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William Barbosa

William Barbosa

Fã da NBA na época do NBA Jam do SNES, viveu um tempo de quarentena até passar a acompanhar novamente a partir do basquete-arte do Golden State Warriors. Entre em contato pelo e-mail: willeglau@gmail.com

Bryan Colangelo e o caso das contas falsas do Twitter: Como o GM dos 76ers ficou contra a parede

Uma coleção de contas falsas do Twitter que criticava Joel Embiid e Markelle Fultz e vazava informações confidenciais foi atribuída a Colangelo

POR William Barbosa dia
Bryan Colangelo e o caso das contas falsas do Twitter: Como o GM dos 76ers ficou contra a parede
Vazamento de informações e críticas a jogadores e colegas: O GM que está no centro das controvérsias (Foto: GettyImages)

E se o Gerente Geral de alguma franquia da NBA criasse várias contas falsas de Twitter para falar tudo aquilo que pensa, mas não poderia falar por meio de sua conta oficial? Sim, claro, a ideia é um tanto bizarra. Mas é exatamente o que  Bryan Colangelo, GM do Philadelphia 76ers, está sendo acusado de ter feito, segundo reportagem do portal The Ringer, dos EUA.

Tudo começou em Fevereiro desse ano, quando uma fonte anônima deu uma dica ao The Ringer dizendo que Colangelo, que também é presidente de operações dos Sixers, mantinha secretamente 5 contas do Twitter, que passaram a ser investigadas pelo portal. A partir daí, para verificar a fonte, o portal acompanhou o comportamento das contas e percebeu o objetivo delas:

  • Criticar jogadores da NBA, incluindo Joel Embiid, Jahlil Okafor e Nerlens Noel;
  • Debater publicamente sobre as decisões da equipe técnica, além de criticar o ex- General Manager Sam Hinkie e o presidente do Toronto Raptors Masai Ujiri;
  • Antecipar as movimentações dos Sixers para selecionar Markelle Fultz como 1° escolha geral do Draft de 2017;
  • Vazar informações médicas confidenciais sobre Okafor e "fofocar" sobre Embiid e Fultz para a mídia nacional e até mesmo da Philadelphia.

As 5 contas que foram informadas pela fonte desconhecida incluía uma que seguia membros da mídia, empregados dos Sixers e agentes da NBA, mas nunca tuitou nada (usuário @phila1234567, sem nome) e 4 que postavam tweets e respostas a outros usuários.

Das outras quatro, 1 esteve ativa entre abril de 2016 e maio de 2017 (conta Eric Jr e usuário @AlVic40117560), 2 estavam ativas nos últimos 5 meses (HonestAbe/@Honesta34197118 e Enoughunknwonsources/@Enoughunknownsol) e 1 postava várias vezes durante o dia (Still Balling/@s_bonhams), mais recentemente há uma semana.

No dia 22 de maio, o The Ringer enviou um e-mail aos Sixers compartilhando os nomes de apenas 2 dessas contas (phila1234567 e Eric Jr). A intenção era clara ao não compartilhar as outras 3: observar se elas mudariam de comportamento após a revelação de 2 delas. Como era de esperar, algo realmente mudou nessas 3 outras contas.

Na mesma tarde do dia 22 de maio, todas as 3 contas que não haviam sido reveladas aos Sixers mudaram de "público" para "privado" e ficaram offline - incluindo uma (HonestAbe) que não estava ativa desde dezembro de 2017. A conta Still Balling, que tuitava diariamente, parou de postar desde então. De acordo com o portal, foi criada uma conta falsa que seguiu o perfil e possibilitou ver a atividade da conta mesmo depois de se tornar "privada".

Surpreendentemente, o representante dos Sixers retornou o contato do The Ringer e confirmou que uma das contas (phila1234567, que nunca postou nada) era, de fato, de Colangelo. Quando ele foi perguntado com quem mais havia discutido o assunto, respondeu que conversou com apenas uma pessoa: Colangelo.

Ontem (29), o The Ringer revelou aos Sixers a conexão entre as 5 contas do Twitter que são atribuídas a Colangelo. A equipe respondeu com uma nota do GM:

"Como muitos de meus colegas, eu uso as redes sociais para me manter em dia com as notícias. Da mesma forma que nunca postei nada nelas, eu uso a conta @phila1234567 no Twitter para monitorar nossa indústria e outros eventos do momento. Esse assunto está me incomodando em diversos níveis e eu não tenho nada a ver com nenhuma dessas contas que me trouxeram à atenção, nem sei quem está por trás delas ou quais são suas motivações"

De qualquer forma, mesmo com a negativa de Colangelo, mais padrões foram observados no comportamento das contas. Por exemplo, no print da postagem do Twitter no início do artigo, "Eric Jr" dá a entender que Jahlil Okafor teve problemas físicos que o impediram de ser negociado com outro time. Essa informação nunca veio a público e só poderia ser dada por alguém intimamente envolvido na negociação.

Além disso, essa mesma conta faz esforços um tanto incomuns pra proteger a imagem de Colangelo, especialmente nesse contexto. Em resposta a um usuário que o chama de "palhaço" e o coloca abaixo de seu antecessor, Sam Hinkie, o perfil trata de defender o atual GM: "Palhaço? Por quê? O que Hinkie construiu? Meu Deus o tendencionismo é insano".

Sam Hinkie foi quem iniciou o "Processo" levando para a Philadelphia  Joel Embiid, Dario Saric e Ben Simmons. Por outro lado, Bryan Colangelo tem sido muito criticado pela troca com o Boston Celtics pela Pick °1 a fim de escolher Markelle Fultz, enquanto Jayson Tatum acabou indo para Boston e levando os Celtics às finais de conferência derrotando os próprios Sixers.

Bryan Colangelo e o caso das contas falsas do Twitter: Como o GM dos 76ers ficou contra a parede
Bryan Colangelo ao escolher Markelle Fultz na pick n° 1 de 2017 (Foto: NBA)

A conta Eric Jr foi criada em Abril de 2016, mesmo mês em que Colangelo foi contratado pela franquia de Philadelphia. Em sua bio, a conta afirma ser um "basketball lifer", algo como "vivenciador do basquete" e coloca como localização "South Philly", exatamente onde fica a Wells Fargo Center, casa dos Sixers.

As 5 contas atribuídas a Colangelo também seguem um perfil com o nome Warren LeGarie, fundador da Las Vegas Summer League e que foi um agente que  representou o executivo no passado.

São muitas as evidências que apontam Colangelo como sendo, de fato, o nome por trás dessas contas. Existem muitas outras provas apontadas na reportagem que levam à essa conclusão, que você pode verificar direto no portal The Ringer.

Embora nada tenha sido provado, o fato é que Colangelo sairá arranhado dessa história. Ele mesmo negou o acontecido a Joel Embiid, de acordo com Adrian Wojnarowski, da ESPN americana, mas está sob desconfiança. A reportagem do The Ringer parece ser incontestável, mas até que se prove o contrário, é necessário aguardar e é isso que, ao que parece, os Sixers vão fazer antes de tomar uma decisão.

Os melhores times de todos os tempos da NBA

Listamos os 15 melhores times da história da NBA em ordem cronológica de acordo com a dominância em suas épocas

POR William Barbosa dia
Os melhores times de todos os tempos da NBA
Chicago Bulls de 1995-1996, considerado por muitos o melhor da história (Foto: Chicago Tribune)

A história da NBA já nos reservou inúmeras experiências maravilhosas com jogos inesquecíveis, exibições históricas e recordes quebrados. Mas se há uma discussão que está sempre em aberto é sobre qual foi o melhor time da NBA de todos os tempos.

Naturalmente, nossa opinião sobre esse assunto depende da época em que começamos a acompanhar o basquete americano e, claro, para qual time torcemos. Por isso qualquer análise nesse aspecto seria subjetiva e daria margem para muitas controvérsias.

Por exemplo, a equipe do Sobe a Bola já deu seus palpites para as finais de conferência de 2017-2018. Em geral, nossa aposta é que Warriors e Celtics farão as finais da NBA. Mas a verdade é que os palpites são mais uma torcida do que propriamente uma análise objetiva, já que todos temos nossas preferências e, por isso, existem as divergências de opiniões, o que é extremamente saudável.

  

De qualquer forma, a grande maioria de nós vai concordar que, independente da época, sempre houve uma equipe dominante na NBA. E se fôssemos avaliar as melhores equipes da história de acordo com sua dominância em suas épocas?

Dentro desse critério, listamos abaixo quais equipes se destacaram e, desse modo, estariam entre as melhores da história. Não vamos listar performances dominantes que não terminaram em título (com a bênção de Scottie Pippen).

Os melhores times de todos os tempos da NBA
"72-10 não significa nada sem um anel" - Scottie Pippen (Foto: Autor Desconhecido)

Boston Celtics 1964-1965

Teve campanha de 62-18 na temporada regular e 8-4 nos playoffs, terminando com o título ao derrotar o Los Angeles Lakers na final, o 7° de 8 títulos seguidos da franquia.

Eles também estabeleceram o recorde de vitórias até então e tiveram 5 jogadores incluídos no Hall da Fama (K.C. Jones, Sam Jones, Tom Heinsohn, Bill Russell e John Havlicek).

Philadelphia 76ers 1966-1967

Com campanha de 68-13 na temporada regular e 11-4 nos playoffs, os Sixers derrotaram os Warriors nas finais.

O grande jogador do time na época foi também um dos mais dominantes em toda história da liga: Wilt Chamberlain, que tinha a companhia de Hal Greer, Chet Walker e Billy Cunningham, acabando com a sequência de 8 títulos seguidos do Boston Celtics.

New York Knicks 1969-1970

Os melhores times de todos os tempos da NBA
Willis Reed (Foto: RollerSport)

Campanha de 60-22 na temporada regular e 12-7 nos playoffs.

Para aqueles que atualmente costumam chamar jogadores de chinelinhos e mercenários: esse time literalmente deu o sangue para conseguir o título: Willis Reed iniciou o jogo 7 das finais mancando devido a uma lesão muscular. Ele só acertou 2/9 arremessos naquele jogo, mas inspirou seus companheiros a atropelarem o Los Angeles Lakers do grande Wilt Chamberlain nas finais.

Milwaukee Bucks 1970-1971

Campanha: 66-16 na temporada regular e 12-2 nos playoffs, derrotando o Baltimore Bullets nas finais.

Liderados por Lew Alcindor e Oscar Robertson, os Bucks varreram os Bullets na série melhor de 7 para conquistar o título e estabelecer a segunda maior diferença de pontos em finais em toda a história (+12,3 PPJ).

Los Angeles Lakers 1971-1972

Campanha: 69-13 na temporada regular e 12-3 nos playoffs, derrotando o New York Knicks nas finais.

Naquele ano, a equipe estabeleceu o recorde de vitórias consecutiva que até hoje não foi quebrado: 33 vitórias. Além disso, a marca de 69 vitórias na temporada regular só foi quebrada em 1995-1996 pelo Chicago Bulls de Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman. De qualquer forma, nenhuma equipe foi páreo para Wilt Chamberlain, Jerry West e companhia.

Philadelphia 76ers 1982-1983

65-17 na temporada regular e 12-1 nos playoffs, derrotando o Los Angeles Lakers nas finais.

Moses Malone, Julius Erving, Maurice Cheeks e Andrew Toney só foram derrotados uma vez na pós-temporada: O Milwaukee Bucks venceu um jogo nas finais de conferência, mas os Sixers deram um show que, atualmente, ocuparia uns 10 minutos de highlights no Youtube...

Boston Celtics 1985-1986

Os melhores times de todos os tempos da NBA
Larry Bird e Kevin McHale (Foto: Lipofsky Photography)

67-15 na temporada regular e 15-3 nos playoffs e se consagraram campeões após baterem o Houston Rockets.

A equipe que conseguiu 40 vitórias em casa na temporada regular e que tinha Larry Bird, Kevin McHale, Robert Parish, Dennis Johnson, Danny Ainge e Bill Walton sempre faz parte da eterna discussão sobre ter sido o melhor time da história. O fato é que, nessa época, surgiu uma das maiores rivalidades da história: Celtics x Lakers.

Los Angeles Lakers 1986-1987

65-17 na temporada regular e 15-3 nos playoffs, campeões em novo confronto com o Boston Celtics nas finais.

Com Magic Johnson destruindo àquela altura (23,9 PPJ e 12,2 APJ), e na companhia de Kareem Abdul-Jabbar, James Worthy, Byron Scott, Michael Cooper e outros, os Lakers viraram a febre "Showtime" e arrastaram uma multidão de fãs.

Detroit Pistons 1988-1989

Campanha de 63-19 na temporada regular e 15-2 nos playoofs, derrotando o Los Angeles Lakers nas finais.

Os Pistons de 1989 foram uma das equipes mais dominantes defensivamente em toda a história da liga, contando com Dennis Rodman, Joe Dumars e Bill Laimbeer. Eles varreram os todo-poderosos Lakers e estão inseridos entre os melhores times de todos os tempos da NBA.

Chicago Bulls 1991-1992

67-15 na temporada regular e 15-7 nos playoffs, derrotando o Portland TrailBlazers nas finais.

Já contando com o incrível Michael Jordan, a equipe era muito forte ofensivamente, marcando 115,5 pontos a cada 100 posses de bola e acabou não dando chances para o azar naquele ano.

Chicago Bulls 1995-1996

Os melhores times de todos os tempos da NBA
O melhor da história? (Foto: Bulls Brasil)

72-10 na temporada regular e 15-3 nos playoffs, derrotando o Seattle SuperSonics nas finais.

Esse foi então o maior recorde de vitórias na temporada regular, que só foi quebrado em 2015-2016 pelo Golden State Warriors (73-9), mas que pode ser considerado a melhor campanha de uma equipe campeã (os Warriors foram derrotados nas finais pelo Cleveland Cavaliers). Além disso, a equipe começou a temporada com um estrondoso 41-3. Para muitos, esse foi o maior time de todos os tempos da NBA.

Los Angeles Lakers 2000-2001

56-26 na temporada regular e 15-1 nos playoffs, derrotando o Philadelphia 76ers de Allen Iverson nas finais.

Embora não tão dominante quanto outras equipes dessa lista na temporada regular, os Lakers atropelaram todo mundo nos playoffs. Mas nas finais, um incrível Allen Iverson marcou 48 pontos e assustou a Shaquille O'Neal, Kobe Bryant e companhia em Los Angeles. Mas, no final, 4-1 para os Lakers e 15-1 nos playoffs, recorde que só foi quebrado pelo Golden State Warriors em 2016-2017 (16-1).

San Antonio Spurs 2002-2003

60-22 na temporada regular e 16-8 nos playoffs, derrotando o New Jersey Nets nas finais.

A equipe comandada por Gregg Popovich e que tinha David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili foi uma das maiores da história e contava ainda com Steve Kerr, ex-Bulls, vindo do banco. 

Miami Heat 2012-2013

66-16 na temporada regular e 16-7 nos playoffs, derrotando o San Antonio Spurs nas finais.

A equipe esteve no top 10 de eficiência ofensiva e defensiva na liga e era formada pelo fortíssimo trio de LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade, além da pontaria certeira nos tiros de longa distância de Ray Allen.

Golden State Warriors 2016-2017

Os melhores times de todos os tempos da NBA
Curry e Durant: Nova dinastia? (Foto: SI.com)

67-15 na temporada regular e 16-1 nos playoffs, derrotando o Cleveland Cavaliers de LeBron James e Kyrie Irving nas finais.

Os Warriors haviam perdido melancolicamente as finais do ano anterior, mas após muita polêmica adicionaram Kevin Durant ao elenco e formou um supertime com Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green que não deu chances a ninguém, estabelecendo o recorde de 16-1 na pós temporada (sendo 15 vitórias consecutivas).

E aí, concordam? Está aberta a discussão. Comente e deixe a sua opinião. 

 

 

Cansaço, jogos fracos e lesões - O legado do calendário da NBA

Jogadores sofrem os efeitos do calendário, se lesionam e comprometem suas equipes para a pós-temporada

POR William Barbosa dia
Cansaço, jogos fracos e lesões - O legado do calendário da NBA
Andre Roberson não joga mais na temporada pelo Oklahoma City Thunder (Foto: Autor desconhecido)

Nos últimos dias, ouvimos falar de vários jogadores da NBA que sofreram lesões. Nomes importantes como DeMarcus Cousins e Kristaps Porzingis não jogam mais nessa temporada. Se o New Orleans Pelicans tem conseguido se virar sem Cousins, o New York Knicks tem remotas chances de ir aos playoffs, algo que era palpável quando Porzingis estava jogando.

Cansaço, jogos fracos e lesões - O legado do calendário da NBA
Cousins sofre lesão contra o Houston Rockets (Foto: SporTV)

Além disso, inúmeros outros jogadores importantíssimos estão desfalcando suas equipes em vários jogos: Stephen Curry, Jimmy Butler, Kevin Love, Kyrie Irving, John Wall e, mais recentemente, Avery Bradley e Klay Thompson engrossam a lista dos que estão fora de combate. E, com os playoffs batendo à porta, nenhum técnico vai querer forçar a barra para que eles joguem.

Há quem diga que jogadores dos esportes mais tradicionais do mundo são extremamente mimados. Afinal, eles reclamam de tudo: da arbitragem, da rotina de treinamentos, da torcida, dos jornalistas e tudo o mais que os cerca. Na NBA, vez por outra pipocam reclamações contra a liga, algumas delas com razão (caso da arbitragem).

 No entanto, se tem uma reclamação válida é a respeito da quantidade de jogos da temporada regular na NBA. Vira e mexe me pergunto: 82 jogos pra quê? Naturalmente, a NBA é um grande negócio e 82 jogos servem pra encher os bolsos da liga e das próprias franquias, incluindo os jogadores que são muito bem pagos pra jogar basquete. 

Mas, na prática, falando de qualidade do espetáculo: Para que esses 82 jogos de cada time sejam possíveis, é necessário um grande planejamento de logística, especialmente nos back-to-backs. Todas as equipes, sem exceção, já experimentaram viajar, jogar uma partida e viajar no mesmo dia para jogar de novo no dia seguinte. E, se no dia anterior a batalha foi pesada, no dia seguinte a equipe está um caco, joga mal e perde de forma bisonha.

Com essa quantidade de partidas e deslocamentos num país tão grande como os Estados Unidos, incluindo viagens ao Canadá para enfrentar o Toronto Raptors ou mesmo ao México e Europa, dá pra entender porque alguns técnicos acabam poupando seus astros em partidas de pequeno apelo. Ou até porque criam um "hype" em torno da lesão (?) de algum jogador para justificar sua ausência quando, na verdade, ele apenas ganhou um descanso.

Pior ainda: Não raro, os times que tanto lutam por uma vaga nos playoffs ficam sem seus jogadores exatamente na pós-temporada. Algumas lesões são fatalidade; outras, por desgaste. Mas todas são acentuadas pela grande quantidade de jogos. Se eu jogo menos, me exponho menos e a probabilidade de eu me lesionar diminui. Pura estatística.

Jogar 82 vezes pra ir à pós temporada e depois ainda jogar melhor de 7 nos playoffs, como já dito, serve pra encher os bolsos, mas do ponto de vista esportivo não faz nenhum sentido. Como também não faz sentido termos os astros se matando em jogos na temporada regular e se lesionando por fadiga, comprometendo a temporada.

Consequentemente, também não faz sentido acreditar que a NBA fará alguma mudança. Essa grande quantidade de jogos no calendário já foi discutida e nada foi mudado. Enquanto isso, podemos nos "deliciar" assistindo a 4 jogos por temporada entre Sacramento Kings e Phoenix Suns...

Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019

Saiba quem são os futuros astros da NBA, quais seus pontos fortes e deficiências com base nos atuais desempenhos de cada um

POR William Barbosa dia
Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019
Conheça os candidatos às 5 primeiras escolhas do Draft NBA 2018/2019 (Foto: USAToday/GettyImages)

Estamos caminhando para o fim da temporada da NBA e, enquanto ainda existem equipes lutando pelos playoffs, outras já estão se planejando para a próxima temporada. Atlanta Hawks, Orlando Magic, Dallas Mavericks, Sacramento Kings e Phoenix Suns, nesse momento, apenas brigam pelas maiores possibilidades na loteria do draft 2018.

O draft aparece como um tipo de prêmio de consolação para as franquias que tiveram desempenhos ruins na temporada e também é uma chance de tornar as equipes mais competitivas. Muitos jogadores em seu último ano de universidade já estão sendo observados e estarão na NBA na próxima temporada.

Listamos abaixo os 5 nomes mais badalados para o próximo Draft e que provavelmente estarão entre as 5 primeiras escolhas da primeira rodada, assim como seus atributos e suas fraquezas (sim, eles são humanos como nós). 

Deandre Ayton – Pivô

Deandre Ayton (Foto: USAToday)

Origem: Nassau, Bahamas

Universidade: Arizona

 

 

Pontos fortes: Boa coordenação e bom trabalho de pés para os seus 2,13m. Chuta bem de 3 pontos e arremessa de qualquer ponto da quadra. Na carreira, tem 60,2% de aproveitamento nos arremessos de quadra, o que pode não ser muito para um pivô, mas é considerável para um jogador que não fica preso no garrafão e se movimenta bastante pela quadra. Tem bom aproveitamento nos lances livres, algo incomum para um pivô com o seu tamanho (73,8%)

Pontos fracos: Não parece ter problema de talento, mas sim mental. Fez poucos avanços em seu último ano de universidade e pareceu displicente após deixar de ser visto como escolha n°1 pela maioria dos especialistas. Tem pouca envergadura e ainda precisa controlar a parte emocional, já que ainda faz faltas bobas e se irrita demais, no melhor estilo DeMarcus Cousins.

Veja abaixo lances do futuro astro:

Marvin Bagley - Ala-pivô

Marvin Bagley pela Universidade de Duke (Foto: USAToday)

Origem: Phoenix, Arizona

Universidade: Duke/Sierra Canyon

Pontos Fortes: Bagley é um canhoto atlético com estilo comparado ao de Chris Bosh. Muitos apostam que ele será a primeira escolha do draft por causa de sua versatilidade e habilidade, além de ter bom desempenho no ataque e na defesa. Mesmo sendo agressivo comete apenas 1,1 falta por jogo e consegue ganhar rebotes defensivos e ofensivos.

Pontos fracos: Precisa melhorar o controle de bola e a tomada de decisões. Muitas das vezes se omite em orientar seus companheiros e carece de exercer maior liderança em quadra. Isso fica evidente quando vemos que ele tem apenas 1,7 assistências enquanto comete 3,2 turnovers por jogo.

Lances de Marvin Bagley:

Michael Porter - Ala

Michael Porter: Estilo parecido com o de Kevin Durant (Foto: USAToday)

Origem: Columbia, Missouri

Universidade: Nathan Hale

* Não foram encontradas estatísticas relevantes sobre o jogador.

Pontos fortes: Apesar da pouca idade, é extremamente maduro, focado e com muita noção de jogo individual e coletivo. Tem um ótimo catch-and-shoot e também é muito rápido na transição defesa-ataque. Seu tamanho e impulsão tornam seus arremessos difíceis de serem contestados, além de ter boa visão de jogo.

Pontos fracos: Precisa melhorar a habilidade de controle de bola, especialmente com a mão esquerda. Ainda deixa espaços na defesa durante as trocas de marcação e falta movimentação sem a bola. Precisa aprimorar os arremessos off-dribble e a tomada de decisões quando a marcação é dupla ou até mesmo tripla.

Lances de Michael Porter:

Luka Doncic - Ala-armador/Ala

Luka Doncic (Foto: GettyImages)

Origem: Ljubljana, Eslovênia

Pontos fortes: Com apenas 18 anos - fará 19 no próximo dia 28 de fevereiro - também tem como ponto positivo a maturidade tanto física quanto mental. Atualmente joga na Europa pelo Real Madrid e compete de igual para igual com jogadores mais experientes, com bom trabalho de pés e facilidade no drible. Também tem boa percepção de passes do adversário e sempre está bem colocado em quadra. Uma das maiores revelações do basquete internacional.

Pontos fracos: Tem dificuldade na movimentação lateral, o que com certeza atrapalha a marcação de jogadores com muita explosão como James Harden e Russell Westbrook. Precisa melhorar a linguagem corporal quando sofre marcação agressiva, pois ainda pena para arremessar quando contestado ou quando a marcação exerce muito contato físico.

Lances de Luka Doncic pelo Real Madrid:

Trae Young - Armador

Origem: Norman, Oklahoma

Universidade: Norman North

Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019

Pontos fortes: O que Trae Young tem feito no basquete universitário é algo que os torcedores não estão acostumados a ver... pelo menos não desde que Stephen Curry foi draftado. Sim, o estilo de Young é cópia bem parecido ao de Curry: habilidade no controle de bola e alto aproveitamento nos chutes de 3 pontos - também arrisca de muito longe. É rápido e costuma deixar os marcadores confusos. É talvez o melhor arremessador dos últimos tempos da NCAA.

Pontos fracos: Young não tem o tamanho ideal para um armador. Essa deficiência fica evidente especialmente quando tenta fazer uma bandeja ou qualquer outra jogada no garrafão. Também é deficiente na defesa e no deslocamento lateral, principalmente sem a bola. Costuma arriscar passes difíceis e, com isso, comete mais turnovers do que o normal. E precisa parar de imitar Stephen Curry nas comemorações...

Lances de Trae Young:

A loteria do draft, que define a sequência das escolhas para cada franquia, acontece em Chicago no dia 15 de maio. O Draft NBA 2018/2019 será no dia 21 de junho.

*Matéria realizada com o auxílio das seguintes fontes: BasketBall Reference, NBADraft.net e ESPN.com

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Arbitragem de campeonato brasileiro e clima de Libertadores: O que os erros podem custar à NBA

Reclamações, ejeções, multas e constantes conflitos com a arbitragem na NBA podem acabar afastando o interesse dos fãs

POR William Barbosa dia
Arbitragem de campeonato brasileiro e clima de Libertadores: O que os erros podem custar à NBA
LeBron James foi expulso pela primeira vez na carreira nessa temporada (Foto: Uol Esporte)

Desde que a humanidade se entende por gente, é assim que normalmente os erros são justificados: Erramos por causa da natureza humana que nos impõe uma série de limitações. No esporte, essas limitações são ainda mais relevantes por se tratar de um ambiente onde emoções e paixões estão envolvidas, e os erros costumam ganhar proporções bem maiores.

Por causa disso, muitas ligas esportivas têm investido cada vez mais em tecnologia de ponta para auxiliar aqueles que tem a responsabilidade de julgar durante os eventos: os árbitros. Não conseguimos imaginar hoje um jogo de vôlei ou tênis sem os “desafios” das marcações dos árbitros. Muitas decisões erradas da arbitragem já foram corrigidas justamente com o uso da tecnologia.

É o caso, por exemplo, da National Football League (NFL) nos EUA. É muito difícil acontecer um erro de marcação da arbitragem porque eles estão sempre consultando o vídeo. Além disso, as equipes podem desafiar uma jogada que envolve passe completo ou incompleto, touchdown, saída pela lateral e outras.

Os árbitros também precisam ser transparentes: após uma marcação, eles informam pelos alto-falantes do estádio qual a infração marcada e, quando a marcação é desafiada, indicam também que a marcação original está sendo mantida ou então revertida a favor da equipe que desafia. Talvez seja por isso que o “Football” é o principal esporte norte-americano.

A NBA também investe pesado no uso de vídeo durante as partidas de basquete da liga. Mas nos últimos anos, há um constante embate entre jogadores, técnicos e árbitros em torno de marcações incoerentes, falta de aplicação da regra, punições exageradas ou o chamado “apito caseiro”. Os árbitros quase não usam os vídeos e acabam marcando o que querem.

 

Vejam por exemplo esse lance de ontem no jogo 76ers x Thunder:

Falta claríssima não marcada de Joel Embiid em Russell Westbrook. Outras faltas bem mais sutis são marcadas nos jogos e não dá pra entender como um lance desse passa batido pelos árbitros.

Agora veja um exemplo onde caberia um "challenge" (se as regras da NBA permitissem): 

Esse lance decretou a vitória do Milwaukee Bucks sobre o Oklahoma City Thunder. Vamos olhar agora esse lance mais de perto:

Giannis Antetokounmpo pisa fora na linha de fundo da quadra, mas nada foi marcado. A arbitragem poderia ter simplesmente olhado o vídeo e chamado a marcação correta. Mas isso não foi feito por mera vaidade dos árbitros e comprometeu o resultado da partida.

Esses são alguns exemplos entre inúmeros tantos outros que acontecem durante as partidas. E não parece ser apenas uma questão de incompetência dos árbitros: há também uma certa arrogância e uma resistência em aceitar que a tecnologia tenha que ser usada para minimizar os erros. 

 

Na boa: é impossível ver injustiças como essas e nunca reclamar. Claro que alguns jogadores acabam se excedendo, mas não tem jeito: A NBA precisa mudar isso. Ficar multando jogador a cada reclamação contra a arbitragem só serve pra tapar o sol com a peneira e desviar o foco.

Não estamos aqui justificando o comportamento dos jogadores e técnicos: repito que os excessos têm de ser punidos. Mas termos os protagonistas do espetáculo sendo ejetados  e nada acontecer com a arbitragem é fogo amigo e sabotagem do próprio produto. E quem perde? Todo mundo, mas especialmente o fã.

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