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Thiago Colman

Thiago Colman

Acompanha a NBA desde 2006, torce pelo maior campeão da liga com 17 títulos, acredita que números não valem nada, se não vierem junto com anéis.

O que 76ers, Celtics e Lakers precisam no draft de 2017?

Times que compõem o top 3 do draft de 2017 da NBA precisam de ajustes opostos para chegarem mais alto na NBA, saiba o que cada time precisa

POR Thiago Colman dia
O que 76ers, Celtics e Lakers precisam no draft de 2017?
De'Aaron Fox, Lonzo Ball e Markelle Fultz conhecerão seus novos times na quinta-feira (Créditos: Getty Images)

Philadelphia 76ers

O que 76ers, Celtics e Lakers precisam no draft de 2017?

Escolhas no draft: 1, 36, 39, 46, 50

Aproveitamento na temporada de 2016 - 2017 da NBA: 28 vitórias e 54 derrotas.

Estatísticas da temporada de 2016-17:
Ofensivamente: 100,7 (30°)
Defensivamente: 106,4 (17°)

Forças:

Em uma NBA onde ter um plantel jovem e dinâmico tornarou-se moda, o Sixers estão apostando em seus jovens grandalhões como Jahlil Okafor, Joel Embiid e Darío Saric para liderar o time, junto com Ben Simmons, que estará de volta para a temporada de 2017-18 da NBA, Simmons perdeu a temporada regular devido a uma lesão em seu pé direito.

Fraquezas:

Philadelphia tem buscado no draft jovens talentos, mas é hora de procurar a agência livre e adicionar alguns veteranos em seu elenco.

Duas estatísticas importantes: 

8.4 SPG - Philadelphia ocupa o terceiro lugar na NBA em roubos de bola por jogo, com 8,4 por jogo, uma das poucas estatísticas que classificam o time entre os melhores na NBA.

19, 18, 10, 28 - São as vitórias do Sixers nos últimos quatro anos na temporada regular, os torcedores da Filadélfia têm tido paciência com o processo de rebuilding do time, e após anos de reconstrução, talvez eles finalmente estejam se movendo na direção certa.

Caminho a seguir:

O analista de draft da NBA.com, Scott Howard-Cooper diz seu ponto de vista:
"Markelle Fultz, é claro. Não é só o melhor jogador do draft, mas o armador da Universidade de Washington também se encaixa no plano de jogo do time, para armar as jogadas com Ben Simmons. O 76ers estava a procura de um jogador que saiba arremessar, a chegada de Fultz no time será muito útil.

Los Angeles Lakers

O que 76ers, Celtics e Lakers precisam no draft de 2017?

Escolhas no draft: 2, 28

Aproveitamento na temporada de 2016 - 2017 da NBA: 26 vitórias e 56 derrotas.

Estatísticas da temporada de 2016-17:

Ofensivamente: 103,4 (24º)
Defensivamente: 110,6 (30°)

Forças:

O Lakers têm uma base boa, que lhe dá uma ponte para um futuro promissor, com Brandon Ingram, Julius Randle, Jordan Clarkson e D'Angelo Russell (ele foi trocado com o Nets, saiba mais) como os jovens promissores em Los Angeles, assim como Luke Walton como treinador promissor. Há razões para se ter um certo otimismo, já que Magic Johnson liderará o Lakers em seu primeiro draft e em sua primeira agência livre.

Fraquezas:

O Lakers é terrível na defesa, pode ser devido ao seu elenco ser jovem e muito rotativo, isso dificulta a coesão na defesa. O controle de bola é um problema para um time que teve o maior número de turnovers na temporada.

Duas estatísticas importantes: 

5 - Número de vitórias seguidas do time em abril, a mais longa série de vitórias do Lakers nos últimos quatro anos.

3 - Anos seguidos do Lakers com a segunda escolha no draft da NBA. Russell foi eleito em 2014 e Ingram em 2015.

Caminho a seguir:

O analista de draft da NBA.com, Scott Howard-Cooper dá suas sugestões:
"Um armador é o caminho provável para esse draft, já que essa é a posição com melhores jogadores nesse draft, eu não consideraria Lonzo Ball como garantido com a escolha de número 2. De'Aaron Fox também tem uma grande chance de ser escolhido."

Boston Celtics

O que 76ers, Celtics e Lakers precisam no draft de 2017?

Escolhas no draft: 3, 37, 53, 56

Aproveitamento na temporada de 2016 - 2017 da NBA: 53 vitórias e 29 derrotas, o time perdeu a final da Conferência Leste para o Cleveland Cavaliers

Estatísticas da temporada de 2016-17:

Ofensivamente: 108,6 (8º)
Defensivamente: 105,5 (12º)

Forças:

Os anos de rebuilding finalmente valeram a pena para o Boston Celtics, que ganhou a loteria do draft e saiu com a primeira escolha no draft de 2017. O Celtics terminou a última temporada em primeiro lugar na Conferência Leste. Com Isaiah Thomas e Al Horford, o Celtics busca algo mais para ser dominante no Leste.

Fraquezas:

Com tudo o que Boston tem sido bom e mesmo com várias escolhas garantidas no draft, o time ainda precisa de outro jogador All-Star, a temporada que passou mostrou que falta algo para o time ser mais vitorioso nos playoffs. Um especialista em rebotes seria um bom reforço para o time, o Celtics poderia tentar contratar alguém para ajudar Thomas no ataque do time.

Duas estatísticas importantes: 

42 - rebotes por jogo, é a média do Celtics na temporada regular, o time ficou em 26º lugar geral nesse quisito na temporada passada da NBA.

6 - Escolhas de primeira rodada do Celtics nos próximos quatro drafts da NBA.

Caminho a seguir:

O Celtics ainda tem várias boas opções, mesmo depois de trocar a escolha de número 1, com ela o 76ers provavelmente selecionará Markelle Fultz e o Los Angeles Lakers terá a escolha de número 2, que pode ser usada em Lonzo Ball, De'Aaron Fox ou Josh Jackson. Um desses 3 é um potencial alvo do Celtics, além do ex-jogador de Duke, Jayson Tatum. Para muitos Jackson é o jogador mais preparado para a NBA desse draft.

A temporada de Raulzinho Neto na NBA

Brasileiro Raul Neto teve uma temporada cheia de expectativas atuando pelo Utah Jazz, fizemos um resumo de como foi a temporada regular do jovem jogador

POR Thiago Colman dia
A temporada de Raulzinho Neto na NBA
Raulzinho Neto em ação pelo Utah Jazz (Créditos: Allen Einstein/NBAE/Getty Images)

A segunda temporada de Raul Neto atuando pelo Utah Jazz não foi das melhores, o jovem brasileiro é um jogador promissor na NBA, mas viu sua segunda temporada decair por causa de uma série de lesões. Como podemos analisar sua temporada?

Raulzinho foi selecionado com a escolha de número 47 no draft de 2015 da NBA, Raul Neto tem enfrentado um longo caminho para chegar até seu papel atual com o Utah Jazz. Nascido em Belo Horizonte, o armador jogou no Minas de 2008 a 2011, e atuou profissionalmente no exterior de 2011 a 2015 antes de ir para os Estados Unidos.

Logo que chegou no time de Utah, Raulzinho deu sorte, ele foi remanejado para o quinteto titular do Jazz por causa de uma lesão sofrida por Dante Exum antes do início da temporada de 2015-16, mas ele voltou a ser banco depois do All-Star break, devido a chegada de Shelvin Mack.

Desde então, seus minutos em quadra vem diminuindo muito, ele está atrás de Exum e Mack na disputa pela vaga de armador do time, e nesta temporada, George Hill também busca uma vaga no quinteto titular.

Na temporada de 2016-17 da NBA, Raulzinho teve médias de 2,5 pontos, 0,9 assistências e 0,5 roubos de bola por jogo, com um aproveitamento de 45% dos chutes tentados. As médias baixas do armador brasileiro se devem muito ao fato dele ter jogado apenas 8,7 minutos por jogo, Neto jogou apenas 40 jogos nesta temporada.

É claro que, mesmo tendo um papel menor no time, o Jazz ainda precisa contar com seus jogadores do banco, para aumentar a intensidade do time quando for necessário, Neto jogou muitas vezes como titular, no lugar de Hill e outros.

A fim de analisar mais adiante o que Neto pode oferecer para o Jazz, vamos olhar para suas forças, fraquezas e o que pode acontecer no futuro.

Forças

Mesmo sendo desvantajoso em termos de altura (ele mede 1.88m) e atletismo, o atributo mais eficiente de Neto é sua perspicácia defensiva. Em sua primeira temporada na NBA, ele acumula médias de 2.2 roubos de bola, uma marca que seria líder em estatística nessa temporada pelo Jazz.

Ele muitas vezes tira os adversários da zona de conforto, marcando seus rivais com pressão, segurando forte e nunca deixando sua guarda para baixo. O Jazz como um time foi excelente na defensiva, mas Neto teve o quinto classificado melhor defensivo, de acordo com Basketball-Reference.

Ele não é abençoado com uma das melhores envergaduras da liga, ele tem apenas 1.83m de envergadura, mas ele provou ser eficaz na marcação contra armadores que estão acostumados a arremessar várias bolas num jogo, como Stephen Curry, James Harden e Damian Lillard.

Na verdade, Neto se classifica muito bem em termos de defesa pick-and-roll, já que ele permite que o jogador adversário marque apenas 0,75 pontos por posse nesses casos. Isso o coloca como o 76º melhor jogador nesse quesito de defesa em toda a liga.

Ele não tem uma tonelada de ferramentas em seu arsenal ofensivo, mas o que pode ser dito sobre Neto é que ele conhece suas limitações e sabe tirar o melhor delas. Ele quase nunca inventa algo novo em quadra, fazendo apenas seu "feijão com arroz".

Quando ele tem uma oportunidade de arremessar, ele chuta bem, tendo um aproveitamento de 61,5% dentro dos 1.53m do aro.

Fraquezas

Talvez a maior falha que um armador possa ter na NBA moderna é a incapacidade de acertar bolas de 3 pontos. Sem poder ameaçar o time adversário com bolas de três pontos, os defensores podem marcar de maneira mais fácil Raulzinho, já que sabem que podem deixar ele livre no perímetro.

Isto é algo que Raulzinho precisa melhorar para jogar mais e melhor, ele teve um aproveitamento de apenas 32% nos arremessos de 3 pontos na temporada de 2016-17 da NBA.

Neto não é um excelente passador, ele deu apenas 3,5 assistências em média, a cada 36 minutos em quadra, o que mostra que ele tende a não passar a bola com frequência em quadra.

Pode parecer óbvio, mas Neto não chega à linha do lance livre com freqüência, ele tem médias de apenas 9 tentativas da linha do lance livre em toda a temporada.

Apesar de ser bom em roubar bolas, Raulzinho não vai bem quando está em transição, produzindo apenas 0,8 pontos por posse de bola. Este não é um grande problema, dada a forma metódica de como o Utah Jazz gosta de jogar, mas poderia prejudicá-lo numa eventual troca de time.

Com suas fraquezas definidas, o que realmente preocupa é que Raulzinho não tem muito o que melhorar na maior liga de basquete do mundo, aparentemente esse é seu máximo.

A temporade de Raulzinho Neto na NBA
Raulzinho em ação contra o Golden State Warriors de Stephen Curry

O que ele precisa melhorar?

Após ter assinado um contrato de três anos ao ingressar no Jazz vindo do draft, Raul Neto faturará 1,4 milhões de dólares na próxima temporada. Depois disso, ele deverá se tornar um agente livre restrito, provavelmente ganhando mais do que o planejado para ele receber se continuar atuando pelo Utah Jazz (1,8 milhões de dólares).

Se achar que vale a pena pagar algo a mais por ele, o Jazz pode pagar algo a mais e trazê-lo de volta, vai depender muito de como o time de Utah se comporta nessas próximas duas temporadas.

Com 25 anos de idade, Raulzinho precisa melhorar sua forma atlética em quadra, ele ainda pode melhorar muito seus arremessos, principalmente de 3 pontos.

Com uma ligeira melhora nos seus aproveitamentos nos arremessos, o armador brasileiro pode se destacar na NBA, e ser um diferencial no elenco do Utah Jazz, que precisa de alguns ajustes para ser competitivo na Conferência Oeste.

A inexplicável apatia de James Harden

Faltou a Harden lutar mais no jogo de ontem, que eliminou seu time, o Houston Rockets, dos playoffs da NBA

POR Thiago Colman dia
A inexplicável apatia de James Harden
(Créditos: Getty Images)

Nos playoffs, em casa, depois de uma temporada digna de um MVP,  boa parte de quem acompanha a NBA esperava que James Harden liderasse o Houton Rockets a vitória, e por conseguinte, empatar em 3-3 as semi-finais da Conferência Oeste, contra um San Antonio Spurs que estava desfalcado de seu único All-Star, apesar de tudo isso estar a favor do Barba, James Harden terminou o jogo com pífios 10 pontos. No primeiro quarto, ele tentou dois arremessos. Houston perdia por 19 no intervalo. Na segunda metade do jogo ficou ainda pior. Harden terminou o jogo acertando apenas 2 bolas, das 11 que ele tentou do perímetro, ele também cometeu 6 turnovers e 6 faltas. O Rockets perdeu por 39 pontos.

Quando pensamos em jogos de playoffs lendários, geralmente lembramos de jogos onde uma superestrela rompe a barreira do imaginável e deixa todos boquiabertos com seu desempenho, seja por uma cesta decisiva (like Mike), ou um toco que as pessoas sempre lembrarão (like LeBron). Ontem à noite, James Harden foi o oposto de tudo isso.

Esse foi um jogo que vai marcar Harden pelo resto de sua carreira. Isso pode soar dramático e injusto, e pode ser que seja isso mesmo, mas também é um fato. Toda vez que Harden fizer algo incrível nos próximos anos, alguém vai se lembrar da derrota na noite de quinta-feira para o San Antonio Spurs. Toda vez que afirmarem que ele merece ser MVP, alguém usará o Jogo 6 para dizer que não. Harden deu ao mundo inteiro um argumento forte para todos refutarem sua qualidade dentro da NBA.

Mas, precisamos sermos justos também, não foi apenas Harden que se mostrou apático no jogo. Ryan Anderson fez 14 pontos e 6 rebotes no jogo 1, ele também ajudou a parar LaMarcus Aldridge, que terminou com apenas quatro pontos nesse jogo. O Rockets ganhou o jogo 1 por 27 pontos de vantagem. No jogo 6, Anderson errou todos os 6 chutes de 3 pontos que tentou, e Aldridge teve lampejos de Olajuwon, contra os pivôs de Houston. Esse foi um grande jogo para LaMarcus, que vinha numa descendente no time do Spurs.

Durante todo o ano, esse time do Rockets foi superestimado. Eles não possuem um defensor razoável em seu elenco, Mike D'Antoni não é um treinador de elite, a tática do time é basicamente chutar de três, Ryan Anderson não vale os 80 milhões de dólares que o time pagou, James Harden não se mostrou um líder, ele não conseguiu liderar o time nos playoffs. Todos os estereótipos de que o time do Rockets poderia ser campeão com esse elenco, foram refutados no jogo 6. Não se pode afirmar que eles não podem consertar todos esses problemas no próximo ano, eles tiveram uma excelente temporada regular este ano. Mas pelo menos na noite de quinta-feira, eles mostraram que não merecem nem mesmo irem para a final da Conferência Oeste.

Como a principal estrela do time é James Harden, a maior parte da culpa caiu sobre ele, com razão. Em um jogo onde Kawhi Leonard ficou de fora da partida, Harden não soube aproveitar a oportunidade de ser mais levemente marcado, ele terminou com apenas 1 acerto em 6 arremessos tentados, com 4 turnovers até o final do último quarto. Ele parecia lento o tempo todo. Ele sentiu a pressão, depois do senhor de 39 anos de idade, Manu Ginobili ter lhe dado um toco na prorrogação do jogo 5. Eis que veio o jogo 6 e a derrota de 39 pontos de diferença.

D'Antoni disse que o time estava pressionado: "Se está tudo bem com vocês, eu realmente não quero litigar o que aconteceu. Isso acontece. Eu disse aos caras, eles tiveram um ano inacreditável. Nós fomos acima de todas as expectativas. Eles lutaram como loucos. Por alguma razão neste jogo, nós não tivemos bem, nós não tivemos o material necessário para vencer a partida."

A coisa que mais faltou ver em Harden foi a falta de raça. Começou no final do jogo 5 e continuou no jogo 6. Ele estava desligado em quase todas as posses de bola do time, seus passes foram descuidados. Ele jogou como se a partida fosse no final de fevereiro, como se fosse uma partida amistosa.

Muitas pessoas vão achar que estão cobrando demais o Barba depois do jogo 6, mas acho que a crítica deve ser feita, para ele melhorar como jogador. Esse jogo foi surreal. O jogo ofensivo de Harden, sua melhor qualidade, se mostrou nulo. Uma coisa é errar arremessos, outra coisa é nem mesmo tentar arremessar. A menos que haja algo que não sabemos, a maneira como Harden jogou será inexplicável por anos.

Algumas das críticas feitas aqui são exageradas, claro. Algumas delas podem ser injustas. Aldridge por exemplo, teve seu jogo horrendo no começo desta série e saiu por cima com 34 pontos e 12 rebotes na noite de ontem, ninguém lembrará que ele jogou de maneira apagada o jogo 1.

Mas tudo isso é o que torna os playoffs da NBA irresistíveis. O basquete tem mais superestrelas do que os outros três esportes americanos combinados. Cada expressão facial é capturada na câmera, cada citação engraçada vira um meme, e os astros da NBA transformam-se gradualmente em personagens que todos que acompanham esportes podem reconhecer. Quando os playoffs começam, essas estrelas são classificadas como superestimados ou subestimados. Eles precisam dar o máximo de si em suas equipes, dissipar as críticas estúpidas, ganhar títulos e passar por momentos que definirão suas reputações de maneiras que não são completamente racionais, e o resto do mundo os observa tentar responder.

É uma equação verdadeiramente ridícula, mas pode nos dar lembranças como Dirk Nowitzki derrotando o favorito Miami Heat em 2011, Kevin Garnett sendo uma muralha defensiva em 2008, Ray Allen e sua cesta de 3 pontos decisiva em 2014 ou LeBron James dando o toco no ano passado. E às vezes, às vezes nos dá lembranças totalmente opostas, como a maneira como Harden jogou contra o San Antonio Spurs.

Falta muito para Harden conseguir um lance memorável na carreira, até porque, isso é para poucos. Harden mostra uma apatia tremenda em momentos decisivos, nas oportunidades em que se precisa ser quente, ele é frio, quando é a hora de se tornar protagonista, eis que Harden se torna antagonista. Harden necessita chamar o jogo para si, e decidi-lo, coisa que seu rival na briga pelo MVP, Russell Westbrook, fez com destreza na temporada regular, apesar de ter um time inferior ao do Barba.

Prévia: Boston Celtics x Chicago Bulls

Duelo é um dos melhores da primeira fase dos playoffs, será que Isaiah Thomas pode ajudar o Celtics a vencer o Bulls de Jimmy Butler?

POR Thiago Colman dia

Prévia: (1º) Boston Celtics x (8º) Chicago Bulls

Lembra quando alguns questionaram a contratação de Brad Stevens, dizendo que ele poderia sentir a pressão de dirigir o Boston Celtics logo de cara? Bem, em sua quarta temporada no comando do time, Stevens dirigiu e construiu um novo Celtics, que terminou essa temporada regular como 1º na Conferência Leste. Michael Jordan já dizia que os playoffs separam os homens dos meninos, mas o Celtics, sem dúvida, já fez uma temporada brilhante alcançando o primeiro lugar no leste. Quanto ao Bulls, embora azarões, Jimmy Butler e Dwyane Wade possuem experiência nos playoffs. Wade, inclusive foi 3x campeão pelo Miami Heat.

Jogo 1 - 16/4 (domingo) - TD Garden, Boston - 19h30 (ESPN)

Jogo 2 - 18/4 (terça-feira) - TD Garden, Boston - 21h (ESPN)

Jogo 3 - 21/4 (sexta-feira) - United Center, Chicago - 20h (ESPN)

Jogo 4 - 23/4 (domingo) - United Center, Chicago - 19h30 (SporTV)

Jogo 5 (se for necessário) - 26/4 (quarta-feira) - TD Garden, Boston - a ser definido

Jogo 6 (se for necessário) - 28/4 (sexta-feira) - United Center, Chicago - a ser definido

Jogo 7 (se for necessário) - 30/4 (domingo) - TD Garden, Boston - a ser definido

Confrontos nessa temporada regular - Os times terminaram empatados em 2 a 2.

Quintetos titulares:

  • Boston Celtics - Isaiah Thomas (29.1 ppg, 5.9 apg, 2.7 rpg), Avery Bradley (16.4 ppg, 2.2 apg, 6.1 rpg) Al Horford (14.0 ppg, 6.9 rpg, 5.0 apg), Jae Crowder (13.8 ppg, 2.2 apg, 5.8 rpg),  Amir Johnson (6.4 ppg, 1.8 apg, 4.6 rpg)
  • Chicago Bulls - Jimmy Butler (23.9 ppg, 5.5 apg, 6.2 rpg), Dwyane Wade (18.5 ppg, 3.8 apg, 4.5 rpg), Rajon Rondo (7.8 ppg, 6.7 apg, 5.1 rpg), Nikola Mirotic (10.7 ppg, 1.1 apg, 5.4 rpg), Robin Lopez (10.4 ppg, 1.0 apg, 6.4 rpg)

Boston Celtics ganha se: Isaiah Thomas continuar a liderar o Boston Celtics as vitórias. Com Thomas em quadra, o offensive rating do Celtics é de 113.7 pontos em 100 posses de bola. Sem ele, esse número cai para 98.6. Ele tem suas falhas defensivas, mas o Celtics também possui ótimos defensores do perímetro para ajudá-lo a marcar.

Chicago Bulls ganha se: Dwyane Wade jogar como quando foi campeão. Wade, acabou de voltar para o time, depois de ficar fora por 11 jogos devido a uma fratura em seu cotovelo, ele já está acostumado a vencer na pós-temporada. Na última temporada, Wade carregou o Heat para um jogo 7 na segunda rodada dos playoffs contra o Toronto Raptors, antes do time ser eliminado. Sua média de 22.8 ppg nos playoffs, combinado com a habilidade de Jimmy Butler, pode causar um certo estrago no Boston Celtics.

Destaques individuais:

  • A média de 29.1 ppg de Isaiah Thomas é a segunda maior na história do time, perdendo apenas para Larry Bird. 
  • Butler é o primeiro jogador do Bulls a vencer 3x o prêmio de jogador da semana da conferência leste numa única temporada desde Michael Jordan na temporada 1997-98. 

Palpite: Boston Celtics 4x2 Chicago Bulls.

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

Separamos as 8 marcas mais impressionantes da carreira de LeBron James, o ala do Cleveland Cavaliers já tem seu nome na história do basquete

POR Thiago Colman dia
8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James
(Créditos: Getty Images)

LeBron James acumula novas realizações de vida a cada dia que passa, ele até mesmo chegou a jogar de óculos. Ele não mostrou nenhum sinal de que queria descansar, nem mesmo com lesões na córnea. Fizemos uma lista das oito melhores conquistas do astro do Cleveland Cavaliers e separamos elas abaixo:

8 - Jogador com mais bolas de 3 pontos nas finais da NBA

James foi visto como um grande chutador de 3 pontos, preferindo um jogo mais bem arredondado, mas ninguém fez (ou tentou) mais bolas de 3 pontos nas finais da NBA do que LeBron, ele acertou 64 de suas 167 tentativas durante as finais que disputou.

7 - Mais pontos seguidos em um jogo de playoffs

LeBron James sentiu a necessidade de assumir o controle no jogo 5 das Finais da Conferência Leste contra o Detroit Pistons em 2007. Assim, ele marcou os 25 pontos finais para Cleveland, e terminou com 48 pontos no jogo. A vitória na prorrogação colocou o Cavs em vantagem por 3 a 2 na série.

6 - Jogador mais jovem a marcar um triplo-duplo

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

No dia 19 de janeiro de 2005, James fez 27 pontos, 11 rebotes e 10 assistências em um jogo contra o Portland Trail Blazers. Foi o primeiro de muitos triplos duplos que viriam, este em particular ocorreu apenas 20 dias após o seu aniversário de 20 anos.

5 - Mais assistências na carreira na posição de ala

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

O status de LeBron James como um dos maiores jogadores de todos os tempos decorre de seu ótimo jogo em torno de todas as estatísticas e posições. Ele é o maior ala (atleta que joga na posição de ala ou ala-pivô) de todos os tempos, ocupando o 13º lugar na lista de jogadores com mais assistências em sua carreira na temporada regular. Chris Paul é o único jogador em atividade à sua frente.

4 - Melhor média de pontuação num jogo 7 dos playoffs

"Jogo 7" é o momento em que o jogador tem a necessidade de brilhar, e James tem feito isso ao longo de sua vitoriosa carreira na NBA. Sua média de pontuação num jogo 7 é de 33,2 pontos por jogo, é a melhor marca na história da NBA.

3 - Atleta mais vezes eleito o melhor jogador do mês pela sua conferência

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

A melhor parte sobre essa conquista é como ninguem chega remotamente perto dele. James ganhou 34 prêmios de Jogador da Conferência do Mês. Os próximos dois jogadores na lista: Kobe Bryant e Michael Jordan, juntos somam 33 conquistas.

2 - Melhor índice de Win Share nos playoffs

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

Win shares quer dizer o quão importante o jogador é para sua franquia, quanto maior esse número, maiores são as chances do seu time vencer, e ninguém tem um win share maior que LeBron James, o ala do Cavs possui 41,58 de win shares, esse número é quase duas vezes maior que a média de Michael Jordan.

1 - Jogador com melhor Plus/Minus na história da NBA

8 conquistas mais impressionantes da carreira de LeBron James

O +/- mostra como o jogador é decisivo nas vitórias do time, e os números mostram que LeBron James é o maior jogador na história da NBA. Seus 9,15 no plus/minus é 1,00 maior que o próximo jogador na lista, mais uma vez, Michael Jordan.

Então sim. LeBron possui números impressionantes na NBA.

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