dos últimos meses, quando se firmou como principal nome do time na conquista da Euro Liga de basquete. O camisa 7 não apenas conquistou o título, como também foi escolhido como o melhor jogador jovem do torneio (já havia sido premiado na temporada 2016-17, se juntando a Nikola Mirotic e Bogdan Bogdanovic como únicos a receber o prêmio por mais de uma vez), o jogador mais valioso (MVP) da competição e da também fase final (Final Four).

Na EuroLeague, Doncic teve médias de 16 pontos, 4.8 rebotes e 4.3 assistências em 33 jogos disputados até o título.

Antes disso, Doncic já havia brilhado pela seleção da Eslovênia no EuroBasket 2017. Usando o número 77, o ala foi eleito para o time ideal do torneio e foi essencial para a conquista inédita de sua seleção. Suas médias no campeonato foram de 14.3 pontos, 8.1 rebotes e 3.6 assistências.

E vem justamente do torneio continental um dos seus elos de ligação com os Suns.

Afinal, o time que "lutou com todas as suas forças" pela 1ª posição do draft de 2018 - "conquistando" a pior campanha da temporada 2017-18 da NBA - e ainda contou com a sorte na hora da loteria, contratou recentemente ninguém menos de Igor Kokoskov, o técnico da Eslovênia no título europeu.

Kokoskov tem um histórico de 18 anos trabalhando na NBA e atualmente era auxiliar de Quin Snyder no Jazz. Além disso, trabalhou por vários anos no próprio Suns e não foi à toa que se tornou o 1º europeu a ser contratado como técnico principal de uma franquia da NBA.

Phoenix Suns, draft, Igor Kokoskov, Luka Doncic, talento e preconceito
Kokoskov conversa com Raulzinho em treino do Jazz (Foto: Russ Isabella-USA TODAY Sports)

No entanto, a chegada do sérvio foi relacionada por muitos ao interesse na seleção de Doncic.

E Doncic elogiou Kokoskov após sua contratação:

"Muito merecido"!

Até porque uma das principais características do treinador é o desenvolvimento de jovens talentos. E Doncic seria o mais jovem e mais talentoso nome que ele poderia ter à sua disposição.

Outro nome a elogiar a "promoção" de Kokoskov ao cargo de técnico principal na NBA foi o armador Goran Dragic, que trabalhou com o técnico nos Suns e na seleção da Eslovênia.

Meus parabéns a Igor Kokoskov! Muito merecido! Grande treinador! Boa sorte"!

Cabe lembrar também o que Dragic já disse sobre Doncic, a quem conheceu quando ele próprio tinha apenas 21 anos e via o filho de um companheiro de time em seus treinos: "Já naquela época dava para ver se ele tinha um grande sentimento pela bola, como seu pai".

"Já vi muitos jogadores sob muita expectativa como ele que meio quer perdem o controle", disse sobre o jovem que ele tentou apoiar tal qual Steve Nash fez com ele quando ele chegou à Phoenix. "Eles tinham isso em suas mãos. E em alguns anos você não ouvia mais falar deles. Eu não acho q isso vai acontecer com Luka".

"Ele é um vencedor nato. E eu não estou brincando quando digo isso. Ele já tem muitos troféus e medalhas. Estou feliz por ele. Guarde o que estou dizendo. Ele será um dos melhores do mundo", concluiu Dragic após ambos vencerem o EuroBasket.   

Phoenix Suns, draft, Igor Kokoskov, Luka Doncic, talento e preconceito
Dragic e Kokoskov nos tempos de Suns (Foto: clutchpoints)

Kokoskov também já elogiou a naturalidade de Doncic no jogo: "Para ele isso é natural. Ele não tem medo. Ele ama competir. E ele ama estar nos grandes momentos".

"Ele é um prodígio. É uma estrela em ascensão. Há muito espaço para ele melhorar". (Kokoskov sobre Doncic)

"Nós dizemos que ele é um prodígio", afirmou o treinador. "Ele é uma estrela em ascensão. Luka é um jogador muito talentoso. Tem muita habilidade no passe e essa é a parte mais difícil do jogo, a parte mais difícil de ensinar. Para ser um bom passador, você precisa entender o jogo. É o que chamados de QI do basquete. Ele é realmente único e especial nessa idade, por entender bem o jogo e ser um jogador de equipe. Ele não está necessariamente jogando como armador, mas é um armador no momento em que faz todo mundo melhor na quadra".

E prosseguiu: "Espero que esse não seja o 'produto final' de Luka Doncic. Ele tem 19 anos. Se você me perguntar, 'ele tem espaço para melhorar em todos os aspectos de seu jogo de basquete?', eu respondo que sim, ele pode ser melhor. Ele é um ótimo passador, mas ele pode ser melhor. Ele é um bom atirador, mas ele pode ser melhor. Seu corpo pode ser melhor? Sem dúvida. Eu acho que há muito espaço para ele melhorar".

Ao ser questionado sobre as dúvidas e comparações entre Doncic e Deandre Ayton - pivô de Arizona e principal "rival" de Doncic na corrida pela 1ª posição do draft -, Kokoskov também foi bastante sincero:

"Eu não posso comparar esses dois caras porque eu convivi com Luka. Eu treinei Luka. Já sobre o outro garoto, eu só vi os melhores momentos. Eu não me eximo de dar minha opinião, mas outros caras (dentro da franquia) o viram jogar muito mais do que eu".

Enfim, as dúvidas e questionamentos fazem parte desse jogo, mas assim como o talento de Doncic é inegável, sua proximidade com Kokoskov também não pode ser escondida.

Portanto, se o preconceito dos analistas americanos com os prospectos internacionais - em detrimento aos jovens saídos da universidade - não prevalecerem no momento da decisão da franquia do Arizona, há realmente grande possibilidade de que o esloveno seja a maior aposta da franquia em muitos anos.

E mesmo aos que consideram uma aposta, aparentemente seria um risco totalmente calculado. Afinal, por mais que o jogo da NBA seja diferente em razão do aspecto físico e do talento, Doncic já foi testado em vários níveis, tendo no currículo 190 jogos como profissional (110 pela Liga ACB e 80 pela Euro Liga).

São, por exemplo, 5 x mais partidas do que os 35 jogos de Ayton em seu único ano na NCAA.

Ou seja, além de estarmos falando do protótipo de jogador moderno - cujo jogo não é limitado a nenhuma posição em quadra -, com experiência - apesar dos 19 anos -, multi-campeão, talentoso com e sem a bola e conhecido pelo técnico.

Seria realmente uma aposta sua seleção pelo time do Arizona?

Sobre sua capacidade de decisão, Doncic já falou: "Eu sinto que quero ser o 'herói' do jogo, sabe? Toda vez que eu quero a bola em minhas mãos, desde o começo. Eu já perdi alguns tiros importantes antes, mas você precisa aprender com isso. Você precisa seguir em frente. Se você tiver um bom jogo ou um jogo ruim, tem mais mil jogos pela frente", disse o calouro com currículo de veterano.

Não se sabe se os Suns o selecionarão. E caso não o façam, as próximas opções são o Sacramento Kings e o Atlanta Hawks. Mas há quem diga até que Dondic pode cair para a 5ª posição, sendo selecionado pelo Dallas Mavericks - que já "apostou" no passado em nomes como Dirk Nowotzki e Nash.

Em Sacramento ele jogaria ao lado de Bogdan Bogdanovic, que o parabenizou imediatamente após o título da Euro Liga e falou sobre a possibilidade: "Seria bom tê-lo. Mas nunca se sabe. Ele pode ser o número 1".

Doncic também comentou sobre a possibilidade de jogar ao lado do sérvio:

"Eu adoraria jogar com Bogdanovic. Somos amigos e como jogador ele é fora de série".

Enfim, nada está definido ainda, nem mesmo a ida de Doncic para a NBA. Até porque ele teria que romper seu contrato na Espanha, sem qualquer "ajuda" do seu novo time.

Após o título do Real ele disse: "Vou falar sobre isso no momento certo. No momento quero apenas comemorar com meu time. Em breve falarei sobre isso".

Talvez por isso haja até quem fale em uma troca do Suns oferecendo a 1ª escolha.

Se isso não acontecer a pergunta que fica é:

O time de Phoenix irá selecionar Luka Doncic na 1ª posição draft de 2018?

Isso nós só saberemos no dia 21 de junho...

Até lá resta especular sobre seu talento, os riscos e as possibilidades.

E também lembrar dos acertos e das decepções recentes nas primeiras escolhas de draft, como nos casos de Ben SimmonsKarl-Anthony Towns (para o bem) ou de Anthony BennettMarkelle Fultz - pelo menos por enquanto (para o mal).

Mas cabe lembrar que tanto uma coisa quanta outro podem acontecer novamente...

Seja com Doncic, seja com Ayton, ou com qualquer outro nome do draft.

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David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)

New York Knicks apresentou o técnico David Fizdale para mudar os rumos da franquia. E há quem já fale até em LeBron James na "Big Apple"

POR André C. Rocha dia
David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
David Fizdale foi apresentado pelo NY Knicks (Foto: Mary Altaffer-Associated Press)

New York Knicks anunciou a contratação de David Fizdale como novo técnico da franquia após a demissão de Jeff Hornacek.

Fizdale começou a carreira como assistente do Golden State Warriors (2003-04), depois passou pelo Atlanta Hawks (2004-08) e se consolidou na liga no Miami Heat (2008-16). E após essas 8 temporadas na Flórida, participando das conquistas dos títulos de 2012 e 2013, Fizdale foi contratado como técnico do Memphis Grizzlies, conseguindo uma campanha de 50 vitórias e 51 derrotas nas temporadas 2016-17 e 2017-18.

Em Miami o agora treinador dos Knicks conquistou muitos admiradores ao redor da liga, entre os quais podemos destacar os nomes de LeBron James e Dwyane Wade.

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
Fizdale com LeBon e Wade em Miami (Foto: Getty)

O presidente executivo e dono dos Knicks James Dolan - o nome por trás dos últimos fracassos em Nova Iorque - deu a seguinte declaração sobre o 29° treinador da história da famosa franquia:

"Gostaria de parabenizar e dar as boas vindas à David à organização Knicks. David tem uma mente brilhante e criativa, que é respeitada em toda a NBA. Estou confiante de que identificamos o técnico certo para liderar nossa franquia ao lugar em que nossos fãs merecem estar".

Cabe dizer que os Knicks entrevistaram vários nomes antes de acertar com Fizdale.

O presidente da franquia Steve Mills também falou: "Depois de uma busca minuciosa por nosso novo treinador, tenho certeza que David se encaixa no perfil que procurávamos e estamos muito felizes por ele estar se juntando à nossa organização". E concluiu: "Ele é um treinador experiente, um líder e um comunicador eficaz. Ele sabe o que é necessário para construir uma cultura vencedora".

E o Gerente Geral Scott Perry também foi só elogios aos técnico de 43 anos: "David é um treinador dinâmico e que terá sucesso conosco. Seu histórico, resiliência e experiência no desenvolvimento de jogadores fazem dele um bom candidato a estabelecer os Knicks como um time vencedor".

Em sua apresentação Fizdale disse:

"Estou orgulhoso e honrado por me juntar aos Knicks como treinador principal. Quero agradecer por esta tremenda oportunidade. Eu sei a responsabilidade que é treinar os Knicks e estou pronto para dar tudo de mim para construir um time vencedor. Os fãs de Nova Iorque ficarão orgulhosos".

E nem a passagem "fracassada" por Memphis prejudica o status do treinador. Afinal, ele foi contratado para modernizar o estilo de jogo de uma franquia que não sabia (sabe) bem onde quer chegar. Prova disso foi o "tank" dessa temporada.

E os comentários dos próprios jogadores após o anúncio de Fizdale mostram isso:

Enes Kanter:

"Oh Yeah!!!!"

"Gosto dele. Isso será fantástico. É um técnico com mentalidade defensiva. Eu acho que será algo bom para os Knicks".

Tim Hardaway Jr:

"Anote isso em suas estatísticas", em referência à icônica entrevista de Fizdale durante a série contra os Spurs nos playoffs de 2017.

Emmanuel Mudiay

"Parabéns ao grande homem e trabalhador dedicado, Fiz".

Ron Baker

"Bem vindo ao caminho dos Knicks, Fiz".

E mesmo jogadores de fora da franquia se manifestaram, como foi o caso de D Wade:

"Quando uma porta se fecha, outras se abrem. O futuro dos Knicks agora será mais brilhante (literalmente). Parabéns ao meu amigo, o técnico Fizdale".

E foi só Fizdale ser anunciado que já surgiram boatos da ida de LeBron para Nova Iorque - devido à proximidade entre ambos, construída nos tempos de Miami.

Segundo  Marc Berman, do New York Post, o time pode tentar abrir espaço em folha para fazer uma proposta ao craque, que já se autoproclamou como "Rei de Nova Iorque".

E também segundo Berman, os cartolas dos Knicks conversaram, entre outras pessoas que trabalharam com Fizdale, com o agente de LeBron James Rich Paul. A ideia da franquia foi saber a opinião de James sobre o técnico sem um contato direto com o jogador, para evitar possíveis acusações de "tampering" - negociações com jogadores ainda sob contrato.

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
LeBron se envolveu em confusão com Kanter na última temporada após empurra empurra com Ntilikina (Foto: si.com)

Sobre esse boato, Enes Kanter - um dos candidatos a sair do time para liberar "cap" - se manifestou:

Resta saber como o time vai se comportar após os fracassos recentes de técnicos como os renomados Lenny Wilkins (2004-05) e Larry Brown (2005-06), as apostas Isaiah Thomas (2006-08) e Derek Fisher (2014-16), Mike D´Antoni (2008-12), que não conseguiu levar seu estilo pata NY, e o próprio Hornacek. O time precisa também se recuperar das confusões feitas por Phil Jackson, enquanto cartola dos Knicks, como as polêmicas com Carmelo AnthonyKristaps Porzingis e mesmo a contratação de Joakim Noah.

E falando em Noah e em seu salário de aproximadamente 18 milhões de dólares por temporada, Fizdale já disse que o pivô se aproximou dele após sua contratação e que ele pode retornar ao elenco. O francês está afastado dos Knicks desde fevereiro, após uma briga com Hornacek.

A informação foi dada por Ian Begley, da ESPN:

Resta saber como o Defensor do Ano em 2014 se encaixaria no novo estilo que será implementado pelo treinador.

Em sua apresentação Fizdale se disse empolgado para trabalhar com os jovens e talentosos armadores dos Knicks (Burke, Mudiay e Frank Ntilikina): "Estou excitado para trabalhar come esses caras", disse. E ao ser questionado sobre a chance de classificação aos playoffs, o técnico respondeu: "Nosso objetivo é abraçar a jornada de nos tornarmos melhores a cada dia".

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
Porzingis foi o grande nome dos Knicks em 2017-18 (Foto: abc news)

E especificamente sobre o jovem craque Porzingis, Fizdale foi só elogios:

"Ele é o futuro da NBA"! (sobre Porzingis)

"Ele é o futuro da NBA"!

O comandante disse que não quer limitar ou rotular o letão: "Ambos (ao ser questionado se o utilizará na posição 4 ou na 5). Por que limitá-lo? Certo? Eu vejo várias maneiras de utilizá-lo".

E concluiu: "Eu quero ter uma mente realmente aberta", dizendo que na posição 5 ele é praticamente impossível de ser marcado e utilizando para ele a palavra "positionless" - algo como "sem posição definida".

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
Porzingis foi eleito para o All Star Game pela 1ª vez em 2018, mas acabou fora por lesão (Foto: New York Post)

Será que já vimos isso em algum lugar como Cleveland ou Miami?

A questão é que ainda não se sabe quando (e como) KP retornará ao time, após a séria lesão sofrida na última temporada.

Enfim, Fizdale chega com a importante missão de revolucionar os Knicks, no que é o maior desafio de sua carreira até aqui. E para isso precisará mostrar resultados diante da "impaciente" e "exigente torcida novaiorquina.

E sobre isso o presidente dos Knicks declarou: "Nós queremos vencer, mas queremos também construir algo para que possamos vencer por um longo período de tempo".

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
LeBron e Porzingis juntos? Será? (Foto: sbnation)

Então, se o sonho for já chegar aos playoffs em seu 1º ano, o sucesso passa por LeBron James, mas Fizdale não quis se manifestar sobre o assunto: "Não posso realmente falar sobre a agência livre. Apenas digo que se fizermos as coisas certas, as pessoas vão querer vir para cá".

Fizdale também tem sido muito questionado sobre os conflitos com Marc Gasol, o que para muitos motivou sua demissão dos Grizzlies. Sobre isso ele disse: "Eu assumo que errei. E isso é minha responsabilidade como treinador. Mas também aprendi muito com isso e quero crescer com essa situação. Você obtém respeito com o trabalho do dia a dia e sendo verdadeiro. E eu me preocupo com meus jogadores".

David Fizdale, New York Knicks, Enes Kanter, Tim Hardaway Jr, Kristaps Porzingis e LeBron James (?)
Fizdale e Gasol se desentenderam em meio à bagunça do Memphis nessa temporada (Foto: espn.com)

Enfim, Fizdale tem muito trabalho pela frente para mostrar que de fato pode se tornar um dos grandes nomes entre os técnicos da liga.

E ele não poderia ter oportunidade melhor...

Seja para o bem...

Seja para o mal...

Afinal, tudo acontece em Nova Iorque, a cidade que nunca dorme...

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