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José Alberto Junior

José Alberto Junior

Fascinado pela NBA e pelo espetáculo que ela proporciona. Fã de grandes jogos e grandes jogadores. Também acredita que os Playoffs separam os homens dos meninos.

Russell Westbrook, triplos duplos, playoffs e o troféu de MVP da temporada regular

Agora líder de seu time, Russell Westbrook deixa para trás rótulo de afobado, faz partidas incríveis e alcança metas. Mas consagração está longe.

POR José Alberto Junior dia
Russell Westbrook, triplos duplos, playoffs e o troféu de MVP da temporada regular
Russell Westbrook faz temporada histórica (Foto: Autor desconhecido)

Russell Westbrook assumiu nessa temporada o papel de líder e protagonista do Oklahoma City Thunder após a saída do superstar Kevin Durant, que levou seus talentos para a Bay Area onde foi defender o Golden State Warriors. Logo depois da saída de Durant, até chegou-se a especular que Westbrook tomaria a mesma decisão e abandonaria Okc, mas logo "Russ" optou por renovar com a franquia e afastou qualquer boato.

Daí em diante, Westbrook pegou o Thunder no colo. As partidas do time de Oklahoma City tornaram-se quase um monólogo de Westbrook. O camisa 0 fez partidas históricas, alcançou marcas, quebrou recordes, e está à beira de entrar para história da NBA. O armador precisa de apenas um triplo duplo para quebrar o recorde de Oscar Robertson, que na temporada 1961-62 fez 41 triplos duplos. 

Por falar em triplo duplo, Westbrook pode alcançar outra marca, talvez mais histórica: terminar uma temporada regular com médias de triplo duplo. Sim. Dois dígitos em três fundamentos DE MÉDIA. Isso não é pouca coisa, afinal de contas, apenas Oscar Robertson alcançou tal marca, isso na década de 60. Esse recorde, assim como os 100 pontos de Wil Chamberlain e os 38 mil de Kareem Abdul-Jabbar, soa como utópico. Ou soava. Vivemos uma nova era na NBA.

A quatro jogos do final da temporada regular, é quase certo que Westbrook alcance as duas marcas históricas, o que lhe daria a chave de entrada num hall de lendas detentoras de recordes que, num primeiro instante, são inatingíveis. O armador, que até pouco tempo era chamado nas redes sociais de "Westmula", está em vias de fazer algo histórico.

Mas, e seu time? A quantos anda? Bom, o Oklahoma City Thunder é o 6º colocado na Conferência Oeste e provavelmente enfrentará o Houston Rockets nos Playoffs. E é aí que mora o problema. Primeiro: mesmo Westbrook tendo uma temporada histórica, seu time é apenas o 6º colocado no Oeste. Segundo: o time de Houston é uma das gratas surpresas da temporada, e, comandado pelo super criticado Mike D'Atoni, tem em quadra James Harden que, senhores, está on fire.

Segundo a imprensa especializada, Harden e Westbrook brigam rodada a rodada, partida a partida, ponto a ponto pelo troféu de MVP da temporada regular, algo que, com certeza, deve ser o desejo de ambos. Algo que deve se levar em conta, porém, é a condição do time em que ambos atuam. Enquanto o Thunder de Westbrook ocupa a 6ª colocação, o Rockets de Harden é o 3º colocado no Oeste e tem a 3ª melhor campanha geral da liga.

É bem certo que Westbrook não tem os melhores companheiros, tecnicamente falando, ao seu redor, mas Harden também não atua ao lado de um time de galáticos. O grande trunfo do time do Texas está nas atuações do "Barba". E, de quebra, a equipe ainda está muito bem ranqueada na classificação. Por incrível que pareça, o Rockets é um candidato ao título. Tirando os próprios torcedores, acredito que poucos imaginavam isso na pré-temporada.

Assim, mesmo que Westbrook alcance seu 42º triplo duplo na temporada e a termina com dígitos duplos em três fundamentos, o troféu de melhor jogador deve mesmo ficar com James Harden. Isso não é uma previsão, uma promessa e muito menos torcida. É apenas um palpite.

Todavia, mesmo que isso aconteça, a temporada de Westbrook será mesmo histórica. Mesmo que o chamem de stat hunt, aquele camarada que "rouba" rebotes dos companheiros (veja o vídeo abaixo), que força arremessos para pontuar e que caça alguém para dar uma assistência, Westbrook terá seu nome gravado na história da NBA.

Mas o MVP e o título estão longe. Esse último, por sinal, bem longe.

 

O dia que Allen Iverson aplicou um crossover desconcertante em Michael Jordan

Lance que ficou marcado na história da NBA completa 20 anos hoje

POR José Alberto Junior dia

Quando você alcança a excelência em algo, isso passa a se tornar quase que uma marca registrada, uma identidade sua. E Allen Iverson aplicava tão bem os crossovers, que é praticamente impossível relembrar a carreira do astro sem que venham na mente lances em que "A.I." entortava alguém com um crossover surreal.

Eis que num dia 12 de março, há exatos 20 anos, Iverson escolhia uma vítima perigosa para sua marca registrada. Após receber a bola, Iverson ficou frente à frente com ninguém mais, ninguém menos que Michael Jordan, o maior jogador de basquete de todos os tempos (veja o vídeo acima).

Amplamente conhecido por sua capacidade anormal na marcação, Jordan foi designado por Phil Jackson para marcar o jovem astro do Philadelphia 76ers. Se de fato não era uma tarefa das mais fáceis mesmo para Jordan, poucos imaginavam o que poderia acontecer.

Sem demonstrar a maior intimidação, Iverson encarou Jordan de igual para igual, e a platéia, atônita, se levantou para reverenciar o duelo do super atleta de Georgetown contra o monstro do Chicago Bulls. Era o passado medindo forças com o futuro.

Foi então que Iverson mostrou que era sim diferenciado, que poderia ocupar um lugar na realeza do basquete mundial. Sem tomar conhecimento da história de Jordan, o jovem de apenas 21 anos tirou a lenda para dançar, "entortou" um dos maiores atletas de todos os tempos e finalizou com uma cesta de dois pontos, que pouco importavam frente ao feito de Iverson.

Incrédula, a torcida tinha uma certeza: Iverson era sim "A resposta" ("The Answer") que eles precisavam. Se não conquistou um título da liga durante sua lendária carreira, Iverson conquistou algo que muitos campeões não tiveram: o respeito. Respeito da torcida, dos adversários, da imprensa.

Iverson era a resposta para quase todas as perguntas na Philadelphia, e frequentemente essas respostas vinham com um crossover.

O que o retorno de Magic Johnson representa para o Los Angeles Lakers?

Ídolo retorna à franquia para atuar na presidência e devolver o prestígio perdido ao longo dos anos e dos fiascos

POR José Alberto Junior dia
O que o retorno de Magic Johnson representa para o Los Angeles Lakers?
Sorriso é a marca registrada de Magic Johnson (Foto: Autor Desconhecido)

No começo do mês, o Los Angeles Lakers surpreendeu a todos e anunciou a volta de Magic Johnson, um dos maiores jogadores de todos os tempos, à franquia. Johnson retornou, inicialmente, para ocupar um cargo de consultor de Jeanie Buss na franquia de Los Angeles. Era uma grande jogada de Jeanie, afinal de contas Magic é um dos maiores ídolos da história da franquia.

A história de Magic com o Lakers vão além de uma passagem marcante. O lendário e carismático armador tornou-se marca registrada de uma geração dourada (e roxa) do basquete. Ao lado de Kareem Abdul-Jabbar, outra lenda do basquete mundial, Johnson desfilou um basquete nunca antes visto profissionalmente. Nascia, na década de 80, o Showtime, o time do Lakers que jogava, mas parecia mesmo é que fazia espetáculo.

O tempo passou, Magic se aposentou, o Lakers teve outra fase de ouro com Shaquille O'Neal e Kobe Bryant, mas hoje a realidade é totalmente diferente. Sem grandes jogadores, com um time recheado de jovens como D'Angelo Russell, Jordan Clarkson e Brandon Ingram, a franquia da Cidade dos Anjos, hoje comandada por Luke Walton, passa por tempos difíceis. Penúltimo colocado na conferência oeste, o Lakers precisava de mudanças.

E Jeanie Buss a fez. Não bastasse trazer o ídolo do passado para perto de si, ela o elevou ao posto mais alto da franquia - abaixo apenas dela, herdeira do lendário Dr. Buss. Jeanie demitiu Mitch Kupchak e seu irmão, Jim Buss, General Manager e Vice-presidente, respectivamente, e efetivou Magic Johnson no cargo máximo da franquia: Presidente de Operações de Basquete.

Assim, Magic será o mandachuva do basquete de uma das franquias mais tradicionais do esporte mundial. Acha muito para "apenas" um ex-jogador? Então você está redondamente enganado. Depois de se aposentar das quadras, Magic entrou para o seleto grupo dos ex-esportistas que alcançam êxito no mundo dos negócios.

O eterno camisa 32 do Lakers, dentre outros negócios, encabeçou um grupo que comprou o Los Angeles Dodgers, uma das mais tradicionais franquias de Baseball da MLB, dos EUA. Johnson ainda se aventurou em outras modalidades, como o futebol, além de ser proprietário de uma rede de cafés Starbucks, a mais famosa do mundo.

Certo, o Lakers não precisa de dinheiro, afinal de contas, mesmo com o mal momento vivido a franquia é a segunda mais valiosa da NBA, atrás apenas do New York Knicks, que também fez proposta para contar com os serviços de Magic, segundo o próprio, o que mostra que o ex-armador tem seu prestígio intacto.

O prestígio do integrante do Dream Team de 1992, aliás, é um dos principais méritos de sua volta. Com aval dos fãs e da imprensa, Magic terá mais tranquilidade para tomar decisões que poderão ser impopulares na franquia. Desgastado, Mitch Kupchak era criticado a cada movimentação aparentemente equivocada no time. 

Acima de tudo, Magic é um fanático pelo Lakers, com identificação quase sem igual com a franquia. A torcida, a imprensa e Jeanie Buss, a única pessoa dentro da franquia que Magic prestará contas, podem ficar despreocupadas com as intenções de Johnson no cargo mais alto do basquete dos hollywoodianos.

Nós, fãs da NBA, podemos aguardar a provável transformação do "novo Lakers". Sob o comando de Magic, ícone do basquete plástico e efetivo, a franquia mais tradicional de Los Angeles tem tudo o que precisa para relembrar os áureos tempos em que o título, ou pelo menos a disputa dele, era uma constante em suas campanhas.

Aguardemos. 

O impacto positivo de Joel Embiid no Philadelphia 76ers

Pivô camaronês, que demorou dois anos para estrear na NBA, vem tendo impacto positivo no fraco time do Sixers

POR José Alberto Junior dia
O impacto positivo de Joel Embiid no Philadelphia 76ers
Joel Embiid sorrindo após vitória do Sixers sobre o New York Knicks de Carmelo Anthony (FOTO: USA Today Sports)

Parece que a espera valeu a pena. Depois de dois anos, Joel Embiid, que sofreu com sucessivas lesões nos pés, debutou na NBA essa temporada após ser a terceira escolha do Draft de 2014 pelo Philadelphia 76ers. E o impacto do camaronês de apenas 22 anos já pode, enfim, ser sentido no time do Sixers.

Tudo bem que o Sixers não está no nível dos grandes times da NBA atualmente, como Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, por exemplo, mas a evolução do time é notória. Apesar de a equipe ser apenas a 13ª colocada na Conferência Leste da NBA, a vitória contra o Charlotte Hornets na última sexta feira, 13, trouxe uma importante marca para a equipe: o Sixers venceu três jogos seguidos pela primeira vez desde 2014.

Apesar de modesto, o avanço do time de Philadelphia é louvável, tendo em vista que nos últimos anos a equipe se tornou um verdadeiro saco de pancadas na liga, acumulando recordes negativos em sequência. E muito do que está acontecendo de bom no time do Sixers deve-se a Joel Embiid. 

Após ficar duas temporadas completas fora da NBA com lesões nos pés, Embiid finalmente estreou na NBA nessa temporada e trouxe um pouco da alegria de outrora aos fãs de basquete na Philadelphia. O pivô, conhecido carinhosamente como "The Process", é o líder em pontos (19,6) e em rebotes (7,6) do time. As boas atuações de Embiid, aliás, lhe rendem status de selecionável para o All Stars Game. O jovem de 22 anos é um dos líderes do leste na segunda parcial de votações

E o apoio a Joel Embiid vem também da própria torcida do Sixers, que sofreu durante dois anos com a incerteza sobre o futuro do pivô ex-Kansas. Durante a partida contra o Hornets, Embiid, que marcou 24 pontos e pegou 8 rebotes, ouviu da torcida o canto de "Trust The Process", ou "Acreditem em The Process", fazendo menção à confiança da torcida no jovem astro do time.

Evidentemente, o sucesso ainda passa longe do Philadelphia 76ers, o "eterno time do futuro", todavia torcida pode se animar com a(s) próxima(s) temporada(s) da equipe, ou ainda nessa mesmo. Afinal, além de Embiid, o time comandado por Brett Brown conta ainda com jovens talentos como Dario Saric, Jalhil Okafor, Nerlens Noel e o ex-astro de LSU Ben Simmons, que ainda não debutou na NBA após se lesionar na pré temporada.

Afinal, o que esperar do futuro próximo do Sixers?

O dia que Fidel Castro se rendeu ao basquete brasileiro

Líder cubano, morto nessa sexta, se rendeu aos talentos de Hortência e Magic Paula no Pan de Havana

POR José Alberto Junior dia
O dia que Fidel Castro se rendeu ao basquete brasileiro
Fidel Castro durante entrega das medalhas de ouro ao Brasil (FOTO: autor desconhecido)

A política mundial perdeu na última sexta-feira, 25, um de seus maiores líderes nos períodos recentes. Fidel Castro, icônico líder de Cuba por décadas, morreu aos 90 anos em Havana, capital da ilha de Cuba e cidade base do legado político de Fidel para o mundo. Célebre por ser líder da Revolução Cubana que instaurou o comunismo na ilha de Cuba em 1959, Fidel também tem uma passagem curiosa relacionada ao basquete.

Foi durante os Jogos Pan Americanos de Cuba, realizado em 1991. O Brasil, liderado por Hortência e Magic Paula, lendas do basquete brasileiro e mundial feminino, derrotou as donas da casa diante dos olhos de ninguém mais, ninguém menos que Fidel Castro, líder político do país. Se em 1936 o então líder germânico Adolf Hitler se recusou a cumprimentar Jesse Owens, atleta negro e campeão olímpico no atletismo durante as Olímpiadas de Berlim, Fidel fez diferente.

O eterno líder de Cuba desceu de seu camarote e fez questão de cumprimentar as atletas brasileiras durante a entrega das medalhas de ouro. Duas, porém, tiveram atenção especial de Castro: Hortência e Magic Paula. As duas, segundo as próprias, foram chamadas de "bruxas" por Fidel, que usou o termo para atribuir caráter sobrenatural ao talento das atletas brasileiras. De fato o revolucionário estava encantado com a habilidade das jogadoras brasileiras, campeãs olímpicas diante de seus olhos.

Deve se destacar o fato de que o reconhecimento da superioridade brasileira por parte de Fidel, imagem máxima da liderança política de Cuba, é sim algo a se celebrar. Isso porque durante o governo de Fidel Cuba se tornou referência nos esportes, atingindo níveis de excelência em diversas modalidades olímpicas. A disciplina era algo de valor para o líder comunista.

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