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William Barbosa

William Barbosa

Fã da NBA na época do NBA Jam do SNES, viveu um tempo de quarentena até passar a acompanhar novamente a partir do basquete-arte do Golden State Warriors. Tem um blog sobre novidades da NBA: smallballnba.blogspot.com

Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019

Saiba quem são os futuros astros da NBA, quais seus pontos fortes e deficiências com base nos atuais desempenhos de cada um

POR William Barbosa dia
Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019
Conheça os candidatos às 5 primeiras escolhas do Draft NBA 2018/2019 (Foto: USAToday/GettyImages)

Estamos caminhando para o fim da temporada da NBA e, enquanto ainda existem equipes lutando pelos playoffs, outras já estão se planejando para a próxima temporada. Atlanta Hawks, Orlando Magic, Dallas Mavericks, Sacramento Kings e Phoenix Suns, nesse momento, apenas brigam pelas maiores possibilidades na loteria do draft 2018.

O draft aparece como um tipo de prêmio de consolação para as franquias que tiveram desempenhos ruins na temporada e também é uma chance de tornar as equipes mais competitivas. Muitos jogadores em seu último ano de universidade já estão sendo observados e estarão na NBA na próxima temporada.

Listamos abaixo os 5 nomes mais badalados para o próximo Draft e que provavelmente estarão entre as 5 primeiras escolhas da primeira rodada, assim como seus atributos e suas fraquezas (sim, eles são humanos como nós). 

Deandre Ayton – Pivô

Deandre Ayton (Foto: USAToday)

Origem: Nassau, Bahamas

Universidade: Arizona

 

 

Pontos fortes: Boa coordenação e bom trabalho de pés para os seus 2,13m. Chuta bem de 3 pontos e arremessa de qualquer ponto da quadra. Na carreira, tem 60,2% de aproveitamento nos arremessos de quadra, o que pode não ser muito para um pivô, mas é considerável para um jogador que não fica preso no garrafão e se movimenta bastante pela quadra. Tem bom aproveitamento nos lances livres, algo incomum para um pivô com o seu tamanho (73,8%)

Pontos fracos: Não parece ter problema de talento, mas sim mental. Fez poucos avanços em seu último ano de universidade e pareceu displicente após deixar de ser visto como escolha n°1 pela maioria dos especialistas. Tem pouca envergadura e ainda precisa controlar a parte emocional, já que ainda faz faltas bobas e se irrita demais, no melhor estilo DeMarcus Cousins.

Veja abaixo lances do futuro astro:

Marvin Bagley - Ala-pivô

Marvin Bagley pela Universidade de Duke (Foto: USAToday)

Origem: Phoenix, Arizona

Universidade: Duke/Sierra Canyon

Pontos Fortes: Bagley é um canhoto atlético com estilo comparado ao de Chris Bosh. Muitos apostam que ele será a primeira escolha do draft por causa de sua versatilidade e habilidade, além de ter bom desempenho no ataque e na defesa. Mesmo sendo agressivo comete apenas 1,1 falta por jogo e consegue ganhar rebotes defensivos e ofensivos.

Pontos fracos: Precisa melhorar o controle de bola e a tomada de decisões. Muitas das vezes se omite em orientar seus companheiros e carece de exercer maior liderança em quadra. Isso fica evidente quando vemos que ele tem apenas 1,7 assistências enquanto comete 3,2 turnovers por jogo.

Lances de Marvin Bagley:

Michael Porter - Ala

Michael Porter: Estilo parecido com o de Kevin Durant (Foto: USAToday)

Origem: Columbia, Missouri

Universidade: Nathan Hale

* Não foram encontradas estatísticas relevantes sobre o jogador.

Pontos fortes: Apesar da pouca idade, é extremamente maduro, focado e com muita noção de jogo individual e coletivo. Tem um ótimo catch-and-shoot e também é muito rápido na transição defesa-ataque. Seu tamanho e impulsão tornam seus arremessos difíceis de serem contestados, além de ter boa visão de jogo.

Pontos fracos: Precisa melhorar a habilidade de controle de bola, especialmente com a mão esquerda. Ainda deixa espaços na defesa durante as trocas de marcação e falta movimentação sem a bola. Precisa aprimorar os arremessos off-dribble e a tomada de decisões quando a marcação é dupla ou até mesmo tripla.

Lances de Michael Porter:

Luka Doncic - Ala-armador/Ala

Luka Doncic (Foto: GettyImages)

Origem: Ljubljana, Eslovênia

Pontos fortes: Com apenas 18 anos - fará 19 no próximo dia 28 de fevereiro - também tem como ponto positivo a maturidade tanto física quanto mental. Atualmente joga na Europa pelo Real Madrid e compete de igual para igual com jogadores mais experientes, com bom trabalho de pés e facilidade no drible. Também tem boa percepção de passes do adversário e sempre está bem colocado em quadra. Uma das maiores revelações do basquete internacional.

Pontos fracos: Tem dificuldade na movimentação lateral, o que com certeza atrapalha a marcação de jogadores com muita explosão como James Harden e Russell Westbrook. Precisa melhorar a linguagem corporal quando sofre marcação agressiva, pois ainda pena para arremessar quando contestado ou quando a marcação exerce muito contato físico.

Lances de Luka Doncic pelo Real Madrid:

Trae Young - Armador

Origem: Norman, Oklahoma

Universidade: Norman North

Draft NBA 2018/2019: Veja quem são os mais cotados às 5 primeiras escolhas para a temporada 2018/2019

Pontos fortes: O que Trae Young tem feito no basquete universitário é algo que os torcedores não estão acostumados a ver... pelo menos não desde que Stephen Curry foi draftado. Sim, o estilo de Young é cópia bem parecido ao de Curry: habilidade no controle de bola e alto aproveitamento nos chutes de 3 pontos - também arrisca de muito longe. É rápido e costuma deixar os marcadores confusos. É talvez o melhor arremessador dos últimos tempos da NCAA.

Pontos fracos: Young não tem o tamanho ideal para um armador. Essa deficiência fica evidente especialmente quando tenta fazer uma bandeja ou qualquer outra jogada no garrafão. Também é deficiente na defesa e no deslocamento lateral, principalmente sem a bola. Costuma arriscar passes difíceis e, com isso, comete mais turnovers do que o normal. E precisa parar de imitar Stephen Curry nas comemorações...

Lances de Trae Young:

A loteria do draft, que define a sequência das escolhas para cada franquia, acontece em Chicago no dia 15 de maio. O Draft NBA 2018/2019 será no dia 21 de junho.

*Matéria realizada com o auxílio das seguintes fontes: BasketBall Reference, NBADraft.net e ESPN.com

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Arbitragem de campeonato brasileiro e clima de Libertadores: O que os erros podem custar à NBA

Reclamações, ejeções, multas e constantes conflitos com a arbitragem na NBA podem acabar afastando o interesse dos fãs

POR William Barbosa dia
Arbitragem de campeonato brasileiro e clima de Libertadores: O que os erros podem custar à NBA
LeBron James foi expulso pela primeira vez na carreira nessa temporada (Foto: Uol Esporte)

Desde que a humanidade se entende por gente, é assim que normalmente os erros são justificados: Erramos por causa da natureza humana que nos impõe uma série de limitações. No esporte, essas limitações são ainda mais relevantes por se tratar de um ambiente onde emoções e paixões estão envolvidas, e os erros costumam ganhar proporções bem maiores.

Por causa disso, muitas ligas esportivas têm investido cada vez mais em tecnologia de ponta para auxiliar aqueles que tem a responsabilidade de julgar durante os eventos: os árbitros. Não conseguimos imaginar hoje um jogo de vôlei ou tênis sem os “desafios” das marcações dos árbitros. Muitas decisões erradas da arbitragem já foram corrigidas justamente com o uso da tecnologia.

É o caso, por exemplo, da National Football League (NFL) nos EUA. É muito difícil acontecer um erro de marcação da arbitragem porque eles estão sempre consultando o vídeo. Além disso, as equipes podem desafiar uma jogada que envolve passe completo ou incompleto, touchdown, saída pela lateral e outras.

Os árbitros também precisam ser transparentes: após uma marcação, eles informam pelos alto-falantes do estádio qual a infração marcada e, quando a marcação é desafiada, indicam também que a marcação original está sendo mantida ou então revertida a favor da equipe que desafia. Talvez seja por isso que o “Football” é o principal esporte norte-americano.

A NBA também investe pesado no uso de vídeo durante as partidas de basquete da liga. Mas nos últimos anos, há um constante embate entre jogadores, técnicos e árbitros em torno de marcações incoerentes, falta de aplicação da regra, punições exageradas ou o chamado “apito caseiro”. Os árbitros quase não usam os vídeos e acabam marcando o que querem.

 

Vejam por exemplo esse lance de ontem no jogo 76ers x Thunder:

Falta claríssima não marcada de Joel Embiid em Russell Westbrook. Outras faltas bem mais sutis são marcadas nos jogos e não dá pra entender como um lance desse passa batido pelos árbitros.

Agora veja um exemplo onde caberia um "challenge" (se as regras da NBA permitissem): 

Esse lance decretou a vitória do Milwaukee Bucks sobre o Oklahoma City Thunder. Vamos olhar agora esse lance mais de perto:

Giannis Antetokounmpo pisa fora na linha de fundo da quadra, mas nada foi marcado. A arbitragem poderia ter simplesmente olhado o vídeo e chamado a marcação correta. Mas isso não foi feito por mera vaidade dos árbitros e comprometeu o resultado da partida.

Esses são alguns exemplos entre inúmeros tantos outros que acontecem durante as partidas. E não parece ser apenas uma questão de incompetência dos árbitros: há também uma certa arrogância e uma resistência em aceitar que a tecnologia tenha que ser usada para minimizar os erros. 

 

Na boa: é impossível ver injustiças como essas e nunca reclamar. Claro que alguns jogadores acabam se excedendo, mas não tem jeito: A NBA precisa mudar isso. Ficar multando jogador a cada reclamação contra a arbitragem só serve pra tapar o sol com a peneira e desviar o foco.

Não estamos aqui justificando o comportamento dos jogadores e técnicos: repito que os excessos têm de ser punidos. Mas termos os protagonistas do espetáculo sendo ejetados  e nada acontecer com a arbitragem é fogo amigo e sabotagem do próprio produto. E quem perde? Todo mundo, mas especialmente o fã.

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Sobe a Bola retrô: Há 25 anos era lançado o game NBA Jam

Game foi lançado na época da dominância do Chicago Bulls de Michael Jordan e ajudou a formar uma geração de fãs da liga

POR William Barbosa dia
Sobe a Bola retrô: Há 25 anos era lançado o game NBA Jam
Foto: Emuparadise.com

A década de 90 foi a época de uma das maiores hegemonias da história da NBA: o Chicago Bulls de Michael Jordan. O time conquistou fãs no mundo todo, inclusive aqui no Brasil.

Só que aqui em áreas tupiniquins só era possível assistir aos jogos pela Rede Bandeirantes ou então em flashes do Globo Esporte (pense numa época sem Twitter e Youtube) e o acesso era muito limitado.

Foi nesse contexto histórico que a Midway lançou o game NBA Jam em 1993 para fliperamas e 1994 para consoles domésticos. SNES e Game Boy (Nintendo) e Genesis, SEGA CD e Game Gear (SEGA) ganharam suas versões do jogo.

Utilizando a mesma tecnologia gráfica de Mortal Kombat, NBA Jam é um jogo de basquete 2x2 estilo arcade e o único até então licenciado pela NBA, trazendo as estrelas da liga baseado na temporada 1992/1993. A ausência sentida, por motivos desconhecidos, foi de Michael Jordan.

O jogo tinha "zero" compromisso com a realidade: Jogadores dando cambalhotas em enterradas, bola pegando fogo (após 3 cestas seguidas) e cestas do campo de defesa (sim, Stephen Curry ainda era uma criança).

A bola não saía de quadra e apenas regras como 24 segundos de posse e Goal Tending eram aplicadas. Falta não existia e empurrões faziam parte da estratégia de jogo. O narrador era completamente pirado (Rômulo Mendonça?) e aumentava ainda mais a diversão.

As versões para SNES e Genesis foram muito bem feitas para os padrões da época e traziam elencos mais atualizados do que a versão para fliperama. Infelizmente, a versão para Game Boy decepcionou e foi medonha, pra ser sincero.

Sobe a Bola retrô: Há 25 anos era lançado o game NBA Jam
NBA Jam Tournament Edition para SNES (Foto: Emulaparadise.com)
Sobe a Bola retrô: Há 25 anos era lançado o game NBA Jam
Versão medonha para Game Boy (Foto: Emulaparadise.com)

Muitos fãs de hoje da NBA com certeza gastaram horas e horas com esse clássico. O game fez tanto sucesso que agora, 25 anos depois de seu lançamento, a EA quer fazer um remake para consoles domésticos.

Tim Kitzrow, o famoso locutor do jogo, responsável pelo bordão "Boomshakalaka", disse em entrevista à ESPN americana que está disposto a voltar para o remake. Vale lembrar que a EA já lançou uma versão (paga) para Android, disponível na Play Store.

Se você está acostumado com as versões realistas da 2K, vale a pena dar uma conferida nesse divertido jogo. Além disso, é uma forma de reviver lendas como Scottie Pippen, Dennis Rodman, John Stockton, Karl Malone e outros. Nesse caso, nostalgia faz bem e não tem contra-indicações.

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