Sobre o Autor:

André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Autor dos perfis Entrequatrolinhas no FB (facebook.com/entrequatrolinhas) e TWT (twitter.com/andre_c_rocha).

O atual momento na temporada dos "verdadeiros Splash Brothers" - Stephen Curry vs Seth Curry

Stephen Curry e Seth Curry tem os arremessos longos no DNA, mas apesar da carreira consolidada de um, no momento quem tem surpreendido é o outro

POR André C. Rocha dia
O atual momento na temporada dos
Autor desconhecido

Onde tudo começou

Dell Curry foi um veterano de 16 anos na NBA, que me 1083 jogos teve médias de 11.7 pontos por jogo, mas que teve como principal característica de seu jogo a precisão nos arremessos.

Acabou a carreira com médias de 45.7% no geral e 40.2% nas bolas de 3. Sua melhor marca na carreira foi 47.6% pelo Milwaukee Bucks em 1998-99, mas sua história foi marcada mesmo pelas passagens por Charlotte Hornets (10 anos, tendo ido pra lá na criação da equipe em 1988) e o final de carreira no também recém criado Toronto Raptors (3 anos no Canadá). Passou ainda no começo da carreia por Utah Jazz e Cleveland Cavaliers.

Foi eleito Melhor Sexto Homem da NBA em 1994 e é o líder da franquia de Charlotte em pontos, jogos, bolas de 3 tentadas e convertidas e % nas bolas de 3 pontos. Está, ainda, entre os 150 jogadores com mais bolas de 3 convertidas na história da liga (47º).

Durante sua passagem em Charlotte acabou tendo 2 filhos que atualmente são jogadores da NBA, Stephen Curry e Seth Curry, ambos também especialistas em arremessos.

Segue vídeo produzido pela NBA com Dell e Stephen no dia dos pais (em inglês):

Steph vs Seth em números

Steph, como é conhecido o filho mais velho, foi escolhido na 7ª posição do draft de 2009 pelo Golden State Warriors e desde então defende a franquia de Oakland.

Já Seth passou direto pelo draft de 2013 e rodou pela D League, pelo Memphis Grizzlies, pelo Cleveland Cavaliers, pelo Phoenix Suns e pelo Sacramento Kings, até despontar nessa temporada (aos 26 anos) no Dallas Mavericks.

Steph é bicampeão mundial pelo US Team (2010 e 2014), foi 4x All Star (2014-2017), eleito para o All-NBA 1st Team em 2015 e em 2016, Campeão do Three-Point Contest no All Star Game de 2015, cestinha da liga, líder em roubos de bola e membro do Clube dos 50-40-90 (2016), campeão da NBA (2015) e 2 vezes MVP (2015 e 2016 por unanimidade). Além disso, já é o 10º jogador com mais bolas de 3 da história e vem temporada a temporada batendo recordes de bolas de 3 convertidas.

Enquanto isso, Seth foi eleito para o time dos calouros da D League em 2014, para o 1º time da D League em 2015 e jogou 2 All Star Games na D League (2014 e 2015).

Ou seja, as carreiras de ambos - apesar da diferença de idade - pareciam ter rumos bem diferentes. Pelo menos até essa temporada.

Afinal, Steph iniciava sua 8ª temporada como uma estrela já consagrada e buscava levar o Golden State Warriors à 3ª final consecutiva, tentando recuperar o troféu perdido para o Cavs em 2015-16.

E Seth começava o ano com seu 1º contrato garantido da carreira e teria espaço para mostrar serviço em um Dallas Mavericks em reconstrução, após ter recebido 2 novos titulares justamente do Warriors (Andrew Bogut e Harrison Barnes).

Steph vs Seth - temporada 2016-17

Steph e o Warriors começaram com dificuldades para adaptar sua nova formação com o reforço do astro Kevin Durant e parecia que Stephen Curry era quem estava mais "abdicando" de seu jogo em favor do novo companheiro. Porém, em Janeiro ele voltou a ser o Curry que todos vimos nos 2 últimos anos e foi eleito Jogador do Mês da Conferência Oeste ao lado de Kevin Durant, com médias de 27.8 pontos por jogo, 6.9 rebotes, 4.5 assistências, 62 bolas de 3 convertidas, 47.9% nos arremessos e 43.1% nas bolas de 3.

Em Dallas, Seth começou com pouco espaço na rotação do time, mas as lesões de Deron Williams (posteriormente dispensado) e JJ Barea (ainda fora do time) acabaram abrindo espaço para o jovem Curry e no momento ele já disputou 31 dos 59 jogos em que foi utilizado como titular.

As médias de Steph na temporada são de 24.9 pontos, 4.5 rebotes, 6.3 assistências, 1.7 roubos de bola, 46.3% nos arremessos, 39.7% nas bolas de 3 e 91% nos lances livres em 33.6 minutos.

As de Steph são de 16.1 pontos, 2.6 rebotes, 2.8 assistências 1.2 roubos, 48.6% nos arremessos, 43.4% nas bolas de 3 e 83% nos lances livres em 29 minutos.

Steph vs Seth - Após o All Star Game

Se olharmos somente o período após o All Star Game, Steph tem médias de 25.9 pontos, 43.1% nos arremessos e 31.8% nas bolas de 3, enquanto Seth tem médias de 22.6 pontos, 57.8% nos arremessos e 53.3% nas bolas de 3.

Ou seja, nos últimos jogos, o irmão mais novo tem apresentado números ofensivos próximos na pontuação e até melhores do que aos do craque Stephen Curry.

E isso mostra o potencial que ele tem e que ele deve, enfim, se firmar na liga.

Claro que ainda não dá pra projetar que ele vá ser um All Star, que liderará um time, ou que poderá ser campeão ou levar algum prêmio individual. Da mesma forma, não dá pra dizer que Steph já está na curva descendente da carreira e que em breve será ofuscado pelo seu irmãozinho. Ele só tem 28 anos.

Mas podemos dizer que a liga pode estar vendo uma nova edição de Splash Brothers. Ainda que em times diferentes, mas dessa vez com laços de sangue.

Papai Dell deve estar orgulhoso.

O atual momento na temporada dos "verdadeiros Splash Brothers" - Stephen Curry vs Seth Curry
Steph Curry no colo o pai e ao lado do mito croata Drazen Petrovic (foto: abc news)
O atual momento na temporada dos "verdadeiros Splash Brothers" - Stephen Curry vs Seth Curry
Dell e Seth ao lado de Stephen após o título do Warriors na NBA (foto: si.com)
O atual momento na temporada dos "verdadeiros Splash Brothers" - Stephen Curry vs Seth Curry
Steph, Dell e Seth nos treinos antes da temporada 2013 da NBA (foto: sportingnews.com)
O atual momento na temporada dos "verdadeiros Splash Brothers" - Stephen Curry vs Seth Curry
Família Curry na época em que Steph e Seth eram crianças no Canadá (foto: sportingnews.com)

Vídeo produzido pela D League antes da estreia de Seth na liga:

Vídeo produzido pela NBA comparando Dell Curry e Stephen Curry:

O impacto do mercado de meio de temporada nos primeiros colocados de cada Conferência na NBA

Cleveland Cavaliers, Toronto Raptors, Houston Rockets, Washington Wizards e Atlanta Hawks se movimentam. Golden State Warriors tenta suprir ausência de KD

POR André C. Rocha dia
O impacto do mercado de meio de temporada nos primeiros colocados de cada Conferência na NBA
Tom Szczerbowski-USA TODAY Sports

Foi uma Trade Deadline (Término do Período de Trocas na NBA) até certo ponto "morna", onde tivemos rumores envolvendo jogadores importantes como Carmelo Anthony, Paul George e Jimmy Butler, mas apenas algumas trocas que podem ser consideradas menores.

E podemos dizer isso pelo impacto das negociações, pelos nomes ou pelos times envolvidos.

Dois exemplos claros disso foram a ida de DeMarcus Cousins para o New Orleans Pelicans e de Nerlens Noel para o Dallas Mavericks - na maior troca do último dia de mercado -, já que ambas as equipes devem, no máximo, brigar por uma 8ª vaga nos playoffs do Oeste.

Porém, se considerarmos os principais times na disputa pelas primeiras posições de cada conferência, podemos dizer que esse período de trocas - e o posterior período de contratações após as dispensas realizadas pelas equipes - pode sim afetar o rumo de alguns times rumo aos playoffs.

E esses times são:

Cleveland Cavaliers

Os atuais campeões, que já haviam adquirido Kyle Korver com a temporada em andamento (saiba mais aqui), não se envolveram em nenhuma negociação perto do final período de trocas. Até porque não tinham espaço financeiro para isso.

Cabia ao time do craque LeBron James então observar o mercado e se aproveitar de veteranos que eventualmente fossem dispensados de suas equipes.

E isso o Cavs fez com maestria, adicionando Deron Williams e Andrew Bogut a um fortíssimo elenco já com Kyrie Irving, Tristan Thompson, Derrick Williams (também recém contratado), Kyle Korver, Channing Frye, Richard Jefferson, Iman Shumpert, J.R. Smith e Kevin Love (esses 2 últimos ainda lesionados) ao lado do King James.

Deron Williams claramente adiciona experiência e talento ao elenco e chega para ser o reserva imediato de Kyrie Irving com a experiência de quem foi 3 vezes all star, bicampeão olímpico, titular em 768 dos 824 jogos disputados até aqui na carreira e 19º é o na lista de jogadores com mais assistências na história.

O agora camisa 31 é ainda dos 3 jogadores na história a conseguir na temporada 2007-08 pelo menos 1.500 pontos e 800 assistências com 50% de aproveitamento nos arremessos, ao lado de Magic Johnson (1986-87 e 1988-89) e Kevin Johnson (também em 1988-89).

Já Andrew Bogut chega para reforçar um garrafão que precisava de um reserva que mantivesse o nível da equipe quando Tristan Thompson precisasse respirar. E o australiano, ainda que não tenha a força física do titular, pode cumprir perfeitamente esse papel com sua visão de jogo e habilidade de defender o aro já conhecidas. Até porque ofensivamente não se exigirá dele mais do que isso.

Ou seja, será uma peça chave para o técnico, principalmente na ausência de Kevin Love.

E a curiosidade aqui fica justamente no fato de ele ser ex-jogador do rival do time de Ohio, o Golden State Warriors, tendo percorrido um caminho justamente oposto ao do brazuca Anderson Varejão no ano passado - troca, dispensa e assinatura com um candidato ao título.

Toronto Raptors

Masai Ujiri, costumeiramente contido nas trocas de meio de temporada, foi certeiro nas negociações para reforçar seu time tentando voltar às primeiras posições do Leste.

Claro que a lesão de Kyle Lowry e seu afastamento até o final da temporada regular afetam diretamente o desempenho do time, mas as chegadas do congolês Serge Ibaka e de P.J. Tucker são reforços importantes para o técnico Dwane Casey.

E isso já foi visto no 1º jogo de ambos pelo time canadense, onde foram essenciais para a vitória diante do rival direto Boston Celtics.

Ibaka chega para suprir uma lacuna na posição 4 do time e seu arsenal de bolas de 3 e muita proteção de aro são uma evolução clara ao jogo do colega Patrick Patterson.

Afinal, ainda que Ibaka tenha um jogo diferente do apresentado em seu auge pelo Oklahoma City Thunder, o papel de 3ª força ofensiva do time é algo que ele já conhece bem e que pode funcionar perfeitamente ao lado de Lowry e de DeMar DeRozan.

Já Tucker chega para reforçar o banco e suprir a saída de Terrence Ross (que foi para o Orlando Magic na troca que trouxe Ibaka) e seu estilo aguerrido casa perfeitamente com o time.

Houston Rockets

Nesse novo Rockets do técnico Mike D'Antoni com muita velocidade e tiros longos, James Harden vem em uma temporada sensacional que lhe tem creditado à corrida pelo prêmio de MVP.

Mas além disso, deve ser destacada a atuação do trio Trevor Ariza, Ryan Anderson e Eric Gordon, que tem feito chover bolas de 3.

A esse grupo, adiciona-se agora Lou Williams, dando ao time 5 dos 10 jogadores com mais bolas de 3 na temporada.

Williams é o cestinha da NBA vindo do banco de reservas e era o principal nome do Los Angeles Lakers em reconstrução. E o 2º cestinha entre os suplentes é justamente Eric Gordon, seu agora companheiro de time.

Ou seja, o Rockets vem com tudo para essa reta final de temporada com uma rotação bastante versátil que, além dos já jogadores citados, tem Clint Capela, o brasileiro Nene, Montrezl Harrell e Sam Dekker na rotação das posições 4 e 5, além do armador e "carrapato" na marcação dos adversários Patrick Beverley.

E com a chegada de Williams muito dificilmente o prêmio da Melhor Sexto Homem da NBA na temporada não vai para Houston.

Washington Wizards

O time da capital americana foi uma das surpresas da temporada, tendo uma arrancada fenomenal após um começo inconstante e chegando à 3ª posição da Conferência Leste.

No melhor momento na temporada o Wizards iniciou, em 08/12/2016 diante do Denver Nuggets uma sequência de 17 vitórias seguidas em casa, interrompida apenas por uma derrota para o Cavs na prorrogação em 06/02/2017.

Nesse período, o técnico Scott Brooks foi eleito o Treinador do Mês de Janeiro na Conferência Leste ao levar o time à vitórias sobre os adversários diretos Hawks e Celtics. Conseguiu ainda limitar seus adversários a 43.4% de aproveitamento nos arremessos - melhor marca da liga à época.

Porém, apesar da ótima temporada do quinteto formado por John Wall, Bradley Beal, Otto Porter, Marcus Morris e Marcin Gortat, o banco do Wizards era o pior da NBA.

E pra resolver isso, o time foi bem ativo no mercado e conseguiu trazer Bojan Bogdanovic do Nets e assinar com Brandon Jennings, após o armador ser dispensado pelo New York Knicks (leia mais aqui).

Atlanta Hawks

O Hawks fez 2 movimentações, que podem realmente fazer diferença para a equipe.

O time está totalmente renovado após as saídas do time que alcançou 70 vitórias 2 temporadas atrás. DeMare Carroll está em Toronto, Jeff Teague no Indiana Pacers, Al Horford em Boston e mais recentemente, Kyle Korver em Cleveland.

Ou seja, o time está sendo montado em torno de Paul Millsap e Dennis Schroder, Dwight Howard e Tim hardaway Jr são referências no elenco.

E na Trade Deadline o técnico Mike Budenholzer conseguiu mais um reforço, sempre eficiente e quase sempre despercebido.

O brasileiro Tiago Splitter, que segue contundido e praticamente não jogou desde sua chegada à Atlanta, foi para Philadelphia e em troca o time recebeu o turco Ersan Ilyasova.

Ilyasova é um jogador moderno e que nos últimos 2 anos roudou bastante na NBA, mas que já mostrou em poucos jogos que pode ter um papel importante vindo do banco para substituir o craque Milllsap.

Já Splitter tem esperanças de voltar às quadras e auxiliar no desenvolvimento dos jovens talentos do Philadelphia 76ers (leia mais aqui).

Após o período de trocas, o time trouxe, além de Elyasova, o experiente armador José Calderón para a reserva de Dennis Schroder. Antes da chegada do espanhol o elenco contava apenas com Malcolm Delaney para a posição 1.

Golden State Warriors

Nesse caso não foi a necessidade de reforçar o elenco que fez o atual bicampeão do Oeste e líder de aproveitamento na atual temporada contratar o veterano ala Matt Barnes, mas sim a lesão de seu astro Kevin Durant (leia mais sobre a lesão do camisa 35 aqui).

Sem o craque do time provavelmente até o final da temporada regular, o Warriors buscou o que havia disponível no mercado e repatriou o ex-jogador do próprio Golden State após 10 anos longe da franquia.

Claro que diferença de qualidade entre ele e Kevin Durant é enorme, mas Steve Kerr espera minimizar a perda e manter o time focado, para que o ano do time não seja em vão após KD ser a grande contratação da temporada.

Uma curiosidade nesse caso é que, caso Durant não tivesse se lesionado, o alvo do Warriors nesse mercado seria o espanhol José Calderón, o que acabou gerando uma situação bastante inusitada.

E agora?

Essas foram algumas das mudanças que podem influenciar diretamente a briga pelas primeiras posições em cada Conferência.

Resta saber como os novos jogadores vão se encaixar em suas novas equipes para ver como serão as disputas com os times que não se reforçaram agora e apostaram nos elencos que já haviam formado: Boston Celtics na Conferência Leste e San Antonio Spurs, Utah Jazz e Los Angeles Clippers na Conferência Oeste.

Há 55 anos Wilt Chamberlain marcava 100 pontos em uma partida da NBA

Pivô Wilt Chamberlain marcava há 55 anos 100 pontos em uma partida do seu Philadelphia Warriors contra o New York Knicks no Madison Square Garden

POR André C. Rocha dia
Há 55 anos Wilt Chamberlain marcava 100 pontos em uma partida da NBA
Autor desconhecido

Era 02 de março de 1962 e o Philadelphia Warriors visita o New York Knicks para mais uma partida da temporada 1961-62 da NBA.

Wilt Chamberlain, o jogador mais dominante que o basquete já viu, vinha em uma temporada arrasadora, onde terminou com as absurdas médias de 50.4 pontos e 25.7 rebotes por partida e 3 meses antes havia marcado o recorde de 78 pontos em uma partida, algo que já parecia inalcançável.

O único jogador da liga a conseguir uma partida com 50 pontos e 25 rebotes além de Chamberlain foi o ala Chris Webber na vitória do Sacramento Kings sobre o Indiana Pacers (93 x 91) em 01/05/2001. Webber acabou a partida com 51 pontos, 26 rebotes, 5 assistências, 3 roubos e 2 tocos.

Só que aquele 2 de março foi ainda mais especial e ficará para sempre na história do esporte.

Com aproveitamento de 36-63 nos arremesso, 28-32 nos lances livres e incríveis 59 pontos apenas no 2º tempo da partida - a última cesta veio a 46 segundos do final -, mas desde o 3º quarto a torcida já gritava maravilhada a cada ataque do Warriors: "Give it to Wilt! Give it to Wilt!". No final a vitória do Warriors por 169 x 147 foi o menos importante. Afinal, aquele noite foi histórica.

 

Há 55 anos Wilt Chamberlain marcava 100 pontos em uma partida da NBA
Wilt Chamberlain 100 points - Espn Stats e Info

Cabe ressaltar que o aproveitamento de lances livres da carreira do pivô foi de apenas 51%, ou seja, os 87% no jogo foram um diferencial e caso sua performance na linha fosse melhor talvez tivessem ocorridos mais jogos absurdos assim.

Naquela temporada Chamberlain teve ainda outro número inacreditável, a média de 48.5 minutos em quadra, que seria impossível, já que a partida tem apenas 48 minutos. Só que 10 prorrogações em 7 dos jogos daquela temporada permitiram mais essa marca. Wilt não deixava a quadra por nada!

Além do famoso jogo de 100 pontos, outras 3 das maiores pontuações de todos os tempos são de Wilt, a já citada partida de 78 pontos e outras 2 de 73. O único intruso nesse top 5 é Kobe Bryant com seu jogo de 81 pontos.

Não existem imagens ou vídeos do jogo no Madison Square Garden - a penas a icônica foto com o cartaz escrito a mão com o número 100 -, mas vale a pena dar uma olhada em algumas jogadas do Chamberlain:

Chamberlain teve ainda muitas outras marcas em sua carreira:

  • Ganhou o prêmio de Rookie of he Year com médias de 37.6 pontos e 27 rebotes;
  • Foi MVP do All Star Game em seu ano de novato com 23 pontos e 25 rebotes;
  • Em sua 2ª temporada teve médias de 38.4 pontos e 27 rebotes, sendo o 1º jogador a alcançar a marcar de 3 mil pontos e e 2 mil rebotes;
  • Possui o recorde de mais rebotes em um jogo com 55 em seu 2º ano na liga;
  • Na sua 3ª temporada teve médias de 50.4 pontos e 25.7 rebotes;
  • Em 1961-62 teve média de 48.5 minutos por partida, mesmo com os jogos sendo de 48 minutos;
  • Até esse no tinha o recorde de pontos no All Star Game com 42 (superado esse ano por Anthony Davis);
  • Nos playoffs de 62 obteve a inacreditável média de 50 pontos contra o Celtics de Bill Russell;
  • Foi MVP da temporada 1965-66 após liderar a liga em rebotes e ser o 3º em assistências (8 por jogo). Nesse ano teve sua menor média de pontos por jogo (24, com 68% de aproveitamento nos arremessos.
  • Tem um registro não oficial de um quadruplo duplo diante dos Celtics em nos playoffs de 1967 (24 pontos, 32 rebotes, 13 assistências e 12 tocos). Os tocos não eram uma estatística oficial naquela época;
  • Naquele mesmo ano pegou 41 rebotes no jogo seguinte e e um triplo duplo no jogo 5 daquela série com 29 pontos, 36 rebotes e 13 assistências;
  • Em 1967 foi o 1º pivô a liderar a liga em assistências superando Lenny Wilkins. Naquele ano foi eleito MVP da temporada;
  • Venceu o prêmio de MVP das Finais em 1972 e conduziu o Los Angeles Lakers ao seu 1º título da liga. No jogo 5 das finais teve 24 pontos, 29 rebotes, 8 assistências e 8 tocos;
  • 2 vezes campeão da NBA (1967 e 1972);
  • MVP das Finais em 1972;
  • 4 vezes MVP da temporada (1960, 1966, 1967 e 1968);
  • 13 vezes All Star (1960-69 e 1971-73);
  • 7 vezes All-NBA 1st Team (1960-62, 1964 e 1966-68);
  • 3 vezes All-NBA 2nd Team (1963, 1965 e 1972);
  • 2 vezes All-NBA Defesive Team (1972 e 1973);
  • 7 vezes cestinha da temporada (1960-66);
  • 11 vezes maior reboteiro da temporada (1960-63, 1966-69 e 1971-73);
  • 9 vezes líder em % de arremessos na temporada;
  • Detentor de 32 jogos de 60 pontos na carreira. O 2º colocado nesse quesito é Kobe Bryant com 6, enquanto Michael Jordan tem 5; e
  • tem a camisa 13 aposentada por Golden State Warriors, Philadelphia 76ers e Los Angeles Lakers.

Segue tabela com as estatísticas do Wilt na histórica temporada 1961-62:

Há 55 anos Wilt Chamberlain marcava 100 pontos em uma partida da NBA
Wilt Chamberlain 1961-62 stats

Voltando a falar do jogo de 100, cabe ressaltar que o jogador que mais se aproximou de tal marca foi Kobe Bryant com seus 81 pontos em 22/01/2016. Ele acertou 28 de 46 chutes tentados, incluindo 7-de-13 de três pontos, e acertou 18-de-20 da linha do lance livre. Foi outro momento mágico e o que mais se aproximou da marca histórica de Wilt Chamberlain.

Já nessa temporada, mais precisamente no dia 05/12/2016, Klay Thompson, do Golden State Warriors, chegou ao seu recorde na carreira ao marcar 60 pontos diante do Indiana Pacers (vitória do Warriors por 142 x 106).

Mas o que impressiona nessa marca foi a forma que aconteceu. Os 60 pontos do Thompson vieram em apenas 29 minutos saindo de quadra quando faltava pouco mais de 1 minuto para o final do 3º quarto e não voltando mais. Ou seja, se olharmos sua média de pontos por minuto (2.07) e fica apenas 0.1 ponto por minuto atrás da marca do Wilt (2.08).

Ou seja, a pergunta que fica é. O que aconteceria se ele permanecesse em quadra? Será que ele bateria a marca de Kobe? Será que se aproximaria do feito do Chamberlain? Bem, isso é algo que nunca vamos saber.

O que sabemos é que a maior performance individual em um jogo da NBA foi de Wilt Chamberlain, em 02/03/1962.

E hoje esse feito faz 55 anos!

Análise sobre as trocas que já rolaram nessa trade deadline da NBA

Plumlee no Nuggets, Nurkic no Blazers, Ibaka no Raptors, Cousins no Pelicans e Lou Williams no Rockets são as principais mudanças até aqui

POR André C. Rocha dia
Análise sobre as trocas que já rolaram nessa trade deadline da NBA
Créditos: csnne.com

Chegou a hora de falar um pouco sobre as trocas ocorridas até o momento nessa Trade Deadline. As coisas começaram de leve, mas já tivemos 3 trocas impactantes envolvendo Serge Ibaka, DeMarcus Cousins e Lou Williams. Vamos aos trabalhos:

Milwaukee Bucks recebe Hoy Hibbert e Spencer Hawes e Charlotte Hornets recebe Miles Plumlee

Uma negociação que não deve ter muito impacto técnico em nenhuma das equipes.

Hawes e Hibbert chegam ao Milwaukee Bucks para disputar minutos com Greg Monroe e John Henson e talvez a maior vantagem seja o fato de serem contratos expirantes.

Por sua vez Miles Plumlee, que chegou a ser titular na temporada passada, mas perdeu espaço com o técnico Jason Kidd, leva para o Charlotte Hornets um "gordo" contrato de 4 anos e 12.4 milhões de dólares e chega para ser reserva de Cody Zeller.

Charlotte Hornets recebe Chris Andersen e Cleveland Cavaliers recebe uma escolha de 2ª rodada protegida

Foi um movimento do Cleveland Cavaliers apenas para abrir espaço em folha ao enviar um lesionado Chris Andersen para o Hornets. O Charlotte dispensou o pivô em seguida.

Denver Nuggets recebe Mason Plumlee e uma escolha de 2ª rodada e Portland Trailblazers recebe  Jusuf Nurkic e uma escolha de 1ª rodada

Uma troca entre 2 equipes que lutam pela 8a vaga do Oeste.

Para o Denver Nuggets, que ainda tem em seu elenco os eternamente especulados em trocas Danilo Gallinari, Kenneth Faried e Wilson Chandler, chega um pivô com estilo semelhante ao agora titular absoluto Nikola Jokic. Mason Plumlee é um jogador que gosta de sair do garrafão, tem bom passe, boa visão de jogo e, ainda que não tenha o domínio de bola e capacidade de iniciar jogadas do sérvio, permite que o time mantenha a mesma forma de jogar em sua segunda unidade. Já com o Jusuf Nurkic - um pivô mais clássico - em quadra o espaçamento fica menor e sobra menos espaço para as infiltrações, uma arma utilizada pelo Nuggets com mais efetividade que os tiros longos. O "problema" da negociação é o contrato expirante do Plumlee, que pode dar trabalho na hora da renovação.

Já o Portland Trailblazers ganhou um upgrade no próximo draft com mais uma escolha de 1ª rodada e não precisará "se preocupar" com a renovação do Plumlee. Além disso, recebe um pivô com muita presença no garrafão, que tem potencial para crescimento e que precisava mais espaço devido ao crescimento do Jokic. É uma forma de buscar algo novo após a "decepção" que tem sido a atual temporada comparada ao surpreendente desempenho em 2015-16.

Toronto Raptors recebe Serge Ibaka e Orlando Magic recebe Terrence Ross e uma escolha de 1ª rodada

Depois de ser enviado pelo Oklahoma City Thunder para Orlando Magic, Serge Ibaka agora vai para o Toronto Raptors na tentativa que faltava para reforçar o garrafão do time na briga pelas primeiras posições do Leste. Após a queda de rendimento nas últimas semanas, Masai Ujiri deixou seu estilo contido e buscou um titular para a posição que vinha sendo dividida entre Paskal Siakam, Patrick Patterson e nosso brazuca Lucas "Bebe" Nogueira. É uma aposta de risco, em razão do contrato expirante do Ibaka, mas era algo necessário e que já vinha sendo cobrado pelas estrelas Kyle Lowry e DeMar DeRozan. E como o Hawks declarou que Paul Millsap não está no mercado, talvez o Ibaka seja o nome ideal para o time. A função de 3a opção ofensiva é justamente o posto que ele ocupou no Oklahoma City Thunder ao lado de Kevin Durant e Russell Westbrook em seus melhores momentos na NBA e suas características de espaçamento de quadra e força e presença nos rebotes e proteção de aro se encaixam no estilo do Raptors.

Agora, Lowry, DeRozan, DeMare Carroll, Ibaka e Jonas Valanciunas foram um quinteto de respeito e podem buscar um algo mais para o time canadense. O único problema é que, se der errado, o preço pode ter sido alto, mas eles devem apostas no crescimento de Norman Powell.

Vendo o lado do Orlando, a equipe da Flórida recebeu o talentoso Terrence Ross e ainda leva uma escolha de 1ª rodada - que poderá repor a perda do Domantas Sabonis (jovem e promissor) no último draft. Em troca, desfez um garrafão superpovoado e se livrou do eminente risco de perder o Ibaka, que que foi o que eles precisavam para fazer a diferença no elenco, de graça ao final da temporada. Agora é encaixar o Ross na rotação ao lado de Evan Fournier, Jeff Green, Mario Hezonja e Jodie Meeks e dar mais espaço para o Aaron Gordon na posição 4.

New Orleans Pelicans recebe DeMarcus Cousins e Omri Casspi e Sacramento Kings recebe Buddy Hield, Tyreke Evans, Langston Galloway, uma escolha de 1ª rodada (protegida top 3 em 2017) e uma escolha de 2ª rodada em 2019

Após muita especulação e negativas por parte da diretoria do Sacramento Kings, enfim DeMarcus Cousins deixou a equipe em uma troca, no mínimo, polêmica. E prova disso é toda a repercussão em torno do negócio, ainda mais após Vlade Divac dizer que tinha recebido uma oferta melhor dois dias antes. Mas o que "mudou" em dois dias ninguém pode saber. O que se sabe é que o Kings abriu mão do melhor pivô da liga na atualidade e passa a buscar novos rumos para a franquia - já vinha há tempos tentando reunir talento em torno do camisa 15, mas acabou optando por deixá-lo partir ao invés de cobri-lo de grana com as novas regras contratuais da liga. Porém, o que o time recebeu em troca parece ter sido muito pouco, já que Buddy Hield apesar de ter potencial ainda é uma incertza (enquanto Cousins é uma realidade), Langston Galloway nada mais é que um role player e Tyreke Evans volta mais experiente, mas sem a expectativa de se tornar um craque. Fora isso o que eles recebem são escolhas de draft, que sempre podem ou não se tornar efetivas - e pelo histórico recente o Kings é craque em "perder" boas escolhas.

Já o New Orleans Pelicans passa a reunir a melhor dupla de garrafão da NBA, com 2 jogadores versáteis e que atualmente são os únicos (ao lado do monstro Russell Westbrook) a ter média de 25+ pontos e 10+ rebotes na temporada. Então New Orleans passa a ter o pivô mais dominante da atualidade e o ala pivô mais promissor de sua geração. E a chegada de Boogie permite ao craque Anthony Davis satisfazer seu desejo de jogar mais fora do garrafão. Claro que o restante o elenco é limitado e precisamos saber como será o encaixe dessa nova dupla e como a "bomba relógio" que é o Cousins se adaptará na nova franquia, mas que ambos tem potencial e talento para reeditarem com sucesso uma nova versão das "Torres Gêmeas", ah, isso tem. Afinal, os 2 estão entre os 18 jogadores que tem média de pelo menos 20 pontos e 10 rebotes em suas carreiras (Cousins - 21.1 pts e 10.8 rbts e Davis 21.9 pts e 10.1 rbts). Caso ambos mantenham essas médias jogando juntos será apenas a 6a vez que teremos uma dupla com mais de 20 pontos e 10 rebotes em uma temporada a 1ª vez desde Tim Duncan e David Robinson em 1997-98. Não coincidentemente ambos eram chamados justamente de Torres Gêmeas.

Houston Rockets recebe Lou Williams e Los Angeles Lakers recebe Corey Brewer e uma escolha de 1ª rodada

Lou Williams vinha sendo o maior cestinha da temporada vindo do banco de reservas (18.6 pontos e 3.2 assistências em 24.2 minutos por jogo), comandava o melhor banco da NBA e é o principal candidato ao título de Sexto Homem da liga. Seu principal adversário nessa disputa tem sido Eric Gordon (17.2 pontos e 2o maior cestinha entre os reservas da NBA). E agora ambos estarão lado a lado no Houston Rockets. Foi uma bela cartada do time do técnico Mark D´Antoni para se manter na briga pelas primeiras posições do Oeste, já que terá mais uma poderosa arma em sua rotação, podendo dar mais descanso a James Harden e Patrick Beverley, sendo que o Rockets agora tem em seu elenco 5 dos 20 jogadores com mais bolas de 3 convertidas na temporada.

Pelo lado do Los Angeles Lakers, foi a 1ª movimentação após Magic Johnson assumir o papel de Presidente de Operações da franquia e ao que tudo indica foi um movimento pensando no futuro. Corey Brewer e Williams tem salários e contratos praricamente idênticos (em torno de 7 milhões até 2018) e a contribuição do atual melhor sexto homem da liga é inegavelmente maior. Ou seja, o que o Lakers ganha é efetivamente a escolha de 1ª rodada do Houston, que não deve ser muito alta. Porém, além disso, o movimento deve significar uma queda de produção do time da Califórnia, o que pode resultar em um outro benefício... A manutenção da escolha que iria para Philadelphia, já que ela é protegida top 3. Ou seja, tudo indica que a paciência será um dos pilates da Era Magic no comando da franquia...

Agora é esperar o que mais pode rolar até a trade deadine... Jimmy Butler, Paul GoergeBlake Griffin ou Andre Drummond no Boston Celtics? Carmelo Anthony fora do New York Knicks? Algum outro reforço no Cleveland Cavaliers? Derrick Rose em Minnesota? Jahlil Okafor ou deixando PhiladelphiaBrook Lopez no Indiana Pacers? Deron Williams e Andrew Bogut fora de Dallas? Wilson Chandler no Utah Jazz? Alexis Ajinça e Omer Asik fora do New Orleans Pelicans?
 
É esperar e acompanhar...

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