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Sobre o Autor:

Bruno Colmenero

Bruno Colmenero

Paulista de Santos, 23 anos, apaixonado por futebol e basquete e fanático pela NBA. Torço pelo espetáculo de um jogo bem jogado.

Retrospectiva da histórica temporada regular 16/17

Separamos 30 momentos importantes que provam que essa temporada foi uma das icônicas da história da NBA

POR Bruno Colmenero dia
Retrospectiva da histórica temporada regular 16/17

Nesse post separamos 30 momentos marcantes da temporada 2016/2017. Falaremos de recordes pessoais, recordes em equipes e algumas coisas relevantes ou inusitadas que ocorreram durante esse ano.

26 de outubro de 2016 - Muito prazer, Joel Embiid.

Vamos começar com o calouro sensação. Finalmente Joel Embiid se mostrou para todos, e o que pudemos ver? Um simpático e ótimo jogador, cheio de explosão e potencial para estar entre os grandes, o problema é a dificuldade em se manter saudável.

O calouro terminou a temporada com médias de 25 minutos, 20 pontos, 7 rebotes e 2 assistências nos 31 jogos em que atuou. Com mais um pick top 5 no draf e a tão esperada estréia de Ben Simmons, o Philadelphia 76ers promete para a próxima temporada, olho neles.

05 de novembro de 2016 até 30 de março de 2017 - King James e sua ótima temporada.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17

Se a temporada como equipe não acabou como LeBron esperava o mesmo não se pode dizer da temporada individual do Rei. O jogador teve médias incríveis (26,4 pontos, 8,6 rebotes e 8,7 assistências) e ultrapassou 4 jogadores renomados no ranking de maiores pontuadores da história da NBA, e então veio a pergunta, onde King James vai parar?  

No dia 05 de novembro Lebron passou Hakeem Olajuwon (26946 pontos) e entrou no grupo dos 10 maiores pontuadores da liga, no dia 9 de dezembro foi a vez de Elvin Hayes (27313 pontos) ser ultrapassado, Lebron passou também Moses Malone (27409 pontos) ainda no ano passado, no dia 20 de dezembro e por fim foi a vez do pivô ídolo dos Lakers ser ultrapassado, no dia 30 de março LeBron superou Shaquille O’Neal (28596 pontos) e terminou a temporada regular como o sétimo maior pontuador de todos os tempos com 28787 pontos.

7 de novembro de 2016 - Stephen Curry e suas 13 bolas de 3.

Stephen Curry já é considerado por muitos o maior arremessador da história da liga, e a exemplo do ano passado o 2x MVP continua traduzindo tal fama em números. O jogador já era detentor do recorde de bolas de 3 pontos em uma só partida, com 12 bolas convertidas, mas tinha companhia de Kobe Bryant e Donyell Marshall no feito, foi então que em partida magistral contra o New Orleans Pelicans diante de sua torcida o camisa 30 converteu 13 dos 17 arremessos de 3 pontos que tentou e se tornou o jogador com mais bolas de 3 em uma só partida, agora de forma isolada.

Vale citar também que o armador teve outra ótima temporada com 324 bolas de 3 convertidas, acabando com o maior número de bola de 3 feitas pela quinta temporada consecutiva e agora possuindo 4 das 5 melhores marcas em arremessos do perímetro em uma única temporada (a única que não pertence a Curry é de seu Splash Brother Klay Thompson que na temporada passada converteu 276 bolas de 3).

23 de novembro de 2016 - 34 pontos de Kevin Love no primeiro quarto.

Cleveland Cavaliers e Portland Trail Blazers jogando em Ohio, parecia mais um jogo comum de começo de temporada, mas a partida foi assinada por uma marca assustadora. Kevin Love fez incríveis 34 pontos no primeiro quarto da partida, o ala acertou 11 dos 14 arremessos que tentou (8 de 10 para 3 pontos), além dos 4 lances livres que arremessou. Love ficou a apenas 3 do recorde de pontos em um só quarto que pertence a Klay Thompson (37 pontos em um quarto na temporada passada).

5 de dezembro de 2016 - Klay Thompson, 60 pontos e 29 minutos.

Se o ala-armador já havia sido citada nos dois últimos comentários era intuitivo que logo Klay Thompson apareceria por aqui em um feito só seu, e essa aparição não poderia ser de melhor maneira. Em partida contra o Indiana Pacers na Califórnia o camisa 11 estava inspirado, marcou 60 pontos em apenas 29 minutos.

O jogador acertou 21 dos 33 arremessos que tentou sendo desses, 8 bolas de 3 pontos, e mesmo com tudo isso o atleta não voltou para o último período, sim, Klay marcou 60 pontos e o técnico Steve Kerr não o colocou em quadra no último quarto. Quantos pontos o Splash Brother marcaria se jogasse os últimos 12 minutos do jogo?

10 de dezembro de 2016 - A classe e genialidade de Chris Paul.

Mesmo com algumas lesões e partidas ausentes, é inegável a qualidade de Chris Paul, e um pecado o fato de um jogador com tamanha habilidade e categoria nunca ter sido campeão da liga. O jogador, que é conhecido por ser um dos maiores assistentes da história, não poderia passar a temporada sem nenhum destaque, e assim foi feito.

CP3 se tornou o único jogador com 20 assistências e nenhum desperdício de bola em uma partida contra o New Orleans Pelicans, jogando em Los Angeles, uma marca muito expressiva e difícil de ser repetida.

25 de dezembro de 2016 - Kyrie Irving novamente!

Noite de natal, diversos grandes jogos, mas sem dúvidas a maioria dos olhos estavam voltados para a Quicken Loans Arena, em Ohio. Lá se enfrentavam os dois últimos campeões, Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, repetindo as duas últimas finais na liga, e os Warriors vinham com um grande reforço, Kevin Durant.

O jogo foi muito pegado, disputado e com algumas polemicas e acabou praticamente igual havia acabado o último encontro das duas equipes, bola na mão de Kyrie Irving e novamente o armador não decepcionou, se mostrando um jogador clutch, decidiu a partida em bonito fadeaway para cima de Klay Thompson, faltando 3 segundos para o fim, vitória dos Cavs.

31 de dezembro de 2016 - Barba e seu histórico 50-15-15.

Última noite do ano em Houston, em quadra Houston Rockets e New York Knicks, para a maioria, apenas mais um jogo, não para James Harden. O jogador mostrou porque até ali era o principal postulante ao prêmio de melhor jogador da temporada.

Harden foi o primeiro, e único, jogador a alcançar mais de 50 pontos, 15 rebotes e 15 assistências em uma partida. Atuação praticamente perfeita do barba que terminou o jogo com 53 pontos (sua maior marca pessoal), 16 rebotes e 17 assistências. Foram 14 cestas (26 arremessos), incluindo 9 de três pontos (16 tentativas), além de 16 lances livres convertidos (18 tentados), assim o camisa 13 comandou o time para a última vitória de 2016.

4 de janeiro de 2017 - A temporada fantástica de "greek freak".

A geração de LeBron está chegando aos seus últimos anos à frente na liga e alguns sucessores começam a aparecer, é o caso de Giannis Antetokounmpo. O grego subiu de patamar nessa temporada, passou de promessa a All-Star e parece fácil de prever que o jogador logo estará brigando por títulos da NBA.

Giannis se tornou o 5º jogador a acabar a temporada regular liderando sua equipe em pontos, rebotes, assistências, tocos e roubos de bola (os outros foram LeBron James, Kevin Garnett, Scottie Pippen e Dave Cowens), mas diferente dos demais, o camisa 34 foi o único que conseguiu acabar no TOP 20 de todas as 5 estatísticas.

Um jogo marcante que pode exemplificar a capacidade da “aberração grega” aconteceu no lendário Madison Square Garden, o jogador teve atuação de gala na noite, coroada com o arremesso da vitória no estouro do relógio.

5 de fevereiro de 2017 - Obrigado Paul Pierce!

Além de novos talentos surgindo a liga também se despede de alguns grandes jogadores, e nessa temporada é a vez de Paul Pierce. O ala é atualmente reserva do Los Angeles Clippers e foi a Boston, cidade na qual escreveu seus momentos mais bonitos na NBA, enfrentar sua ex equipe pela última vez.

O jogo já estava decidido quando Pierce pisou pela última vez no TD Garden como um jogador de basquete, e então o camisa 34 fez seu último arremesso no ginásio, acertou e foi ovacionado pela torcida do Celtics.

6 de fevereiro de 2017 - O arremesso do ano em Washington.

Outra partida memorável para os fãs da NBA aconteceu em Washington. O Washington Wizards vinha em uma grande recuperação no campeonato e contava com uma sequência de 17 vitórias no Verizon Center para começar a incomodar no Leste, naquela noite enfrentavam os líderes da conferência, o Cleveland Cavaliers.

A fase dos Cavs não era das melhores, algumas incertezas e polêmicas cercavam a equipe de Ohio, sem dúvida o momento era todo dos magos e muitos apostavam que John Wall conseguiria guiar a equipe a vitória, mas alguém esqueceu de avisar LeBron James.

O astro empatou nos últimos instantes do jogo com o que foi considerado o arremesso do ano. Além de empatar uma partida que parecia perdida, o Rei ainda conseguiu conduzir sua equipe a vitória na prorrogação.

10 de fevereiro de 2017 - Triplo Duplo histórico de Draymond Green.

Essa temporada contou com muitos candidatos a vencedores dos prêmios individuais, e se nos anos anteriores os ganhadores foram praticamente incontestáveis, neste parece que vai dar boas discursões sobre aqueles que saírem com as honrarias.

Nas duas últimas temporadas o prêmio de melhor defensor da liga parecia indiscutivelmente de Kawhi Leonard, nessa Draymond Green parece ter entrado para ao menos plantar uma dúvida na cabeça daqueles que o escolhem. Uma partida em especial demonstra o grande trabalho defensivo do ala.

A partida aconteceu no FedEx Forum, em Memphis, e Green acabou o jogo com um triplo duplo histórico, foram 11 rebotes, 10 assistências e 10 roubos de bola. O jogador terminou a partida com apenas 4 pontos e se tornou o primeiro jogador a ter um triplo duplo sem dígitos duplos em pontuação. Para coroar a grande partida defensiva, o camisa 23 ainda terminou com 5 tocos e garantiu a vitória dos Warriors contra os Grizzlies.

11 de fevereiro de 2017 - A noite do cupcake em Oklahoma.

A volta de Kevin Durant a OKC não foi nada fácil para o jogador, um dos climas mais hostis já vistos na NBA se criou. Muitos torcedores se sentiam traídos pelo ala que os deixou para jogar pelo rival que havia os elimanado na última final de conferencia, e esse sentimento foi traduzido pelos jogadores dentro de quadra.

O clima era pesado, jogo nervoso e algumas confusões se criaram. À noite, que ficou conhecida como noite do cupcake (modo que o próprio KD chamava os jogadores “pouco intensos” da liga, quando jogava em Oklahoma), pois muitos torcedores levaram cartazes e camisas com imagens do bolinho, acabou com grande partida do “homenageado”, 34 pontos e 9 rebotes para o camisa 35 e vitória dos Warriors.

19 de fevereiro de 2017 - Anthony Davis, 52 pontos e o recorde do All-Star Game.

O fim de semana das estrelas é sempre uma festa na NBA, ele é a única grande pausa no meio da temporada que ajuda os jogadores a descansarem e descontraírem um pouco, além de ajudar a alguns times se reajustarem e arrancarem por um “lugar ao sol” na temporada.

O All-Star Game dessa temporada teve alguns pontos importantes como KD e Westbrook vestindo a mesma camisa depois de todas as polemicas, mas quem roubou mesmo a cena na partida foi Anthony Davis. O gigante, que jogava de ante da sua torcida, em New Orleans, levou o jogo mais a sério que os demais, marcou 52 pontos e estabeleceu o novo recorde de pontos em um jogo das estrelas.

20 de fevereiro de 2017 - As torres gêmeas de New Orleans.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17
 

Se o jogo das estrelas já havia “feito barulho” em New Orleans imagina só como foi tratada a notícia que apareceu por lá no dia seguinte. A transferência mais impactante do meio da temporada, DeMarcus Cousins, franchise player dos Kings estava assinando com os pelicanos, meio sem saber o porquê e recebendo essa notícia no meio de sua entrevista o pivô se mostrou surpreso e chateado com os dirigentes de Sacramento, mas contente por poder jogar com Davis e formar as novas “torres gêmeas” da NBA.

2 de março de 2017 - Taj Gibson vs Peter Crum.

Agora um momento inusitado que aconteceu na partida entra Portland Trail Blazers e Oklahoma City Thunder. O jogo estava disputado, Blazers venciam por 3 pontos, e faltavam poucos segundo para o fim do segundo quarto, até que a bola encontrou as mãos de Taj Gibson e o jogador a arremessou, meio despretensioso, da outra metade da quadra, acertou e empatou a partida.

Todos devem se perguntar o que tem de diferente para o lance ser lembrado, e a resposta veio depois. Durante o intervalo um torcedor do Portland foi convidado para as tradicionais brincadeiras para entreter o público, e o desafio era exatamente acertar uma bola do meio da quadra, como o ala havia acabado de fazer, parecia algo impossível de se repetir novamente, mas aconteceu. Agora me digam, quem mandou melhor, Gibson ou Peter Crum?

3 de março de 2017 - Splash! O recorde é dos Cavs.

Este paragrafo poderia pertencer ao Houston Rockets ou ao Denver Nuggets, pois ambos conseguiram o recorde de mais bolas de três em uma só partida, com 24 bolas, nessa temporada, mas o Cleveland Cavaliers, em uma noite inspirada em Atlanta, conseguiu superar esse recorde.

O fato dos Cavs é ainda mais impressionante visto o número de bolas para três arremessadas que os Rockets tiveram nessa temporada (3306 arremessos, superando o segundo colocado em mais de 500 tentativas. Média de mais de 40 tentativas por jogo). Com 25 acertos (tendo 7 jogadores anotando pelo menos duas bolas de 3) e liderados por LeBron que naquela noite acertou 6 dos seus 10 arremessos do perímetro, os Cavs agora detêm o recorde.

4 de março de 2017 - O recorde de triplos duplos em uma temporada.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17
 

Com tantos triplos duplos durante toda a temporada muitos devem se perguntar: essa foi a temporada com mais triplos duplos da NBA? E a resposta é sim! Na partida entre Minnesota Timberwolves e San Antonio Spurs, disputada no Texas, o armador dos lobos, Ricky Rubio, marcou seu primeiro TD na temporada (11 pontos, 13 rebotes e 10 assistências), esse foi 79º TD da temporada, superando os 78 marcados na temporada 88/89, que teve Magic Johnson com o maior número de TDs (17).

5 de março de 2017 - Menor jump ball da história.

Agora vamos para um dos lances mais inusitados de toda a temporada. Celtics e Suns se enfrentavam no Arizona em jogo que parecia mais um jogo comum para a ambas as equipes, mas que acabou sendo marcado por um lance curioso.

A NBA é liderada por jogadores altos e fortes, e jogadores como os baixinhos Isaiah Thomas e Tyler Ulis (ambos de 1,75m) são raros na liga. Imagina só ver um jump ball de ambos? Sim, foi o que aconteceu!

O jump ball que é conhecido por iniciar as partidas da NBA, colocando frente a frente os grandes pivôs das equipes para ver quem começa com a posse da bola, aconteceu entre dois jogadores com menos de 1,80m. Um lance curioso e que dificilmente será repetido.

6 de março de 2017 - Kawhi mostra seu novo momento e decide o clássico.

Essa retrospectiva não poderia passar sem citar o melhor defensor da NBA nas duas últimas temporadas. Kawhi Leonard subiu mais um degrau na “escada dos melhores da liga”. O jogador que sempre foi conhecido por ser um ótimo marcador, passou a comandar os Spurs ofensivamente também e se tornou um jogador ainda mais completo, tendo até seu nome cogitado na briga incessante pelo prêmio de MVP da temporada.

Se nos últimos anos o San Antonio Spurs vem nadando de braçada no Texas, esse ano a situação mudou um pouco de figura. Houston parece finalmente ter montado um time competitivo e chegou a ameaçar a soberania dos Spurs dentro do estado, dando ainda mais importância para o clássico, e são de clássicos que os grandes jogadores gostam. Foi em um desses clássicos, no AT&T Center, que Kawhi mostrou seu novo momento, bola de 3 para passar à frente e defesa espetacular em cima de Harden, vitória dos Spurs.

7 de março de 2017 - 30 mil vezes Dirk Nowitzki.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17
 

Considerado por muitos o melhor estrangeiro que já passou pela NBA, Dirk Nowitzki continua a colocar seu nome na história da liga. O alemão, campeão e MVP se tornou o sexto jogador a passar de 30 mil pontos. O jogador, que vê sua aposentadoria se aproximar, mas ainda não a cogita, terminou a temporada com 30260 pontos e talvez ainda tenha folego para buscar o quinto colocado na lista, Wilt Chamberlain (31419 pontos).

22 de março de 2017 - Westbrook perfeito.

Russell Westbrook chegou a tantas marcas espetaculares nessa temporada que é difícil abordar todas. Uma dessas marcas aconteceu na Chesapeake Energy Arena, casa do Oklahoma City Thunder, em partida contra o Philadelphia 76ers.

Na ocasião Westbrook anotou mais um triplo duplo, o 35º da temporada, nada diferente do comum para a maioria acostumada com o que o jogador vinha fazendo durante a temporada, mas esse TD tinha algo de especial, isso porque ele foi obtido de forma perfeita. Isso mesmo, Russell chegou ao TD sem errar um arremesso sequer no jogo, seja durante o jogo corrido ou mesmo na linha de lances livres.

Foram 6 arremessos de quadra e 6 lances livres, todos convertidos pelo jogador, que acabou a partida com 18 pontos, 11 rebotes e 14 assistências e comandou (mais uma vez) sua equipe para a vitória. E ainda tem quem ache o que o jogador não fez o suficiente para ser o MVP (imparcialidade zero).

24 de março de 2017 - A noite mágica de Devin Booker.

Marcar 70 pontos em uma partida é um feito histórico que muitos grandes jogadores da NBA como Michael Jordan e LeBron James nunca conseguiram, na verdade é mais fácil contar aqueles que o fizeram. Até aquela noite em Boston apenas 5 jogadores haviam alcançado essa marca (Wilt Chamberlain, Kobe Bryant, David Thompson, Elgin Baylor e David Robinson), agora imagina só se alguém alcançasse tal façanha com apenas 20 anos, no seu segundo ano na liga?

Foi o que aconteceu com Devin Booker, em noite mágica contra o Boston Celtics o armador acertou quase tudo que tentou e saiu da quadra aplaudido pela torcida adversária, com muitas comparações no ar e uma dúvida em todos aqueles que acompanham a liga, onde esse garoto pode chegar?

27 de março de 2017 - Virada fantástica e o 100º triplo duplo da temporada.

A noite de segunda-feira foi histórica para NBA e especial para Russell Westbrook. Na quadra do American Airlines Center se enfrentavam Dallas Mavericks e Oklahoma City Thunder, e a julgar pelos três primeiros quartos os Mavericks conseguiram outra vitória para continuar na briga por uma última vaga nos playoffs, isso se Westbrook não estivesse em quadra.

O armador teve uma daquelas noites mágicas de um verdadeiro MVP. A pouco mais de 3 minutos do fim os Mavs lideravam o placar, 91 a 78, foi quando Westbrook resolveu tomar conta do jogo, o camisa 0 comandou sua equipe, marcou 12 dos 14 pontos do Thunder e garantiu uma virada histórica para a franquia.

A vitória não foi histórica apenas para OKC, Westbrook acabou a partida com 37 pontos, 13 rebotes e 10 assistências, o 37º triplo duplo dele no ano e o 100º de toda a liga. Tal marca não poderia sair das mãos de outra pessoa.

29 de março de 2017 - 57 pontos, 13 rebotes e 11 assistências, esse é Westbrook.

Mais uma vez o Mister Triple Doubles. Russell Westbrook e mais um recorde ligado ao que ele não cansou de fazer nessa temporada, triplos duplos. Partida contra o Orlando Magic, na Florida, um jogo após Westbrook comandar uma virada espetacular para cima dos Mavericks, o armador atacou de novo.

Outro triplo duplo, este com 57 pontos, 13 rebotes e 11 assistências, além de 3 roubos de bola. Foi o 38º TD do jogador na temporada, o 2º com pelo menos 50 pontos e a maior pontuação em um triplo duplo da história.

30 de março de 2017 - 1181 bolas de três, o novo recorde da NBA.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17
 

O Houston Rockets montou mesmo um time para alcançar os recordes coletivos de 3 pontos da NBA. Com grandes arremessadores como James Harden, Eric Gordon, Trevor Ariza, Ryan Anderson e Lou Willians o time superou outra marca incrível estabelecida pelos Warriors dos Splash Brothers da temporada 15/16.

Primeiro o time texano se tornou a segunda equipe a conseguir mais de 1000 bolas de 3 em uma temporada (feito que só os Warriors tinham até ali), depois foi a vez de ultrapassar a marca de 1077 bolas de 3 pontos do time ícone nesse estilo de jogo.

A partida que celebrou o feito aconteceu em Portland e a bola que daria ao Houston o recorde não poderia ser de outra pessoa, senão de James Harden. Os Rockets trataram de ampliar sua vantagem e terminaram a temporada com a incrível marca de 1181 bolas de 3.

8 de abril de 2017 - Damian Lillard, o injustiçado. 

Se existisse um prêmio para o jogador mais subestimado da NBA, com certeza o vencedor seria Damian Lillard. É incrível o que o armador vem fazendo nas duas últimas temporadas com a camisa do Portland Trail Blazers, e é mais incrível ainda como as pessoas acabam o deixando de lado quando falam sobre as estrelas da NBA.

Há pelo menos duas temporadas que o camisa 0 vem carregando o time de Oregon. A equipe que na temporada passada perdeu seus principais jogadores como LaMarcus Aldridge e Nicolas Batum, estava desacreditada, e liderada por Lillard conseguiu chegar na pós temporada.

Mesmo assim o jogador foi praticamente ignorado no All Star, lista de MVP, além de também não ser lembrado para disputar as olímpiadas do Rio. Nessa temporada Damian segue a mesma sina, só que dessa vez conta com um pouco mais de ajuda de seu parceiro C.J McCollum.

Um jogo memorável do atleta e fundamental para a classificação do Portland para os playoffs aconteceu no Moda Center contra o Utah Jazz, quinta melhor equipe da conferência. Na ocasião Lillard marcou sua maior pontuação da carreira, 59 pontos, e guiou o time para a 40ª vitória da temporada, ficando a apenas uma da classificação, confirmada na partida seguinte. Olho nele!

9 de abril de 2017 - DEPOIS DE 55 ANOS, WESTBROOK FAZ HISTÓRIA.

Chegando nos últimos momentos da nossa retrospectiva, vamos falar pela última vez do jogador que conseguiu os feitos mais impressionantes da temporada, Russell Westbrook. O jogador foi uma verdadeira máquina nessa temporada e além de comandar sua equipe para outra aparição nos playoffs, conseguiu duas marcas individuais que para muitos seriam impossíveis de serem quebradas.

A primeira delas que vamos citar trata-se de um triplo duplo de MÉDIA! Sim, esse feito só havia acontecido uma vez na história da liga, a exatos 55 anos atrás, na temporada 61/62, o armador do Cincinnati Royals, Oscar Robertson se tornava o primeiro jogador a conseguir média de dígitos duplos em 3 fundamentos do esporte (30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11, 4 assistências).

Na época Robertson não sabia o tamanho do que havia feito, talvez só tenha dado conta de quão grande foi quando Westbrook conseguiu igualar o feito nesta temporada (31,6 pontos, 10,7 rebotes e 10,4 assistências). Nessa mesma temporada Robertson estabeleceu outro recorde, esse sim quase ninguém acreditava que poderia ser quebrado. O armador acabou a temporada com 41 triplos duplos, metade de todas as partidas da NBA. Ninguém nunca havia chegado perto desse recorde, até Westbrook fazer a temporada assustadora que fez esse ano.

Penúltimo jogo da temporada regular, no Colorado se enfrentavam Denver Nuggets e Oklahoma City Thunder e enfim caia o recorde de Oscar Robertson de 55 anos atrás. Com 50 pontos, 16 rebotes e 10 assistências, Russell Westbrook alcançou a marca de 42 TDs e se tornou o jogador com mais TDs em uma só temporada, agora de forma isolada. Para muitos essa foi a cereja do bolo para Westbrook ser coroado como o MVP da temporada, para outros seus recordes não foram suficientes para tirar o prêmio de James Harden, uma coisa é certa, essa temporada da NBA teve vários motivos para ficar na história.  

12 de abril de 2017 - Os incríveis números de James Harden.

Se citamos a cima Russell Westbrook, agora é a vez de mencionarmos o último feito de seu principal rival, James Harden. Mesmo quem não gosta de seu estilo de jogo, ou não gosta dos Rockets, ou até mesmo prefere outros jogadores da liga, não pode negar que o que o jogador fez nessa temporada foi histórico. O armador mudou sua equipe de patamar, melhorou e muito seu jogo e pode sim levar ao Houston o título que tanto almejam depois de anos de fila.

Na última partida do ano, Harden voltou a ser brilhante como na maioria da temporada, o jogador comandou os Rockets a vitória e terminou a partida com 27 pontos, 10 rebotes e 12 assistências, o 22º triplo duplo do jogador na temporada. Mas o feito de Harden foi ainda maior se olharmos a fundo. O barbudo se tornou o primeiro jogador a terminar a temporada com pelo menos 2000 pontos, 600 rebotes e 900 assistências, e ficou a apenas 1 ponto de igualar o recorde de Tiny Archibald na temporada 1972-73 de pontos criados (marcados ou assistidos por ele), 4539 a 4538.

12 de abril de 2017 - Pau Gasol continua a escrever seu nome na história.

Retrospectiva da histórica temporada 16/17
 

E para finalizar vamos citar outro ícone do basquete, Pau Gasol. Também na última rodada o espanhol conseguiu chegar a uma marca super expressiva em sua extensa carreira. Na derrota dos Spurs para o Jazz o pivô, que marcou 13 pontos, chegou a marca de 20000 pontos na carreira. O jogador é o 47º a atingir essa marca, sendo apenas o 2º estrangeiro - atrás apenas do alemão Dirk Nowitzki.

Gasol entrou ainda no seleto grupo de jogadores com pelo menos 20.000 pontos, 10.000 rebotes, 3.500 assistências e 1.500 tocos. Além dele, apenas Kareem Abdul-JabbarKevin Garnett e Tim Duncan tem esses números.

Chegamos ao fim de mais uma temporada regular da NBA e não há dúvidas de que essa temporada 16/17 foi histórica e pode ser ainda mais com os playoffs. Espero que tenham gostado da nossa retrospectiva e não deixem de voltar ao site para saberem sobre todas as novidades dessa pós temporada que promete.

Quais os times que podem parar o Golden State Warriors no Oeste?

Warriors são, até aqui, o melhor time da NBA pelo terceiro ano consecutivo e caminham para chegar a mais uma final. Confira os times que podem mudar isso

POR Bruno Colmenero dia
Quais os times que podem parar o Golden State Warriors no Oeste?
(Créditos: autor desconhecido)

Neste post vamos falar do Oeste, conferência que conta com os 3 times de melhor campanha na liga, incluindo os grandes favoritos ao título da temporada, os californianos do Golden State Warriors. Vamos ver na sequência quatro das equipes que podem estragar as pretensões de Kevin Durant em ganhar seu primeiro troféu da liga.

 San Antonio Spurs

A equipe texana se mantém no topo da NBA a anos, e parece ainda estar longe de entrar em declínio, seja pelo experiente técnico, que a partir dessa temporada também ficará à frente da seleção nacional, Gregg Popovich, ou por seu principal astro, que já vem em grande a fase a pelo menos duas temporadas, Kawhi Leonard.

Os Spurs contam com um estilo de jogo de defesa forte, característico do seu treinador, e procuram evitar ao máximo os desperdícios de bola. Com jogadores muito experientes como os europeus Pau Gasol e Tony Parker, e o argentino e ídolo em San Antonio, Manu Ginóbili, a franquia que costuma ser um problema para os Warriors, tenta mais uma vez chegar ao topo.

Não é à toa que San Antonio tem a segunda melhor campanha de toda a liga, a equipe se destaca em quesitos como aproveitamento em arremessos de quadra (47,5%, quarta melhor na liga), aproveitamento em arremessos de 3 pontos (40%, melhor da liga) e em vários outros critérios defensivos. Os Spurs estão em segundo na conferência e na liga com 43 vitórias e apenas 13 derrotas (76,8% de aproveitamento), e a única partida em que enfrentaram os líderes até aqui, não tomaram conhecimento, e mesmo jogando em Oakland, venceram os Warriors por 129-100.

DESTAQUE: Kawhi Leonard

Kawhi sempre se mostrou um exímio marcador, não é à toa que nos dois últimos anos foi condecorado com o prêmio de melhor defensor da temporada, mas esse ano o ala decidiu assumir um outro papel na equipe, o de líder ofensivo. Leonard está entre os 10 maiores pontuadores da temporada, com médias de 25,9 pontos por partida.

Apesar de novo (25 anos) Leonard já possui um anel, dois prêmios de melhor defensor da temporada, prêmio de MVP das finais e esse ano fez sua segunda aparição no jogo das estrelas. A décima quinta escolha no draft de 2011 foi eleito uma vez como jogador da semana e apareceu em todas as listas de candidato a MVP da temporada.

Kawhi Leonard já é uma realidade a algum tempo, foi campeão muito jovem e isso acelerou seu processo de amadurecimento dentro da NBA, hoje é um jogador muito mais completo, e não seria surpresa nenhuma se, ao lado do seu técnico, o californiano liderasse os Spurs a mais um título na história da vencedora franquia.

Houston Rockets

Outra equipe que não poderia estar de fora nessa lista, fosse pela ótima campanha que faz até aqui ou simplesmente por contar com um dos jogadores mais espetaculares e decisivos da NBA, James Harden, é a equipe de Houston.

Os Rockets se reforçaram esse ano e parece que o time de Mike D'Antoni se encaixou rápido. O experiente técnico tem grande parte nesse sucesso, foi ele quem decidiu trocar a posição do astro da equipe, o colocando na função de armador, e quando todos pensaram que Harden perderia um pouco seu poder de finalizador de jogadas, foram surpreendidos. O camisa 13 não só manteve sua elevada média de pontos, como passou a contribuir muito na criação de jogadas do time.

Contando com jogadores conhecidos por matar bolas como: Eric Gordon, Ryan Anderson e Trevor Ariza, além de grande participação do pivô brasileiro, Nenê, os Rockets tem hoje um dos ataques mais mortais de toda a NBA.

A equipe sediada no estado do Texas tem a terceira melhor campanha de toda a competição com 40 vitórias e 18 derrotas (69% de aproveitamento) e se destaca em: média de pontos por jogo (114,4 pontos, segunda maior da liga), média de assistências (25,4 assistências, também segunda maior da liga) e é até aqui a equipe que mais fez cestas de 3 pontos na temporada (840), superando os Warriors no quesito mais forte da equipe nos últimos anos.

Os Rockets por sinal parecem ter tirado outras boas lições do melhor time da NBA das duas últimas temporadas regulares, o time Texano está jogando em transição, com muitas assistências, paredes e pontos de contra-ataque.

DESTAQUE: James Harden

O marrento armador dos Rockets nunca esteve em tão boa fase como está agora. Harden é hoje, sem dúvidas, candidatíssimo ao prêmio de melhor jogador da temporada. A mudança de posição do barbudo trouxe um lado assistente que poucos conheciam no jogador, e hoje ele é o terceiro maior pontuador da liga com 29,2 pontos de média, além do maior assistente com média de 11,3 assistências por jogo, deixando para trás nomes como Chris Paul e John Wall, que desde que entraram na NBA são conhecidos por criarem muitas jogadas para seus companheiros.

James Harden sempre foi duramente criticado por ser um jogador pouco aplicado a marcação, mas nessa temporada o seu desempenho ofensivo é tão extraordinário, seu volume de jogo é tão excepcional, que quase não se fala dessa sua deficiência.

O excêntrico camisa 13 acumula até aqui três prêmios de melhor jogador da semana, prêmio de melhor jogador do mês de dezembro, esteve presente em todas as quatorze listas de candidatos a MVP da temporada e representou o Oeste pela quinta vez no jogo das estrelas.

Barba está finalmente mostrando que pode ser o líder que todos sempre esperaram dele, com a bola em suas mãos e bons coadjuvantes ao seu lado, o jogador vai conseguindo guiar a franquia a uma grande campanha até aqui, inclusive vencendo um jogo dos líderes, que são seus maiores rivais dentro da conferência. Mas para irem a final da NBA será preciso tirar quatro partidas dos guerreiros (caso se encontrem), então só aí saberemos se James Harden finalmente está pronto para ser um campeão.

Oklahoma City Thunder

A equipe de Oklahoma chega a essa temporada com sangue nos olhos para vencer. Impulsionados por um astro que parece não ter limite em sua intensidade e uma das torcidas mais barulhentas da liga, agora magoada, os trovões do Oeste mostraram a alguns dos grandes times da NBA que trabalho duro pode sim vencer a genialidade.

Para quem achava que sem o astro Kevin Durant, Russell Westbrook e seus companheiros não conseguiriam nada além de uma posição no meio da tabela, está aí a resposta. A franquia tem a sétima melhor campanha do Oeste e a décima segunda na liga com 32 vitórias e 25 derrotas (56,1% de aproveitamento) e briga em um pelotão de cima por vaga nos playoffs.

Um dos pontos mais fortes da equipe, é seu forte jogo no garrafão, liderados pelo gigante neozelandês, Steve Adams, ou por seu sexto homem, agora lesionado, Enes Kanter. A equipe tem média de 46,2 rebotes por partida (terceira da liga) e marca 49,3 pontos na área pintada, ficando atrás apenas dos Bucks nesse quesito.

DESTAQUE: Russell Westbrook

O jogador é uma verdadeira máquina. Russell é, sem dúvidas, o jogador mais intenso de toda liga, mas essa mesma intensidade acaba o atrapalhando as vezes e o jogador, que decide praticamente todas as bolas para a sua equipe, algumas vezes é visto como individualista e precipitado.

Mesmo tendo um alto números de turnovers, alguns jogos chegando a ter mais de dez, ninguém pode discutir que o jogador está determinado a fazer história e se cravar como um dos grandes. Westbrook tem a incrível marca de 27 triplos-duplos até aqui na temporada, para efeito de comparação, se excluirmos Harden (que é o segundo da lista com 15 triplos-duplos), Russ tem apenas um TD a menos que todos os outros 17 jogadores que marcaram pelo menos um na temporada, e isso inclui jogadores como: LeBron James, Draymond Green e o agora odiado na cidade, Kevin Durant.

Com um estado carente de um ídolo com a saída do astro que lá jogou por 8 temporadas, todos já imaginavam que Westbrook assumiria logo esse papel, mas o que ninguém esperava é que ele levaria tão a sério o fato de carregar uma franquia, ou melhor, um estado inteiro.

O armador tem médias de triplos-duplos com 31,1 pontos, 10,5 rebotes e 10,1 assistências por partida, coleciona também o prêmio de jogador do mês de novembro, três prêmios de melhor jogador da semana, além de figurar em todas as listas de candidatos a MVP como grande favorito ao prêmio. O jogador esteve em seu sexto jogo entre as estrelas do Oeste, voltando a jogar ao lado do seu agora rival, KD, e tornando a mostrar toda a intensidade que havia lhe rendido o prêmio de MVP do jogo das estrelas nos últimos 2 anos, mas dessa vez não deu pra ele e o prêmio ficou com o gigante Anthony Davis.

Los Angeles Clippers

Sai ano e entra ano e vem sempre a mesma história: Esse ano os Clippers vão brigar forte pelo título da conferência. Essa não é a única história que se repete na liga, outro fator rotineiro que acontece todo ano é a decepção do time menos famoso de Los Angeles.

Os californianos contam com jogadores de peso no elenco como o armador e principal jogador, Chris Paul, e os grandões Blake Griffin e DeAndre Jordan. Os Clippers tiveram um começo surpreendente na temporada, o melhor de sua história, com 14 vitórias nos 16 primeiros jogos, fazendo com que muitos acreditassem que finalmente teria chegado a hora de CP3 e seus companheiros ganharem protagonismo no lado Oeste. Mas o time logo começou a cair com uma sequência alternada de lesões dos seus dois principais jogadores.

Mesmo assim a franquia se mantém em quinto na conferência com 35 vitórias e 21 derrotas (62,5%), brigando diretamente com os Jazz pela vaga de quarta maior força do Oeste. Alguns números que podemos destacar do time são: quinto em aproveitamento de arremessos de quadra com 46,8% e quarto em aproveitamento de arremessos de 3 pontos com 37,9%. Outro fator de destaque na equipe é o seu banco de reservas, sendo o quinto time da liga que mais pontua com seus suplentes (39,4 pontos), liderados pelo três vezes melhor sexto homem da NBA, Jamal Crawford.

DESTAQUE: Chris Paul

O já veterano armador dos Clippers segue tentando seu primeiro título da liga, mas anda encontrando dificuldades para se manter saudável até aqui, o que influencia diretamente no rendimento da equipe californiana que perde seu líder e principal jogador. É bem verdade que Blake Griffin parece cada vez mais assumir papel de protagonista no time, e já demonstrou que pode liderar a equipe a algumas vitórias, mas é inegável que Paul ainda é o melhor jogador da franquia e um dos grandes da NBA.

O jogador que conta com nove All-Star Games na carreira, além de ser por quatro vezes o maior assistente da competição e por seis o maior ladrão de bolas da liga, tem médias de 17,5 pontos por jogo e 9,7 assistências nos 36 jogos que jogou na atual temporada.

CP3 tem ao seu lado alguns dos grandes nomes da NBA, além de um técnico experiente como Doc Rivers, caso se mantenha saudável, é sim um jogador com perfil e maturidade suficientes para encaminhar os Clippers para seu primeiro título.

Outras equipes do lado Oeste que não poderíamos deixar de citar aqui são: Utah Jazz e Memphis Grizzlies. Os Jazz, liderados por Gordon Hayward, que teve sua primeira aparição em All Star na carreira, também tem boa campanha e vão brigar pela última vaga que decide a primeira rodada dos playoffs em casa. Já a franquia de Memphis parece ser a única outra equipe mais lucidas para chegar à fase final, deixando assim apenas uma vaga sem um forte pretendente. Os Ursos também têm fator importante para se incentivar, a equipe é, até aqui, a única da liga que conseguiu vencer duas partidas do melhor time da NBA, sendo assim Marc Gasol e seus companheiros já mostraram que tem seu valor e não podem ser subestimados.

Citado todos os valores dos desafiantes, agora nos resta esperar e ver se esses times conseguirão se manter no nível que apresentaram até aqui, ou se a previsão que parece certa para muitos apaixonados pela NBA ao redor do mundo, se cumprirá e teremos pelo terceiro ano consecutivo uma final entre Guerreiros e Cavaleiros. Uma coisa é certa, com todas essas estrelas, os playoffs dessa temporada estarão muito interessantes.

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