Sobre o Autor:

André C. Rocha

André C. Rocha

Apaixonado pela NBA desde que viu o Dream Team em 92, torcedor do Bulls e defensor da tese de que "73 não vale nada sem um título". Autor dos perfis Entrequatrolinhas no FB (facebook.com/entrequatrolinhas) e TWT (twitter.com/andre_c_rocha).

Vince Carter, DeMar DeRozan, Toronto Raptors e a lealdade na NBA

Vince Carter critica a postura dos Raptors com DeMar DeRozan, mas o próprio Carter fez de tudo para deixar o time no passado. Houve desrespeito a DeRozan?

POR André C. Rocha dia
Vince Carter, DeMar DeRozan, Toronto Raptors e a lealdade na NBA
Cada um por um motivo, DeRozan e Carter tiveram saídas turbulentas do Canadá (Foto: slamonline)

A troca entre San Antonio Spurs e Toronto Raptors, que levou Kawhi Leonard para o Canadá e DeMar DeRozan para o Texas foi uma "bomba" no mundo da NBA.

Primeiramente por ter representado o fim da "novela" entre Kawhi e os Spurs, mas também por ter resultado na saída de DeRozan do time canadense.

Afinal, o ala-armador representava a cara da franquia e não tinha qualquer histórico de problemas de relacionamento por lá. Líder histórico dos Raptors em jogos, minutos, arremessos convertidos e tentados, lances livres convertidos e tentados e pontos, DeMar sequer ouviu outras propostas quando se tornou agente livre e já havia dito que não tinha qualquer interesse em sair do Canadá.

Por isso, o 4 vezes All Star acabou se sentindo traído pela direção da franquia com a troca e alegou que não recebeu a atenção e o respeito que merecia por tudo que deu ao time.

"Eu fiquei realmente chocado. Não sabia o que pensar, pois não parecia ser algo real. Minha reação seria diferente e eu estaria melhor preparado se tivesse sido avisado com antecedência, mas fui pego de surpresa. Perguntei uns três dias antes se havia alguma conversa acontecendo e negaram", disse DeRozan à ESPN.

"Pensava que seria só mais um verão, mas agora preciso seguir em frente".

Tais afirmações são negadas pelo presidente dos Raptors Masai Ujiri, que disse que o jogador sabia que haviam negociações em andamento e só foi pego "de surpresa" no fechamento do negócio.

Porém, o atleta de 28 anos também se mostrou insatisfeito com as justificativas para a troca:

"É frustrante. Os culpados fomos só eu e Dwane? Só nós dois perdemos? O único time para o qual perdemos nos playoffs nos últimos anos foi sempre para a Final da NBA", prosseguiu, se referindo às derrotas para os Cavs e à demissão de Dwane Casey, eleito o Técnico do Ano em 2018. "Dei tudo o que tinha por essa franquia e isso pode ser percebido na minha evolução individual e coletiva. Para mim a alegação de que precisava ser feita alguma coisa é pura besteira".

"Sinto que não fui tratado com o respeito que merecia por Masai, pelos nove anos de sacrifícios pela equipe. Eu podia ser trocado, qualquer um pode, mas tudo o que queria era ser informado com antecedência. Gostaria de encerrar a minha carreira em Toronto, mas nunca me iludi com isso. Eu sacrifiquei muita coisa pelo Raptors. Só queria ter a chance de preparar-me para o próximo capítulo da minha vida”, concluiu o astro.

Ou seja, foi mais uma situação que trouxe à tona a questão envolvendo a relação entre os jogadores e as franquias na NBA.

Vince Carter, ex-jogador dos Raptors, se mostrou surpreso com a negociação de DeRozan, mesmo já tendo visto e vivido muitas coisas em suas 20 temporadas na liga.

"Minha primeira reação foi de surpresa. A primeira coisa que disse foi 'Uau'. Simples assim. As relações entre franquias e jogadores são diferentes de qualquer outro tipo de relação. Obviamente eles têm que cuidar dos interesses da organização e o atleta fica 'de lado'. Então é muito complicado, chega a ser assustador", disse o atleta de 41 anos.

Vince Carter, DeMar DeRozan, Toronto Raptors e a lealdade na NBA
Carter e DeRozan em jogo entre Raptors e Kings na última temporada (Foto: The Star)

Vale lembrar que a saída de Carter após 7 temporadas no Canadá foi repleta de polêmica, com o jogador "forçando" sua troca para jogar no à época New Jersey Nets.

Carter também era a cara da franquia canadense e foi o grande responsável por instituir uma "cultura" de basquete em Toronto, com seu talento, habilidade e seu show de enterradas. Porém, diferente de DeRozan, Carter quis buscar novos rumos, pois acreditava que no Canadá não conseguiria lutar por títulos.

Seu impacto foi tamanho que podemos dizer que a continuidade dos Raptors até hoje passa pela "Vinsanity" - vide o fato dos Grizzlies, que deixaram Vancouver rumo a Memphis. Só que Carter não foi 1º nem o último a querer deixar os Raptors. Antes dele isso aconteceu com nomes como Damon Stoudemire e Marcus Camby e depois com nomes como Alonzo Mourning e Chris Bosh.

Vince Carter, DeMar DeRozan, Toronto Raptors e a lealdade na NBA
Carter para muitos é o melhor "dunker" de todos os tempos (Foto: sportsnet_ca)

E isso também torna o caso de DeRozan - que queria ser um Raptor até o final de sua carreira - mais impactante.

"Os donos de times têm um olhar diferente sobre as outras coisas. Eles não pensam muito na cidade, que perde um ídolo, ou então nos jogadores. Por tudo que ele já fez pela franquia, DeMar tinha todo o direito de se aposentar como jogador dos Raptors, o que era um desejo dele, mas esse tipo de coisa não é pensada pela organização. Se surge uma oportunidade, eles priorizam o que é importante para eles como organização", explicou ele, que atuará na próxima temporada pelo Atlanta Hawks.

Uma declaração sincera de um jogador do alto de sua experiência. Mais uma constatação, do que uma crítica, de alguém que sabe como funcionam os negócios da NBA.

Sobre sua escolha pelo time de Atlanta, Carter disse que lhe pareceu o mais certo a fazer, ao invés de ter ido para alguma franquia apenas atrás de um anel de campeão. "Eu provavelmente poderia ter feito isso em qualquer lugar. Mas eu ainda quero jogar. Quaisquer que sejam os minutos, eu os quero. E eu gosto de ensinar e farei isso onde eu estiver. É quem eu sou. Eu sou de outra geração e é assim que eu sou. Não sou contra a forma como muitos pensam hoje em dia. Só não funciona para mim", afirmou.

"Talvez, quando eu não puder contribuir tanto, talvez quando o jogo me mostrar que estou ficando para trás, então talvez eu faça parte de um time onde eu não jogue tanto e colha os benefícios de um campeonato". Porém, concluiu: "Mas acho que antes que isso aconteça, provavelmente eu irei me aposentar".

E essas declarações, assim como as que envolveram DeMar, mostram as dualidades do esporte. Uma mistura de paixão e necessidade de vitórias, que muitas vezes geram um conflito de interesses. Seja pelo lado do time, da torcida ou do atleta.

Em especial na relação franquia/atleta, que são as duas faces de uma mesma moeda.

E sobe essas misturas de sentimentos, Vince também abordou o lado positivo da mudança de DeRozan, que será trabalhar com Gregg Popovic em San Antonio.

"Trabalhar com Pop vai fazer ele se tornar um jogador de outro nível. Isso vai fazer muito bem para ele. Popovich é um cara muito experiente e vencedor e que vai ensiná-lo a jogar em todas as posições e também sem a bola", completou.

E o próprio DeMar sabe disso e já declarou que deseja ser um líder para os jovens do elenco dos Spurs. "Eu estou indo para o meu décimo ano na liga, então com tudo o que aprendi também posso ensinsar". E prosseguiu: “Mas eu também posso aprender com esses jovens e estou ansioso pelo que está por vir".

Tudo isso mostra o quão difícil é manter a imparcialidade em um mundo onde temos tantos desejos e interesses envolvidos.

Seja na troca de DeRozan, que queria ficar em Toronto; seja na ida de Kawhi para o Canadá ao invés de Los Angeles; seja no pedido de troca de Kyrie Irving para "sair da sombra" de LeBron James; seja nas escolhas de Kevin Durant ou de DeMarcus Cousins em se juntar ao Golden State Warriors; seja na escolha de LeBron e Bosh em levar seus talentos para Miami ao lado de Dwyane Wade; seja no "veto" de David Stern à troca que quase levou Chris Paul para Los Angeles, quando a NBA era dona do New Orleans Hornets; seja na troca "forçada" por Carter; ou seja na ida de Karl Malone para LA ou de Charles Barkley para Houston atrás de um anel de campeão (ambos sem sucesso)...

Cada um sempre terá sua opinião e falar em fidelidade no mundo do esporte pode ser um grande risco. Desta forma, o mais importante é é manter sua opinião e evitar tratar um assunto tão multifacetado com dois pesos e duas medidas.

O melhor é aceitar e aproveitar tudo o que a NBA e o esporte de alto nível proporciona a todos os fãs.

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Maiores salários da temporada 2018-19 da NBA

Listamos os 15 maiores salários da NBA na temporada 2018-19

POR André C. Rocha dia
Maiores salários da temporada 2018-19 da NBA
Esses são os donos dos maiores salário da temporada 2018-19 da NBA (Montagem: Sobe a Bola8

Na era dos super times e dos super contratos – e onde o teto salarial parece cada vez ser menos importante para algumas franquias -, listamos os maiores salários na temporada 2018-19 da NBA.

Veja aqui a lista dos maiores contratos da história.

Confira o TOP15:

1. Stephen Curry | $37,457,154 | Golden State Warriors

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: twitter mundo ESPN)

2. LeBron James | $35,654,150 | Los Angeles Lakers

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: nba.com)

3. Chris Paul | $35,654,150 | Houston Rockets

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: Yahoo Sports)

4. Russell Westbrook | $35,350,000 | Oklahoma City Thunder

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: yurtspor.com)

5. Blake Griffin | $32,088,932 | Detroit Pistons

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: Sporting News)

6. Gordon Hayward | $31,214,295 | Boston Celtics

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: Sporting News)

7. Kyle Lowry | $31,000,000 | Toronto Raptors

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: slamonline)

8. Paul George | $30,560,700 | Oklahoma City Thunder

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: NBAE-Getty Images)

9. Mike Conley Jr. | $30,521,115 | Memphis Grizzlies

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: Clutch Points)

10. James Harden | $30,421,854 | Houston Rockets

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: Clutch Fans)

11. Kevin Durant | $30,000,000 | Golden State Warriors

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: USA Today Sports)

12. Paul Millsap | $29,230,769 | Denver Nuggets

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: USA Today Sports)

13. Al Horford | $28,928,709 | Boston Celtics

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: CSNNE)

14. Damian Lillard | $27,977,689 | Portland Trail Blazers

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: kgw.com)

15. DeMar DeRozan | $27,739,975 | San Antonio Spurs

Maiores salários da temporada 2018-19 da NBA
(Foto: Getty Images)

PS - Atualização:

a curiosidade de lista fica com Carmelo Anthony que tinha o 15º maior salário da liga até ser dispensado pelo Atlanta Hawks. E mesmo após a dispensa e a economia de 2.4 milhões acordada com o jogador (o valor pelo qual ele deve assinar pelo mínimo com sua nova franquia), o time de Atlanta segue com um salário de mais de 25 milhões para um jogador que sequer se apresentou à franquia.

19. Carmelo Anthony | $25,417,140 (salário após o "buyout") | Atlanta Hawks

Maiores salários da temporada 2017-18 da NBA
(Foto: USA Today Sports)

Fonte: www.sportrac.com

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Kawhi Leonard por DeMar DeRozan - A troca onde pode dar tudo certo ou tudo errado

DeRozan não queria deixar o Canadá, Kawhi queria ir para a Califórnia, Spurs não queriam se desfazer do seu astro e Raptors precisavam fazer algo. E agora?

POR André C. Rocha dia
Kawhi Leonard por DeMar DeRozan - A troca onde pode dar tudo certo ou tudo errado
DeRozan marca Leonard no ASG de 2017 (Foto: Bob Donnan-USA TODAY Sports)

DeMar DeRozan foi a 9ª escolha do draft de 2009 e desde então defendeu o Toronto Raptors por 9 temporadas, com médias de 19.7 pontos em 675 jogos de temporada regular e 21.9 pontos em 51 jogos de playoffs.

O ala-armador nesse período participou 4 vezes do All Star Game e foi eleito para o 3º Time Ideal da liga em 2017 e para o 2º em 2018, sendo o recordista histórico dos Raptors em jogos, minutos, arremessos convertidos e tentados, lances livres convertidos e tentados e pontos.

E devido à sua grande identificação com a franquia canadense, DeRozan assinou com os Raptors um contrato de 5 anos e 139 milhões de dólares em 2016, sem sequer ouvir propostas de outras equipes.

Era uma história de sucesso com um provável final feliz para esse casamento entre jogador e franquia, certo?

Errado...

Afinal, pelo 3º ano consecutivo o time de Toronto foi eliminado pelos Cavs nos playoffs, com direito a 2 varridas. Ou seja, algo "precisava" ser feito por lá e, além do técnico Dwane Casey, acabou "sobrando" para DeMar.

Kawhi Leonard por DeMar DeRozan - A troca onde pode dar tudo certo ou tudo errado
Os Cavs foram o terror dos Raptors de DeRozan, Lowry e Casey nos últimos anos (Foto: sbnation.com)

Kawhi Leonard foi a 15º escolha do draft de 2011 e desde então defendeu o San Antonio Spurs por 7 temporadas com médias de 16.3 pontos em 407 jogos de temporada regular e 16.5 pontos em 87 jogos de playoffs.

O ala nesse período foi 2 vezes All Star, 3 vezes selecionado para o 1º Time de Defesa, 2 vezes escolhido o Melhor Defensor do Ano, 2 vezes eleito para o Time Ideal, campeão da NBA em 2014 e MVP das Finais.

E tudo isso na franquia mais vitoriosa da NBA nas últimas 2 décadas, com a qual poderia assinar um contrato "Super Máximo" nessa "off season".

Outra história de sucesso com um provável final feliz para esse casamento entre jogador e franquia, certo?

Errado...

Afinal, na temporada 2017-18 Kawhi jogou apenas 9 partidas devido a uma lesão no quadríceps e tudo que envolveu essa lesão e a maneira como a situação foi tratada pelo jogador e pelo time texano acabou gerando uma situação insustentável. Com isso Leonard acabou declarado seu desejo de ser trocado e sua intenção de ir para Los Angeles.

E na última semana, tanto Raptors como Spurs parecem ter encontrado uma solução para seus "problemas" e acertaram uma troca entre ambos, envolvendo ainda Danny Green por parte de San Antonio e Jakob Poeltl e uma escolha de draft por parte de Toronto.

Agora sim, tudo certo para todos os envolvidos, certo?

Bem... Mais ou menos.

DeRozan ficou muito chateado por ter sido trocado pelos Raptors e usou suas redes sociais para criticar o time do Canadá pela decisão de se desfazer dele, dizendo, inclusive, que haviam lhe dito que não o trocariam.

E do outro lado, parte da imprensa disse que Kawhi estaria até mesmo cogitando não jogar a próxima temporada, por estar insatisfeito com o destino conseguido pelos Spurs.

O Toronto Raptors conseguiu um jogador - Kawhi - que, em forma, é talvez um dos 5 ou 10 melhores jogadores da NBA na atualidade e que ficou em 3º na corrida pelo prêmio de MVP em 2017. Enquanto isso, os Spurs trocaram um jogador que não queria estar ali por um dos grandes pontuadores da liga - DeRozan -, em seu auge técnico e com pelo menos mais 2 anos de contrato pela frente.

O que esperar então dos Raptors?

LeBron James deixou o Leste. Então inegavelmente o caminho para as Finais da NBA está mais fácil para qualquer um de seus adversários.

Mesmo assim, Toronto quis agir.

E conseguiram um jogador que, para muitos, é o melhor "two way player" da NBA. Um defensor de elite e também um ótimo pontuador. E de quebra adicionaram Danny Green, que é outro bom defensor e que pode acrescentar no quesito arremessos longos - talvez a grande "deficiência" do ataque de DeRozan.

E a perda de Poeltl não será sentida, pois o austríaco ainda é uma "promessa".

Desta forma, um time que já teve uma das melhores defesas da NBA - o único entre os 5 primeiros tanto em eficiência defensiva, quanto ofensiva - adicionou mais 2 grandes defensores e não terá mais LeBron pela frente.

Assim, o time que teve a melhor campanha de sua história e liderou o Leste em 2017-18 tem tudo para continuar brigando com Celtics e Sixers pelo topo.

E se Leonard voltar próximo de sua melhor forma, podem conseguir uma equipe ainda mais equilibrada, uma vez que já tiveram o melhor banco da NBA em 2018.

Seria então o momento de chegar à tão sonhada Final da NBA?

Esse parece ser o objetivo do cartola Masai Ujiri, que abriu mão do grande astro que queria estar lá - nomes como Damon Stoudamire, Vince Carter, Tracy McGrady e Chris Bosh deixaram o Canadá por vontade própria - para tentar convencer o craque Kawhi Leonard de que vale a pena permanecer com o time após a próxima temporada.

Foi mais um exemplo do grande negócio que é a NBA... 

E a comprovação de a "maldição do NBA 2K" existe mesmo.

E, se tudo mais falhar, após a temporada 2019-2020, Kyle Lowy, Jonas Valanciunas e Serge Ibaka terão seus contratos encerrados, no que pode ser a reconstrução dos Raptors após todos esses anos de "quase la" - que foram os melhores da franquia canadense desde sua entrada na NBA em meados dos anos 90.

O que esperar então dos Spurs?

Os Spurs tinham que resolver a situação de Kawhi Leonard...

E após o clima se tornar insustentável, acabaram conseguindo a melhor troca da NBA dos últimos anos por um craque que pediu para sair de uma franquia - algo mais Spurs impossível.

Afinal, o melhor nome que Kings conseguiram na troca por DeMarcus Cousins foi Buddy Hield; os Cavs conseguiram apenas um Isaiah Thomas "bichado" na troca por Kyrie Irving; os Knicks conseguiram somente Enes Kanter na troca por Carmelo Anthony; e, o Victor Oladipo dos Pacers não era o que se imaginava no momento da troca por Paul George.

Ou seja, conseguir um jogador que vem de 3 participações seguidas no ASG e de 2 nomeações para os times ideias e que tem apenas 28 anos foi uma "cartada de mestre" do time texano, se aproveitando da necessidade de mudança dos Raptors.

Algo muito melhor do que receber pacotes de jovens jogadores que poderiam vir dos Lakers ou dos Sixers, por exemplo.

Até porque, a composição do elenco dos Spurs exigia uma reposição imediata.

LaMarcus Aldridge tem 33 anos, Manu Ginobili faz 41 essa semana, Pau Gasol tem 38, Patty Mills faz 30 em agosto, Rudy Gay tem 31 e Marco Belinelli chega ao time aos 32.

Isso sem falar no técnico Gregg Popovich, que para muitos tem apenas mais 2 temporadas antes de anunciar sua aposentadoria - seu contrato com a franquia acaba em 2020, quando ele terá 71 anos.

Desta forma, o time que durante grande parte da última temporada ficou na 3ª posição do Oeste adicionou um All Star em troca de um jogador que já teve uma maior importância no elenco (Green). E se considerarmos que as únicas outras saídas importantes foram do veterano Tony Parker e de Kyle Anderson, dá pra dizer que ainda existem grandes perspectivas pela frente - mesmo diante dos reforços dos adversários.

Ainda mais considerando que eles tem em DeRozan, Gay, Gasol e Aldridge grande arremessadores de meia distância, uma jogada desvalorizada na NBA atual, mas que pode fazer a diferença contra times que cada vez mais priorizar o jogo de garrafão ou de longa distância.

E como Kawhi não esteva mesmo à disposição, eles acionam um jogador que nas últimas 3 temporadas teve médias de 23.5, 27.3 e 23 pontos por jogo. 

O que vai acontecer com Kawhi?

Kawhi Leonard por DeMar DeRozan - A troca onde pode dar tudo certo ou tudo errado
Kawhi "sorrindo" ao lado de Masai Ujiri (Foto: twitter Raptors)

Aqui a grande questão é física. Mas é inegável que o jogador pode contribuir muito com o time.

Além disso, apesar de todo seu silêncio, espera-se que seu interesse seja mostrar que ainda é um jogador de elite na NBA.

Seja para continuar no Canadá, seja para migrar para LA em 2019.

Caso ele fique, seguirá o exemplo de Paul George, que era dado como certo exatamente nos Lakers, assim como Leonard.

O que vai acontecer com DeRozan?

A troca já aconteceu. Então agora, após toda sua reverência aos Raptors, é bola pra frente.

"Palavras não podem expressar o que você significa pra mim. Eu era uma criança de 19 anos quando nos conhecemos, mas você me abraçou e me fez um dos seus. Sou muito grato pelo amor e paixão que você me deu nos últimos 9 anos. O que eu sempre quis foi multiplicar isso por 10 vezes para mostrar o quanto eu lhe aprecio. Obrigado, Toronto! Obrigado, Canadá!"

Resta ver como será seu encaixe no esquema já definido de Popovich.

E a expectativa é de que ele seja um líder pontuação, formando uma dupla de respeito com LaMarcus Aldridge e sendo a principal arma no perímetro - mesmo sem ser um especialista em bolas de 3.

O que essa troca trouxe de impacto para o restante da NBA?

LeBron foi para o Oeste e não terá Kawhi pela frente.

Para os demais times da conferência, os Spurs mostraram que seguem vivos no Oeste.

Já no Leste, os Raptors se mantiveram na briga pelas primeiras posições. E Leonard pode dar trabalho para Boston e Philadelphia.

Portanto, para aqueles que dizem que a NBA "perdeu a graça", mais essa troca nos mostra que a melhor liga de basquete do mundo vai seguir nos brindando com grandes jogos e duelos.

Ou seja, é uma troca que pode dar certo para todos ou pode não dar certo para nenhum dos envolvidos.

Mas foram apostas válidas de parte a parte.

Em quais situações poderíamos dizer que as coisas deram errado?

Bem, já falamos muito sobre os cenários ideais, mas existem também possibilidades em que tudo pode dar errado. Para todos os envolvidos.

Raptors

Para os Raptors um dos piores cenários é não poder contra com Leonard pelas questões físicas.

Mas pior do que isso seria ter o ala em ação, mas cair nos playoffs de novo de forma decepcionante.

E a 3ª possibilidade negativa seria ter Kawhi voando e ver o craque sair do time ao final do contrato, fazendo com sua chegada seja realmente um contrato "de aluguel".

Spurs

Para os Spurs dar errado seria ver DeRozan não se encaixar no time.

E o caos seria ver o time fora dos playoffs pela 1a vez desde 1997.

Kawhi

Para Leonard o pior cenário é não estar em condições ideais e ver seu valor de mercado cair com mais uma temporada de inatividade.

Até porque isso implicaria também em perdas financeiras, pois ele já perdeu a renovação com os Spurs e pode acabar limitado a uma proposta baixa no ano que vem.

DeRozan

Para o ala-armador a única possibilidade negativa é uma dificuldade de adaptação ao esquema dos Spurs, que comprometeria o melhor momento da sua carreira.

E ver os Raptors em uma eventual Final da NBA seria um duro golpe para o jogador que tanto "sofreu" com a troca.

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Agora é  esperar para ver o que acontece nos próximos meses.

Dentro e fora das 4 linhas...

Que a temporada comece logo.

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Chicago Bulls aposta em Jabari Parker! Mas... Qual o tamanho da aposta?

Jabari Parker tem apenas 23 anos, foi a 2ª escolha do draft de 2014, tem média de 15.3 pontos na carreira, mas disputou apenas 55% dos jogos possíveis

POR André C. Rocha dia
Chicago Bulls aposta em Jabari Parker! Mas... Qual o tamanho da aposta?
Jabari Parker disputa bola com Bobby Portis na temporada 2016-17 (Foto: Benny Sieu-USA TODAY Sports)

Após uma temporada estranha, onde demorou para "entender" que seu objetivo principal era perder para buscar a melhor posição possível no draft, o Chicago Bulls vinha para a temporada 2017-18 com um quarteto jovem e talentoso formado por:

Ou seja, faltava um nome que tivesse esse perfil e assumisse a posição 3 do time titular do técnico Fred Hoiberg.

E é isso mesmo... Faltava...

Afinal, o time de Illinois acertou com Jabari Parker.

O ala volta para casa, já que é natural de Chicago, com a missão de compor esse quinteto promissor e encorpar um time que poderá ir ao mercado novamente em 2019, mas que parece fechado para a próxima temporada.

O Gerente Geral Gar Forman falou sobre a contratação: "Jabari tem 23 anos, tem um encaixe natural no que estamos formando e é um pontuador já testado na NBA. Estamos olhando para a frente e lhe damos as boas vindas de volta para casa".

Parker assinou por 2 anos e 40 milhões de dólares, sendo o 2º ano opcional para a franquia.

Essa flexibilidade dá aos Bulls a chance de "testá-lo" e, caso não corresponda, abortar a experiência e buscar um novo nome no próximo verão americano. Até porque não se sabe se a opção do Milwaukee Bucks em torná-lo agente livre irrestrito, logo antes da assinatura com os Bulls, teve motivação apenas financeira ou se o time de Winsconsin realmente não acreditava mais na recuperação do jogador que selecionou na 2ª posição do draft de 2014, mas que jogou apenas 55% dos jogos possíveis por lá (183 de 328).

Os rumores dizem que os Bucks respeitaram sua vontade de buscar um recomeço em sua carreira e também o retorno para Chicago, mas ninguém pode afirmar que não há mais nada por trás da decisão.

Sua 1ª lesão veio já na 1ª temporada, após apenas 25 jogos disputados.

No 2º ano, 76 jogos, dos quais 72 como titular e o melhor aproveitamento na carreira nos arremessos (49.3%).

Só que em 2017, mais precisamente no dia 08/02, veio a lesão no joelho que interrompeu a melhor temporada do jogador até aqui: 20.1 pontos, 6.2 rebotes, 2.8 assistências, 49% nos arremessos e 36.5% nas bolas de 3, em 33.1 minutos nas 51 partidas disputadas, 50 como titular - Recordes da carreira em pontos, rebotes, assistências e minutos jogados.

Chicago Bulls aposta em Jabari Parker! Mas... Qual o tamanho da aposta?
Parker no chão após a lesão de 2017 (Foto: Jeff Hanisch-USA TODAY Sports)

O retorno aconteceu praticamente um ano depois (02/02) e em 2017-18 Parker jogou 31 partidas (3 como titular) e teve média de 12.6 pontos em 24 minutos, como seu melhor aproveitamento na carreira em bolas de 3 (38.3%).

Na temporada passada Parker disputou também pela 1ª vez jogos de playoffs (7), com média de 10 pontos por jogo na série de 7 jogos diante dos Celtics.

Hoiberg falou com empolgação ao "The Athletic" sobre a adição de Parker:

"Nós nos sentimos muito bem com isso. É um pontuador reconhecido e vejo muita versatilidade em seu jogo. Ele pode jogar em várias posições, na posição 3, na posição 4. E na defesa, se olharmos para o que temos construído nas últimas semanas... Bem... Podemos fazer isso com Jabari".

O comandante disse ainda que o reforço tem as ferramentas necessárias para ajudar o time de Chicago:

"Ele já mostrou competência em sua movimentação e também como pontuador. Ele é ótimo em transição. Ele vai se encaixar muito bem com a maneira que queremos jogar e em como queremos nos colocar em quadra. Ele finaliza muito bem dentro do garrafão e melhorou seu aproveitamento nas bolas de 3 pontos ao longo de sua carreira. Com certeza é uma boa opção para nós".

O vídeo abaixo mostra seus melhores momentos na última temporada:

Foi a 2ª grande aposta dos Bulls nessa "off season", já que o time já havia renovado também com Zach LaVine por 4 anos e 78 milhões de dólares.

LaVine foi o 13º escolhido no mesmo draft de Jabari e na última temporada disputou apenas 24 jogos pelos Bulls após a séria lesão que teve quando ainda defendia o Minnesota Timberwolves.

Antes da lesão ele vinha com médias de 18.9 pontos, 3.4 rebotes, 3 assistências, 45.9% nos arremessos e 38.7% nas bolas de 3, em 37.2 minutos nas 47 partidas disputadas, todas como titular - Recordes da carreira em pontos, rebotes, % de arremessos e minutos jogados.

Curiosamente as lesões de LaVine e Parker foram ambas no joelho esquerdo e separadas por apenas 5 dias - Zach se machucou em 03/02/2017.

Na verdade, Fevereiro de 2017 foi um mês onde a bruxa esteve solta na NBA.

Algo similar às lesões de DeMarcus Cousins, John WallKevin LoveKristaps Porzingis em 2018 - todas elas em um curto espaço de tempo entre o final de janeiro e o começo de março.

Voltando ao camisa 8, que vinha evoluindo em cada uma das suas 3 primeiras temporadas na liga, ele teve em 2017-18 seu menor número de minutos desde sua temporada de calouro (27.3) e teve seu pior aproveitamento em arremessos desde que chegou à NBA (38.3% no geral e 34.1% nas bolas de 3). Só que o time de Chicago segue vendo um grande potencial e decidiu apostar em sua manutenção, agora para um temporada em que chegará bem fisicamente e pronto para decolar.

Até porque, caso não o fizesse, o perderia para o Sacramento Kings que havia feito proposta por LaVine.

Ao lado de LaVine e Parker, a franquia tem ainda outros 3 jogadores de loteria no time titular: Dunn (24 anos e 5º em 2016), Markkanen (21 anos e 7º em 2017) e Carter (19 anos e 7º em 2018).

Chicago Bulls aposta em Jabari Parker! Mas... Qual o tamanho da aposta?
Parker marca Markkanen em duelo em 2018 (Foto: nba.com)

Markkanen foi escolhido para o 1º Time de Calouros em 2018 e teve médias de 15.2 pontos, 7.5 rebotes, 43.4% nos arremessos, 36.2% nas bolas de 3 e 84.3% nos lances livres, em 29.7 minutos nos 68 jogos disputados - todos como titular.

Enquanto isso, Dunn melhorou todas as suas estatísticas em Chicago e teve médias de 13.4 pontos (+9.6 se comparado aos seus números como  calouro), 4.3 rebotes (+2.2), 6 assistências (+3.6), 2 roubos (+1), 42.9% (+5.2%) nos arremessos, 32.1% nas bolas de 3 (+3.3%) e 29.3 minutos (+12.2). O armador jogou 52 partidas, 43 como titular.

Já Carter Jr teve médias de 14.6 pontos, 9.4 rebotes e 2.6 tocos na Summer League de 2018.

Há ainda outros 2 nomes também de loteria no banco (Denzel Valentine e Cameron Payne) e mais 2 escolhidos na 1ª rodada (Bobby Portis e Chandler Hutchison).

E de todos eles o mais velho é Valentine, que fará 25 anos em novembro.

Soma-se a isso os experientes Robin Lopez e Justin Holiday e podemos ver um time que pode surpreender na "despedaçada" Conferência Leste.

E se não funcionar, o time ainda terá algo em torno de 35 milhões para investir no mercado em 2019. Valor esse que pode chegar a algo perto de 50 milhões, caso opte por não manter nomes como Portis e Payne.

Tudo isso graças aos contratos de calouros de grande parte dos jogadores.

Vale lembrar que em 2019 teremos entre os agentes livres nomes como:

Enfim, depois de muitas críticas, da confusão em 2017 com as contratações de Dwyane WadeRajon Rondo e após o "acerto" da tão criticada troca de Jimmy B., parece que está surgindo um rumo na cidade dos ventos.

Seja ele certo ou não... 

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Os maiores contratos da história da NBA

Listamos os 15 maiores contratos da história da NBA, considerando o valor total da negociação

POR André C. Rocha dia
Os maiores contratos da história da NBA
Esses são os donos dos maiores contratos da história (Montagem: Sobe a Bola)

Na era dos super times e dos super contratos – e onde o teto salarial parece cada vez ser menos importante para algumas franquias -, listamos os maiores contratos já assinados na história da NBA.

A lista considera o valor total dos contratos em toda a sua extensão.

Confira o TOP15:

1. Russell Westbrook | 5 anos - extensão a partir de 2022-23 | $205,030,000 | Oklahoma City Thunder

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: yurtspor_com)

2. Stephen Curry | 5 anos (2017–22) | $201,158,790 | Golden State Warriors

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: twitter Mundo ESPN)

3. Blake Griffin | 5 anos (2017–22) | $172,174,820 | Detroit Pistons

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: sportingnews.com)

4. James Harden | 4 anos - extensão a partir de 2022-23 | $169,000,000 | Houston Rockets

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: clutchfans.com)

5. John Wall | 4 anos – extensão a partir de 2019-20 | $169,344,000 | Washington Wizards

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto:Getty Images)

6. Chris Paul | 4 anos (2018-22) | $159,730,592 | Houston Rockets

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: Houston Chronicle)

7. LeBron James | 4 anos (2018–22) | $153,312,846 | Los Angeles Lakers

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: nba,com)

8. Mike Conley Jr. | 5 anos (2016–20) | $152,605,576 | Memphis Grizzlies

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(Foto: clutchpoints.com)

9. Nikola Jokic | 5 anos (2018–23) | $147,710,050 | Denver Nuggets

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: AP Photo)

10. Joel Embiid | 5 anos (2017–22) | $146,450,000 | Philadelphia 76ers

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: USA Today Sports)

11. Andrew Wiggins | 5 anos (2017–22) | $146,450,000 | Minnesota Timberwolves

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: nba.com)

12. Damian Lillard | 5 anos (2016–21) | $139,888,445 | Portland Trail Blazers

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: kgw.com)

13. DeMar DeRozan | 5 anos (2016–21) | $139,000,000 | Toronto Raptors

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: Getty Images)

14. Gordon Hayward | 4 anos (2017-2020) | $138,000,000 | Boston Celtics

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: sportingnews.com)

15. Paul George | 4 anos (2018-22) | $136,911,936 | Oklahoma City Thunder

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: NBAE-Getty Images)

E uma curiosidade, o 16º da lista é Kobe Bryant.

Porém, seu contrato era de 7 anos, o que daria uma média de aproximadamente 19 milhões por ano, bem menos que os 41 milhões em média do contrato de Westbrook.

16. Kobe Bryant | 7 years (2004–11) | $136,400,000 | Los Angeles Lakers

Os maiores contratos da história da NBA
(Foto: Lakers Brasil)

Fonte: www.sportrac.com

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