Sobre o Autor:

Matheus Monteiro

Matheus Monteiro

Um completo viciado em basquete e NBA. Dono da página Air Ball Brasil e escritor da Boston Celtics Brasil, gosto de escrever textos polêmicos e que instiguem o leitor! Não deixe de seguir: @airballbrasil

NBA e o karma do All-Star

O novo supertime do Golden State Warriors tem dado o que falar, mas a história mostra que nem sempre isso foi garantia de título

POR Matheus Monteiro dia
NBA e o karma do All-Star

Na noite de segunda-feira, o mundo do basquete foi surpreendido com o acordo entre DeMarcus Cousins e o Golden State Warriors. O pivô acertou um contrato de um ano e apenas US$ 5,3 milhões.

Abrindo mão de muita grana para entrar na folha salarial do Warriors, o jogador tentou se justificar dizendo que nenhuma equipe o procurou para negociar nessa offseason.

Justificativas à parte, essa escolha parece ser motivada exclusivamente pelo desejo de Cousins em ser campeão, tornando Oakland o lugar onde esta trajetória seria mais fácil, teoricamente.

Entretanto, esta não é a primeira vez que temos um supertime (vulgo super panela) na NBA.

Vamos, então, voltar um pouco no tempo e ver como foram os desempenhos destas equipes!

Em 2003, mais precisamente antes da temporada 2003-04 começar, o Los Angeles Lakers tinha um grande time, com Kobe Bryant e Shaquille O'Neal. Vinham de três títulos consecutivos entre 2000 e 2002, com o melhor plantel do campeonato, mesmo com o San Antonio Spurs sendo o então campeão.

Mesmo assim, isto não foi suficiente para eles. Na offseason, o Lakers foi o grande nome da pré-temporada com duas contratações absurdas. O time da Califórnia adquiriu Gary Payton (9x all-star e 1x DPOY) e Karl Malone (14x All-Star, 2x MVP e segundo maior cestinha da história da NBA), além de manter seus dois astros (Kobe e Shaq).

NBA e o karma do All-Star
Um dos elencos mais badalados do Lakers não foi capaz de chegar ao título

Você deve estar se perguntando: “Como aquela temporada terminou?” O lógico seria dizer que o Lakers foi campeão, mas não!  Quem se sagrou vencedor foi o Detroit Pistons, um time brigador, com muita força física e talvez uma das melhores defesas dos últimos anos.

Um pouco mais adiante, na temporada de 2010-11, temos o caso Boston Celtics. Aquele time ainda possuía a base do elenco campeão em 2008 e recém derrotado nas finais para o Lakers.

Aquele time já possuia quatro All-Stars (Rondo, Allen, Pierce e Garnett), mas, motivados pelo vice campeonato, foram atrás de mais. A "cereja do bolo" em Boston foi a chegada de Shaquille O’Neal (15x All-Star e 1x MVP) e Jermaine O’Neal (6x All-Star).

No papel, o Celtics daquele ano possuía o melhor elenco da liga, mas, mais uma vez, nada de título. Derrotados pelo Miami Heat de LeBron James ainda nos duelos da Conferência Leste, os torcedores celtas viram o Dallas Mavericks, liderados por Dirk Nowitzki, sendo campeões daquele ano.

NBA e o karma do All-Star
Em final de carreira, Shaq se uniu ao poderoso quarteto celta

Avançando um pouco mais, temporada de 2012-13, temos mais uma vez o Los Angeles Lakers. Naquela ocasião, o time da Califórnia tinha suas duas estrelas que lideraram o time no bicampeonato de 2008-09 e 2009-10 (Kobe Bryant e Pau Gasol).

E, em face ao domínio do Heat daquele momento, os Lakers trouxeram mais duas estrelas, Dwight Howard (8x All-Star e 3x DPOY) e Steve Nash (8x All-Star e 2x MVP). E adivinhem como aquela temporada terminou? Isso mesmo, fiasco angelino e Miami Heat campeão.

Não poderíamos esquecer do lendário Brooklyn Nets de 2013-14. Aquele time já tinha três All-Stars (Williams, Johnson e Lopez) e, mesmo assim, desmantelaram o Boston Celtics e pegaram mais duas estrelas já campeãs e experientes, Paul Pierce (10x All-Star e 1x Final MVP) e Kevin Garnett (15x All-Star, 1x MVP e 1x DPOY).

NBA e o karma do All-Star
Brooklyn Nets trouxe três veteranos campeões na busca pelo título da NBA

Sabem como aquela temporada terminou? San Antonio Spurs campeão. Mas e os Nets? Nem às finais da NBA chegaram.

Portanto, é normal achar que o Golden State será mais uma vez campeão da NBA, que a competitividade acabou, que a NBA virou ou está igual a liga de futebol europeu, mas historicamente, temos motivos para acreditar no contrário.

Talvez essa seja a primeira vez na história em que um time já bastante vencedor consegue reunir cinco All-Stars no auge de suas carreiras, mas não se desespere, a NBA sobreviverá a mais esse supertime montado pelo Golden State Warriors.

P.S.:  Outro time que merece nota é o próprio Miami Heat de 2013-14, que já tinha 4 All-Star (Lebron, Wade, Bosh e Allen) e ainda sim foram atrás de Rashard Lewis (2x All-Star) e acabaram perdendo para os Spurs naquele ano.

 

Este texto foi publicado por Alexandre Lesco no perfil AirBall Brasil no Facebook.

Por que acreditar que Lebron James pode liderar o Cavs a mais um título da NBA?

O melhor jogador da atualidade terá um dos maiores desafios de sua carreira, mas ainda existe a possibilidade de alcançar o seu quarto título de campeão

POR Matheus Monteiro dia
Por que acreditar que Lebron James pode liderar o Cavs a mais um título da NBA?
Elise Amendola / AP Photo

Caso você tenha lido a prévia das finais da NBA que foi divulgada aqui no Sobe a Bola, deve ter notado que o autor que vos escreve foi o único a apostar suas fichas em um título do Cleveland Cavaliers. Bem, sejamos realistas, é quase uma utopia acreditar que o time do Golden State Warriors pode ser batido em uma série de 7 jogos, mas essa utopia pode se tornar um pouco mais real se você tem Lebron James na sua equipe. E é essa pequena esperança que vou tentar passar nos parágrafos a seguir.

Na noite de domingo, LeBron James estava jogando um jogo diferente do que todo mundo. Enquanto estava no auge, fez uma pausa e driblou, observando o relógio correr. Ele não entrou em pânico. Ele não vacilou. E com o tempo quase expirando, caminhou até a cesta superando outro jogador do Boston Celtics.

A coisa mais notável sobre a corrida mais notável do jogador mais notável de sua época é o quão fácil ele faz tudo parecer agora. O Cleveland Cavaliers deste ano pode muito bem ser o pior dos oito times que James levou para a final, faltando outro jogador de alto calibre para ser um parceiro legítimo. Lebron parece carregar o fardo de ter que levar o seu time as finais sozinho, e ainda assim ele consegue lidar com essa pressão.

Ele dominou o Celtics nos dois últimos jogos da final da Conferência do Leste da NBA, brincando com os jogadores jovens e destemidos de Boston, que impotentes, não tinham como detê-lo. No final, a vitória no jogo 7 por 87-79 no domingo pode ser o seu melhor momento - até mais do que o campeonato que ele finalmente trouxe aos Cavaliers em 2016 ou os dois títulos conquistados em Miami.

"Estou tentando espremer um pouco mais da laranja", disse ele em entrevista à ESPN logo após o jogo.

Engraçado. Parecia que não havia mais nada para arrancar. Tantas vezes nesta temporada - a que supostamente é a sua última em Cleveland - a equipe parecia condenada. As trocas no último dia da janela trouxeram jogadores bons o suficiente para levar o Cavs para a pós-temporada, mas dificilmente pareciam ser do tipo que os levaria a outra final. O Cavaliers parecia eliminado no primeiro round contra o Indiana e lutou no início da final da conferência contra o Boston.

Mas a cada vez, James assumiu, segurando a bola, esperando a menor janela se abrir, um caminho para a cesta que de repente parecia ter 30 metros de largura enquanto ele avançava ferozmente.

Ele teve 35 pontos, 15 rebotes e nove assistências no jogo 7 e parecia inferior aos 46 pontos, 11 rebotes e nove assistências no jogo 6. Não importa que a partida decisiva tenha sido uma luta mais dura e complicada do que a anterior (que foi brutal em si). James tinha a bola durante a maior parte da noite, você acha que ele marcou 55 ou 60.

Estas últimas semanas são provavelmente a mais impressionante da carreira de Lebron, ainda melhor do que o primeiro título em 2016. Naquela época, ele tinha Kyrie Irving para ajudá-lo. Esse time não tem um Irving. Tudo nestes últimos dois meses veio do próprio James. Os Pacers foram finalmente derrotados no primeiro round e os Raptors superados no segundo. Mas o técnico do Boston, Brad Stevens, tinha um plano: ele fez seus jogadores tentarem pará-lo, derrubá-lo perto da cesta, dobrar a marcação algumas vezes, fazendo tudo que podia para deixá-lo desconfortável. Por um tempo, o plano funcionou. Em última análise, isso não aconteceu.

"Nós tentamos fazer com que ele exercesse tanta energia quanto humanamente possível", disse Stevens em sua entrevista coletiva pós-jogo. "Mas ele ainda marcou 35. É incrível"

Algo atingiu Stevens quando ele se sentou no palanque da entrevista, tentando entender o que James tinha acabado de fazer com o Celtics. A temporada é tão difícil, disse Stevens, uma longa e traiçoeira perseguição desde o primeiro treino no outono até o final dos playoffs no final da primavera. Fazer as finais uma vez leva uma imensa quantidade de foco a cada dia. Lebron James fez isso oito vezes.

Quem sabe o que vai acontecer nas próximas semanas? Golden State será definitivamente a equipe mais sólida que Cleveland encontrou até agora. Tudo aponta para um rumo negativo nas finais, mas como se pode duvidar de um jogador que, sozinho, tem mais finais no currículo do que 26 franquias da NBA? O legado de James em Cleveland não pode ser resumido apenas a um título e um punhado de batidas na trave. As apostas são que ele está jogando seus últimos jogos em seu estado natal, que com a free agency acenando, ele irá perseguir um título em Filadélfia ou San Antonio, ou ajudar a reconstruir o Los Angeles Lakers.

O pensamento sempre foi que o campeonato, dois anos atrás, o absolveu de qualquer dívida com Cleveland, que ele poderia sair em paz sabendo que ele dera à cidade o seu melhor. Mas esses playoffs podem ter criado uma última grande lembrança: o ano em que ele colocou o time nas costas e os levou para as finais.

Se este é o fim da era James em Cleveland, que belo final tem sido.

Conheça a trajetória de Brad Stevens, principal favorito ao prêmio de técnico do ano na NBA

Jovem treinador de 41 anos vem comandando o promissor elenco celta a sua segunda final de conferência consecutiva

POR Matheus Monteiro dia
Conheça a trajetória de Brad Stevens, principal favorito ao prêmio de técnico do ano na NBA

Quando os finalistas ao prêmio de melhor técnico da temporada foram anunciados, era um consenso que o nome de Brad Stevens deveria estar entre os três indicados. Principal responsável por transformar o Boston Celtics em uma equipe candidata ao título da NBA, o treinador vem experimentando o sabor do sucesso em uma ascensão impressionante.

Iniciando sua carreira como voluntário na Butler University, tornou-se um dos técnicos mais badalados da atualidade e nome indicado para reconstruir a franquia mais vitoriosa da liga ao longo de um complicado processo.

Através um estilo de jogo rápido, com um ataque flutuante e muita movimentação, ao lado de uma defesa sólida, o Celtics saiu do patamar de candidato a loteria do draft para se tornar uma das melhores equipes da NBA.

O que poucos sabem, no entanto, é como um ex-assistente universitário, ganhando U$ 18 mil por ano, trilhou sua trajetória para virar um dos melhores treinadores profissionais do presente.

Conheça a trajetória de Brad Stevens, principal favorito ao prêmio de técnico do ano na NBABrad Stevens é um dos candidatos ao prêmio de Coach of the Year

Stevens era um astro do basquete no ensino médio em Indiana, mas não conseguiu manter o status de estrela na faculdade. Teve média de apenas cinco pontos por jogo em seu último ano, lutando para aceitar um papel vindo do banco.

Quando se formou, aceitou um emprego bem remunerado em uma grande empresa farmacêutica, mas, no entanto, ficou chateado por deixar o basquete. Em busca de seu grande sonho, treinou um acampamento de verão em Butler depois de se formar e, em seguida, aceitou uma oferta para se tornar um assistente voluntário para o time de basquete masculino, o Butler Bulldogs, em 2000.

Stevens assumiu um emprego na Applebee's, rede americana de restaurantes, para ganhar dinheiro enquanto se voluntariava. Contudo, no dia anterior ao treinamento, foi promovido a diretor de operações de basquete porque um dos assistentes técnicos foi preso por se envolver com uma prostituta (as acusações foram retiradas mais tarde).

Ganhando apenas U$ 18 mil por ano, gastava cerca de 14 horas por dia registrando imagens de tendências defensivas de sua equipe e seus adversários. Mesmo assim, ainda brincou dizendo: "um dos anos mais agradáveis que eu já tive".

Conheça a trajetória de Brad Stevens, principal favorito ao prêmio de técnico do ano na NBABrad Stevens e Gordon Hayward atuando juntos por Butler

Em 2007, Stevens foi promovido a treinador de Butler depois do treinador anterior, Todd Lickliter sair para treinar a Universidade de Iowa. Em sua primeira temporada como treinador principal, Butler foi 30-4.

Durante a temporada 2009-10, Butler acumulou 33 vitórias e apenas 5 derrotas, tendo uma campanha impressionante até as finais da NCAA, onde perderam para Duke por 61-59. Na temporada seguinte, Stevens e Butler foram 28-10 e novamente chegaram as finais, desta vez saindo derrotados por Connecticut.

O técnico esteve mais dois anos à frente da universidade, acumulando um retrospecto de 49-26, mesmo com várias escolas tentando o tirar de Indiana ao longo do caminho. A UCLA chegou a lhe oferecer mais de U$ 3 milhões por ano, mas Stevens se manteve com os Bulldogs, onde ganhava cerca de U$ 750 mil anuais.

No entanto, no verão de 2013 o treinador resolveu que estava na hora de buscar novos desafios. O Boston Celtics fez uma oferta de U$ 22 milhões por seis anos de contrato que não tinha como ser recusada. A sensação do basquete universitário começava a dar os seus primeiros passos na maior liga profissional do mundo.

Depois de negociar suas principais estrelas, Stevens dava início a reconstrução da franquia e terminou sua primeira temporada com uma campanha de 25-57. O cenário que parecia ser árduo mudou completamente de status quando Boston trouxe Isaiah Thomas na deadline em 2014.

Em 2016-17, com Thomas liderando o caminho, o Celtics terminou em 1º na Conferência Leste com um recorde de 53-29. De forma surpreendente, fizeram as finais da Conferência Leste contra o Cleveland Cavaliers. Entretanto, com a lesão do baixinho, foram presa fácil para Lebron James e companhia, que terminaram o sonho celta com um 4-1 na série. O sucesso do Celtics, mesmo sem estrelas, tem sido frequentemente creditado ao treinamento de Stevens.

Conheça a trajetória de Brad Stevens, principal favorito ao prêmio de técnico do ano na NBAIsaiah Thomas teve seu melhor momento na carreira sob o comando de Stevens

Também nessa temporada, o técnico celta foi o responsável por comandar o time da Conferência Leste no All-Star Game, onde pôde trabalhar com as principais estrelas da liga e ser reconhecido por sua excelente campanha em Boston.

Depois de treinar uma equipe de jogadores desacreditados, Brad Stevens ganhou reforços de peso este ano, quando a equipe contratou Gordon Hayward na free agency e envolveu Isaiah Thomas em uma troca por Kyrie Irving.

Infelizmente para Boston, Hayward se machucou no primeiro jogo da temporada, deixando o time sem sua estrela para o restante da competição. Isso não impediu o Celtics, no entanto. Atrás de Irving, Al Horford, e os jovens Jaylen Brown e Jayson Tatum, o time alcançou 55 vitórias, a melhor marca do treinador na NBA, terminando em segundo no Leste.

Stevens mais uma vez provou o seu valor nos playoffs. Com Irving afastado devido a uma lesão no joelho, novamente levou um grupo de promessas a outro nível, derrubando fortes adversários no caminho para reencontrar o Cavs em mais uma final de conferência.

Stevens possui um recorde de 221-189 na temporada regular e 21-22 nos playoffs. Ambos são impressionantes, considerando os elencos e lesões que o treinador teve que trabalhar.

O Boston Celtics tem um dos futuros mais brilhantes da NBA. Eles estão no meio de uma pós-temporada sem suas principais estrelas e um plantel ainda muito jovem. Somando a quantidade de talento da equipe e a genialidade de seu treinador, os torcedores que essa união possa formar uma vitoriosa dinastia celta.

As principais surpresas dos playoffs: quem pode ser o azarão da temporada?

Chegou a época mais importante da temporada e os grandes times querem confirmar o seu favoritismo, mas será que teremos espaço para surpresas?

POR Matheus Monteiro dia
As principais surpresas dos playoffs: quem pode ser o azarão da temporada?
Comandados por Ben Simmons, o Sixers surge como uma das grandes surpresas da temporada. Foto: NBA

A pós temporada da NBA começou no último final de semana e todas as franquias voltam suas atenções para o momento mais decisivo do campeonato. Passados 82 jogos da fase regular, o espaço para surpresas parece ficar cada vez menor, mas alguns times que são considerados azarões pela imprensa e torcedores podem surpreender na busca pelo título.

Philadelphia 76ers

O Philadelphia 76ers é a grande sensação da temporada e não pode ser considerado uma surpresa se levarmos em consideração a campanha que a equipe vem tendo até o momento. 17 jogos de invencibilidade, terceira colocação na conferência e um plantel recheado de jovens talentos.

Dono do quinto melhor desempenho da NBA e muito difícil de ser batido em casa, o time de Philadelphia é o melhor em rebotes na liga e o segundo em assistências, além de ter o sétimo melhor ataque da competição.

Mesmo com o desfalque de Joel Embiid nos primeiros dois jogos dos playoffs, Philadelphia ainda é considerado favorito a avançar na série contra o Miami Heat. Liderados por Ben Simmons, principal candidato ao prêmio de calouro do ano, o processo de reconstrução da franquia definitivamente parece ter ficado para trás.

As principais surpresas dos playoffs: quem pode ser o azarão da temporada?
Ben Simmons flertou com o triple-double no primeiro confronto contra o Miami Heat

Simmons é um dos grandes expoentes desse poderoso ataque, com direito a 12 triple-doubles na temporada. Inclusive, flertou com a marca no primeiro confronto no último sábado, com 17 pontos, 9 rebotes, 14 assistências e 2 roubos de bola. Se conseguisse o feito, se igualaria a LeBron James e Magic Johnson, dois dos três jogadores que conseguiram triplos-duplos em estreia em playoffs na carreira. Há muito não se via um novato causar tanto impacto.

Além dos dois jovens astros, nomes como Dario Saric e JJ Redick reforçam a rotação titular e tornam o time letal também do perímetro. O ala armador foi o cestinha do jogo 1 com 28 pontos e vive ótima fase. No banco de reservas, o principal destaque é a jovem promessa Markelle Fultz, mas foram os veteranos Marco Bellineli e Ersan Ilyasova quem roubaram a cena na estreia do Sixers. O italiano anotou 25 pontos e o ala-pivô turco contribuiu com 17 pontos e 14 rebotes, além de ser o responsável por espaçar a quadra no ataque e anular o garrafão do adversário na defesa. Com um plantel bastante recheado e diversificado, o técnico Brett Brown tem todas as ferramentas para chegar longe na pós-temporada.

New Orleans Pelicans

O Pelicans não ganhava nos playoffs desde 2011, e por isso a vitória fora de casa contra o Portland Trail Blazers tenha sido a mais surpreendente entre todos os confrontos, prometendo uma das séries mais equilibradas da primeira rodada.

Desde a lesão do pivô DeMarcus Cousins, o time de New Orleans teve uma campanha de 21 vitórias e 13 derrotas, com Anthony Davis sendo totalmente dominante (25.7 pontos, 11.9 rebotes, 2 roubos de bola e 3.15 tocos) - o ala pivô foi eleito o melhor jogador da Conferência Leste nos meses de Fevereiro e Março.

As principais surpresas dos playoffs: quem pode ser o azarão da temporada?
Anthony Davis em ação contra o Portland pelos playoffs no último sábado

O Monocelha teve uma das maiores atuações individuais nos jogos de playoffs até aqui, anotando 35 pontos, 14 rebotes e 4 tocos, dominando por completo o duelo na área pintada e levando ampla vantagem sobre Jusuf Nurkic, pivô do Blazers. Além de Davis, Jrue Holiday e Nikola Mirotic são os dois escapes ofensivos do time e estão em ótima fase. O croata, inclusive, anotou um double-double e foi muito importante nos dois lados da quadra. Rajon Rondo parece ter encontrado a velha forma e é um dos passadores mais sólidos do momento. Quarto na temporada com 8.2 assistências na fase regular, Rondo é o grande pensador e organizador da equipe e o responsável por explorar todos os recursos do time sem sobrecarregar Davis. No primeiro jogo em Portland foram 17 assistências para o experiente armador.

O banco é o que deixa a desejar e pode ser crucial para o destino da franquia. Com a ausência de um sexto homem confiável e coadjuvantes para dar suporte ao time, faltam opções para o técnico Alvin Gentry mudar o cenário de uma partida ou simplesmente descansar suas principais estrelas.

Não podemos desconsiderar todo o trabalho de uma equipe que está invicta há seis jogos e conseguiu realizar uma campanha sólida, até certo ponto. Com um all-star do calibre de Anthony Davis e a motivação de jogar em memória ao ex-dono, Tom Benson, que faleceu no último mês de março, a franquia Pelicans pode pintar como a grande surpresa dos playoffs.

Terry Rozier e a definição de custo-benefício

Armador reserva aparece como um dos grandes destaques do Boston Celtics na reta final de temporada

POR Matheus Monteiro dia
Terry Rozier e a definição de custo-benefício
Terry Rozier desponta como grande surpresa do elenco celta // Foto: Brian Babineau

Na ausência de Marcus Smart e Kyrie Irving, principal nome do Celtics, o técnico Brad Stevens precisou utilizar Terry Rozier como titular e o jovem não decepcionou.

Em sua primeira partida como titular, mostrou confiança, marcou um triple-double e liderou a vitória do time contra o New York Knicks. Ele é um dos seis jogadores que mantém médias de pelo menos 19 pontos, 6 rebotes e 5 assistências quando são titulares de suas equipes.

Ao lado de nomes como LeBron James e Russell Westbrook, o camisa 12 surpreende por ser o único a receber menos de 10 milhões de dólares. Na verdade, o jogador ainda está em seu contrato de calouro e recebe "apenas" 1.8 milhões de dólares por temporada.

Somado à grande produção de Marcus Morris e Jayson Tatum, o armador vem carregando Boston a uma sequência de seis vitórias consecutivas, e mesmo restando apenas algumas partidas para o final da temporada regular, o elenco celta ainda sonha em alcançar o Toronto Raptors na liderança da Conferência Leste, mesmo sofrendo com diversas baixas por lesão.

Com o elenco completo e saudável, Rozier pode ser uma peça fundamental vindo do banco em um dos playoffs que prometem ser dos mais disputados dos últimos anos.

Mais uma vez, o Boston Celtics vem mostrando sua enorme capacidade de escolher jovens promessas e de lapidar seu talento de olho no futuro.

©2015 - 2018 Sobe a Bola - Todos os direitos reservados.